Cuba – Varadero

Fala Viageiros, tudo bem?!

Vou contar um pouco dessa minha breve viagem a Cuba. Foram apenas 5 noites que tentei aproveitar o máximo possível essa oportunidade.

Mas antes vou pedir a gentileza de seguirem o meu Insta: @profissaoviageiro

E também se inscreverem no canal do YouTube: Profissão Viageiro

Cuba sempre foi um lugar que me deixou curioso. Poucos lugares te dão a oportunidade de entrar em uma máquina do tempo para o passado como Cuba. Eu gostaria de ter visitado uns anos atrás, quando boa parte das coisas modernas sequer existiam por lá. Agora as coisas, mesmo que muito lentamente, estão mudando. Muita coisa já não é como era. Muita coisa que não era tolerada, agora aparentemente é. Que bom para eles! Essa ditadura comunista fez, e faz, aquele povo sofrer demais… Espero que as mudanças sejam cada vez mais rápidas.

Mesmo assim é uma viagem no tempo bem bacana (para turistas, que podem pegar o avião e irem embora quando acaba o passeio).

Visitar Cuba agora (final de 2022) já foi um pouco diferente… As pessoas que têm uma vida um pouco melhor já tem celular, algumas delas com 3G (olha só!). Cheguei a ir em um restaurante que tinha Wi Fi! O Roaming Internacional do meu celular funcionou e aparentemente sem nenhum filtro para aplicativos… Coisas inimagináveis 10 anos atrás…

Fiz uma reserva de quarto em Havana pelo AirBnB! E a host respondia as mensagens bem rápido! Novos tempos!

Cuba hoje só tem uma moeda, o Peso Cubano. O dólar é uma moeda aceita oficialmente agora, com cotação oficial e tudo, sendo comercializada em qualquer casa de câmbio!

Inicialmente o governo tentou manter uma taxa fixa de câmbio (igual a Argentina tentou de forma patética uns anos atrás), mas como todas as ideias socialistas, essa também não deu certo.

O dólar paralelo estava tão discrepante da taxa oficial que imagino ninguém mais buscava o câmbio oficial. Então recentemente o dólar flutuante passou a ser adotado oficialmente, diminuindo bastante a distância para o dólar paralelo e desvalorizando muito a moeda local. O salário mínimo lá hoje é menos de US$ 30 por mês.

A boa notícia para turistas é que algumas coisas estão cada dia mais baratas, como refeições, que não têm necessariamente seu preço atrelado ao dólar.

Todos esses anos de ditadura levaram a ilha a um ponto de pobreza que nem sei se tem mais solução em um curto ou médio prazo. Tem muitos momentos que bate uma tristeza que não é fácil. Ficar se colocando no lugar daquelas pessoas faz a vibe do rolê dar uma caída… Principalmente quando se conversa com as pessoas. Pobreza é pobreza em qualquer lugar… Aqui, lá… Mas a diferença é a falta de esperança. Nunca vi um lugar tão sem esperança de dias melhores como lá. Ninguém tem… Isso é foda.

O comunismo mata de fora para dentro e também de dentro para fora… ☹

Uma das partes mais assustadoras é a escassez. Pessoas em filas para todos os lados sem saber se vão, ou não, encontrar alguma comida naquele dia. O governo teoricamente se compromete a distribuir alguns produtos, mas encontrar esses produtos é outra história. Ninguém sabe o que vai chegar naquele dia. E se for algo que eles já retiraram antes, voltam para casa sem nada naquele dia. Pode ser que não chegue nada em um dia, segundo eles contam.

Mas isso não é só para os produtos distribuídos. Tem muita coisa lá que mesmo que você tenha dinheiro para comprar, você não encontra. Itens alimentícios, farmacêuticos e tudo mais que você possa imaginar. Eu fiquei realmente impressionado com isso.

Tem que tomar uns drinks para continuar no alto astral de uma viagem tão interessante como essa.

E como até acesso à internet alguns deles já tem, absolutamente nenhuma pessoa que conversamos sobre a situação da ilha mencionou o embargo americano como responsável. Com um mínimo de informação já é suficiente para eles entenderem que, apesar de muito prejudicial para a economia, essa situação absurda de miséria não passa nem marginalmente pelo embargo.

Mas dito isso, bora contar as coisas legais dessa viagem, que foram muitas!!!

E foi assim:

Dia 1

Antes de chegar, precisamos do “Visto” de turista. Bem entre aspas mesmo! Não é um visto de fato, onde algum tipo de análise é feita e que se pode ser aceito ou não. É só um papelzinho desses que para outros países ganhamos dentro do avião para preencher com nome, passaporte e endereço que vai ficar.

Só que nesse momento já logo vemos a coisa que todos Socialistas/Comunistas do mundo mais amam nessa vida:

Dinheiro!!!!

$$$$$$$$$$$

O papelzinho é vendido por US$ 20 no portão de embarque do aeroporto do Panamá, onde fiz minha conexão.

É meio desconfortável sair de viagem sabendo que precisa do ”visto” para entrar e pensar que só vai arrumar isso na hora de embarcar em outro país. Mas funciona, fiquem tranquilos! Conseguimos embarcar!

Nem acreditei que finalmente chegamos! Essa foi uma passagem comprada no início da pandemia no Hurb (Hotel Urbano). Foi absurdamente barata e ainda incluía a hospedagem. O problema foi que chegou a data deles entregarem os pacotes e por esses preços que venderam começou a ficar difícil. Tive que brigar bastante e só depois de entrar em contato nos órgãos de defesa do consumidor que consegui emitir minha passagem.

E tive sorte, porque sei de gente que nem assim conseguiu e continua lá com a viagem aberta com eles, sabe-se lá até quando. Tomara que eles não fechem as portas, se não essa galera vai dançar.

Bom, o hotel que eles arrumaram, apesar de aparentemente bacana, era completamente fora de mão. Como o transporte coletivo lá é muito ruim e os taxis muito caros, achamos que não seria bom ficar por lá. Então acabamos dividindo nossa viagem em 2 noites em Varadero e 3 noites em Havana e reservando hospedagem nesses lugares por conta própria.

O aeroporto de Havana é bem ruim. Tem muita rodoviária aqui no Brasil mais arrumadinha… O banheiro do principal aeroporto do país não tem nem tampa nas privadas… Mas beleza.

Na imigração uma curiosidade… A fila para locais absolutamente vazia, e a fila para estrangeiros lotada.

Mas é óbvio!!! Que cubano que tem oportunidade de sair de lá que volta???? Claro que nenhum!

Minha ideia era tentar encontrar alguém para dividir um taxi até Varadero, já que as opções de transporte são praticamente inexistentes. Para quem tem bastante tempo até dá para tentar as pouquíssimas opções de ônibus intermunicipais, mas eu com 5 dias por lá não poderia nem sonhar com isso.

Não tive sorte e tive que pegar um taxi só para nós 2. É bem caro, pois é uma viagem de mais de 2 horas.

Como lá também não tem combustível fácil, e quando tem as filas dos postos são quilométricas, os taxistas fazem um esquema com os outros que precisam voltar para sua cidade de origem. Então o cara que eu consegui lá no aeroporto me levou para encontrar um outro motorista que era de Varadero e tinha ido até Havana. Meio em uma cena de filme, em um lugar deserto com um hotel abandonado de fundo, trocamos de carro e seguimos com outro motorista até Varadero.

A vigem foi tranquila e o motorista era muito simpático, só rezando para o carro não quebrar na estrada! Todos os carros são muito velhos!

No caminho apenas uma parada para tirar foto na ponte mais alta de Cuba! 😊

Nosso destino era o Royalton Hicacos. Um resort all inclusive de uma rede que já conhecíamos. Ficamos em um Royalton em Cancun que era maravilhoso!

O motorista veio nos falando da escassez de alguns produtos mesmo nos resorts. Que ele tinha parentes que trabalhavam nos resorts e contavam que muitos dias nem opção de proteína tinha. Era só uma coisa e pronto. Sabemos que eles sempre querem oferecer uma grande variedade de pratos para agradar os clientes. Não deve ser fácil para eles lidar com isso. Bom, por sorte no nosso tinha bastante opção!

Chegamos no meio da tarde, fizemos check in e fomos comer alguma coisa, pois não tínhamos almoçado.

Depois fomos passear um pouco pelo hotel e pegar o pôr do sol na praia.

Daí entramos e fomos tomar banho e nos arrumar para aproveitar a noite.

Fomos jantar esse dia no restaurante italiano do resort. A comida estava muito boa!!!!

De barriga cheia fomos para o bar principal do hotel curtir uma música cubana e tomas uns drinks coloridos!!

Foi tudo ótimo e o primeiro dia concluído com sucesso!!!

Dia 2

Acordei bem cedo e fui caminhar na praia antes do sol nascer enquanto a Tati ainda dormia.

Estava bem bonita, mas nada comparado com o que estava por vir!

Então fui me encontrar com a Tati e tomamos café da manhã. Tinha bastante variedade, mas algumas coisas pareciam que eram mais controladas, com pessoas servindo ao invés de estarem expostas para pegarmos quanto queríamos.

Algumas coisas eram meio toscas para um resort desse, como por exemplo os caras misturando restos de suco das jarras em baldes (sim, baldes) e depois abastecendo as jarras novas direto dos baldes e na frente da galera.

Eu não ligo para essas coisas, mas deve ter gringos mais chiques que não devem gostar de ver essas coisas. Sei lá…

Mas o café foi muito bom!

De lá já fomos direto para a praia. E que praia!!!!

Já o caminho é uma obra de arte!

E a praia um show que nem tem como descrever…

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O pessoal do resort já arruma um lugar para nós e já vai buscar uma bebida!

E a gente só tem o trabalho de ficar curtindo esse lugar!

O almoço esse dia foi na praia mesmo. Eles montam uma churrasqueira e preparam um rango bem legal!

E então, mais um pouco desse mar deslumbrante!

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Infelizmente o dia acabou e ainda curtimos mais um pôr do sol lindíssimo!

Fomos nos arrumar porque tínhamos reservado para essa noite um jantar no restaurante na praia.

Esse restaurante servia apenas o prato do dia. Não tinha opções.

Essa noite o prato era Lagosta grelhada, com uma entrada de pão caseiro, um coquetel de camarão e uma sobremesa. A lagosta estava uma delícia! O vinho e a sobremesa, nem tanto.

Depois da janta fomos para o mesmo bar do dia anterior, mas demos uma parada na tabacaria do hotel. Era dia de ir tomar os drinks com estilo, então peguei um charuto cubano e fomos para os drinks!

Obviamente foi uma noite muito agradável!!!

Dia 3

Não acordei tão cedo, mas o café ainda não estava sendo servido. A Tati também levantou e fomos passear antes do café.

Já era o dia de ir embora para Havana, então tínhamos que aproveitar bastante essa manhã antes de partirmos.

Fomos caminhar até o final da praia para curtir o visual e vermos os outros resorts no caminho.

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Na volta ficamos mais um tempinho na nossa tenda naquele sentimento de não querer ir embora!

E acabou 😦

Antes de irmos fechar as coisas ainda ficamos um tempinho nas piscinas, só para não falar que não aproveitamos nada das lindas piscinas de lá!

Mas infelizmente chegou a hora de ir embora…

Essa parte dos resorts de Varadero é uma bolha que ainda não tinha nos dado a menor ideia do que é a verdadeira Cuba.

No caminho para Havana, paramos em um lugar muito legal:

A Cueva de Saturno!

É uma gruta com água azul muito linda que fica perto de Varadero. É permitido nadar e se der sorte o lugar é todo seu!

A água é um poco fria, como é de se esperar, mas é um mergulho delicioso!!!

Seguimos então viagem para Havana…

Continua: Cuba – Havana

Cuba – Havana

Chegamos na casa da família que nos hospedou. Foram muito simpáticos e logo de cara já nos ofereceram um delicioso café cubano.

O lugar era um desses predinhos bem comuns por lá, de 3 andares e uma laje ainda acima. Nessa laje eles construíram um quartinho com uma pequena cozinha, banheiro e dormitório. Estava ótimo para nós!

Bom, saímos para passear…

A primeira parada foi no Capitólio. Um oásis de conservação e limpeza no meio de Havana Velha.

Olhando para o outro lado da rua, as coisas já não eram mais assim…

Ficamos nessa região caminhando até escurecer.

Enquanto tirávamos fotos do lindo Gran Teatro de La Habana, passa um morador local por nós e fala: “Essa é a única coisa bonita que vão ver em Havana!”

Hahaha!

Aqui uma coisa boa de Havana: É uma cidade bem mais segura que a maioria das capitais latino-americanas.

Andamos a pé pela cidade durante a noite bem tranquilos. Isso é muito bom.

Apesar de ter visto na internet alguns incidentes, e também uma guia de um dos lugares que visitamos quase ter tido um ataque quando me viu tirando o celular do bolso de trás da bermuda e me falar para não deixar o celular no bolso de trás de jeito nenhum, eu me senti bem seguro lá!

Seguindo uma dica de ouro de uma amiga (Camila), fomos jantar em um Paladar sensacional, que se chama Paladar San Cristóbal

Dentro dessas mudanças que vem ocorrendo por lá, pessoas foram autorizadas a abrirem seu próprio restaurante (Capitalismo Malvadão tomando conta). Eu não sei se isso é uma regra, mas pelo o que entendi, quando chama Paladar é um estabelecimento privado, e quando se chama Restaurante é um estabelecimento do governo. Mas como disse, não sei se é isso mesmo…

Bom, esse lugar era sensacional!

Como os outros Paladares, o lugar é dentro de uma casa… Então a arquitetura do lugar é a de uma residência, com as mesas colocadas dentro dos cômodos do que foi um dia uma casa.

A decoração era muito bacana!

Como para comer é muito barato por lá (para turistas), já fomos direto para os pratos mais elaborados da casa!

Começamos com uma entrada que tinha de tudo um pouco!

E o prato principal, como não poderia ser diferente, foi lagosta!

A minha foi uma lagosta preparada no abacaxi que estava sensacional! A Tati pediu a dela grelhada mesmo.

Nossa, que delícia!!!!!

Os drinks também estavam maravilhosos!

Em um determinado momento chega um cara muito bem vestido que claramente não era turista. Era alguém bem importante.

O pessoal correu para isolar um dos “quartos” para acomodar esse cara em uma mesa. Depois de 2 minutos o Chef vai se encontrar com ele e começa a chegar um monte de comida, bebida, charuto… Até uma mulher toda vestida de branco com aqueles vestidos grandes (parecido com o que vemos na Bahia) entra com umas bebidas e charutos e fica com eles um tempo lá.

Foi interessante acompanhar essa movimentação!

Bom, no final ainda ganhamos charutos bacanas deles!

Foi uma noite nota 10!!!!!

Nesse dia já vimos um pouco da realidade de lá… Na rua, prostitutas se ofereciam para os gringos de forma bem agressiva e na frente de todo mundo. Também tinha muita gente vagando, meio sem aonde ir.

Eu tinha lido que antes desses ditadores comunistas tomarem Cuba eles tinham essa questão da prostituição pelas cidades como algo degradante que os capitalistas levavam para lá e que eles acabariam com a revolução… Bom, adivinha?

E como estávamos bem cansados e já um pouco borrachos, pegamos uma dessas bikes que eles tem lá que transportam 2 pessoas na parte de traz (não sei o nome disso). O pobre rapaz penou para nos levar depois do tanto que comemos!!! Mereceu a gorjeta!

E foi isso!

Dia 4

Acordamos cedo e tomamos café lá na casa que estávamos mesmo. A nossa host é bem ligeira e já oferece um monte de coisa que vamos precisar de qualquer forma, lá na casa dela mesmo, e assim ela ganha uma grana extra com isso!

O café estava muito bom! Tinha bastante coisa e até nos surpreendeu com a variedade.

Nesse dia andamos muito! Fomos para todos os lados que conseguimos.

Uma coisa é muito chata por lá. É impossível andar um minuto sem alguém vir falar com você contando alguma mentira e tentando te enganar para conseguir um dinheiro. Todo mundo conhece um paladar que vai dar desconto (que é mentira e te cobra mais caso você seja levado por alguém), todo dia é o dia do charuto e o governo deixa as pessoas te venderem charutos originais a preço de custo (que é mentira, são charutos de péssima qualidade que eles mesmos devem fazer em suas casas), e mais um monte de coisa. Tentam te dar uma dica inútil e dizem que você tem que pagar por isso… Putz, essa parte é muita chata e é o tempo todo que está na rua. No final do dia já está bem cansado disso.

Esse dia pudemos ver mais de perto os efeitos do regime, passando por açougues, mercados, panificadoras e farmácias…

Farmácia com as prateleiras vazias

Muitas coisas são distribuídas pelo governo para a população, como por exemplo o pão. Eles têm direito a um ou dois pães por dia e enfrentam diariamente essa fila imensa, faça chuva, faça sol, faça furacão, faça tempestade, com uma cadernetinha de papel na mão para retirar seu pão diário e anotar que já retiraram. Essa cadernetinha é um negócio muito tosco que todas as coisas que o governo entrega são anotadas. Viagem no tempo……

Pela manhã visitamos diversos lugares…

O museu da revolução estava fechado para reforma e não pude conhecer, só o memorial estava aberto.

Lá tem uma coisa engraçada… Como a maioria das coisas são controladas pelo governo e não tem ninguém tomando conta, vários lugares que tentamos visitar estavam fechados, em um dia de semana e em horário comercial… A gente perguntava para as pessoas que estavam por perto e eles falavam: “É, era para estar aberto, não sei onde ele foi”. Hahaha!!!!!

Decidimos almoçar no Gran Teatro de La Habana, aquele prédio lindo do lado do Capitólio.

Bem turístico o lugar e a história que temos desse lugar passa pelo seu banheiro…

Esse lugar é bem bonito, só gringo comendo e tal… Um lugar chique! A Tati vai ao banheiro e vê uns baldes grande espalhados por perto, mas ok. Quando vai dar descarga, percebe que não tem água! Aí ela sai e vai falar com a moça que fica lá na porta do banheiro… A moça já fala que não era para ela se preocupar que ela que dá descarga! Por isso os baldes!!!! Ainda bem que era número 1!

Aí para lavar a mão, também não tem água… Aí a moça já vem com uma garrafa pet de 2 litros com água dentro e um furo na tampa. Ela ficava espremendo a garrafa na pia para ela lavar a mão… PQP! Um lugar desse é assim… Imagina o resto!

Bom, pedimos a comida e estava muito boa!

Aí continuamos o passeio.

Até uma parada para um Mojito era obrigatória!!!

Nesse bar vimos mais um sinal dos tempos… Tinha uma bandeira do arco-íris em um canto do bar. Esse era o sinal definitivo que Cuba estava mudando. Imagina uma pessoa colocando uma bandeira dessa em seu bar 20, 30 anos atrás… Imagino que a pessoa não voltaria para trabalhar no dia seguinte.

Essa mudança é mais fácil de entender. Como já sabemos, não existe nada que um socialista goste mais do que dinheiro… E gays têm dinheiro! E gastam muito dinheiro! E não tem Revolution que resista a gente disposta a gastar seu dinheiro com eles!!!!

Então um café em uma cafeteria estatal. No cardápio tinha…….. Café! Hahahaha!

Pois é, todos esses locais estatais não tinham nenhuma variedade! Restaurantes, cafés… Nem precisava de cardápio, porque só tem uma opção mesmo!

Bom, andamos mais um pouco e depois fomos para o quarto nos arrumarmos para a noite.

Decidimos ir em um lugar que tínhamos visto de dia que o pessoal tinha falado com a gente e a gente até que gostou. Era um beco com um monte de restaurantes com mesas na rua que achamos muito bonitinhos e decidimos arriscar.

A comida estava muito boa e a música ao vivo também!

O problema veio na conta. Era um restaurante estatal… E já tinha lido que os caras tentam enganar os clientes e cobrar mais. E lá estava eu participando disso……

Chamei uma mulher de lá e pedi que me explicasse o que era cada item. Ela já ficou vermelha na hora. Mostrei uma linha que tina uma espécie de rabisco ilegível com um valor na frente.

Tinha 2 linhas de 10% de gorjeta. Claro que era uma do restaurante e uma do menininho que me encontrou na rua 20 metros antes de eu chegar ao restaurante que já estava indo para lá mesmo e acabou de chegar comigo…

A mulher tentou arrumar uma desculpa, falou que era por causa do Wi Fi mas não sabia direito. Mas já falou que eu não precisava pagar nada dessas coisas, nem mesmo os 10% e tal…

Bom, falei para ela tirar aquela linha do rabisco e deixar os 20% que eu iria pagar. Ela ficou aliviada na hora. Correu lá para dentro e voltou rapidinho com a conta certa.

Mas lá tem que ficar esperto o tempo todo com esses pequenos golpes.

Depois voltamos para o quarto e eu fiquei curtindo um charuto com as luzes de Havana Velha!

Até amanhã!

Dia 5

Nosso último dia! Tomamos nosso café e corremos para riscar algumas coisas da lista!

Primeira coisa foi comprar charutos. Não tem como voltar de Cuba sem seu melhor produto nas malas… Pegamos informações de lojas oficiais e partimos para lá!

Uma coisa que lá é muito diferente é essa questão do comércio. Parece ridículo, mas no centro da Havana não é toda hora que se cruza um lugar para comprar charutos, ou qualquer outra coisa.

No primeiro dia tentamos comprar um guarda-chuva, mas quem disse que tem uma vendinha ou uma banca com isso fácil assim para passar e comprar? Lembrancinhas… Super difícil de encontrar. Era para ter um lugar em cada esquina, mas não tem.

Então essa missão de comprar os charutos era realmente uma atividade específica. Deixar para depois porque você acha que vai achar um lugar no meio do passeio pode fazer você voltar para casa de mãos vazias.

A loja é muito legal!!!! E os preços bem salgados. Com o dólar oficial subindo loucamente, a moça disse que os preços haviam dobrado nos últimos 3 meses. Mas mesmo assim é bem mais barato que comprar em outro lugar, como aqui no Brasil. E convenhamos, não se compara em chegar com uma caixa de charuto comprada em Havana! Outro nível!!!

Com esse item riscado da lista, fomos para o próximo… Andar de conversível!!!

Nós fomos escolher o nosso na frente do Capitólio. Lá é um dos pontos de partida.

Uma pessoa que fica trabalhando para os donos dos carros veio nos oferecer o passeio. O cara foi super educado e tranquilo. Ele saiu conosco atras de um carro rosa que a Tati queria, mas infelizmente todos ali já tinham alguma coisa marcada. Nisso me aparece um cara super folgado, meio querendo dar ordem nele e nas outras pessoas. Um cara super grosseiro que tentou empurrar um dos carros para nós. Como ainda não tínhamos desistido falamos não mas mesmo assim o cara meio que armou um barraquinho ali na rua com esse outro cara que estava nos ajudando. No final das contas, por falta de opção, fomos no carro que esse cara queria. Foi uma péssima escolha, porque o infeliz foi uma boa parte do passeio com a gente, junto do motorista. O cara era muito folgado e muito chato. Ficou falando umas mentiras no passeio e um monte de idiotice. Uma hora disse que eu tinha que pagar uma parte adiantada para ele porque ele iria pagar o imposto pelo passeio. Aí foi demais e eu tive que engrossar um pouco… Falei que queria ver onde ele iria pagar o imposto àquela hora no meio do role, e aí eu daria a grana… Ele fez uma puta cara de merda! Foi bacana!

Aí mudou o discurso e pediu se eu poderia pagar uma parte do passeio adiantada para ele. E eu disse que tudo bem, para mim não fazia diferença nenhuma pagar antes ou depois, mas o cara tinha que entender que ele não estava enganando ninguém com o papinho dele.

Para piorar, quando chegamos na primeira parada, ele disse que eu tinha que dar uma gorjeta de 5 dólares.

Eu já fiz cara de desentendido e falei que não iria pagar isso, que poderia dar uma gorjeta em Pesos igual dei e daria para os colegas dele. Ele tentou insistir e disse que não poderia, tinha que ser 5 dólares, meio que tentando colocar medinho.

Como sabia que ele não ia fazer nada e ainda estávamos na frente de prédios do governo, disse que então não iria dar nada. Ele fez uma puta cara de merda e aceitou a gorjeta em Pesos. Eu só dei porque ele arrumou um carro vermelho para a Tati tirar umas fotos, senão, não teria dado nada e teria pagado para ver… Puta cara insuportável. Ainda bem que depois disso ele sumiu.

Ficamos apenas com o motorista até o fim do passeio, que era um cara bem gente fina.

Nós fechamos 2 horas com o carro, mas na empolgação a Tati acabou caindo na conversa deles de parar para tomar a “melhor Pinã Colada de Cuba”. O cara ofereceu de parar e ela já logo aceitou. Eu acabei ficando quieto…

O passeio era de 2 horas e a gente poderia visitar o que quiséssemos nesse tempo. Acabamos perdendo mais de meia hora em um lugar tomando Pinã Colada (de fato era bem gostosa) ao invés de rodar pelos lugares com o conversível… Mas tudo bem….

Inclusive nessa hora foi engraçado. Claro que o motorista ganha uma parte do que gastamos no lugar. Eu ofereci que ele pegasse também uma bebida que eu iria pagar, então ele pegou uma limonada e sentou conosco.

Só que nesse bar havia 2 cardápios. O cardápio de quem vai levado por um motorista, muito mais caro, e um cardápio de quem chega lá por conta própria, ou é local, muito mais barato.

Quem veio nos trazer a conta não foi a mesma pessoa que nos atendeu, então ela não sabia que era o preço do motorista, ainda mais porque ele estava bebendo com a gente. Ela trouxe a conta em Pesos com um valor infinitamente mais barato. O cara quando viu deu um pulo em cima da conta e levou correndo lá para dentro para a mulher arrumar! Hahaha!

Eu não reclamei, porque o valor mais alto foi o que foi apresentado para mim desde o começo e eu aceitei, então tudo certo pagar, mas foi hilário o desespero do cara. Aí quando paguei ele precisa arrumar uma desculpa que precisa usar o banheiro para entrar no lugar e pegar a parte dele! Hahaha! Muito engraçado como eles acham que todo mundo é besta!

Ficamos só acompanhando a movimentação… Divertido!

Bom, voltando ao conversível!

Que demais!!!!

Primeira parada foi na Praça da Revolução.

O lugar é bem interessante. Grande, limpo. Interessante estar na frente do prédio com a cara do Che Guevara. Já vimos tantas vezes essa imagem pela TV e internet, e lá estávamos nós!

Os discursos do Dia do Trabalho ainda são feitos por lá.

Depois rodamos um pouco pela parte mais nova de Havana e já logo chegamos na parada para a Pinã Colada. Acho que o lugar é onde funciona o consulado da França, mas não tenho certeza.

Depois já meio sem muito tempo, fomos para o outro lado da bahia, onde fica a estátua do Cristo deles.

Descemos, andamos um pouco, mas já era hora de voltar, pois o tempo estava se esgotando.

Na volta só deu tempo de passearmos na avenida beira mar e voltarmos para o Capitólio.

O rapaz gentil que nos atendeu no começo ainda estava lá e nos ajudou com as últimas fotos!

De lá já fomos direto para outro lugar da lista, o Restaurante La Bodeguita Del Medio. O lugar ficou famoso por aparentemente ser o responsável por popularizar o Mojito em Cuba. A gente não poderia ir embora sem provar essa iguaria refrescante!

Chegamos e o lugar estava lotado de nórdicos… Duzentas pessoas de cabelo loiro bloqueavam a entrada do lugar. Era até engraçado!

Estava desistindo, mas vi que eles já estavam de saída… Aí consegui chegar perto e falar com o garçom, que nos arrumou uma mesa na parte de trás.

A notícia ruim é que lá é um desses lugares que nem adianta olhar o cardápio. Não tem praticamente nada que está no cardápio. A notícia boa é que o que tinha era uma deliciosa lagosta grelhada e uma entrada de bolinhos fritos também muito boas!

O Mojito era realmente muito bom e também aproveitei para tomar uma cerveja local, que não era tão boa quanto os drinks que andei tomando por todos esses dias.

De barriga cheia fomos caminhar mais um pouco.

Acabamos entrando no Memorial da Revolução, que é uma espécie de anexo do Museu da Revolução que não pudemos entrar pois estava em reforma.

Na verdade, sem ver o museu nem vale muito a pena entrar, porque as coisas que vemos lá são as mesmas coisas que vemos passando na frente andando na rua. Mas tudo bem, a entrada é bem barata.

Ainda deu tempo de pararmos em um ambulante para comprarmos algumas lembraças e eu consegui comprar uma moeda de 3 Pesos com o rosto do Che para a minha coleção de moedas!

Nisso já era o meio da tarde e a Tati estava um pouco cansada. Também já bem incomodada com a galera pendurada na gente o tempo todo, ela decidiu ir para o quarto descansar um pouco e já começar a arrumar as coisas para ir embora. Nosso voo saía muito cedo no dia seguinte.

Eu não queria ficar no quarto e então peguei minha câmera e fui rodar mais um pouco.

Acabei tirando boas fotos

Nossa última janta foi em outro lugar famoso, o Floridita, frequentado por Ernest Hemingway e muitos outros artistas e personalidades.

A parte da frente é mais barzinho e a maioria da galera só está bebendo. Como também queríamos jantar, pegamos mesa mais no fundo, em um salão mais chique!

A Tati pediu um prato de carne de porco, se não me engano, e eu peguei a última Lagosta da viagem! De verdade, eu comi mais lagosta essa viagem do que na minha vida inteira antes disso!!!!

Claro que estava uma delícia!

Bebemos também ótimos drinks por lá!

E para fechar com chave de ouro a viagem, além de ajudar com a glicose, paramos em uma sorveteria bem chiquezinha que tinha no nosso caminho.

Eu me lembro de ler que antigamente havia uma sorveteria bem famosa por lá que tinha até fila e todo turista tinha que ir. Não sei se era essa aqui, mas essa era bem gostosa! Entre as centenas de produtos em escassez na ilha, está o leite. Então imagino que não deve ser fácil fazer os sorvetes todos os dias. Um desafio extra para esse pessoal. E o sorvete era muito gostoso!

E então já bem satisfeitos seguimos nossa caminhada para o quarto.

Boa noite!

Dia 6

Bom, nosso voo saía muito cedo. A nossa host nos ofereceu levar para o aeroporto por um preço um pouco mais barato que o taxi cobraria. Claro que aceitamos. Por trabalhar com turismo, ela tem uma vida bem melhor que a maioria das pessoas por lá e até carro ela tem!

O carro é um capítulo a parte. É um Lada de mais de 30 anos que está só a carcaça. De verdade! Não tinha nenhum acabamento por dentro. Não tem painel, não tem nada entre nós e a lataria do carro. Minha janela estava presa com um cabo de vassoura para não cair. O câmbio era só uma barrinha de ferro que vinha do assoalho do carro, sem aquela bolinha em cima. Que loucura!

Mesmo com o motor dando umas engasopadas bem preocupantes, chegamos no aeroporto!!!

Ainda tivemos tempo para gastarmos quase todo o resto dos Pesos Cubanos que tínhamos nas lojinhas que estavam abertas logo cedo.

Depois foi tranquilo e no “Free Shop” oficial do aeroporto ainda compramos uma última caixa de charuto que era encomenda, antes de embarcarmos de volta ao Brasil.

E foi isso!

Curtimos bastante a viagem e apesar dos momentos meio para baixo que tínhamos vendo toda aquela situação desse povo que em grande parte não tem nenhuma culpa disso que está acontecendo por lá, foi uma viagem bem bacana!

Para quem tem uma passagem de volta na mão, o lugar é bem interessante! Para os que estão presos lá, não me pareceu tão interessante assim.

Como a maioria das coisas na vida, não tem nada como ver com os próprios olhos. Fica bem mais difícil de cairmos nesses discursos vazios que estamos sujeitos todos os dias e vindo de todos os lados possíveis.

A máquina no tempo não me levou tão longe quanto eu gostaria, mas levou longe suficiente! 😉

Bom, quem quiser tirar alguma dúvida ou pedir alguma dica, só mandar!!!!

Valeu viageiros!

Abraços!

Cachoeira da Fumaça e Cachoeira do Riachinho – Palmeiras – Chapada Diamantina

Fala Viageiros!

Fui agora em Setembro para a Chapada Diamantina e vou contar aqui um pouco das histórias, deixar umas dicas e o principal, mostrar umas fotos daquele lugar espetacular que passei!

Vai ter bastante foto no meu Instagram: @profissaoviageiro

Não esqueçam de seguir lá! Obrigado!

E dessa vez no YouTube do Profissão Viageiro vai sair mesmo o vídeo da viagem! Quem puder dar uma força lá, agradeço! Começando a página do zero!

Essa viagem foi adiada 3 vezes por conta da pandemia e foi um terror conseguir remarcá-la. Mas finalmente conseguimos embarcar e deu tudo certo.

Foram 8 dias de viagem e o roteiro ficou assim:

SP – Salvador de avião e aluguel de carro em Salvador;

Daí foi de carro: Salvador – Palmeiras – Lençóis – Igatú – Ibicoara – Salvador.

E foi assim:

Dia 1

Nosso voo saia cedo de São Paulo e na hora do almoço já estávamos em Salvador.

Pegamos o carro na locadora do aeroporto mesmo e já caímos na estrada. Como não havíamos almoçado, paramos em um posto para comer alguma coisa só para aguentar até o final do dia.

Daí pegamos a BR e viajamos a tarde inteira em direção à Palmeiras.

Paramos só para um açaí mesmo, porque estava um calor forte por lá!

A estrada é ruim, mesmo no trecho entre Salvador e Feira de Santana, apesar de ser uma estrada pedagiada. Depois de Feira ainda piora um pouco. Muito caminhão e muitos dos caminhoneiros não se preocupam muito com leis de trânsito. Dá para entender o tanto de acidentes que vemos na estrada.

Chegamos já estava escuro e não tinha muito o que fazer. Por sorte nossa pousada servia uma pizza bem gostosa e ficamos por lá mesmo curtindo nossa primeira noite.

Dia 2

Sem muita pressa tomamos nosso café da manhã na pousada. Tivemos que arrumar as coisas e já fazer o check out, pois era a única noite que passaríamos em Palmeiras.

Seguimos então em direção à Cachoeira da Fumaça, que era nossa primeira atração do dia. Saindo de Palmeiras vamos na direção do Vale do Capão. Muita poeira na estrada de terra, mas ela estava ok.

No caminho vimos um cara já mais velho pedindo carona e paramos. Ele era americano e estava no Brasil já há algum tempo. Não falava muito português.

É engraçado ver esses gringos que se mudam para um lugar desses. Imagina a mudança de vida dele… Agora o cara anda com penas e colares!

Acabamos perdendo a entrada da Cachoeira da Fumaça e chegando no Vale do Capão, ou em “The Village”, como o gringo chamava! Estava rolando uma feirinha no centro do lugar. Várias barraquinhas.

Bom, deixamos o nosso amigo lá e voltamos para achar a entrada da cachoeira. Ainda nos perdemos um pouco porque o Google não sabe onde fica a entrada, então ele queria nos mandar para um outro lado que não tinha nada a ver. Ainda bem que perguntamos.

A entrada da Cachoeira da Fumaça fica em uma entradinha meio “disfarçada”. Parece mais a entrada para a casa de alguém do que a entrada para a principal atração da região.

Para entrar na trilha, não existe uma cobrança obrigatória, mas eles pedem uma doação voluntária para ajudar com a preservação do lugar e no combate a incêndios.

Não é obrigatório entrar com guia. Nós fomos sós e foi bem tranquilo.

Bom, aí vem a trilha…

O começo é uma subida sem fim que você já deixa 80% da sua energia do dia nela!

Quando essa etapa é vencida, todo o resto da trilha é plana.

É um passeio bem bonito.

Quando se chega ao final, existem algumas opções para ver a cachoeira de lugares diferentes. Cruzamos o rio e fomos no lugar que é o mais famoso.

Boa parte das pessoas que estavam fazendo a trilha nesse dia estava nesse lugar, que o pessoal aproveita para descansar e comer, enquanto tira as fotos.

Acho que única vantagem de ter guia nessa trilha é que tem o cara para tirar suas fotos lá. Mas como eu levei meu tripé, consegui fazer umas fotos!

A cachoeira estava quase seca. Foi uma época de muita seca na região.

O mais legal disso é que a cachoeira “caia para cima”! Assim que a água começava a cair, o vento já a jogava para cima. Certamente quem estava lá em cima se molhava muito mais do que quem eventualmente estivesse lá embaixo.

Lá é bem bonito, mas certamente estaria mais bonito ainda se a cachoeira estivesse mais carregada.

Depois que tínhamos tirado todas as fotos que queríamos, fomos para o outro lado ver por um ângulo diferente.

Acabamos nem indo até o final aonde o pessoal chegava. Depois de um tempinho ali já iniciamos a volta.

Não esperava que fosse tão cansativo assim. Ainda bem que a paisagem ia nos distraindo. Mas quando chegou o trecho final, e meu joelho já não estava muito contente, aquela descida veio para dar uma castigada.

Quando chegamos lá em baixo paramos em uma vendinha para tomar água de coco e comer um pastel de jaca.

Como ainda estava claro, decidimos ir pegar o pôr do sol na Cachoeira do Riachinho.

Aqui a entrada já é paga. Acho que foi R$ 12 por pessoa. Tinha até que bastante gente lá para ver o pôr do sol, que de fato foi muito bonito.

Eu ainda me arrisquei no poço da cachoeira, mas tem muita pedra. Meio desconfortável andar por ali.

Depois do espetáculo, seguimos para Lençóis.

Continua – Pratinha e Gruta da Fumaça

Pratinha e Gruta da Fumaça – Lençóis – Chapada Diamantina

Dia 2 – Continuação

Chegamos em Lençóis já era meio tarde, mas conseguimos nos arrumar e ir jantar na cidade. Bem charmoso o lugar. Comemos uma carne e estava bem gostosa.

E de barriga cheia, fomos descansar.

Dia 3

Nesse dia o único lugar no roteiro era a Pratinha, mas como tínhamos bastante tempo, após conversar com o pessoal do lugar que estávamos, decidimos ir para a Gruta da Fumaça (ou Gruta da Fumacinha).

A Gruta da Fumaça fica perto da estrada de acesso para a Fazenda da Pratinha, então era bem tranquilo.

A entrada custou R$ 80 para os 2, mas fizemos questão de irmos apenas nós 2 com o guia. Queremos tranquilidade para ver as coisas e tirar as fotos.

Demoramos umas 3 ou 4 vezes mais que o pessoal costumas demorar lá dentro e valeu muito a pena!

No final o nosso guia ainda nos levou em uma parte para relaxar antes de sairmos. Apagamos a lanterna e ficamos sentados no meio daquela escuridão só curtindo o silêncio e os sons da caverna! Foi muito show!!!!

De lá, seguimos para a Pratinha

A Pratinha é sem dúvida o lugar com mais estrutura da região. E tudo é muito bonito por lá.

A entrada estava R$ 60 por pessoa. Ainda pagamos mais R$ 60 para fazer a flutuação dentro da Gruta da Pratinha.

Bom, a primeira coisa foi almoçar antes de seguir para os passeios. Tomamos depois um açaí na companhia dos micos da região!

Fomos então para a Gruta Azul.

No caminho para lá havia alguns guarda-sóis que depois que fomos entender que eram para a galera que fica na fila… Aquele lugar na temporada deve ferver de um jeito insano, que o pessoal colocou até guarda sol para proteger o povo. A ideia foi ótima, mas eu tenho pena de quem fica em uma fila daquele tamanho para entrar na gruta.

Chegamos e não tinha ninguém lá. Foi bom porque pude arrumar o circo para tirar umas fotos.

Quando deu 2 horas a galera começou a chegar, porque é o horário que o raio de sol começa a entrar melhor na gruta. Mas nessa hora a gente já estava quase acabando.

Depois ficamos passeando um pouco por lá antes de descer para a Gruta da Pratinha para fazer nossa flutuação.

Quando descemos para a Pratinha, ainda aproveitei para fazer umas fotos de lá. Aquele lugar é lindo.

Na hora eu não tinha ficado muito feliz com o resultado das fotos, mas chegando em casa uma foto de lá que acabou sendo escolhida para imprimirmos em Fine Art um quadro de mais de 1 metro de largura!

Algumas fotos de lá já foram selecionadas e vão estar à venda no meu site de fotografia! Tem cada foto show!

Aí fomos para a flutuação. Achei bem legal! A caverna é grande e a gente vai nadando até ficar bem escuro.

Vimos peixes grandes, caramujos e muitas formações.

Bem bonito!

Depois ainda fui tirar umas fotos de um mirante, antes de darmos a volta para o outro lado do lago.

Esse outro lado do lago também é lindo! Um visual deslumbrante do pôr do sol!

Como nossos planos de ver o pôr do sol nesse dia no Morro do Pai Inácio já haviam ido pelo ralo, continuamos por lá e acabamos jantando lá mesmo.

Pedimos uma carne de sol e estava muito boa!

Um dos proprietários foi lá conversar com a gente e ficou nos contando das coisas de lá. Bem legal.

Inclusive conversamos que eu não havia encontrado o hotel que fica lá dentro nos sites que eu procurei hospedagem. Eles têm um hotel lá dentro da fazenda e deve ser bem bacana passar a noite lá!

Ficou para a próxima.

Dia 4

Já era o dia de deixar Lençóis.

Vou falar que no final das contas, apesar de Lençóis ser a principal cidade da Chapada, eu achei que foi a mais dispensável de todas. Todas as principais atrações estão mais perto de alguma outra cidade. Lençóis tem a vida noturna mais agitada e mais opções de restaurantes, mas honestamente, é completamente possível fazer o rolê todo sem ficar lá.

E eu fico pensando no pessoal que faz tudo saindo de lá… Que tempo mais mal gasto em estrada que vira o passeio dessas pessoas.

Mas a cidade é bem bonitinha, sem dúvida. Gostamos bastante de lá.

Nesse dia antes de partir ficamos andando pela cidade. Tudo muito bonitinho!

Então já com as malas no carro partimos para o Poço Encantado.

ContinuaPoço Encantado e Poço Azul

Poço Azul e Poço Encantado – Chapada Diamantina

Dia 4 – Continuação

Preferi ir ao Poço Encantado antes do Poço Azul pois o horário do raio de Sol do Poço Encantado acaba antes do que no Poço Azul. Mas não adiantou… O raio de Sol parou de entrar na caverna 5 dias antes. No Poço Encantado ele só entra até meados de Setembro e eu cheguei uns dias atrasado.

Esses eram os dois passeios do dia, antes de chegarmos em Igatú.

Esses dois poços, e a Pratinha também, são os passeios mais tranquilos que fui, e consequentemente, os mais lotados. Tinha muita excursão lá nesse dia. Demoramos mais de 2 horas para chegar nossa vez de entrar no poço. Imagino o que deve ser esse lugar durante a temporada…

Era uma galera que certamente não encontraríamos em uma trilha como a da Fumacinha, por exemplo. Muita selfie e pouca trilha!

Acabamos encontrado um lugar mais silencioso e ficamos esperando nossa vez. Aproveitei e fiz umas fotos dos pássaros por ali.

Finalmente chegou nossa vez! Tem uma pequena caminhada e uma entrada meio apertada na caverna. Lá dentro é um show!

Aqui no Poço Encantado não é permitido entrar na água. Só podemos apreciar a beleza de longe.

Valeu bastante o passeio!

Partimos para o Poço Azul então! Pegamos umas dicas para ir por um caminho por dentro e cortar uma boa pernada de estrada.

Achamos bem o caminho e paramos o carro na abeira do rio. Atravessamos o rio a pé e fomos comprar nosso ingresso.

Mas lá tinha o mesmo problema… Era muita gente antes de nós e iria demorar muito.

Eu vi que eu iria perder aqui também o raio de sol entrando na caverna, mas então fui falar com o pessoal lá.

Pedi para descer apenas com minha câmera e fazer umas fotos antes do raio ir embora. O pessoal foi muito gente boa e liberou!

Aliás, o tempo inteiro fomos muito bem tratados pelo pessoal de lá! Estão de parabéns!

Depois das fotos eu voltei lá para cima para esperar minha vez de descer. Foi bom que deu tempo de almoçar e sair para fazer umas fotos.

No Poço Azul podemos entrar na água e ficar lá uns 15 minutos fazendo flutuação naquele lugar lindo!!!!

Na hora de ir embora ainda paramos para curtir o pôr do Sol na beira do rio.

Partimos então para Igatú.

ContinuaIgatú

Pantanal de Marimbus e Cachoeira do Roncador – Igatú e Mucugê – Chapada Diamantina

Dia 4 – Continuação

Não tínhamos ideia de que Igatú era tão fora das vias principais. A cidadezinha tem dois acessos e com uma estrada bem complicada. Uma delas é inteira de pedra, e outra uma boa parte de pedra. Tem que andar muito devagar, se não é capaz do carro desmontar ali. E a última coisa que a gente precisa nessas viagens é um carro quebrado em um lugar isolado.

Bom, chegamos já era meio tarde, mas ainda deu tempo de tomar um banho e sair para comer.

Não tinha muita opção ali. Acabamos parando para comer em um lugar de açaí. Estava bem gostoso!

Dia 5

Acordamos com calma, fui andar um pouquinho na pousada e depois tomar café.

A primeira parada do dia era o Pantanal de Marimbus. Depois da viagem a 20km/h na estrada de pedra, pegamos a estrada principal e logo chegamos lá.

Pagamos o ingresso logo na entrada e descemos até a beira do rio para encontrar nosso guia.

Estava bem tranquilo esse dia. Tinha pouca gente ali.

Encontramos o guia e fomos para a água!

O lugar é bem bonito! É impressionante aquele tanto de água em um lugar tão seco!

Depois de um tempo paramos em uma parte mais rasa para ficar curtindo e tomando banho no rio.

Depois iniciamos a volta por um caminho um pouco diferente.

E foi isso! Um passeio diferente. Lá não é tão bonito como outros mini pantanais que existem por aí (Como o Tanquã aqui em Piracicaba, por exemplo), mas mesmo assim valeu muito o passeio! Certamente voltaria.

Na saída paramos para comer um pouco na vendinha que tem na entrada e pegamos as dicas de como chegar na Cachoeira do Roncador.

Existia uma chance de atolar o carro nesse caminho e era necessário prestar muita atenção para não errar o caminho…

Infelizmente algo não saiu como o planejado, e o carro atolou……………

Eu fiquei enfurecido na hora. A entrada para desviar da areia fofa não era tão clara e eu como estava prestando atenção no chão para não cair em um buraco, acabei não vendo a entrada e o carro imediatamente atolou.

Foi treta essa hora. A gente já tinha andado bastante e não tinha muita opção a não ser voltar tudo aquilo até a estrada e tentar pedir alguma ajuda lá. Celular ali não pega nem em sonho.

Depois de algumas tentativas frustradas de mover o carro, já estávamos nos arrumando para andar quando um cara com uma 4×4 passa por esse caminho que estávamos. O cara não queria muito parar para não correr o risco de atolar também, mas acabou parando. Ele acabou falando que iria tentar tirar o carro com uma corda que ele tinha e se não desse certo ele iria ver se nos dava uma carona até algum lugar para pedir ajuda.

Na primeira tentativa a corda quebrou….. PQP!!!!!!!

Mas o que sobrou ainda dava para mais uma tentativa… Arrumamos o nó direitinho em baixo do carro para ver se dessa vez não dava zica e fomos para a última tentativa…

E inacreditavelmente o carro saiu!!!!

Nossa senhora, foi um alívio que eu nem consigo explicar.

Esse cara deve ter sido provavelmente a única pessoa que possou por aquele caminho no dia inteiro… Talvez em mais de um dia… Foi um negócio divino!

Depois disso, já pelo caminho certo, decidimos continuar o rolê até o Roncador.

Por esse caminho, temos que parar o carro 6km antes da cachoeira e seguir a pé, pois não tem como cruzar o rio de carro (Já bastava um atolamento no dia).

Bom, lá vamos nós…

Foi bem cansativo. Chegamos já pedindo arrego no restaurante que é a porta de entrada da cachoeira.

Antes de seguirmos, decidimos almoçar ali.

Eu estava só o pó.

Bom, fomos então para a cachoeira!

O lugar é bem legal. Vários poços se formam que dá para ficar curtindo igual uma jacuzzi natural.

Tudo ali é muito escorregadio e não é tão simples ficar andando por ali, mas com cuidado dá para ver tudo!

O sol já estava se pondo e, “pra variar”, fomos os últimos a ir embora!

Só que aí vem aquela lembrança… São 6km de volta até o carro que nenhum de nós 2 estava a fim de andar. A Tati já logo lançou uma ideia nos caras do restaurante e arrumamos um cara de moto para nos levar até a margem do rio!

Pqp, ela conseguiu e isso salvou o dia!!!!!!

Eu fui primeiro e depois ele foi buscar a Tati. Ele cobrou R$ 70 para levar nós 2. Foi um ótimo negócio para nós 3!!!!

Tocamos de volta para Igatú, ainda com medo do carro atolar, pq tem trecho que se bobear, carro comum atola, mesmo não sendo a parte que já é proibitiva. Teve uma hora que o carro embicou na areia que subiu areia até pelo teto do carro!!!! Hahahaha! Foi treta! Não sei como não deu nenhuma merda!

Daí fizemos a estrada de pedra de noite. É legal como passeio! Tem muito animal na beira da estrada!

Já na cidade fomos jantar em um restaurante bem legalzinho!

Nós ficamos nas mesas do lado de fora e em um determinado momento a gente vê um reboliço em uma das mesas……

Era uma cobra que tinha passado por cima do pé de um dos clientes! Hahaha!

A galera começou a correr de lá, e eu correr para lá! Eu queria uma foto da cobra!

E consegui!!!

Depois da aventura eu só fica chamando o gato para ficar do meu lado lá!!! Hahaha!

Aí depois o dono foi sentar lá conosco para conversar um pouco! Foi bem bacana e a comida estava ótima!

Dia 6

Acabei acordando super cedo e fiquei esperando a hora do café tirando umas fotos no hotel. Era um lugar bem legal!

Daí saímos para conhecer a cidade.

Igatú é conhecida como a cidade de pedra e realmente foi uma ótima ideia ter conhecido a cidade. É diferente de tudo e muito charmosa! O nosso hotel era ótimo e tivemos tempo de andar por lá. Valeu mesmo!

Então fechamos as malas e saímos em direção à Cachoeira do Buracão. De lá iríamos para Ibicoara, que é a cidade mais estruturada ali da região.

No caminho paramos no Cemitério Bizantino de Mucugê.

ContinuaCachoeira do Buracão

Cachoeira do Buracão – Ibicoara – Chapada Diamantina

Dia 6 – Continuação

Depois que chegamos em Ibicoara, ainda pegamos um belo chão até a entrada do Parque Municipal onde fica a Cachoeira do Buracão. Mas no final estava certo o caminho, porque cheguei a duvidar disso. Muito isolado e sem absolutamente nenhuma indicação de placas ou qualquer coisa.

Lá pagamos a taxa de entrada (R$ 15 por pessoa) e como não tínhamos guia, a menina da recepção chamou um para nós.

O guia chegou e fomos estacionar o carro para iniciar a trilha.

Ali tudo é muito bonito. É uma trilha muito legal.

No caminho paramos para ver a cachoeira de cima! É bem legal ali!

Depois uma bela descida e mais uma caminhada até o ponto de deixar as coisas e cair na água.

Temos que deixar todo o equipamento extra lá e ir até a cachoeira por dentro da água! É bem legal!

O guia vai por fora se agarrando nas pedras com uma bolsa estanque levando máquina fotográfica e carteiras.

Vamos nadando no meio daquele canyon maravilhoso!

E no final, quando a cachoeira finalmente aparece, e um negócio irado!!!!

Fomos até debaixo da cachoeira para recarregar todas as energias possíveis…

Depois ficamos nas pedras apreciando aquela cachoeira linda, nos recuperando e tirando umas fotos.

Na volta fomos pelas pedras também.

Paramos então na Cachoeira das Orquídeas.

Curtimos um pouco antes da última pernada até voltar para o estacionamento.

Então tomamos mais um suco por lá e seguimos para nossa pousada. A pousada ficava em um lugar bem bonito, um pouco antes de chegar no asfalto.

De noite fomos até a cidade. Não encontramos muitas opções e a cidade estava com umas obras gigantes e então estava até meio complicado de rodar por lá. Fomos em um restaurante mais arrumadinho que encontramos e tivemos uma janta muito boa!

Como não encontramos mercado aberto, pegamos uma pizza para viagem que seria nosso almoço do dia seguinte. Passaríamos o dia inteiro na Cachoeira da Fumacinha e não tínhamos nada para comer. A pizza foi a melhor ideia!

ContinuaCachoeira da Fumacinha

Cachoeira da Fumacinha – Chapada Diamantina

Dia 7

Acordamos de madrugada para a trilha mais pesada da viagem. O pessoal da pousada foi muito gente fina e colocou café da manhã só para nós muito cedo ainda!

Nesse dia fomos acompanhados pelo guia Murilo (Bizil) e achamos ótimo.

Chegamos cedo e começamos nossa caminhada… No nosso ritmo, tirando fotos, olhando a paisagem… Tudo bem tranquilo!

Como é época de seca fizemos uma boa parte do caminho dentro do leito do rio.

É tudo muito lindo por lá.

No caminho vamos fazendo algumas pequenas paradas para recuperar o fôlego.

Todo o tempo com novas aventuras!

Inclusive uma parte temos que escalar uma parede de pedras para continuar.

No caminho existe uma fonte de água mineral que com ajuda de algumas folhas podemos nos refrescar pelo caminho!

E o caminho vai ficando cada vez mais lindo!

E então passa por nós a primeira revoada de andorinhas, que na verdade se chamam Taperuçu de Coleira Branca (Streptoprocne zonaris). Nossa, foi muito bacana! Elas vivem na fenda da Cachoeira da Fumacinha, mas conforme as primeiras pessoas vão chegando lá, elas saem em bandos e passam o dia fora, voltando só no final da tarde.

Elas passam por nós resgando! Fazendo aquele barulho de vento! É muito bonito assistir isso!!!!!

Então caminhamos mais um pouco e chegamos na entrada da fenda onde fica a cachoeira. Que lugar!!!

Sempre Vivas

Para entrar aí sem ser nadando, tem que se agarrar nas pedras e ir fazendo um malabarismo ali… Complicadinho o negócio!

Mas depois disso tudo, vem a recompensa!

Uma das cachoeiras mais lindas que eu já vi em toda minha vida! Sem dúvida nenhuma!

Depois de um tempo contemplando essa obra divina, a Tati criou coragem de entrar na água. Coragem porque é uma das águas mais geladas que eu já entrei. É muito fria mesmo!!!

Depois foi minha vez de encarar.

Eu acabei criando coragem e fui até de baixo da cachoeira. Que experiência maravilhosa!!!

Na volta estava tão frio que cheguei a ficar preocupado… Mas foi tudo bem!

Quando voltamos o Murilo havia feito um delicioso café para nós que foi a melhor coisa para esquentar!

Ainda ficamos um bom tempo por lá e depois fomos tirar umas fotos instagramers na tradicional pedra que fica na frente da cachoeira.

O Murilo é tão preparado que até uma escadinha para ajudar na subida da pedra ele tem!

E aí, toma-lhe foto!

E então chegou a hora triste do passeio… A hora de ir embora.

Juntamos nossas coisas e partimos. Uma longa caminhada nos aguardava

Logo que saímos da parte mais fechada do canyon, o Murilo já avistou uma linda moradora local…

Seguimos então nosso caminho.

Mas pouco tempo depois, a botinha da Timberland da Tati abriu inteira no meio da trilho. Era uma bota com pouquíssimo uso e simplesmente se abriu inteira.

Como pode uma bota dessa que custa uma fortuna simplesmente perder a sola no meio de uma trilha dessas?

Por sorte o Murilo tinha uma cola justamente para situações como essa e consertou a sola da bota dela.

Foi muita sorte estarmos com ele, porque ainda faltavam muitos quilômetros e sem a sola da bota ela estaria em apuros num lugar como esse.

Com a botinha reparada, seguimos nessa trilha incrível.

Paramos então para um último banho de cachoeira na Cachoeira do Encontro. É um lugar lindo que fechou com chave de ouro essa trilha!

Ficamos lá o quanto foi possível! E ainda ganhamos mais um café, que caiu muito bem com o resto da nossa pizza!!!!!

Tínhamos que partir, mas não antes sem tirar uma última foto… E a foto acabou sendo uma das minhas fotos preferidas!

Essa aí vai virar um enorme quadro em casa e na casa de quem mais quiser uma cópia! Já foi direto para minha galeria de Fine Art à venda.

Nosso caminho de volta ainda foi acompanhado do cachorro que mora na região e que todos os dias vai até a cachoeira para ganhar umas guloseimas dos turistas! Ele já é velhinho, mas pelo que contam, não falha nenhum dia!

Como éramos um dos últimos e ele já era conhecido do Murilo, ele foi nos acompanhando a volta inteira!

Ainda fizemos uma última parada antes do sprint final!

E no final das contas, fizemos o final da trilha no escuro. Não conseguimos chegar antes de anoitecer. Foi legal essa parte noturna do passeio, mas ainda bem que já era relativamente no final!

Como prêmio ainda paramos na casa de um conhecido do Murilo bem na saída da trilha para tomar um caldo de cana e comer ovos caipiras cozidos!

E foi isso. Não poderia ter sido melhor nosso último dia de passeios pela Chapada Diamantina!

Dia 8

Era o dia de voltar para casa. Era um longo caminho até Salvador para pegarmos nosso voo.

E foi isso, foram 1.700 km rodados de carro, mais uns 100 a pé!!!

Aproveitamos muito e esperamos algum dia poder voltar para fazer os passeios que não couberam nesse tempo.

E é isso! Se alguém tiver alguma dúvida e qualquer coisa que eu puder ajudar, é só falar!

Não esqueçam de seguir lá no insta: @profissaoviageiro.

Abraço viageiros!

Porto Seguro

Fala Viageiros!

Vou contar um pouco dessa deliciosa viagem para o Sul da Bahia no início do ano.

Mas antes, quem puder, segue lá a página no YouTube e no Instagram: @profissaoviageiro

Ficamos 15 dias entre o extremo sul, em Caravelas onde fui fazer o mergulho em Abrolhos, e Ilhéus, de onde meu voo retornava.

É a segunda vez que fui para essa região, mas dessa vez pude conhecer mais lugares lindos ainda pelo caminho, como Cumuruxatiba, que não tive a oportunidade de conhecer da primeira vez.

As principais cidades/praias que passamos foram: Porto Seguro – Caravelas – Prado – Cumuruxatiba – Caraíva – Trancoso – Arraial d’Ajuda – Ilheus.

A partir daí exploramos as principais praias e passeios dessas regiões.

E foi assim:

Dia 1

Cheguei em Porto Seguro já bem tarde. Fui direto para a pousada para descansar, o que não consegui fazer muito bem. O quarto não tinha nenhum isolamento acústico e os adolescentes durante a madrugada e os funcionários da pousada durante o início da manhã simplesmente não pararam de fazer barulho. Foi uma noite muito mal dormida.

Pela manhã tomei café, que estava ok, e saí para passear pela cidade. Fui andando até perto da balsa, passando pela Passarela do Álcool!

Fui para Porto Seguro na formatura do 3º colegial e aquele lugar só trazia lembranças boas!!!!

Na volta paramos em mercado e farmácia para comprar as coisas que precisavamos para seguir viagem.

Então fomos até o Aeroporto para pegar o carro e iniciar a viagem rumo ao sul. Acabei dando muita sorte e consegui um upgrade. Peguei uma Pick Up Toro que realmente foi muito melhor que o carro pequeno que havia alugado. As estradas são terríveis!

Bom, com tudo certo, parti para o sul! Amanhã é dia de mergulho em Abrolhos!!!

Continua: Caravelas (Abrolhos)

Caravelas (Abrolhos)

Dia 2

Era o dia do mergulho em Abrolhos.

Já havia deixado tudo organizado com antecedência com a operadora de mergulho que escolhi. Lá em Caravelas existem algumas que fazem o passeio.

O que acontece é que algumas não fazem o bate e volta no mesmo dia, e isso já limita um pouco a oferta. Outro detalhe é que não é todo dia que existem saídas para o bate e volta. Sendo assim, é importante para quem tem o tempo contado, fazer a reserva primeiro antes de organizar o roteiro, porque nem sempre vai encontrar saída no dia escolhido.

Para dormir embarcado lá em Abrolhos, existem opções de 2, 3, 4 dias. Até mais caso alguém queira é possível encontrar.

Quando fui da primeira vez para lá, fiz o de 2 dias. Dessa vez foi no bate e volta mesmo.

Bom, para chegar lá no horário, tive que acordar absurdamente cedo. A estrada estava linda com a névoa no meio dos coqueiros e o sol nascendo ao fundo… Lindo!!! Mas não tem nem acostamento na estrada, então não quis arriscar parar o carro no canto da estrada. O pessoal lá não é muito bom de volante e o horário ainda sugere gente com sono dirigindo!

Me encontrei com o pessoal da agência no píer de Caravelas e lá descobri que a menina que tinha feito minha reserva não tinha anotado que eu iria fazer o mergulho…… Inacreditável…

A sorte é que deu tempo do pessoal da agência ir buscar o equipamento e no fim eu consegui fazer o mergulho, mas fiquei bem puto na hora.

É um longo caminho até Abrolhos… Nessa lancha que é considerada rápida, foram 3 horas.

Andorinha do Rio – Tachycineta albiventer

Durante o trajeto não tem muito o que ver, especialmente em época que não é das baleias visitarem a região, mas quando chega lá, vale todo o cansaço!

A água do mar é maravilhosa! Todo o arquipélago é muito bonito! Um lugar especial!!!

A maioria das pessoas do barco não iria mergulhar, então logo que parou o pessoal já partiu para um snorkel perto de uma das ilhas, e eu me juntei a eles enquanto não chegava a hora do meu mergulho.

Estava cheio de tartarugas nesse lugar. Muito lindo!

Tartaruga Verde – Chelonia mydas
Peixe Cofre – Lactorrphyes polygonia
Peixe Frade – Pomacanthus paru
Arraia de Fogo – Dasyatis marianae

Depois fui chamado de volta ao barco para me arrumar para o mergulho. Diferente de muitos outros lugares, eles faziam apenas 1 cilindro o pacote. Mas beleza…

A parte ruim foi na hora que pulei na água… Minha câmera fotográfica travou e não funcionou o mergulho inteiro… Bem decepcionante!

Mas o mergulho foi lindo. Foi um mergulho raso, mas cheio de vida em uma água maravilhosa!

De volta ao barco o almoço estava pronto. Estava boa a comida.

Também fiz algumas fotos das aves do arquipélago:

Frente: Rabo de Palha de Bico Vermelho – Phaethon aethereus / Fundo: Atobá Pardo – Sula leucogaster
Atobá Grande – Sula dactylatra
Fragata – Fregata magnificens

Fomos então para perto de outra ilha onde um casal iria mergulhar novamente e enquanto isso fui fazer um snorkel. Mais uma vez muito bonito o lugar.

Peixe Bodião Azul (Papagaio Azul) – Scarus coeruleus

Depois o barco partiu lentamente passando pelas demais ilhas e aproveitei para tirar umas fotos.

Essas cabras que são algo muito louco lá!

Normalmente se pode descer em uma das ilhas para passear e ver as aves bem de pertinho, mas dessa vez por conta da pandemia a descida estava proibida.

Como tudo para empresas estatais é motivo para fechar, não trabalhar e não pensar, essa pandemia está ajudando muito nessas metas de empresas públicas. Então estava proibida a descida em uma ilha inabitada!

Bra zil zil zil!

E foi isso. Depois de algumas horas muito bem aproveitadas iniciamos nossa volta. Mais 3 horas até o píer de Caravelas.

Então seguimos para Prado, onde passamos os próximos dias.

Continua: Prado