Trancoso

Dia 10 (Continuação)

Então segui para Trancoso que era o próximo destino e fiquei de acordar bem cedo no dia seguinte e voltar até lá para ir nessa praia tão bem falada.

Já em Trancoso, fui para o Quadrado dar uma volta e jantar. O Quadrado de Trancoso é uma grande praça no centro que está cheia de lojas e restaurantes sofisticados.

Na hora de dormir dei azar de novo. O quarto da pousadinha não tinha nem vidro na janela. A casa do lado foi alugada por um monte de adolescentes que ficaram fazendo festa até altas horas. Que desgraça!

Dia 11

Depois dessa noite mal dormida cai da cama cedinho e segui para Caraíva. No horário cheguei lá e partimos para a Praia do Sahy.

Deixa eu contar como é o esquema lá…

Como comentei, a maioria das pessoas vem andando desde Caraíva até a Praia do Sahy. Ir de carro tem uma grande dificuldade… O acesso à praia é feito por dentro de uma fazenda. Apenas as pessoas que moram dentro da fazenda podem autorizar visitantes entrarem. Então ou você conhece alguém lá, ou não consegue entrar de carro, porque seu nome tem que estar na portaria da fazenda de manhã.

Ouvi uma história que o dono da fazenda é um doleiro desses vagabundos que toda hora aparece em noticiário criminal. Uma tristeza essa país…

Agora vamos ao que interessa… Essa praia é sensacional!

Existem 2 bares mais arrumadinhos na praia, mas eles ficam tocando música, então ficamos bem longe deles.

Ficamos cada hora em um lugar da praia, aproveitando a beleza de cada canto.

Também fizemos snorkel naquele mar lindíssimo!

Mais para o final do dia fomos até a foz do rio e paramos em uma barraquinha para comprar uma cerveja.

Nessa parte perto do rio, fica uma argila branca que a mulherada passa para hidratar a pele e fazer uma graça para as fotos. A Tati deu uma geral com a argila!!!! Hahaha!

O pior é que a pele fica muito macia mesmo! Impressionante!

Bom, como sempre, decidimos ir embora quando já estava quase escuro. Pouquíssimas pessoas na praia ainda.

Um pequeno detalhe que não nos foi avisado, é que a pessoa da portaria só fica lá até um pouco antes das 5 da tarde. Depois vai embora e só consegue abrir a porta o pessoal que mora lá…….

Quando descobri isso, fiquei meio desesperado… Tentamos voltar lá na praia e o pessoal das casas não queria por nada ir até a portaria com a gente…

Um cara que iria passar a noite na praia até ofereceu de compartilhar o peixe que ele iria assar durante a noite com a gente, caso não conseguíssemos sair.

Eu não conseguia nem sonhar em ter que passar a noite lá ao relento. Porque a galera que iria passar a noite lá tudo tinha barraca e mantimentos. A gente não tinha nem água!

Nisso falei para a Tati ir falar com o cara da barraca que compramos a cerveja. Por sorte ele iria sair e disse que a gente poderia sair com ele.

Minha nossa, que sorte!

O cara demorou muito para sair, mas no final deu tudo certo!

O pessoal lá é meio estranho, para falar o mínimo… Tinha um outro carro que depois apareceu que parecia que estava na mesma situação que eu. Precisava que alguém abrisse a porta para eles saírem. Ele estava um pouco para trás da gente.

Só para não ajudar esse cara, eles abriram a porta rapidinho, saíram e mandaram eu sair rápido. Aí fecharam a porta correndo e o cara ficou lá… Os caras ficaram com aquela cara de missão cumprida só porque conseguiram prejudicar o outro cara. Achei bem zoado. A educação dessa galera é…. diferente.

E foi isso nesse dia.

Continua: https://profissaoviageiro.com/2021/09/01/arraial-dajuda/

Arraial d’Ajuda

Dia 12

Dia de conhecer o Parque Nacional do Pau Brasil!

Depois de mais uma noite mal dormida por causa da festinha dos adolescentes, fiz o check out e saí da pousada bem chateado. Parti para o parque com as malas no carro porque depois de lá já iria para Arraial d’Ajuda.

O parque do Pau Brasil está sob concessão da iniciativa privada, então o esquema já é bem melhor que o Parque do Descobrimento. Uma estrutura melhor e mais organizada.

O passeio foi feito no carro do parque, e por isso foi cobrado um valor extra.

Fizemos várias trilhas dentro do parque e nos deparamos com lugares lindos.

Vimos muitas bromélias no caminho.

Quando uma árvore desse tamanho cai, abre um clarão na mata que é insano. Isso é um monstro que vai abrindo caminho por onde passa.

E tem também essa árvore que parece árvore de desenho animado! Dá para imaginar tirando a cabeça de dentro com um bicho grudado no nariz!

Ela é oca e dá para ver um pontinho de luz lá em cima!

Mas a principal atração do parque é sem dúvida o Pau Brasil. Existem árvores de aproximadamente 1.500 anos nesse parque!!!!

É realmente emocionante ver a força da natureza e estar diante de um gigante desses!

A gente abraça árvores… Somos desses!

Conhecemos 2 árvores que tinham aproximadamente essa idade.

Uma curiosidade sobre o Pau Brasil é que as árvores crescem muito devagar. Uma árvore de 2 metros de altura já pode ter mais de 50 anos.

Outra curiosidade é que o Pau Brasil tem espinhos apenas enquanto é “jovem”. Quando a árvore cresce, ela deixa de ter espinhos.

Jovem
Adulto (Um vovô milenar, na verdade!)

Paramos depois desse encontro em um mirante.

E partimos para a última trilha do passeio, até a cachoeira Salto do Jacuba.

Essa trilha deu um medinho porque fizemos uma parte dela sozinho, porque o guia foi até a sede encontrar outros visitantes que haviam chegado.

A trilha não é difícil, mas o medo de pisar em uma cobra não era pequeno. Acabamos indo bem devagar para tomar todo cuidado.

A cachoeira fica em uma região bem bonita com umas mesas de pique nique. O rio é muito bonito com a água limpinha!

E a cachoeira é bem legal!

O único problema é o medo de entrar no poço dela, porque existem muitas cavernas e locais escuros que para aparecer uma cobra ali não custa nada!

Eu me arrisquei um pouco ali, mas não cheguei a entrar debaixo dela.

Aproveitamos para fazer umas fotos porque o lugar merecia!!!

Acha que é fácil conseguir uma boa foto da cachoeira?!

Na volta encontramos uma família de Quatis! Um filhote decidiu posar para foto antes de se jogar do alto da árvore!

E foi isso. Voltamos para a sede, ficamos lá um pouquinho e andamos até um mirante ali perto. Depois seguimos para Arraial.

No caminho, encontramos um restaurante bem caseiro que nos deliciamos com um belo arroz, feijão e macarrão!!

Em Arraial ficamos em uma pousada bem bacana! Fizemos o check in e já corremos pegar uma praia em Arraial mesmo.

Ficamos na Praia do Araçaipe e depois na Praia do Apagar-Fogo, já bem na margem do rio, de frente para Porto Seguro.

Ali é lotado de condomínios que fecham o acesso para a praia. O acesso fica limitado aos pequenos corredores públicos que existem ali. Enquanto na rua, você vai andando na beira da praia, mas a única coisa que vê são muros altos.

A vantagem dessas praias é que fazem parte de uma grande faixa de areia que facilita para encontrar um lugar tranquilo para montar o acampamento!

As praias são bonitas e estavam limpas.

Foi um passeio bacana, mas sem nada de especial. Na volta paramos no cento para nosso almojanta. Um peixinho delicioso!

De noite fomos para o centrinho e mandamos essa extraordinária barca de açaí para encerrar o dia com estilo!

Dia 13

Pegando dicas de praias com o pessoal de lá, nos sugeriram visitar a Praia Taípe, mais para o sul, indo em direção à Trancoso.

Seguimos essa dica e fomos então curtir nosso último dia de praia em Taípe.

Chegando lá, ficamos um pouco decepcionados com o lugar. Tinha inclusive 2 ônibus de turismo da CVC estacionados lá. Definitivamente não era isso que estávamos procurando. Como a praia tem estrutura de restaurante, fica uma bela muvuca ali.

O estacionamento é pago.

Bom, andamos um pouco por ali e avistamos mais ao sul uma parte da praia que parecia bem mais bonita e tranquila, cheia de coqueiros. Decidimos então voltar para o carro e tentar a sorte naquela direção.

A estrada não beira o mar bem de perto, então precisa procurar onde que se tem acesso às praias pelo trajeto.

Um pouco antes de chegar em Trancoso achamos um acesso por dentro de um condomínio para a Praia do Rio da Barra.

Ali a praia era muito mais bonita e tranquila. Achamos um coqueiro para chamar de nosso e já nos instalamos!

Obvio que aproveitamos para mais uma sessão de fotos!

Já mais para o final do dia fomos até a foz do Rio da Barra. Lindo demais ali!

O privilégio de pegar esse pôr do sol no último dia inteiro de praia!

E como sempre só saímos da praia depois que o último raio de sol se apagou.

De noite fomos para o centrinho de Arraial para passear e jantar.

Assim como em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda também tem a sua passarela do Álcool! E a gente não poderia deixar passar a oportunidade de beber um Capeta!!!!!

Quem passou a formatura do 3º colegial em Porto Seguro sabe quantas histórias boas começam com um porre de Capeta!!!! Hahahaha!!

E sob efeito do Capeta, fomos para a pousada!

Dia 14

Já com clima de despedida, ainda teríamos uma manhã em Arraial. Decidimos ficar curtindo a pousada para não ter que se envolver em nenhuma correria nesse dia. De tarde pegaríamos um ônibus de Porto Seguro para Ilhéus.

Eu aproveitei que a pousada ficava em uma área de bastante verde e saí para tirar umas fotos dos bichos. A Tati já foi direto para a piscina

Depois eu deixei o carro para lavar, porque dava até vergonha de devolver o carro na situação que ele estava, e fui para a piscina também.

Mas infelizmente chegou a hora de nos despedirmos de Arraial. ☹

Olha que anúncio maravilhoso nesse carro que estava na balsa! Hahahahaha!

Aí devolvemos o carro no aeroporto e pegamos um Uber para a rodoviária que fica do lado do aeroporto. Embarcamos no horário e fomos para Ilhéus.

Em Ilhéus o pessoal da pousada não conseguia informar direito o endereço da pousada e perdemos um tempinho até achar o lugar. Realmente não consigo entender como que com tanto aplicativo de localização alguém tem dificuldade de informar a localização da sua pousada, mas…

Como já era de noite, não fizemos mais muita coisa esse dia.

Continuação-Ilheus – https://wordpress.com/post/profissaoviageiro.com/6419

Ilhéus

Dia 15

Tomamos café na pousada e já partimos para a praia, pois o tempo era curto. Nosso voo de volta para São Paulo era no meio da tarde.

Pegamos praia na Praia do Milionários que era a mais próxima da pousada. Dizem que é uma das melhores praias de lá e uma das poucas com mar próprio para banho.

Olha, foi uma decepção absurda.

A praia estava imunda! Era difícil achar um lugar que não se deitasse em cima de algum tipo de lixo. A galera é muito porca!

Se essa é uma das melhores praias por lá, imagino as piores… Que pena.

Mas era isso para o momento e aproveitamos os últimos minutos de férias na Bahia por lá mesmo.

E como não tinha outra saída, tivemos que fechar as coisas e voltar para casa!

Olha, foram 2 semanas especiais que passamos lá! De verdade! A Tati não conhecia nada e eu já conhecia uma boa parte dos lugares que visitamos. Mas acho que a emoção foi a mesma que a dela. Lugares lindos, alto astral, sol, natureza exuberante e muitas fotos e histórias que se fosse escrever tudo aqui deixaria ainda mais longo o post.

Olha, não tem uma semana que passa que não brincamos de largar tudo aqui e abrir uma pousada em Cumuruxatiba!!!

Quem sabe!

E é isso viageiros, qualquer coisa que eu puder ajudar com as dúvidas de vocês desses lugares, é só perguntar!

Abraço!

Profissão: Viageiro

Insta: @profissaoviageiro

Torres del Paine

Fala Viageiros!!!!!

 

Voltei de uma viagem sensacional para a Patagônia e vou compartilhar aqui com vocês um pouco dessa experiência!

 

Mas antes, quem puder, segue no Instagram: @profissaoviageiro

 

Bom, hoje além de passar minhas impressões de Torres del Paine, vou tentar deixar algumas informações básicas para quem quer ir e ainda está cheio de dúvida, como eu estava quando ainda planejava a viagem.

Tem coisa que parece óbvia quando se conta de uma viagem para as outras pessoas, mas que no fundo se você não sabe o funcionamento das coisas no lugar, fica impossível saber se seu roteiro vai dar certo ou não… E foi nisso que eu esbarrei na montagem do roteiro.

Como sempre em meus roteiros, eu tenho pouquíssima margem de erro e isso me fez perder um bom tempo na pesquisa. Vou tentar deixar algumas informações aqui para quem quer visitar esse lugar maravilhoso!

 

Vamos lá!

 

– O que é?

O Parque Nacional de Torres del Paine foi criado em Maio de 1959 e está localizado na Pataônia Chilena, na região de Magallanes.

As suas torres principais dão nome ao parque, que são imensas torres de granito modeladas pelo gelo glacial.

Mas as belezas do parque não se resumem a suas torres. O lugar inteiro é sensacional!

 

– Como chegar?

Existem dois aeroportos próximos de Torres del Paine:

– Um fica em Puerto Natales, que é a cidade base para a maioria das pessoas que visitam Torres del Paine. A cidade está localizada a 80km do Parque.

O problema é que só existem voos para Puerto Natales no verão, e mesmo assim não é todo dia.

Isso faz com que contar com um voo para lá seja praticamente descartado logo de cara.

 

– A melhor opção então é voar para Punta Arenas.

Existem voos regulares de Santiago para Punta Arenas.

Inclusive, se não me engano, lá é destino mais barato para se chegar na Patagônia (Argentina ou Chilena)

Eu fiz isso. Saí de São Paulo em um voo com conexão em Santigo e chegada em Punta Arenas. Tudo bem tranquilo!

 

-Para quem não for utilizar avião, tenha Puerto Natales como sua referencia de destino.

 

 

Onde ficar?

– Punta Arenas:

A porta de entrada da maioria das pessoas que vão para TdP via o próprio Chile (Muitas outras pessoas vão para TdP via El Calafate, na Argentina)

Cidade grande, com vida própria. Possui muitas atrações turísticas, shoppings, hotéis, hostels, restaurantes e tudo mais.

Fica a 3 horas de ônibus de Puerto Natales.

 

– Puerto Natales:

Cidade pequena que gira em torno do turismo de TdP.

Muitos turistas o ano inteiro por lá, consequentemente muitos restaurantes e vendinhas para as compras da galera que vai fazer os trekings.

Como já falei é a base para a maioria das pessoas, pela sua proximidade e preços acessíveis. Comparado às hospedagens dentro ou ao lado do parque é muito mais barato ficar em Puerto Natales.

 

– Hospedagens dentro do Parque:

Existem muitas opções de hospedagem dentro do Parque, desde áreas de camping onde você é responsável por ter com você absolutamente tudo que vai usar e comer, até luxuosos hotéis com vistas deslumbrantes.

Tudo dentro do parque é caro. Transporte, hospedagem, comida… Tudo!

São três “empresas” que possuem hospedagens dentro do parque, e para dormir lá dentro você precisa ter reservado antes de chegar (mesmo que esteja levando todo equipamento com você e queira apenas reservar um espaço de camping), pois não se pode entrar sem reserva prévia. As empresas são:

CONAF;

Fantástico Sur; e

Vertice.

 

 

Quando ir?

Torres del Paine pode ser visitado o ano inteiro, mas a alta temporada é no verão, quando as temperaturas estão mais agradáveis e as paisagens mais coloridas.

Eu fui na primavera. Dei muita sorte com o tempo e achei que valeu muito a pena. Não estava lotado e não passei nenhum perrengue de frio ou vento a ponto de transformar algum rolê em algo penoso.

Se tem alguma coisa que eu mudaria no meu rolê para deixar ele ainda mais perfeito, é que eu preferia ter visto o lago no Mirador Base de Torres del Paine descongelado. Quando eu fui ainda estava congelado. Não que eu ache isso um problema, mas acho que descongelado seria muito lindo também.

 

Quanto custa?

Caro!    Hahaha!

Não é um passeio barato. Mesmo fugindo o máximo que pude das hospedagens dentro do parque, é um passeio caro. Mas não é nada que não se possa dar um jeito.

Aqui alguns exemplos de preços aproximados:

– Entrada no Parque, válida por 3 dias de entrada: US$ 35,00 (se já estiver dentro do parque, não tem problema, pode ficar mais que 3 dias)

– Aluguel de barraca completa no parque: US$ 70 – para 2 pessoas, por noite

– Catamarã para Paine Grande: US$ 35,00 por pessoa, por trecho (Comprando ida e volta junto fica um pouquinho mais barato). IMPORTANTE: Não aceita cartão! Só dinheiro.

– Ônibus interno do Parque: US$ 10,00 ida e volta

– Ônibus Puerto Natales – Torress del Paine: US$ 25,00 ida e volta

 

E por aí, vai…

 

O que fazer??? Bate e volta, Circuito W, ou Circuito O?

Eu escolhi o W!

 

– No circuito W estão as principais atrações do parque na minha opinião.

Claro que quem faz o Circuito O vê muito mais coisa, mas para isso é necessário muito mais tempo e preparo, pois as partes do parque que estão fora do W, são bem menos estruturadas, então depende muito mais de você e do equipamento e mantimento que você carrega.

 

– No bate e volta de Puerto Natales, você consegue fazer o Mirador Base, que é a vista mais famosa de lá, mas depois que se faz o W, você vê que aquilo é só um pequeno pedaço das belezas daquele lugar.

Também dá para fazer o lado do Glaciar Grey, ou até um trecho da trilha beirando o lindíssimo Lago Nordenskjold.

IMPORTANTE!

Nesses casos de bate e volta, você sempre vai ter seu tempo limitado ao horário dos transportes internos do parque, seja do ônibus ou do catamarã. Então controlar o tempo e seus objetivos no dia será algo muito importante. Os horários são fixos e limitados, não deixando margem para erros.

 

 

– Uma outra opção, que eu jamais faria, é um bate e volta de El Calafate, como muitas agências de lá oferecem… Me parece um grande programa de índio.

 

– Fazer um mix disso tudo aí também é possível! É só estudar direitinho o roteiro e partir para cima!!!!

 

 

Bom, esse é o básico. Vou contando agora como foi o meu rolê e tentando explicar como tudo funcionou para mim!

 

Vamos lá!!!!!!!!

 

Dia 1:

Bom, eu decidi fazer o W da seguinte forma… Fazer as 2 pernas externas no esquema de bate e volta, e a parte central do W dormindo uma noite no camping Francês.

Dessa forma faria o rolê em 4 dias, que é bem puxado. A maioria das pessoas faz em 5 dias o W, que depois eu entendi o por quê!

Como a entrada do parque vale por 3 dias, eu fiz as 2 pontas primeiro, e depois a parte interna, que daria certinho os 3 dias de entrada no parque.

Para mim não fazia diferença por onde começar, então deixei o dia que a previsão do tempo estava melhor para fazer o Mirador Base e fui no primeiro dia, que o tempo estava pior, na perna do Glaciar Grey.

E a parte interna eu fiz saindo de Las Torres e chegando no outro dia em Paine Grande.

No final, deu tudo certo!!!!

 

Como comentei, eu cheguei em Puerto Natales vindo de Punta Arenas. Como não sabia da estrutura da cidade, acabei fazendo compras do que iria comer no parque no dia seguinte em Punta Arenas mesmo.

A viagem de ônibus entre Punta Arenas e Puerto Natales demora 3 horas. A passagem é bem fácil comprar. Os ônibus que fazem esse trajeto têm seus terminais no centro da cidade e todo mundo lá sabe indicar onde ficam esses terminais. Existem diversos horários de saída, então não precisa de stress quanto a reserva antecipada ou qualquer coisa.

 

Em Puerto Natales as coisas são perto da rodoviária. A maioria dos lugares nem precisa de taxi… Dá para chegar andando.

Já aproveitei que estava na rodoviária na chegada e comprei a passagem de ônibus para o dia seguinte de ida e volta para o parque.

São algumas empresas que fazem o trajeto e todas fazem mais ou menos no mesmo horário, pois os transportes internos no parque são sincronizados com as chegadas dos ônibus de Puerto Natales.

O horário de saída é por volta das 7 da manhã e o retorno por volta das 7:30 da noite saindo da Laguna Amarga (entrada do parque). São quase 3 horas de trajeto entre o parque e Puerto Natales.

 

No dia seguinte estava lá bem cedinho na rodoviária aguardando meu ônibus sair.

 

Chegando em Torres del Paine, a primeira coisa a se fazer é comprar o ticket de entrada. Havia uma pequena fila mas não demorou muito todo o tramite. Eles aceitam Pesos Chilenos e Dólares. Talvez aceitem Euros também, mas não tenho certeza.

 

Depois é aguardar o ônibus interno que vai te levar para o Refúgio Las Torres (De onde sai a trilha para o Mirador Base e também a trilha em direção ao Refúgio Francês) e depois segue para Pudeto, de onde sai o Catamarã para Paine Grande (Onde começa a trilha para o Glaciar Grey).

 

Como fui em direção ao Glaciar Grey nesse primeiro dia, segui no ônibus até Pudeto. Cheguei lá por volta das 10:30 e o catamarã só sai as 11hs.

Assim aproveitei e tomei um reforço do café da manhã por lá enquanto aguardava a saída para Paine Grande.

 

O catamarã é espaçoso e possui um deck em cima para quem quer ver a paisagem e tirar umas fotos. Duro é aguentar o frio, mas vale a pena!

 

O trajeto é curto e em pouco mais de 20 minutos já estava em Paine Grande

 

Muitas pessoas se hospedam no refugio, então já entram para seu check in. Eu não ia ficar lá, então só me arrumei, usei o banheiro e saí.

 

Primeiro grande desafio da viagem: Aprender a usar os sticks de caminhada!

 

Eu sei que parece ridículo, mas no começo é difícil coordenar! Mas depois de alguns minutos, vai que vai!

Não sei como eu consegui voltar a andar sem eles quando voltei de viagem! Esse treco é bom demais!!!!!

 

Bom, foi nesse primeiro dia que eu entendi por que a maioria das pessoas faz o W em 5 dias e não em 4… É porque o refúgio Grey é longe que dói!

Eu tinha o meu tempo de trekking limitado pelo horário do catamarã. Não podia estar de volta depois das 18:30hs, que é o último horário de saída do catamarã no dia.

As pessoas normalmente dormem no refúgio Grey e depois voltam no dia seguinte. Ou também vão até o refugio Grey e voltam para dormir em Paine Grande, sem grandes compromissos com o horário. Aí tudo faz mais sentido.

No meu caso eu tive que ir até onde o relógio permitiu, e não consegui chegar até o refugio. Mas isso não tem muita importância… Pude apreciar a beleza do glaciar durante minha trilha sem nenhum problema!

 

A trilha desse trecho não foi das piores do W. Existem outras partes com muito mais subidas e descidas. Isso foi bom, pois estava ainda aquecendo os motores!

Eu que já tenho dois joelhos completamente destruídos, que me impedem de fazer algumas coisas, estava, para piorar, vindo de uma lesão no ligamento. Consequentemente minha condição física não era das melhores, vindo de um período de um mês sem poder exercitar minhas pernas.

 

Bora caminhar!!!!

 

A primeira parada, já para o almoço, foi na Laguna Los Patos.

Uma lagoa bonita, que apesar do nome, não tinha tantos patos assim quando passei por lá!

 

Sigo então em direção ao glaciar, tentando aproveitar o máximo essa paisagem linda!

 

Daí a recompensa… O Glaciar Grey!!!

Encontro um lugar para parar e apreciar essa vista!

 

Depois de um tempo por lá o relógio me lembra que era preciso voltar, sem grandes possibilidades de paradas.

 

A volta foi bem tranquila e cheguei a tempo inclusive de fazer um lanche e tirar umas fotos antes de embarcar

 

Na fila do embarque percebo esse cara indo para um mergulho bem tranquilo nesse lago de degelo!!!

Um mergulho com uma vista dessa não é nada mal!!!!

 

Daí foram só mais uns 30 minutos de catamarã até Pudeto e já o imediato embarque no ônibus para Laguna Amarga.

 

Dalí peguei o ônibus de volta para Puerto Natales.

Chegando em Puerto Natales, foi só o tempo de passar em uma vendinha para comprar os mantimentos para o dia seguinte e correr para tomar banho, comer e dormir, pois sobram poucas horas de sono para quem tem que pegar o ônibus no outro dia as 7 da manhã!!!

 

 

Dia 2

E lá vamos nós!!!! Acorda de madrugada, toma banho, toma café, corre para a rodoviária e tenta descansar um pouco no ônibus no caminho…

No parque foi só mostrar que já tinha o ingresso e aguardar pela saída do ônibus para Las Torres.

Lá em Las Torres se faz um breve registro de entrada para controle e já pode sair para a caminhada.

 

Esse dia era o primeiro grande desafio. São 20km ida e volta, com muita montanha, incluindo um trecho matador no último quilômetro que faz você pensar seriamente que não vai conseguir!

Mas consegue!!!!

A caminhada começa com 2km bem tranquilos e planos ainda em uma área dentro do complexo de Las Torres.

Depois…… Bom, depois é bom estar com a saúde em dia, porque não é fácil a brincadeira.

 

O que sempre te dá forças em um lugar como esse são as paisagens… Elas vão nos lembrando por que estamos lá!!!!

Vale cada gota de suor!

 

E vai subindo…

Subindo…

Subindo mais…

 

Até que chega no Km 9 e eu já estou esgotado, com muita dor e cansaço.

E aí o negócio começa a ficar sério. A subida é bem no limite entre caminhar e escalar, inclusive passando pelo espaço onde a água do degelo desce, para ajudar ainda!

Pelo menos quando dava sede era só abaixar e beber água!

 

Eu acho que eu bobeei… Acho que tem um lugar para deixar o peso extra ali no km 9 antes de começar a subida. Eu não fui atrás disso e acabei subindo com tudo nas costas… Foi treta!

 

Como eu não tinha forças nem para tirar foto, tenho poucos registros desse dia. Uma pena, porque o lugar é maravilhoso.

 

Essa subida é terrível, e quando se acha que acabou você descobre que ainda falta um tanto! Todos os lugares por lá são assim… Você acha que chegou no final, mas não chegou!!!!

Para de reclamar e continua andando!!!!!

Realmente nem acreditei quando cheguei lá!!!!

 

Mas o visual vale qualquer esforço!!!

 

Infelizmente cheguei lá 15 minutos depois do horário que tinha que iniciar a descida! Isso limitou muito o quanto eu pude aproveitar lá em cima.

Foi o tempo de comer alguma coisa, tirar meia dúzia de fotos e sair desesperado para baixo, quase com a certeza que não daria tempo.

 

Isso foi a pior parte do rolê… Não consegui aproveitar quase nada a descida, forcei meus joelhos de um jeito que não poderia ter forçado e fiquei horas no stress de não ter ideia do que iria fazer se perdesse o transporte.

 

Não sei explicar como, arrumei forças não sei da onde para sair em uma disparada nos últimos 2 quilómetros para tentar chegar no ônibus…

E não é que consegui!!!!!!! O pessoal já estava quase todo embarcado! Aí pedi para o motorista para esperar uns 2 minutos até a Tati chegar e ele falou que beleza!

 

Nossa, foi por pouco!

Eu sentia tanta dor no meu corpo depois disso que nem sei explicar… Doía pé, tornozelo e principalmente meus joelhos… Achei que tinha comprometido todo o rolê…

 

Chegando em Puerto Natales foi só a correria para deitar logo, depois do mercadinho, banho e janta.

 

 

Dia 3

Esse dia tinha a ideia que seria mais tranquilo, pois além da distancia a se caminhar ser menor, não precisava me preocupar com horário, pois poderia chegar a qualquer hora no Camping Francês.

Mas eu me enganei… Foi mais um dia puxado que no final minhas pernas já estavam esgotadas.

 

Já no refugio Las Torres, comecei a caminhar para o Acampamento Francês. O inicio é tranquilo e ainda estava com a sensação que seria um dia de recuperação, e não de grandes esforços.

Começo a encontrar alguns morros, mas nada de mais… A caminhada ainda está sob controle.

 

Passados alguns quilômetros eu encontro um novo caso de amor!!!!!

Se trata do Lago Nordenskjöld!

Que visual maravilhoso! Andar com esse lago ao seu lado o dia inteiro foi lindo demais!

 

As paradas para comer sempre eram em pontos estratégicos para comer apreciando aquele azul espetacular!

 

O problema é que esse trecho tem muita montanha, subindo e descendo toda hora… Eu fui me cansando e já ficava perguntando pra galera que cruzava no caminho se estava muito longe ainda!

Isso é claramente sinal de desespero!!!!

       

E então já no final do dia chego no Acampamento Francês!

O acampamento é bem bacana. O banheiro é bom e a água para tomar banho bem quente! Isso foi maravilhoso!

Lá eles também têm um pequeno restaurante e uma “vendinha” que você pode comprar um refrigerante, por exemplo.

Na recepção do camping eles tinham ovos para vender. Não estava tão caro. O problema é que eu não tinha onde cozinhar os ovos, pois não estava carregando um fogareiro comigo. A menina que estava lá foi bem gente boa e ofereceu de cozinhar os ovos para nós no fogareiro dela! Então já fechei negócio e consegui comer algo quente nessa noite, que estava programado apenas comida fria.

Então depois de um ótimo banho já fui jantar meu sanduiche, ovos e um vinho que estava carregando para saborear na noite!

A barraca estava montada. Não tive trabalho nenhum. É chegar, pular para dentro do saco de dormir e até amanhã!!!!!

 

Dia 4

Depois de uma boa noite de sono que não passei nenhum tipo de problema na barraca, me preparei para partir.

Nesse dia os objetivos eram Mirador Francês, Mirador Britânico e a chegada em Paine Grande para tomar o catamarã de volta no final da tarde.

Então tomei meu ziriguidum e pé na estrada!

 

Até o acampamento Italiano o caminho é curto mas já com algumas subidas chatinhas.

No acampamento Italiano você pode deixar seu equipamento para fazer a subida para o Mirador Francês e Britânico só com o necessário.

A subida até o Mirador Francês é de um nível médio… Dá para ir na boa.

Acabei me perdendo um pouco no caminho… Ainda bem que olhei para trás e vi umas pessoas passando por outro lugar. Percebi que o errado era eu e voltei para a trilha certa!

Lá é um lugar bem interessante. Existe uma geleira com pequenas avalanches a cada 10, 15 minutos…

É muito legal ficar um tempo por lá vendo as avalanches e principalmente escutando os estrondos do gelo se rompendo. É um barulho de trovão bem alto! Muito bacana!

 

 

Fiquei lá um tempo, fiz meu lanche e olhei para o caminho do mirador Britânico…………

Que caminho????

O tempo fechou e não dava para ver nada lá para cima…..

Então após algumas considerações decidi desistir de ir até o mirador Britânico. Ainda faltava uma boa pernada até lá e eu não queria gastar esse tempo e essa energia para ir até um mirador de onde não haveria nada para “mirar”.

Bom, com isso pude desfrutar mais algum tempo no mirador Francês e fazer meu caminho de volta sem stress por conta do horário do catamarã.

 

De volta ao acampamento Italiano não estava muito bem… Não sei bem o que era, mas preferi ficar por lá um tempo até me recuperar.

 

Daí peguei minhas coisas e segui…

O caminho a partir de lá é bem mais tranquilo. Não me lembro de ter nenhuma montanha bizarra para subir e descer depois de lá. Isso foi ótimo… Já estava cansado!

Calafate

Um dos pontos altos desse trecho da caminhada é o Lago Skottsberg! O mirador do lago tem uma vista que chega a ser indecente!

 

Depois dessa parada, já estamos quase lá!

É um trecho cheio de emoções boas! De que consegui cumprir o objetivo… De que vou completar o W!

Isso parecia tão longe na minha vida há 6 meses atrás….

Pensar em cada pedra, cada montanha, cada arbusto, cada pássaro, cada lago, cada pessoa que cruzei, cada parte do meu corpo que doía, cada gole de água de cachoeiras de degelo, e cada sentimento delicioso de conquista com o visual que se abria na minha frente por tantas e tantas vezes nesses dias……..

Foi bom demais!

 

Então a última parada antes da chegada triunfante!

Dessa vez para admirar o Lago Pehoé, a poucos metros de chegar em Paine Grande.

Não tem lugar melhor para comemorar a vitória!!!!!!

 

E então a chegada!

Exausto;

Com dor;

Realizado!!!

Consegui, porra!!!!!!

 

Daí foi o roteiro já conhecido…

Catamarã de Paine Grande para Pudeto, ônibus interno de Pudeto para Laguna Amarga (com parada em Las Torres), ônibus para Puerto Natales, pousada e cama!

Hora de descansar, mas não muito, porque no dia seguinte embarcaria para El Chaltén pela manhã.

Mas essa história fica para depois!

 

É isso!!!! Quem quiser qualquer ajuda, pode escrever aqui que vou ajudar com todo prazer no que for possível!

Críticas e elogios também são bem vindos!!!!!

 

Não esqueçam de seguir lá no Instagram!

@profissaoviageiro

 

Valeu!!!!!!!!!!!!!

 

Abraço,

 

Felipe

 

Riga, capital da Letônia

Olá Viageiros!!!

 

Vou contar um pouco da minha passagem por Riga, capital da Letônia, que foi o início da minha viagem pela Europa, que ainda teria Ucrânia, Polônia, Alemanha e Holanda.

 

Eu não sou um cara muito Europa para falar a verdade… Acho que lá o turismo é mais fácil e tudo que eu faria lá agora, posso fazer quando estiver mais velho.

Já outros lugares do mundo, ou é agora, ou provavelmente não vai rolar, pois exigem mais do meu físico e capacidade de me adaptar aos lugares.

 

De qualquer forma, não preciso dizer o quanto a Europa é linda e em cada esquina tem algo bonito para ver ou fazer.

 

Riga é assim, uma cidade muito bonita, cheia de prédios antigos e cheios de história.

 

Vamos lá…

 

Cheguei em Riga no início da noite em um voo da Air Baltic vindo de Amsterdã. O voo durou pouco mais de duas horas e foi bem tranquilo.

 

Transporte

Riga é bem tranquilo de se locomover. Eles têm muitos ônibus, metrô e bondes. Certamente você irá encontrar uma linha que te atenda

Eu fui do aeroporto ao centro da cidade, perto de minha pousada, em um ônibus de linha que sai do Aeroporto e chega em poucas paradas no centro da cidade. O ponto de partida fica logo atrás do estacionamento do Aeroporto, bem tranquilo de encontrar.

 

Hospedagem

Bom, como em quase todos os lugares tem opções para todos os bolsos.

Como meu orçamento é bem apertado, fiquei em uma pousada em um prédio no centro da cidade. Nesse prédio tem um McDonald’s e uma “padaria” no térreo! Bem cômodo, principalmente porque era um dos poucos lugares abertos no final da noite.

 

O Rolê

Quando eu fui era Outono, final de Novembro, e já estava muito frio! E para piorar o sol nascia altas horas.

Foi bem estranho isso… 8 da manhã ainda era noite e não tinha ninguém na rua. Nenhum comércio aberto e sequer um lugar para tomar café da manhã. Se não me engano a maioria dos lugares abria depois das 8:30.

Bom, saí para andar no centro antigo, no escuro, com frio e fome!

Era muito curioso… Não tinha quase ninguém na rua! Era dia de semana, mais de 8 da manhã e ninguém fora de casa ainda! Tudo vazio!!!!

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0008 Monumento da Liberdade

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0011 Powder Tower

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Depois de andar um pouco achei um lugar bem bacana que já estava aberto para tomar meu café.

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Alimentado, segui o rolê pelo centro…

0025 Igreja de São Pedro

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Aí fui em direção ao Rio Duína Ocidental, que corta a cidade. Ali que eu vi uma movimentação maior de gente. A avenida estava bem carregada.

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Voltei então para o centro para curtir aquele lugar lindo!

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Aqui meu conceito das pombas mudou! Estava -1 grau e as pombas estavam tomando banho na poça praticamente congelada…

 

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Vou falar, chamar de sujo um bicho que toma banho nesse frio me parece algo bem errado!!!!

 

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Aqui é uma das áreas mais charmosa que achei…

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E foi isso! Bora pegar o ônibus de volta para o aeroporto! A próxima parada é Kiev!

 

Hawaii – 2009

Olá amigos viageiros!!!

 

Aqui vai um pouquinho da minha primeira visita ao Hawaii, que foi em Junho de 2009

 

Fui para a Big Island, casa do feroz vulcão Kilauea.

 

Aproveitei que meus pais estavam indo para lá e arrumei um sofá para mim no hotel que estavam!

Foi uma hospedagem mais confortável das que costumo pegar por conta própria!!!!!

 

Cada uma das ilhas do Havaí tem sua característica: Oahu tem a estrutura de Honolulu e as ondas de North Shore; Maui (que ainda não conheço) tem suas lindas praias; E a Big Island tem a natureza abundante e a fúria de seus vulcões!

A Big Island é linda!!!!! Os pássaros, a paisagem, a vida marinha, as praias, enfim, absolutamente tudo é lindo lá!

Como não é a ilha mais habitada, essas belezas naturais são muito preservadas, mas vendo também a parte das facilidades, as vezes não era fácil achar um restaurante aberto de noite para jantar um pouco mais tarde, por exemplo.

Fiquei hospedado na cidade de Kailua.

 

E assim foi…

 

 

20/06/2009

 

Depois de encontrar meus pais no aeroporto de San Francisco, eu vindo de Los Angeles e eles de algum outro lugar que não me recordo agora, pegamos o voo juntos para Kailua. São aproximadamente 5 horas de voo.

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Chegamos, pegamos o carro alugado e fomos para o hotel.

Esse primeiro dia não fizemos muita coisa e ficamos curtindo o hotel mesmo. Era um lugar bem bonito com muita coisa para fazer.

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Será o São Benedito?!?!?!

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De tarde teve uma cerimonia havaiana para os hospedes e depois eu tratei de reservar os mergulhos que queria fazer lá para os dias seguintes.

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21/06/2009

 

De manhã fomos visitar uma praia de areia preta.

A areia é assim por conta de pequenos fragmentos de lava que se acumulam nessas praias.

 

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De tarde eu saí para meu primeiro mergulho.

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A visibilidade estava muito boa e tinha muita vida lá!!!

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Depois um tempinho na superfície para comer alguma coisa, assistir o lindo por do sol e se preparar para o mergulho noturno com as Raias Mantas!

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O mergulho é específico para ver as raias se alimentando durante a noite.

São colocadas lanternas no fundo do mar para atrair o plancto, e, consequentemente, as raias!

Elas ficam muito perto de nós e passam sempre encostando em nossas cabeças! Por isso nesse mergulho nem pode descer com snorkel acoplado na mascara, pois pode pegar nelas.

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São animais maravilhosos!

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Elas ficam dando um looping para pegar o plancto que é espetacular de assistir!!! Aquele bixo monstruoso dando voltas e mais voltas, comendo um bichinho que a gente nem consegue ver!

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Ainda consegui ver alguns peixes, uma moréia e uma linda Siba!

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Missão cumprida! Bora descansar para o outro dia!

 

 

22/06/2009

 

Esse dia fomos passear pela ilha, parando em alguns lugares, incluindo o jardim botânico.

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Aqui já dentro do Jardim Botânico

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Depois fomos conhecer o norte da ilha

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23/06/2009

 

Logo cedo já saí para mais 2 mergulhos.

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Mais uma vez as condições estavam muito boas e foram dois ótimos mergulhos!

 

 

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Aqui mais um exemplo da diferença de fazer isso em países de primeiro mundo… Um cardume de golfinhos cruzou nosso barco e o instrutor disse que quem quisesse cair para nadar com eles, estava liberado… Ele apenas passou algumas rápidas instruções e estávamos liberados!

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Aqui no Brasil os caras nem sonhariam em permitir isso, como eu já presenciei.

Bom, claro que peguei minha máscara e me joguei na água.

Foi sensacional!

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Depois Descemos para o segundo mergulho

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E assim encerrei meus mergulhos na Big Island!!!

 

De tarde ficamos curtindo o hotel e a região por ali.

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24/06/2009

 

Tiramos esse dia para conhecer o Parque Nacional dos Vulcões.

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Um lugar impressionante com vários vulcões ativos e um cenário maravilhoso!

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Também caminhamos pelos túneis de lava (Lava Tubes), que são túneis esculpidos pela lava procurando um lugar para sair!

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A natureza no local é impressionante, especialmente por pensar que estamos basicamente em cima de pedra!

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Aqui estamos dentro da cratera de um vulcão ativo…

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Quando de repente surge esse arco íris que fica somente dentro da cratera

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Realmente isso é quando a natureza sorri para você!!!!!

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Passamos praticamente o dia inteiro dentro do parque

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De noite fomos ver a lava de um vulcão em erupção que fica constantemente derramando lava na ilha.

 

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As fotos ficaram muito ruins, mas a cena de ver a lava descendo do vulcão é espetacular!

 

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Impressionante e lindo!

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25/06/2009

 

Era nosso último dia inteiro e decidimos sair para explorar as praias da ilha.

 

Saímos rodando curtindo a natureza!

São muito pássaros por lá!

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Praias de pedras vulcânicas de todas as cores!

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Bichos…

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Árvores…

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Um lugar para ver os Petroglifos das civilizações que viviam lá há centenas de anos atrás.

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Paramos em praias de areia branquinha e água muito gostosa.

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São muitas por la!!!

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Aqui uma praia de pedras vulcânicas bem branquinhas!

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Essas “lagoas” são áreas preservadas que possuem ligações subterrâneas com outras lagoas.

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E por fim ainda vi algumas ondas havaianas que são bem mais raras nessa época do ano!

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26/06/2009

 

Dia de se despedir do Hawaii!

A Big Island é um lugar único! Lugar onde a natureza não está para brincadeira!!!!

Espero voltar um dia!

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Chernobyl

Olá amigos viageiros!

 

Aqui vai o relato de minha visita à Chernobyl!

 

Para me seguir lá no Insta…

Instagram: @profissaoviageiro

 

 

Só um aviso, se apagar a luz você vai perceber que esse relato brilha no escuro!!! Hahaha!

 

Visitar Chernobyl foi algo sensacional! Um passeio único com muitas experiências diferentes e histórias da União Soviética que são incríveis!

 

O que me levou a visitar um lugar desse?

Tudo começou com uma conversa com um amigo inglês. Ele mencionou e eu já adorei a ideia!

Aquilo é uma amostra do que aconteceria com a Terra se do dia para a noite os humanos simplesmente fossem embora daqui. A natureza voltaria a tomar conta do que é dela, engolindo a bagunça que deixamos para trás.

Impressionante ver um lugar daqueles e ouvir tantas e tantas histórias do que rolou naquele lugar.

 

Essa visita foi feita em 23/11/2017

 

Esse tour só é permitido com uma agência de turismo regulamentada. Existem algumas que oferecem o passeio. Não tem tanta diferença de uma para outra e a maioria delas oferece a opção também de passar a noite dentro da zona de exclusão.

 

Bom, vamos lá…

 

Para quem não sabe, em 26 de Abril de 1986 o reator 4 da Usina Nuclear de Chernobyl explodiu e causou o pior acidente nuclear do mundo até hoje.

O governo soviético tentou esconder o ocorrido até que outros países da Europa, como a Suécia (beeeem longe de lá), por exemplo, perceberam que algo estava bem errado. Só aí eles admitiram o acidente.

Tinha muita coisa acontecendo completamente fora do controle deles. Após alguns dias eles evacuaram as cidades vizinhas à usina e posteriormente criaram 2 áreas de exclusão.

Em um raio de 30km da usina inicia a primeira área de exclusão. A segunda a 10km da usina, com uma contaminação bem pior.

 

São tantas histórias insanas que escutamos lá que nem sei se consigo reproduzir todas aqui… Mas o negócio foi bem tenso.

A usina ficava a menos de 3km da cidade de Pripyat, uma cidade modelo que a União Soviética usava como exemplo de como o patético regime socialista “funcionava muito bem”. O Governo sempre levava delegações de outros países para se hospedarem lá, tentando impressionar com a estrutura da cidade.

Morar em Pripyat era muito bom mesmo. Segundo a nossa guia, lá surgiu o primeiro supermercado da União Soviética inteira e era o único lugar que o governo sempre abastecia para não deixar faltar alimentos e outros itens. Inclusive isso estava causando algum desconforto para os moradores de Pripyat, pois pessoas de outras cidades da União Soviética viajavam centenas de quilômetros para fazer compras lá, o que gerava filas intermináveis nesse mercado que se alongavam pelo meio da cidade! Como em todo bom regime socialista/comunista as pessoas não tinham nada em suas cidades e preferiam isso a passar fome ou necessidade de itens básicos.

O governo demorou mais de 24 horas para iniciar a evacuação de Pripyat, e só fez isso quando a radiação já estava em níveis absurdos.

O governo preferiu não falar a verdade para a população. Os moradores foram informados que a evacuação era temporária e por isso alguns não levaram muito mais do que a roupa do corpo… Nunca mais voltaram para casa. Por isso que ainda se vê muitos itens pessoais nas casas do jeito que foram deixados a mais de 30 anos atrás.

 

As histórias do que se refere ao controle do acidente, como conter as chamas do reator e isolar a radiação, são bizarras.

As pessoas ainda não entendiam muito bem os efeitos da radiação. Esse trabalho foi feito por voluntários e membros do exército (que não tinham muita escolha). Impossível imaginar que algum deles saiu sem sequelas desse trabalho.

As pessoas responsáveis por esse trabalho receberam o nome de Liquidadores.

Diziam que a radiação era tão forte que até a cor dos olhos mudava nos trabalhadores que ficavam dentro da usina depois de algumas horas de trabalho.

Máquinas chegavam a quebrar devido a exposição da radiação.

Foi algo absurdo!

 

Bom, vamos à visita…

 

O Tour começa em Kiev logo cedo. Pegamos uma van e vamos em direção norte.

O primeiro check point é para entrada na zona de exclusão do raio de 30 Km. Temos que parar, descer e sermos identificados pelos membros do exército que ficam lá.

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Dentro dessa parte da zona de exclusão a radiação ainda não muda muito no ar. O principal problema está no solo.

Durante todo o tour não podemos apoiar nossas coisas no chão, encostar em plantas ou qualquer outra coisa.

 

Vamos então parando em alguns vilarejos no caminho para ver o que sobrou deles.

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Basicamente todas as casas que eram feitas de madeira foram demolidas e enterradas. Não é possível descontaminar madeira, então o jeito foi demolir e enterrar. As de alvenaria ainda estão de pé.

Existem alguns cachorros soltos dentro da zona de exclusão que são alimentados basicamente pelos turistas e trabalhadores de lá.

Também existem muitos outros animais soltos, inclusive se não me engano lá é um dos poucos lugares do mundo que existem cavalos selvagens.

Eu não vi nada além de cachorros e pássaros.

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Aqui as tábuas de madeira foram arrancadas. Aparentemente até boas tábuas de madeira não era fácil de conseguir, então elas podem ter sido tiradas para serem reutilizadas em outro lugar.

Outra explicação é que as pessoas na época não colocavam seu dinheiro no banco, pois o justíssimo sistema socialista poderia confisca-lo sem grandes explicações. Então as pessoas escondiam o seu dinheiro em baixo do piso de suas casas. Como durante a evacuação muitos saíram correndo e nem levaram seus pertences, algumas pessoas voltaram paras as casas abandonadas e tentavam achar dinheiro em baixo dos pisos para roubá-lo.

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Paramos em umas 2 ou 3 vilas antes de chegar na cidade de Chernobyl. Lá até que está conservada, porque as pessoas que trabalham dentro da zona de exclusão usam Chernobyl como base, além do hotel que se pode passar a noite também ficar lá. Então é um visual um pouco diferente do que se vê no resto do passeio. Chernobyl até que está “arrumadinha”.

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A foto está péssima, mas esse é um monumento onde cada uma das vilas dentro da zona de exclusão está representada por esses círculos. Na verdade o resto do monumento está atrás de mim.

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Aqui estão os nomes de todos os moradores de Chernobyl que tiveram que deixar a cidade durante a evacuação,

 

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Nosso almoço foi servido aqui, no refeitório de uma “pousada”.

Não se pode comer nada ao ar livre aqui. Toda a comida que é servida tem que vir de fora da zona de exclusão.

Só por garantia deixei meu medidor de radiação (Contador Geiger) ligado do lado das coisas que estava comendo!

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Depois do almoço fomos tirar umas fotos com os uniformes e equipamentos do pessoal da nossa agência.

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No meu tour também estava incluído dirigir o carro deles, um Lada top de linha que um Ucraniano que estava no passeio contou que um modelo daquele na época da União Soviética tinha fila de espera de até 20 anos!!! Hahaha!!!!!!! Viva o socialismo!!!!

Bom, pisaram na bola e não teve o rolê no Lada. No final do tour eu reclamei formalmente sobre isso.

Mas pelo menos tirei umas fotos no carro!

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Bom, depois disso que começa a parte mais tensa do passeio. Entrando dentro da zona de exclusão do raio de 10Km.

Mais um lugar que temos que sair do veículo e o pessoal do exército de novo confere um por um.

Desse ponto para frente a radiação no ar já aumenta, e sobe muito em determinados lugares. Muito mesmo!

 

Vamos em direção a Pripyat, fazendo algumas paradas no caminho.

 

Esse é um lugar bem famoso, onde sempre vemos fotos sobre Chernobyl. Aqui era uma escola primária. É um dos lugares mais tristes de se visitar.

 

 

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Depois paramos em um lugar já pertinho de Pripyat onde conseguimos ver os reatores da usina que estavam em funcionamento e também do outro lado os 2 outros reatores que estavam sendo construídos.

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Essa imensa estrutura metálica é o sarcófago novinho em folha que serve para conter a radiação do reator 4. Ele foi construído para substituir o primeiro sarcófago que havia sido construído para durar 30 anos.

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Esse novo sarcófago foi criado para durar 100 anos e o que eles esperam é que até lá já se tenha descoberto novas formas de conter essa radiação de uma forma mais eficaz e definitiva. Com o conhecimento e tecnologia de hoje, acho que isso era o melhor que dava para fazer!

 

Aqui dá para ver as chaminés dos outros reatores… O 1 e o 2, da direita para a esquerda, são essas chaminezinhas lado a lado com uma chaminé grande entre eles.

O 3 está dentro dessa casinha e o 4 dentro do sarcófago.

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Aqui as obras nunca terminadas dos reatores 5 e 6.

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Chegamos então na entrada de Pripyat!

A cidade foi inaugurada em 1970 e evacuada em 1986. Tinha aproximadamente 48.000 habitantes na época.

 

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Quando entramos na cidade é algo realmente muito louco. A guia ia mostrando as fotos de como era a cidade e nós vamos vendo como está agora… É impressionante!

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Esse que é o primeiro supermercado da União Soviética!

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Vamos entrando em diversos prédios com muito cuidado para não cair em um buraco ou o piso ceder com a gente em cima.

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