Cumuruxatiba

Dia 5

Era o dia de sair de Prado e conhecer a Ponta do Corumbau. Fiquei um tempo ainda passeando ali na região da pousada para tirar umas fotos antes de partir.

João de Barro – Furnarius rufus
Corrupião – Icterus jamacaii
Periquito Rei – Eupsittula aurea

Fui então em direção à Ponta do Corumbau. Lá iria encontrar um casal de amigos que vieram de Caraíva para nos encontrar.

A ponta do Corumbau tem uma boa estrutura de restaurantes, pousadas e um grande resort. É uma praia muito bonita, porém mais movimentada.

Mas andando um pouquinho para longe da muvuquinha ao redor dos restaurantes, a praia já fica deserta e se pode curtir toda essa beleza bem tranquilo!

Ficamos curtindo o dia inteiro por lá, um lugar muito lindo!

A Gio e o Ross tinham hora para ir embora, pois tinham que pegar um buggy de volta para Caraíva. Acabei acompanhando-os até a saída do buggy.

Depois voltei andando por dentro, na entrada da reserva indígena que tem ali.

Já estava escurecendo e resolvi jantar antes de seguir para a próxima base, que seria em Cumuruxatiba, ainda no município de Prado.

Que sorte que fiquei por lá, porque pude presenciar um pôr do sol de tirar o fôlego!!

Depois do espetáculo da natureza chegou a janta. Estava tudo ótimo!

Então parti para Cumuru porque esse dia já estava terminando!

Dia 6

Acordei e fui conhecer a minha pousada, que era bem legal.

Cardeal do Nordeste – Paroaria dominicana

Depois parti para o café da manhã e fui conversar com o dono da pousada para ver com ele algumas dicas de praias da região.

Nesse dia escolhemos a praia Japara Mirim. Era uma praia ao sul do centro de Cumuru que parecia bem bonita!

Chegando lá a previsão se confirmou, era uma praia linda e estava praticamente deserta!

A praia possui lindas falésias e um mar lindo!

Curtimos a tranquilidade da praia o dia inteiro!!!

Em certo momento uma linda cachorrinha veio para perto de nós. E a partir desse momento ela não desgrudou mais da gente. Nós a chamamos de Mãezinha!

Ela era tão magricela e tinha acabado de ter filhotes. Ficamos com muito dó.

Começamos a dar nossa comida para ela. Pobrezinha, estava morrendo de fome.

Bom, ela passou o dia inteiro com a gente e nós demos absolutamente toda a comida que tínhamos levado para ela.

Fomos caminhando até a praia vizinha, a Japara Grande. Lá existe um restaurante e é bem mais movimentado. Lá a vantagem é que o rio é bem bonito na chegada à praia!

Voltamos para Japara Mirim para aproveitar o restinho do dia e fazer mais carinho na Mãezinha, que fez todo o passeio conosco.

Só que na hora de ir embora foi muito triste. ☹

A Mãezinha percebeu a movimentação e já foi nos acompanhando nos olhando, muito ansiosa.

Assim que entramos ela saiu na frente pela estrada de saída da praia.

Talvez o que passe pela cabeça dela é que se dessa vez ela correr muito mesmo, ela vai finalmente conseguir ficar perto de alguém que tratou ela bem, mesmo que por tão pouco tempo…….

Quando conseguimos ultrapassar ela na estradinha ela saiu correndo em disparada atrás do carro e aquela cena de abandono olhando pelo retrovisor foi uma cena terrivelmente triste.

Aí eu comecei a pensar, quantas vezes essa pobrezinha já passou por isso? Quantas vezes ela “foi abandonada” e saiu correndo atrás de alguém que ela só queria dar amor???

E é isso que eu não consigo entender… Como que as pessoas por aí conseguem abandonar um cachorro que já foi parte da família?????? Como alguém consegue se olhar no espelho depois de ter visto seu cachorrinho ficando para trás pelo retrovisor???????

Uma pessoa dessas não tem mais nada por dentro, sério….

Eu estou viajando de férias, muito longe de casa e dependendo de hospedagens e transportes que não permitem animais. Naquele momento nós não poderíamos fazer muito. E infelizmente não tem como sair pegando todo cachorrinho e gatinho abandonado que encontramos nessas viagens, especialmente passando por regiões mais pobres que não existe nenhum controle para que esses vira-latihas não se reproduzam e só aumentem o problema. São muitos!

Bom, o que me restou foi passar em uma loja de rações e comprar um monte de ração para levar lá nos dias seguintes, mesmo que fora da minha rota, para tentar dar um mínimo de comida para essa pobrezinha, que mesmo nessa condição tão ruim e sendo enxotada por outras pessoas só por chegar perto, só tinha amor e carinho para oferecer.

Queria poder fazer mais.

Foi triste demais.

De noite pegamos um açaí e ficamos no hotel. Estávamos bem cansados.

Dia 7

Era o dia de conhecer a Barra do Cahy e eu estava com ótimas expectativas para esse dia!

Antes paramos para conhecer a praia central de Cumuruxatiba, a Praia do Pier.

A praia era linda e com estrutura de restaurantes e pousadas. Essa praia era mais movimentada que outras que fui.

Depois partimos para a Barra do Cahy, que não fica muito longe de Cumuru.

Lá existe um estacionamento pago para deixar o carro.

Logo na entrada já se chega pelo restaurante que tem na praia. A maioria das pessoas ficam perto do restaurante e acabam usando a sua estrutura. Os preços são bem salgados por lá!

Como nós tínhamos nossas bebidas e comidas, fomos andando pela praia e encontramos um coqueiro bacana para nos dar sombra em uma parte bem bonita da praia. Montamos nosso acampamento por lá.

E aqui estamos acomodados onde tudo começou para nosso Brasil!

Apesar de por muito tempo a praia Coroa Vermelha em Porto seguro ser considerada a primeira praia do Brasil, hoje se sabe por estudos de pesquisadores que o primeiro local de desembarque dos portugueses foi na Barra do Cahy, aqui no município de Prado.

A praia é muito tranquila sem dúvida uma das mais bonitas do Sul da Bahia. Não deve estar tão diferente da “Ilha de Santa Cruz” que foi avistada pelos portugueses mais de 500 anos atrás. Torço muito para que continue assim!

Preservar lugares como esse é tão importante!

Um pouquinho mais para frente, encontramos a Cruz e placa em homenagem ao reconhecimento da Barra do Cahy como a primeira praia do Brasil.

A Terra de Vera Cruz!

“Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças; e ao sol posto, obra de seis léguas da terra, surgimos âncoras, em dezenove braças — ancoragem limpa. Ali permanecemos toda aquela noite. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante, por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, dez e nove braças, até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente à boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas pouco mais ou menos. Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro.

XXX

Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.” – Pero Vaz de Caminha

Bom, depois de passar um dia tão agradável e com tanta história, fomos para a foz do Rio Cahy, um pouco mais para frente ainda.

A beleza do lugar é de tirar o fôlego!

Ainda entrei no rio para nadar um pouco e curtir aquele lugar. O mar ali é meio agitado, então o lado do rio é a melhor escolha para relaxar.

Antes do fim do dia a praia já estava deserta e curtimos o por do sol sozinhos!

Conseguimos até fazer umas fotos ao estilo largados e pelados!!! Hahahaha!

Já no caminho de volta ainda tive que parar para apreciar mais um pouco o lugar.

Na estrada da volta presenciamos uma cena dessas inusitadas… Eu que já não dirijo muito devagar, vou vendo um cara no retrovisor chegando rápido perto de mim. Naquela estrada de terra, a velocidade do cara não era muito segura, ainda mais com uma pick up dessas pequenas com a caçamba carregada, inclusive com uma antena parabólica nela. Na hora que ele foi me ultrapassar tinha uma lombada na pista e foi bem a hora que ele acelerou mais… Meu, o cara voou com aquela pick up e metade das coisas que ele tinha na caçamba saíram voando pela estrada para todos os lados!!! Hahaha! Foi muito engraçado! Cena de filme de comédia! O pior é que o cara era local. Ele conhecia a estrada.

Provavelmente estava meio bêbado, igual a maioria da galera lá que está dirigindo ou andando de bike de noite. As leis lá não são iguais as daqui, e isso a gente percebe rápido!!!

De noite depois de um belo banho, fui para o centrinho de Cumuruxatiba para jantar.

Apesar das opções mais sofisticadas de lá, nesse dia acabei pegando um lugar mais voltado para os locais! Bem gostosa a comida!

Ainda fui buscar a ração no carro para alimentar os cachorrinhos famintos que andavam por lá!

Ainda deu tempo de um pudim no famoso Uh Tererê de Cumuru!

Continua – Caraíva: https://profissaoviageiro.com/2021/09/26/caraiva/

2 respostas em “Cumuruxatiba

  1. Olá… curti mto a sua página! E ja estou apaixonada por Cumuruxatiba! Tenho planos de ir lá no mês de janeiro. Poderia me dizer se nessas praias podemos levar objetos como cx térmica, guarda sol e cadeiras? Pesquisei na internet e não achei opinião sobre isso.

    • Olá Naiane, tudo bem?
      Que ótimo que curtiu. Muito obrigado!
      Olha, esses itens que comentou, pode sim. Nós levamos nosso guarda sol e cadeiras em todas as praias que fomos. Caixa térmica também não tem problema. Se for só isso, pode ir tranquila em qualquer praia por lá! Qualquer outra dúvida, é só falar!
      Abraço!

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