Porto Seguro

Fala Viageiros!

Vou contar um pouco dessa deliciosa viagem para o Sul da Bahia no início do ano.

Mas antes, quem puder, segue lá a página no YouTube e no Instagram: @profissaoviageiro

Ficamos 15 dias entre o extremo sul, em Caravelas onde fui fazer o mergulho em Abrolhos, e Ilhéus, de onde meu voo retornava.

É a segunda vez que fui para essa região, mas dessa vez pude conhecer mais lugares lindos ainda pelo caminho, como Cumuruxatiba, que não tive a oportunidade de conhecer da primeira vez.

As principais cidades/praias que passamos foram: Porto Seguro – Caravelas – Prado – Cumuruxatiba – Caraíva – Trancoso – Arraial d’Ajuda – Ilheus.

A partir daí exploramos as principais praias e passeios dessas regiões.

E foi assim:

Dia 1

Cheguei em Porto Seguro já bem tarde. Fui direto para a pousada para descansar, o que não consegui fazer muito bem. O quarto não tinha nenhum isolamento acústico e os adolescentes durante a madrugada e os funcionários da pousada durante o início da manhã simplesmente não pararam de fazer barulho. Foi uma noite muito mal dormida.

Pela manhã tomei café, que estava ok, e saí para passear pela cidade. Fui andando até perto da balsa, passando pela Passarela do Álcool!

Fui para Porto Seguro na formatura do 3º colegial e aquele lugar só trazia lembranças boas!!!!

Na volta paramos em mercado e farmácia para comprar as coisas que precisavamos para seguir viagem.

Então fomos até o Aeroporto para pegar o carro e iniciar a viagem rumo ao sul. Acabei dando muita sorte e consegui um upgrade. Peguei uma Pick Up Toro que realmente foi muito melhor que o carro pequeno que havia alugado. As estradas são terríveis!

Bom, com tudo certo, parti para o sul! Amanhã é dia de mergulho em Abrolhos!!!

Continua: Caravelas (Abrolhos)

Caravelas (Abrolhos)

Dia 2

Era o dia do mergulho em Abrolhos.

Já havia deixado tudo organizado com antecedência com a operadora de mergulho que escolhi. Lá em Caravelas existem algumas que fazem o passeio.

O que acontece é que algumas não fazem o bate e volta no mesmo dia, e isso já limita um pouco a oferta. Outro detalhe é que não é todo dia que existem saídas para o bate e volta. Sendo assim, é importante para quem tem o tempo contado, fazer a reserva primeiro antes de organizar o roteiro, porque nem sempre vai encontrar saída no dia escolhido.

Para dormir embarcado lá em Abrolhos, existem opções de 2, 3, 4 dias. Até mais caso alguém queira é possível encontrar.

Quando fui da primeira vez para lá, fiz o de 2 dias. Dessa vez foi no bate e volta mesmo.

Bom, para chegar lá no horário, tive que acordar absurdamente cedo. A estrada estava linda com a névoa no meio dos coqueiros e o sol nascendo ao fundo… Lindo!!! Mas não tem nem acostamento na estrada, então não quis arriscar parar o carro no canto da estrada. O pessoal lá não é muito bom de volante e o horário ainda sugere gente com sono dirigindo!

Me encontrei com o pessoal da agência no píer de Caravelas e lá descobri que a menina que tinha feito minha reserva não tinha anotado que eu iria fazer o mergulho…… Inacreditável…

A sorte é que deu tempo do pessoal da agência ir buscar o equipamento e no fim eu consegui fazer o mergulho, mas fiquei bem puto na hora.

É um longo caminho até Abrolhos… Nessa lancha que é considerada rápida, foram 3 horas.

Andorinha do Rio – Tachycineta albiventer

Durante o trajeto não tem muito o que ver, especialmente em época que não é das baleias visitarem a região, mas quando chega lá, vale todo o cansaço!

A água do mar é maravilhosa! Todo o arquipélago é muito bonito! Um lugar especial!!!

A maioria das pessoas do barco não iria mergulhar, então logo que parou o pessoal já partiu para um snorkel perto de uma das ilhas, e eu me juntei a eles enquanto não chegava a hora do meu mergulho.

Estava cheio de tartarugas nesse lugar. Muito lindo!

Tartaruga Verde – Chelonia mydas
Peixe Cofre – Lactorrphyes polygonia
Peixe Frade – Pomacanthus paru
Arraia de Fogo – Dasyatis marianae

Depois fui chamado de volta ao barco para me arrumar para o mergulho. Diferente de muitos outros lugares, eles faziam apenas 1 cilindro o pacote. Mas beleza…

A parte ruim foi na hora que pulei na água… Minha câmera fotográfica travou e não funcionou o mergulho inteiro… Bem decepcionante!

Mas o mergulho foi lindo. Foi um mergulho raso, mas cheio de vida em uma água maravilhosa!

De volta ao barco o almoço estava pronto. Estava boa a comida.

Também fiz algumas fotos das aves do arquipélago:

Frente: Rabo de Palha de Bico Vermelho – Phaethon aethereus / Fundo: Atobá Pardo – Sula leucogaster
Atobá Grande – Sula dactylatra
Fragata – Fregata magnificens

Fomos então para perto de outra ilha onde um casal iria mergulhar novamente e enquanto isso fui fazer um snorkel. Mais uma vez muito bonito o lugar.

Peixe Bodião Azul (Papagaio Azul) – Scarus coeruleus

Depois o barco partiu lentamente passando pelas demais ilhas e aproveitei para tirar umas fotos.

Essas cabras que são algo muito louco lá!

Normalmente se pode descer em uma das ilhas para passear e ver as aves bem de pertinho, mas dessa vez por conta da pandemia a descida estava proibida.

Como tudo para empresas estatais é motivo para fechar, não trabalhar e não pensar, essa pandemia está ajudando muito nessas metas de empresas públicas. Então estava proibida a descida em uma ilha inabitada!

Bra zil zil zil!

E foi isso. Depois de algumas horas muito bem aproveitadas iniciamos nossa volta. Mais 3 horas até o píer de Caravelas.

Então seguimos para Prado, onde passamos os próximos dias.

Continua: Prado

Prado

Dia 3

Esse dia ficamos em Prado mesmo e pegamos praia na Praia Novo Prado.

A praia tem estrutura de restaurantes e uma longa faixa de areia. Passamos uma tarde bem gostosa lá.

A praia estava bem tranquila e fizemos até umas fotos mais bacanas por lá!

De noite fomos para o point de Prado, o Beco das Garrafas!

Andamos por lá e escolhemos um restaurante bacana para jantar.

E fomos pras cabeças! Pedimos um Camarão na Moranga para 4 pessoas! Hahaha!

A Tati come muito pouco, então minha missão era comer por 3 pessoas e meia! Hahahaha!!!!!

A missão foi árdua! Eu comi em um nível digno de programa de TV – Man X Food, versão Prado! Hahaha!

Bom, fiz o que podia, mas ainda sobrou um restinho. Sobrou bem pouco, mas foi realmente muita comida!

Eu tenho um bom histórico de suor de carne, mas hoje foi dia de suor de camarão!!!! Cheguei de volta à pousada molhado de suor e sem conseguir me mexer direito!!!

E foi isso, preciso me recuperar dessa orgia!

Dia 4

Esse dia era da visita ao Parque Nacional do Descobrimento, que fica em Prado.

Lá a visita é guiada e eu fiz a reserva com alguma antecedência com o pessoal. Foi bem tranquilo.

O parque estava deserto. Nós éramos os únicos visitantes do dia. Tudo bem que era época de pandemia e isso obviamente diminuiu muito as visitas, mas mesmo assim, o parque é muito pouco visitado em tempos normais. Não dá para entender…

Fora do Brasil, qualquer pracinha arrumadinha ganha divulgação e recebe um monte de visitantes. Aqui, esses locais são esquecidos, mesmo sendo tão bacanas.

O parque não tem uma estrutura boa, consequência óbvia de qualquer administração pública nesse país. Nem banheiro para visitantes tem. Tivemos que usar o banheiro dos funcionários.

Já as pessoas foram ótimas! Desde a reserva da data até depois da visita que ainda tive contato com eles. Todos muito simpáticos e prontos para nos ajudar.

Nosso guia foi o Márcio e adoramos ele! Foi muito legal ter feito o passeio com ele!

Fomos com meu carro parando nas atrações do parque.

Primeiro paramos na linda Gameleira e ficamos lá um tempo contemplando aquela linda obra da natureza!

Depois paramos na torre de observação de incêndios do parque, onde um elevador (que está quebrado) leva o pessoal da brigada de incêndio para um observatório bem alto onde se tem uma ótima visão do parque e de eventuais focos de incêndio.

De lá fomos para um mirante e ficamos curtindo um pouco aquele verde sem fim!

Iraúna de Bico Branco – Cacicus solitarius

Em seguida fomos para o lago que fica logo abaixo do mirante. O lugar é bonito e ficamos um tempinho por lá, aproveitando para tomar um lanche.

A partir de lá saí para andar um pouco pelo parque e tirar umas fotos.

Ariramba de Cauda Ruiva – Galbula ruficauda

Saímos para mais um trecho de carro onde também aproveitamos para descer um pouco e caminhar pela região.

Depois voltamos para o lago e ficamos por lá.

Voltamos então para a entrada do parque para a última trilha do passeio, a Trilha do Macaco.

No final ainda batemos um papo com o Marcio sobre o parque e ele nos contou a história dele como guia. Eu vou postar isso lá no meu YouTube em breve!

Eu ainda fiquei ali na região da entrada do parque tirando umas fotos de aves antes de ir embora. Até que rendeu algumas fotos!

Coleirinho – Sporophila caerulescens
Figuinha de Rabo Castanho – Conirostrum speciosum

E foi isso, fomos embora com a vontade de voltar em breve para explorar mais esse lindo parque!

Praia de Guaratiba – Prado

Como ainda tínhamos algumas horas de sol, fomos para a Praia de Guaratiba, no sul de Prado.

A praia é bonita e bem grande!

Eu cheguei pela entrada principal, que não fica dentro dos condomínios de lá, que são predominantes por ali.

Paramos no restaurante/barraca logo na entrada da praia para pedir algo para comer. O lugar já estava perto da hora de fechar e o cara era muito chucro. Eu quase tive que pedir desculpar por querer gastar meu dinheiro com ele! Inacreditável!

Aí como não tinha muita opção, fomos procurar outro lugar e recebemos a indicação que dentro dos condomínios havia restaurantes abertos na beira da praia.

Encontramos um lugar bem bonito e apesar do horário conseguimos comer e fomos bem atendidos.

De bônus estava rolando um Rock N’ Roll dos bons no som! Eu não gosto de música na praia, mas um bom Rock não tem como reclamar!

O peixinho estava ótimo!

Depois de comer fomos tirar umas fotos porque a luz já estava ficando ótima!

E assim encerramos o dia. De noite voltamos para o centrinho para jantar e passear um pouco.

Não foi das melhores experiências porque paramos em um barzinho fora do Beco das Garrafas, bem na praça principal da cidade.

A galera da cidade leva suas caixas de som para os bares e liga na maior das alturas, independente se outras caixas já estão ligadas e os carros na frente já estejam com seus porta-malas abertos com som no último volume.

Quando percebi estava no meio de um inferno sonoro e pedi para o pessoal do bar embalar para viagem minhas coisas e fomos embora o mais rápido possível.

Comi no hotel e já logo capotei!

Continua – Cumuruxatiba: https://profissaoviageiro.com/2021/10/02/cumuruxatiba/

Cumuruxatiba

Dia 5

Era o dia de sair de Prado e conhecer a Ponta do Corumbau. Fiquei um tempo ainda passeando ali na região da pousada para tirar umas fotos antes de partir.

João de Barro – Furnarius rufus
Corrupião – Icterus jamacaii
Periquito Rei – Eupsittula aurea

Fui então em direção à Ponta do Corumbau. Lá iria encontrar um casal de amigos que vieram de Caraíva para nos encontrar.

A ponta do Corumbau tem uma boa estrutura de restaurantes, pousadas e um grande resort. É uma praia muito bonita, porém mais movimentada.

Mas andando um pouquinho para longe da muvuquinha ao redor dos restaurantes, a praia já fica deserta e se pode curtir toda essa beleza bem tranquilo!

Ficamos curtindo o dia inteiro por lá, um lugar muito lindo!

A Gio e o Ross tinham hora para ir embora, pois tinham que pegar um buggy de volta para Caraíva. Acabei acompanhando-os até a saída do buggy.

Depois voltei andando por dentro, na entrada da reserva indígena que tem ali.

Já estava escurecendo e resolvi jantar antes de seguir para a próxima base, que seria em Cumuruxatiba, ainda no município de Prado.

Que sorte que fiquei por lá, porque pude presenciar um pôr do sol de tirar o fôlego!!

Depois do espetáculo da natureza chegou a janta. Estava tudo ótimo!

Então parti para Cumuru porque esse dia já estava terminando!

Dia 6

Acordei e fui conhecer a minha pousada, que era bem legal.

Depois parti para o café da manhã e fui conversar com o dono da pousada para ver com ele algumas dicas de praias da região.

Nesse dia escolhemos a praia Japara Mirim. Era uma praia ao sul do centro de Cumuru que parecia bem bonita!

Chegando lá a previsão se confirmou, era uma praia linda e estava praticamente deserta!

A praia possui lindas falésias e um mar lindo!

Curtimos a tranquilidade da praia o dia inteiro!!!

Em certo momento uma linda cachorrinha veio para perto de nós. E a partir desse momento ela não desgrudou mais da gente. Nós a chamamos de Mãezinha!

Ela era tão magricela e tinha acabado de ter filhotes. Ficamos com muito dó.

Começamos a dar nossa comida para ela. Pobrezinha, estava morrendo de fome.

Bom, ela passou o dia inteiro com a gente e nós demos absolutamente toda a comida que tínhamos levado para ela.

Fomos caminhando até a praia vizinha, a Japara Grande. Lá existe um restaurante e é bem mais movimentado. Lá a vantagem é que o rio é bem bonito na chegada à praia!

Voltamos para Japara Mirim para aproveitar o restinho do dia e fazer mais carinho na Mãezinha, que fez todo o passeio conosco.

Só que na hora de ir embora foi muito triste. ☹

A Mãezinha percebeu a movimentação e já foi nos acompanhando nos olhando, muito ansiosa.

Assim que entramos ela saiu na frente pela estrada de saída da praia.

Talvez o que passe pela cabeça dela é que se dessa vez ela correr muito mesmo, ela vai finalmente conseguir ficar perto de alguém que tratou ela bem, mesmo que por tão pouco tempo…….

Quando conseguimos ultrapassar ela na estradinha ela saiu correndo em disparada atrás do carro e aquela cena de abandono olhando pelo retrovisor foi uma cena terrivelmente triste.

Aí eu comecei a pensar, quantas vezes essa pobrezinha já passou por isso? Quantas vezes ela “foi abandonada” e saiu correndo atrás de alguém que ela só queria dar amor???

E é isso que eu não consigo entender… Como que as pessoas por aí conseguem abandonar um cachorro que já foi parte da família?????? Como alguém consegue se olhar no espelho depois de ter visto seu cachorrinho ficando para trás pelo retrovisor???????

Uma pessoa dessas não tem mais nada por dentro, sério….

Eu estou viajando de férias, muito longe de casa e dependendo de hospedagens e transportes que não permitem animais. Naquele momento nós não poderíamos fazer muito. E infelizmente não tem como sair pegando todo cachorrinho e gatinho abandonado que encontramos nessas viagens, especialmente passando por regiões mais pobres que não existe nenhum controle para que esses vira-latihas não se reproduzam e só aumentem o problema. São muitos!

Bom, o que me restou foi passar em uma loja de rações e comprar um monte de ração para levar lá nos dias seguintes, mesmo que fora da minha rota, para tentar dar um mínimo de comida para essa pobrezinha, que mesmo nessa condição tão ruim e sendo enxotada por outras pessoas só por chegar perto, só tinha amor e carinho para oferecer.

Queria poder fazer mais.

Foi triste demais.

De noite pegamos um açaí e ficamos no hotel. Estávamos bem cansados.

Dia 7

Era o dia de conhecer a Barra do Cahy e eu estava com ótimas expectativas para esse dia!

Antes paramos para conhecer a praia central de Cumuruxatiba, a Praia do Pier.

A praia era linda e com estrutura de restaurantes e pousadas. Essa praia era mais movimentada que outras que fui.

Depois partimos para a Barra do Cahy, que não fica muito longe de Cumuru.

Lá existe um estacionamento pago para deixar o carro.

Logo na entrada já se chega pelo restaurante que tem na praia. A maioria das pessoas ficam perto do restaurante e acabam usando a sua estrutura. Os preços são bem salgados por lá!

Como nós tínhamos nossas bebidas e comidas, fomos andando pela praia e encontramos um coqueiro bacana para nos dar sombra em uma parte bem bonita da praia. Montamos nosso acampamento por lá.

E aqui estamos acomodados onde tudo começou para nosso Brasil!

Apesar de por muito tempo a praia Coroa Vermelha em Porto seguro ser considerada a primeira praia do Brasil, hoje se sabe por estudos de pesquisadores que o primeiro local de desembarque dos portugueses foi na Barra do Cahy, aqui no município de Prado.

A praia é muito tranquila sem dúvida uma das mais bonitas do Sul da Bahia. Não deve estar tão diferente da “Ilha de Santa Cruz” que foi avistada pelos portugueses mais de 500 anos atrás. Torço muito para que continue assim!

Preservar lugares como esse é tão importante!

Um pouquinho mais para frente, encontramos a Cruz e placa em homenagem ao reconhecimento da Barra do Cahy como a primeira praia do Brasil.

A Terra de Vera Cruz!

“Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças; e ao sol posto, obra de seis léguas da terra, surgimos âncoras, em dezenove braças — ancoragem limpa. Ali permanecemos toda aquela noite. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante, por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, dez e nove braças, até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente à boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas pouco mais ou menos. Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro.

XXX

Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.” – Pero Vaz de Caminha

Bom, depois de passar um dia tão agradável e com tanta história, fomos para a foz do Rio Cahy, um pouco mais para frente ainda.

A beleza do lugar é de tirar o fôlego!

Ainda entrei no rio para nadar um pouco e curtir aquele lugar. O mar ali é meio agitado, então o lado do rio é a melhor escolha para relaxar.

Antes do fim do dia a praia já estava deserta e curtimos o por do sol sozinhos!

Conseguimos até fazer umas fotos ao estilo largados e pelados!!! Hahahaha!

Já no caminho de volta ainda tive que parar para apreciar mais um pouco o lugar.

Na estrada da volta presenciamos uma cena dessas inusitadas… Eu que já não dirijo muito devagar, vou vendo um cara no retrovisor chegando rápido perto de mim. Naquela estrada de terra, a velocidade do cara não era muito segura, ainda mais com uma pick up dessas pequenas com a caçamba carregada, inclusive com uma antena parabólica nela. Na hora que ele foi me ultrapassar tinha uma lombada na pista e foi bem a hora que ele acelerou mais… Meu, o cara voou com aquela pick up e metade das coisas que ele tinha na caçamba saíram voando pela estrada para todos os lados!!! Hahaha! Foi muito engraçado! Cena de filme de comédia! O pior é que o cara era local. Ele conhecia a estrada.

Provavelmente estava meio bêbado, igual a maioria da galera lá que está dirigindo ou andando de bike de noite. As leis lá não são iguais as daqui, e isso a gente percebe rápido!!!

De noite depois de um belo banho, fui para o centrinho de Cumuruxatiba para jantar.

Apesar das opções mais sofisticadas de lá, nesse dia acabei pegando um lugar mais voltado para os locais! Bem gostosa a comida!

Ainda fui buscar a ração no carro para alimentar os cachorrinhos famintos que andavam por lá!

Ainda deu tempo de um pudim no famoso Uh Tererê de Cumuru!

Continua – Caraíva: https://profissaoviageiro.com/2021/09/26/caraiva/

Caraíva

Dia 8

Infelizmente já era hora de deixar Cumuruxatiba. Realmente adoramos Cumuru! Saímos já fazendo planos de quando voltaríamos!

Tomei café da manhã, dei uma última voltinha e parti!

Antes de cair na estrada, tive a experiência de usar um “posto de gasolina” local. Hahaha!

Esse era em uma mecânica. A gasolina vem em garrafas pet de 2 litros. Sensacional!!! Hahaha!

Não vou negar que para alguém que mora em São Paulo como eu moro, isso não seja um pouco impressionante… Abastecer o carro com garrafas pet e um funil no meio da cidade na porta de uma loja que armazena essa gasolina sei lá em que condições e por quanto tempo… É bem bizzaro! Um belo choque de realidade desse nosso Brasil.

O outro Brasil não consegue nem aprovar lei que libera o sistema de self service em postos oficiais e fiscalizados, igual é nos EUA…

Bom, vencida essa etapa, parti para Caraíva.

No caminho tive que parar para fotografar essa obra de arte!

Quando cheguei em Caraíva, fiquei assustado como aquele lugar mudou. Gente para todos os lados, estacionamento lotado, ônibus de excursão… Minha nossa!

Aí parei o carro, deixei algumas coisas que não iria usar dentro do carro e fui para a travessia. Existe uma casinha que cobra um ticket ecológico para entrar, mas não é obrigatório. Eu acabei pagando, mas não precisava.

Só tem que pagar a travessia para o pessoal já dentro do píer.

Quando chega do outro lado, o pessoal vem oferecer de levar as malas e as pessoas de charrete.

Eu sou absolutamente contra o uso de charrete. Tudo que escraviza um animal, eu sou contra. Decidi não pegar e levar eu mesmo. Foi uma decisão complicada… Minha pousada era meio longe e andar naquela areia fofa com a mala na cabeça foi muito complicado… Muito mesmo!

Para quem não sabe, Caraíva é uma vila de pescador que virou point. Pousadas para todos os lados. A vila não tem asfalto, é uma areia bem fofa por toda a vila, que as pernas ficam queimando se andar muito por lá.

Praticamente não existem carro na vila. O que tem além das charretes são os buggys que o pessoal usa como taxi, mas eles não ficam rodando por lá, então é bem difícil de pegar um se não for lá no centrinho.

Nesse dia acabei indo na praia lá em Caraíva mesmo. A praia lá é bonita, mas existem outras mais bonitas na região.

Pegamos um pôr do sol incrível por lá!

Saí já de noite da praia e acabei parando em um restaurante bem movimentado no centrinho, na beira do rio.

Aí foi uma cervejinha e um delicioso pastel de arraia que animou minha noite.

Daí foi só caminhar até a pousada e dormir

Dia 9

Dia de visitar a Praia do Espelho.

Tomei um café em um lugar bem na frente da pousada. Depois parti para a travessia do rio para ir buscar o carro.

Ferreirinho Relógio – Todirostrum cinereum

Não é muito longe o caminho até a Praia do Espelho. O estacionamento lá é pago.

Um amigo meu estava hospedado lá no Espelho e fui encontrá-lo assim que cheguei.

Gigi!

Essa é outra praia que está tão diferente desde a última vez que vim. Cheia de gente para todos os lados.

Depois de um tempo ali na muvuquinha eu acabei indo para o outro lado da praia, cruzando o rio.

Essa parte da praia eu gostei muito mais. É uma parte quase deserta. No mar um monte de tartarugas marinhas!

Foi bem mais bacana ficar desse lado e aproveitei para fazer umas fotos da Tati por lá.

Mais para o final do dia a praia já estava bem mais tranquila e fui caminhar pela praia.

E assim o dia foi acabando.

Na hora de ir embora ainda paramos no mirante e também na vendinha que fica no estacionamento. Aí mandamos um creme de Açaí com Cupuaçu. Uma delícia!

Já em Caraíva fomos jantar mas estava tudo tão absurdamente caro que resolvemos mandar só um lanche e ir dormir.

O problema é que nessa noite teve uma festa em uma praia que para se chegar tinha que passar na frente da minha pousada. A pousada não tem absolutamente nenhum isolamento acústico e a noite inteira ficou passando gente falando alto e buggys barulhentos que pareciam estar dentro do quarto. Foi difícil de dormir essa noite.

Dia 10

Já era o dia de ir embora de Caraíva, mas ainda deu tempo de visitar a Prainha. A Prainha é uma praia de rio bem bonita no lado oposto do centrinho.

Peguei um buggy para chegar lá, pois era uma caminhada razoável.

Chegando lá foi uma grata surpresa. A Prainha é linda! E não tinha quase ninguém lá esse dia. Estava maravilhoso!

Aí enquanto eu estava fotografando uns pássaros, aconteceu uma coisa bem chata. Acabei fazendo um resgate de um filhote de passarinho.

Teve uma festa na noite anterior aqui na prainha e tinha muito saco de lixo com as coisas da noite anterior espelhadas por aqui. Eu estava passando e achei bem estranho uns barulhos de passarinho vindo de um monte de saco de lixo. Acabei parando para investigar, mas eu achei que era algum pássaro tentando comer restos que estariam em volta dos sacos. Procurei um monte e não achei nada. Foi quando percebi que o barulho vinha de dentro do saco!

Acabei vendo uma pequena movimentação dentro do saco e chamei a Tati para me ajudar e filmar tudo.

Tinha muita garrafa em cima dele, qualquer coisa poderia fazer as garrafas mexerem e esmagarem o pobrezinho. Ainda bem que a coleta de lixo não tinha chegado ainda.

Eu realmente não faço ideia de como ele foi parar dentro do saco de lixo. Ele era muito bebezinho ainda.

Os pais estavam por perto respondendo aos chamados, mas sem poder fazer nada.

Então depois que eu o tirei de lá, fiquei procurando algum lugar seguro para deixá-lo. Não encontrei nada muito bom, então fizemos um “ninho” com uma toalha velha que achamos por lá e colocamos ele dentro.

Os pais já correram levar comida para ele, que estava morrendo de fome!

Ele até que ficou uns minutos por lá, mas logo já pulou e foi para o mato. Subiu em um galho e por lá ficou.

Ele é um Papa Capim de Costas Cinzas – Sporophila ardesiaca.

Papa Capim de Costas Cinzas – Sporophila ardesiaca

Não tinha muito mais o que fazer, mas ele aparentemente estava bem. Acho que ele era muito novo para estar fora do ninho e não é fácil sobreviver assim tão pequeno solto na natureza, mas ele estava lá e os pais estavam por perto levando comida… Sei lá. Ele já conseguia se empoleirar bem e eu acho que só podia torcer para o melhor.

Papa Capim de Costas Cinzas – Sporophila ardesiaca

Fiquei feliz de estar atento e poder ajudar esse nenenzinho! Espero que ele tenha ficado bem!

Suiriri – Tyrannus melancholicus Vieillot
Bentevizinho de Penacho Vermelho – Myiozetetes similis
Saí Azul (Fêmea) – Dacnis cayana
Sabiá da Praia – Mimus gilvus

Aí infelizmente chegou a hora de voltar para poder seguir viagem. Como não tinha como chamar um buggy, fui andando até a pousada. O problema foi que a areia estava pegando fogo naquela hora. Mesmo com o chinelo foi um sofrimento até chegar na pousada, pois a areia é fofa e o pé afundava até a metade.

Aí na hora de ir para o centro para pegar o barquinho para a travessia, não resisti e chamei uma charrete para nos ajudar. Eu não tinha condições nenhuma de carregar aquela mala na volta. Mas para não sobrecarregar o cavalinho, eu fui andando do lado. O importante era aquela mala chegar lá!

A ideia nesse dia era conhecer a Praia do Sahy. Como já era meio tarde, parei em um lugar para almoçar e pensar no que fazer no dia.

Acabei parando em uma pousada que servia comida que o dono era um cara bem bacana!

Comemos bem, curtimos um som, e o cara nos levou para ver a vista de Caraíva lá do fundo do terreno dele.

Ele nos aconselhou a não ir para a praia nesse dia, porque a maré já estava cheia. Ele ainda nos arrumou de nos levar de carro para a praia no dia seguinte. A opção que 90% das pessoas fazem é ir caminhando desde Caraíva. Ir de carro era show!

Fogo Apagou – Columbina squammata

Continua – Trancoso: profissaoviageiro.com/2021/09/03/trancoso/

Trancoso

Dia 10 (Continuação)

Então segui para Trancoso que era o próximo destino e fiquei de acordar bem cedo no dia seguinte e voltar até lá para ir nessa praia tão bem falada.

Já em Trancoso, fui para o Quadrado dar uma volta e jantar. O Quadrado de Trancoso é uma grande praça no centro que está cheia de lojas e restaurantes sofisticados.

Na hora de dormir dei azar de novo. O quarto da pousadinha não tinha nem vidro na janela. A casa do lado foi alugada por um monte de adolescentes que ficaram fazendo festa até altas horas. Que desgraça!

Dia 11

Depois dessa noite mal dormida cai da cama cedinho e segui para Caraíva. No horário cheguei lá e partimos para a Praia do Sahy.

Deixa eu contar como é o esquema lá…

Como comentei, a maioria das pessoas vem andando desde Caraíva até a Praia do Sahy. Ir de carro tem uma grande dificuldade… O acesso à praia é feito por dentro de uma fazenda. Apenas as pessoas que moram dentro da fazenda podem autorizar visitantes entrarem. Então ou você conhece alguém lá, ou não consegue entrar de carro, porque seu nome tem que estar na portaria da fazenda de manhã.

Ouvi uma história que o dono da fazenda é um doleiro desses vagabundos que toda hora aparece em noticiário criminal. Uma tristeza essa país…

Agora vamos ao que interessa… Essa praia é sensacional!

Existem 2 bares mais arrumadinhos na praia, mas eles ficam tocando música, então ficamos bem longe deles.

Ficamos cada hora em um lugar da praia, aproveitando a beleza de cada canto.

Também fizemos snorkel naquele mar lindíssimo!

Mais para o final do dia fomos até a foz do rio e paramos em uma barraquinha para comprar uma cerveja.

Nessa parte perto do rio, fica uma argila branca que a mulherada passa para hidratar a pele e fazer uma graça para as fotos. A Tati deu uma geral com a argila!!!! Hahaha!

O pior é que a pele fica muito macia mesmo! Impressionante!

Bom, como sempre, decidimos ir embora quando já estava quase escuro. Pouquíssimas pessoas na praia ainda.

Um pequeno detalhe que não nos foi avisado, é que a pessoa da portaria só fica lá até um pouco antes das 5 da tarde. Depois vai embora e só consegue abrir a porta o pessoal que mora lá…….

Quando descobri isso, fiquei meio desesperado… Tentamos voltar lá na praia e o pessoal das casas não queria por nada ir até a portaria com a gente…

Um cara que iria passar a noite na praia até ofereceu de compartilhar o peixe que ele iria assar durante a noite com a gente, caso não conseguíssemos sair.

Eu não conseguia nem sonhar em ter que passar a noite lá ao relento. Porque a galera que iria passar a noite lá tudo tinha barraca e mantimentos. A gente não tinha nem água!

Nisso falei para a Tati ir falar com o cara da barraca que compramos a cerveja. Por sorte ele iria sair e disse que a gente poderia sair com ele.

Minha nossa, que sorte!

O cara demorou muito para sair, mas no final deu tudo certo!

O pessoal lá é meio estranho, para falar o mínimo… Tinha um outro carro que depois apareceu que parecia que estava na mesma situação que eu. Precisava que alguém abrisse a porta para eles saírem. Ele estava um pouco para trás da gente.

Só para não ajudar esse cara, eles abriram a porta rapidinho, saíram e mandaram eu sair rápido. Aí fecharam a porta correndo e o cara ficou lá… Os caras ficaram com aquela cara de missão cumprida só porque conseguiram prejudicar o outro cara. Achei bem zoado. A educação dessa galera é…. diferente.

E foi isso nesse dia.

Continua: https://profissaoviageiro.com/2021/09/01/arraial-dajuda/

Arraial d’Ajuda

Dia 12

Dia de conhecer o Parque Nacional do Pau Brasil!

Depois de mais uma noite mal dormida por causa da festinha dos adolescentes, fiz o check out e saí da pousada bem chateado. Parti para o parque com as malas no carro porque depois de lá já iria para Arraial d’Ajuda.

O parque do Pau Brasil está sob concessão da iniciativa privada, então o esquema já é bem melhor que o Parque do Descobrimento. Uma estrutura melhor e mais organizada.

O passeio foi feito no carro do parque, e por isso foi cobrado um valor extra.

Fizemos várias trilhas dentro do parque e nos deparamos com lugares lindos.

Vimos muitas bromélias no caminho.

Quando uma árvore desse tamanho cai, abre um clarão na mata que é insano. Isso é um monstro que vai abrindo caminho por onde passa.

E tem também essa árvore que parece árvore de desenho animado! Dá para imaginar tirando a cabeça de dentro com um bicho grudado no nariz!

Ela é oca e dá para ver um pontinho de luz lá em cima!

Mas a principal atração do parque é sem dúvida o Pau Brasil. Existem árvores de aproximadamente 1.500 anos nesse parque!!!!

É realmente emocionante ver a força da natureza e estar diante de um gigante desses!

A gente abraça árvores… Somos desses!

Conhecemos 2 árvores que tinham aproximadamente essa idade.

Uma curiosidade sobre o Pau Brasil é que as árvores crescem muito devagar. Uma árvore de 2 metros de altura já pode ter mais de 50 anos.

Outra curiosidade é que o Pau Brasil tem espinhos apenas enquanto é “jovem”. Quando a árvore cresce, ela deixa de ter espinhos.

Jovem
Adulto (Um vovô milenar, na verdade!)

Paramos depois desse encontro em um mirante.

E partimos para a última trilha do passeio, até a cachoeira Salto do Jacuba.

Essa trilha deu um medinho porque fizemos uma parte dela sozinho, porque o guia foi até a sede encontrar outros visitantes que haviam chegado.

A trilha não é difícil, mas o medo de pisar em uma cobra não era pequeno. Acabamos indo bem devagar para tomar todo cuidado.

A cachoeira fica em uma região bem bonita com umas mesas de pique nique. O rio é muito bonito com a água limpinha!

E a cachoeira é bem legal!

O único problema é o medo de entrar no poço dela, porque existem muitas cavernas e locais escuros que para aparecer uma cobra ali não custa nada!

Eu me arrisquei um pouco ali, mas não cheguei a entrar debaixo dela.

Aproveitamos para fazer umas fotos porque o lugar merecia!!!

Acha que é fácil conseguir uma boa foto da cachoeira?!

Na volta encontramos uma família de Quatis! Um filhote decidiu posar para foto antes de se jogar do alto da árvore!

E foi isso. Voltamos para a sede, ficamos lá um pouquinho e andamos até um mirante ali perto. Depois seguimos para Arraial.

No caminho, encontramos um restaurante bem caseiro que nos deliciamos com um belo arroz, feijão e macarrão!!

Em Arraial ficamos em uma pousada bem bacana! Fizemos o check in e já corremos pegar uma praia em Arraial mesmo.

Ficamos na Praia do Araçaipe e depois na Praia do Apagar-Fogo, já bem na margem do rio, de frente para Porto Seguro.

Ali é lotado de condomínios que fecham o acesso para a praia. O acesso fica limitado aos pequenos corredores públicos que existem ali. Enquanto na rua, você vai andando na beira da praia, mas a única coisa que vê são muros altos.

A vantagem dessas praias é que fazem parte de uma grande faixa de areia que facilita para encontrar um lugar tranquilo para montar o acampamento!

As praias são bonitas e estavam limpas.

Foi um passeio bacana, mas sem nada de especial. Na volta paramos no cento para nosso almojanta. Um peixinho delicioso!

De noite fomos para o centrinho e mandamos essa extraordinária barca de açaí para encerrar o dia com estilo!

Dia 13

Pegando dicas de praias com o pessoal de lá, nos sugeriram visitar a Praia Taípe, mais para o sul, indo em direção à Trancoso.

Seguimos essa dica e fomos então curtir nosso último dia de praia em Taípe.

Chegando lá, ficamos um pouco decepcionados com o lugar. Tinha inclusive 2 ônibus de turismo da CVC estacionados lá. Definitivamente não era isso que estávamos procurando. Como a praia tem estrutura de restaurante, fica uma bela muvuca ali.

O estacionamento é pago.

Bom, andamos um pouco por ali e avistamos mais ao sul uma parte da praia que parecia bem mais bonita e tranquila, cheia de coqueiros. Decidimos então voltar para o carro e tentar a sorte naquela direção.

A estrada não beira o mar bem de perto, então precisa procurar onde que se tem acesso às praias pelo trajeto.

Um pouco antes de chegar em Trancoso achamos um acesso por dentro de um condomínio para a Praia do Rio da Barra.

Ali a praia era muito mais bonita e tranquila. Achamos um coqueiro para chamar de nosso e já nos instalamos!

Obvio que aproveitamos para mais uma sessão de fotos!

Já mais para o final do dia fomos até a foz do Rio da Barra. Lindo demais ali!

O privilégio de pegar esse pôr do sol no último dia inteiro de praia!

E como sempre só saímos da praia depois que o último raio de sol se apagou.

De noite fomos para o centrinho de Arraial para passear e jantar.

Assim como em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda também tem a sua passarela do Álcool! E a gente não poderia deixar passar a oportunidade de beber um Capeta!!!!!

Quem passou a formatura do 3º colegial em Porto Seguro sabe quantas histórias boas começam com um porre de Capeta!!!! Hahahaha!!

E sob efeito do Capeta, fomos para a pousada!

Dia 14

Já com clima de despedida, ainda teríamos uma manhã em Arraial. Decidimos ficar curtindo a pousada para não ter que se envolver em nenhuma correria nesse dia. De tarde pegaríamos um ônibus de Porto Seguro para Ilhéus.

Eu aproveitei que a pousada ficava em uma área de bastante verde e saí para tirar umas fotos dos bichos. A Tati já foi direto para a piscina

Depois eu deixei o carro para lavar, porque dava até vergonha de devolver o carro na situação que ele estava, e fui para a piscina também.

Mas infelizmente chegou a hora de nos despedirmos de Arraial. ☹

Olha que anúncio maravilhoso nesse carro que estava na balsa! Hahahahaha!

Aí devolvemos o carro no aeroporto e pegamos um Uber para a rodoviária que fica do lado do aeroporto. Embarcamos no horário e fomos para Ilhéus.

Em Ilhéus o pessoal da pousada não conseguia informar direito o endereço da pousada e perdemos um tempinho até achar o lugar. Realmente não consigo entender como que com tanto aplicativo de localização alguém tem dificuldade de informar a localização da sua pousada, mas…

Como já era de noite, não fizemos mais muita coisa esse dia.

Continuação-Ilheus – https://wordpress.com/post/profissaoviageiro.com/6419

Ilhéus

Dia 15

Tomamos café na pousada e já partimos para a praia, pois o tempo era curto. Nosso voo de volta para São Paulo era no meio da tarde.

Pegamos praia na Praia do Milionários que era a mais próxima da pousada. Dizem que é uma das melhores praias de lá e uma das poucas com mar próprio para banho.

Olha, foi uma decepção absurda.

A praia estava imunda! Era difícil achar um lugar que não se deitasse em cima de algum tipo de lixo. A galera é muito porca!

Se essa é uma das melhores praias por lá, imagino as piores… Que pena.

Mas era isso para o momento e aproveitamos os últimos minutos de férias na Bahia por lá mesmo.

E como não tinha outra saída, tivemos que fechar as coisas e voltar para casa!

Olha, foram 2 semanas especiais que passamos lá! De verdade! A Tati não conhecia nada e eu já conhecia uma boa parte dos lugares que visitamos. Mas acho que a emoção foi a mesma que a dela. Lugares lindos, alto astral, sol, natureza exuberante e muitas fotos e histórias que se fosse escrever tudo aqui deixaria ainda mais longo o post.

Olha, não tem uma semana que passa que não brincamos de largar tudo aqui e abrir uma pousada em Cumuruxatiba!!!

Quem sabe!

E é isso viageiros, qualquer coisa que eu puder ajudar com as dúvidas de vocês desses lugares, é só perguntar!

Abraço!

Profissão: Viageiro

Insta: @profissaoviageiro

Torres del Paine

Fala Viageiros!!!!!

 

Voltei de uma viagem sensacional para a Patagônia e vou compartilhar aqui com vocês um pouco dessa experiência!

 

Mas antes, quem puder, segue no Instagram: @profissaoviageiro

 

Bom, hoje além de passar minhas impressões de Torres del Paine, vou tentar deixar algumas informações básicas para quem quer ir e ainda está cheio de dúvida, como eu estava quando ainda planejava a viagem.

Tem coisa que parece óbvia quando se conta de uma viagem para as outras pessoas, mas que no fundo se você não sabe o funcionamento das coisas no lugar, fica impossível saber se seu roteiro vai dar certo ou não… E foi nisso que eu esbarrei na montagem do roteiro.

Como sempre em meus roteiros, eu tenho pouquíssima margem de erro e isso me fez perder um bom tempo na pesquisa. Vou tentar deixar algumas informações aqui para quem quer visitar esse lugar maravilhoso!

 

Vamos lá!

 

– O que é?

O Parque Nacional de Torres del Paine foi criado em Maio de 1959 e está localizado na Pataônia Chilena, na região de Magallanes.

As suas torres principais dão nome ao parque, que são imensas torres de granito modeladas pelo gelo glacial.

Mas as belezas do parque não se resumem a suas torres. O lugar inteiro é sensacional!

 

– Como chegar?

Existem dois aeroportos próximos de Torres del Paine:

– Um fica em Puerto Natales, que é a cidade base para a maioria das pessoas que visitam Torres del Paine. A cidade está localizada a 80km do Parque.

O problema é que só existem voos para Puerto Natales no verão, e mesmo assim não é todo dia.

Isso faz com que contar com um voo para lá seja praticamente descartado logo de cara.

 

– A melhor opção então é voar para Punta Arenas.

Existem voos regulares de Santiago para Punta Arenas.

Inclusive, se não me engano, lá é destino mais barato para se chegar na Patagônia (Argentina ou Chilena)

Eu fiz isso. Saí de São Paulo em um voo com conexão em Santigo e chegada em Punta Arenas. Tudo bem tranquilo!

 

-Para quem não for utilizar avião, tenha Puerto Natales como sua referencia de destino.

 

 

Onde ficar?

– Punta Arenas:

A porta de entrada da maioria das pessoas que vão para TdP via o próprio Chile (Muitas outras pessoas vão para TdP via El Calafate, na Argentina)

Cidade grande, com vida própria. Possui muitas atrações turísticas, shoppings, hotéis, hostels, restaurantes e tudo mais.

Fica a 3 horas de ônibus de Puerto Natales.

 

– Puerto Natales:

Cidade pequena que gira em torno do turismo de TdP.

Muitos turistas o ano inteiro por lá, consequentemente muitos restaurantes e vendinhas para as compras da galera que vai fazer os trekings.

Como já falei é a base para a maioria das pessoas, pela sua proximidade e preços acessíveis. Comparado às hospedagens dentro ou ao lado do parque é muito mais barato ficar em Puerto Natales.

 

– Hospedagens dentro do Parque:

Existem muitas opções de hospedagem dentro do Parque, desde áreas de camping onde você é responsável por ter com você absolutamente tudo que vai usar e comer, até luxuosos hotéis com vistas deslumbrantes.

Tudo dentro do parque é caro. Transporte, hospedagem, comida… Tudo!

São três “empresas” que possuem hospedagens dentro do parque, e para dormir lá dentro você precisa ter reservado antes de chegar (mesmo que esteja levando todo equipamento com você e queira apenas reservar um espaço de camping), pois não se pode entrar sem reserva prévia. As empresas são:

CONAF;

Fantástico Sur; e

Vertice.

 

 

Quando ir?

Torres del Paine pode ser visitado o ano inteiro, mas a alta temporada é no verão, quando as temperaturas estão mais agradáveis e as paisagens mais coloridas.

Eu fui na primavera. Dei muita sorte com o tempo e achei que valeu muito a pena. Não estava lotado e não passei nenhum perrengue de frio ou vento a ponto de transformar algum rolê em algo penoso.

Se tem alguma coisa que eu mudaria no meu rolê para deixar ele ainda mais perfeito, é que eu preferia ter visto o lago no Mirador Base de Torres del Paine descongelado. Quando eu fui ainda estava congelado. Não que eu ache isso um problema, mas acho que descongelado seria muito lindo também.

 

Quanto custa?

Caro!    Hahaha!

Não é um passeio barato. Mesmo fugindo o máximo que pude das hospedagens dentro do parque, é um passeio caro. Mas não é nada que não se possa dar um jeito.

Aqui alguns exemplos de preços aproximados:

– Entrada no Parque, válida por 3 dias de entrada: US$ 35,00 (se já estiver dentro do parque, não tem problema, pode ficar mais que 3 dias)

– Aluguel de barraca completa no parque: US$ 70 – para 2 pessoas, por noite

– Catamarã para Paine Grande: US$ 35,00 por pessoa, por trecho (Comprando ida e volta junto fica um pouquinho mais barato). IMPORTANTE: Não aceita cartão! Só dinheiro.

– Ônibus interno do Parque: US$ 10,00 ida e volta

– Ônibus Puerto Natales – Torress del Paine: US$ 25,00 ida e volta

 

E por aí, vai…

 

O que fazer??? Bate e volta, Circuito W, ou Circuito O?

Eu escolhi o W!

 

– No circuito W estão as principais atrações do parque na minha opinião.

Claro que quem faz o Circuito O vê muito mais coisa, mas para isso é necessário muito mais tempo e preparo, pois as partes do parque que estão fora do W, são bem menos estruturadas, então depende muito mais de você e do equipamento e mantimento que você carrega.

 

– No bate e volta de Puerto Natales, você consegue fazer o Mirador Base, que é a vista mais famosa de lá, mas depois que se faz o W, você vê que aquilo é só um pequeno pedaço das belezas daquele lugar.

Também dá para fazer o lado do Glaciar Grey, ou até um trecho da trilha beirando o lindíssimo Lago Nordenskjold.

IMPORTANTE!

Nesses casos de bate e volta, você sempre vai ter seu tempo limitado ao horário dos transportes internos do parque, seja do ônibus ou do catamarã. Então controlar o tempo e seus objetivos no dia será algo muito importante. Os horários são fixos e limitados, não deixando margem para erros.

 

 

– Uma outra opção, que eu jamais faria, é um bate e volta de El Calafate, como muitas agências de lá oferecem… Me parece um grande programa de índio.

 

– Fazer um mix disso tudo aí também é possível! É só estudar direitinho o roteiro e partir para cima!!!!

 

 

Bom, esse é o básico. Vou contando agora como foi o meu rolê e tentando explicar como tudo funcionou para mim!

 

Vamos lá!!!!!!!!

 

Dia 1:

Bom, eu decidi fazer o W da seguinte forma… Fazer as 2 pernas externas no esquema de bate e volta, e a parte central do W dormindo uma noite no camping Francês.

Dessa forma faria o rolê em 4 dias, que é bem puxado. A maioria das pessoas faz em 5 dias o W, que depois eu entendi o por quê!

Como a entrada do parque vale por 3 dias, eu fiz as 2 pontas primeiro, e depois a parte interna, que daria certinho os 3 dias de entrada no parque.

Para mim não fazia diferença por onde começar, então deixei o dia que a previsão do tempo estava melhor para fazer o Mirador Base e fui no primeiro dia, que o tempo estava pior, na perna do Glaciar Grey.

E a parte interna eu fiz saindo de Las Torres e chegando no outro dia em Paine Grande.

No final, deu tudo certo!!!!

 

Como comentei, eu cheguei em Puerto Natales vindo de Punta Arenas. Como não sabia da estrutura da cidade, acabei fazendo compras do que iria comer no parque no dia seguinte em Punta Arenas mesmo.

A viagem de ônibus entre Punta Arenas e Puerto Natales demora 3 horas. A passagem é bem fácil comprar. Os ônibus que fazem esse trajeto têm seus terminais no centro da cidade e todo mundo lá sabe indicar onde ficam esses terminais. Existem diversos horários de saída, então não precisa de stress quanto a reserva antecipada ou qualquer coisa.

 

Em Puerto Natales as coisas são perto da rodoviária. A maioria dos lugares nem precisa de taxi… Dá para chegar andando.

Já aproveitei que estava na rodoviária na chegada e comprei a passagem de ônibus para o dia seguinte de ida e volta para o parque.

São algumas empresas que fazem o trajeto e todas fazem mais ou menos no mesmo horário, pois os transportes internos no parque são sincronizados com as chegadas dos ônibus de Puerto Natales.

O horário de saída é por volta das 7 da manhã e o retorno por volta das 7:30 da noite saindo da Laguna Amarga (entrada do parque). São quase 3 horas de trajeto entre o parque e Puerto Natales.

 

No dia seguinte estava lá bem cedinho na rodoviária aguardando meu ônibus sair.

 

Chegando em Torres del Paine, a primeira coisa a se fazer é comprar o ticket de entrada. Havia uma pequena fila mas não demorou muito todo o tramite. Eles aceitam Pesos Chilenos e Dólares. Talvez aceitem Euros também, mas não tenho certeza.

 

Depois é aguardar o ônibus interno que vai te levar para o Refúgio Las Torres (De onde sai a trilha para o Mirador Base e também a trilha em direção ao Refúgio Francês) e depois segue para Pudeto, de onde sai o Catamarã para Paine Grande (Onde começa a trilha para o Glaciar Grey).

 

Como fui em direção ao Glaciar Grey nesse primeiro dia, segui no ônibus até Pudeto. Cheguei lá por volta das 10:30 e o catamarã só sai as 11hs.

Assim aproveitei e tomei um reforço do café da manhã por lá enquanto aguardava a saída para Paine Grande.

 

O catamarã é espaçoso e possui um deck em cima para quem quer ver a paisagem e tirar umas fotos. Duro é aguentar o frio, mas vale a pena!

 

O trajeto é curto e em pouco mais de 20 minutos já estava em Paine Grande

 

Muitas pessoas se hospedam no refugio, então já entram para seu check in. Eu não ia ficar lá, então só me arrumei, usei o banheiro e saí.

 

Primeiro grande desafio da viagem: Aprender a usar os sticks de caminhada!

 

Eu sei que parece ridículo, mas no começo é difícil coordenar! Mas depois de alguns minutos, vai que vai!

Não sei como eu consegui voltar a andar sem eles quando voltei de viagem! Esse treco é bom demais!!!!!

 

Bom, foi nesse primeiro dia que eu entendi por que a maioria das pessoas faz o W em 5 dias e não em 4… É porque o refúgio Grey é longe que dói!

Eu tinha o meu tempo de trekking limitado pelo horário do catamarã. Não podia estar de volta depois das 18:30hs, que é o último horário de saída do catamarã no dia.

As pessoas normalmente dormem no refúgio Grey e depois voltam no dia seguinte. Ou também vão até o refugio Grey e voltam para dormir em Paine Grande, sem grandes compromissos com o horário. Aí tudo faz mais sentido.

No meu caso eu tive que ir até onde o relógio permitiu, e não consegui chegar até o refugio. Mas isso não tem muita importância… Pude apreciar a beleza do glaciar durante minha trilha sem nenhum problema!

 

A trilha desse trecho não foi das piores do W. Existem outras partes com muito mais subidas e descidas. Isso foi bom, pois estava ainda aquecendo os motores!

Eu que já tenho dois joelhos completamente destruídos, que me impedem de fazer algumas coisas, estava, para piorar, vindo de uma lesão no ligamento. Consequentemente minha condição física não era das melhores, vindo de um período de um mês sem poder exercitar minhas pernas.

 

Bora caminhar!!!!

 

A primeira parada, já para o almoço, foi na Laguna Los Patos.

Uma lagoa bonita, que apesar do nome, não tinha tantos patos assim quando passei por lá!

 

Sigo então em direção ao glaciar, tentando aproveitar o máximo essa paisagem linda!

 

Daí a recompensa… O Glaciar Grey!!!

Encontro um lugar para parar e apreciar essa vista!

 

Depois de um tempo por lá o relógio me lembra que era preciso voltar, sem grandes possibilidades de paradas.

 

A volta foi bem tranquila e cheguei a tempo inclusive de fazer um lanche e tirar umas fotos antes de embarcar

 

Na fila do embarque percebo esse cara indo para um mergulho bem tranquilo nesse lago de degelo!!!

Um mergulho com uma vista dessa não é nada mal!!!!

 

Daí foram só mais uns 30 minutos de catamarã até Pudeto e já o imediato embarque no ônibus para Laguna Amarga.

 

Dalí peguei o ônibus de volta para Puerto Natales.

Chegando em Puerto Natales, foi só o tempo de passar em uma vendinha para comprar os mantimentos para o dia seguinte e correr para tomar banho, comer e dormir, pois sobram poucas horas de sono para quem tem que pegar o ônibus no outro dia as 7 da manhã!!!

 

 

Dia 2

E lá vamos nós!!!! Acorda de madrugada, toma banho, toma café, corre para a rodoviária e tenta descansar um pouco no ônibus no caminho…

No parque foi só mostrar que já tinha o ingresso e aguardar pela saída do ônibus para Las Torres.

Lá em Las Torres se faz um breve registro de entrada para controle e já pode sair para a caminhada.

 

Esse dia era o primeiro grande desafio. São 20km ida e volta, com muita montanha, incluindo um trecho matador no último quilômetro que faz você pensar seriamente que não vai conseguir!

Mas consegue!!!!

A caminhada começa com 2km bem tranquilos e planos ainda em uma área dentro do complexo de Las Torres.

Depois…… Bom, depois é bom estar com a saúde em dia, porque não é fácil a brincadeira.

 

O que sempre te dá forças em um lugar como esse são as paisagens… Elas vão nos lembrando por que estamos lá!!!!

Vale cada gota de suor!

 

E vai subindo…

Subindo…

Subindo mais…

 

Até que chega no Km 9 e eu já estou esgotado, com muita dor e cansaço.

E aí o negócio começa a ficar sério. A subida é bem no limite entre caminhar e escalar, inclusive passando pelo espaço onde a água do degelo desce, para ajudar ainda!

Pelo menos quando dava sede era só abaixar e beber água!

 

Eu acho que eu bobeei… Acho que tem um lugar para deixar o peso extra ali no km 9 antes de começar a subida. Eu não fui atrás disso e acabei subindo com tudo nas costas… Foi treta!

 

Como eu não tinha forças nem para tirar foto, tenho poucos registros desse dia. Uma pena, porque o lugar é maravilhoso.

 

Essa subida é terrível, e quando se acha que acabou você descobre que ainda falta um tanto! Todos os lugares por lá são assim… Você acha que chegou no final, mas não chegou!!!!

Para de reclamar e continua andando!!!!!

Realmente nem acreditei quando cheguei lá!!!!

 

Mas o visual vale qualquer esforço!!!

 

Infelizmente cheguei lá 15 minutos depois do horário que tinha que iniciar a descida! Isso limitou muito o quanto eu pude aproveitar lá em cima.

Foi o tempo de comer alguma coisa, tirar meia dúzia de fotos e sair desesperado para baixo, quase com a certeza que não daria tempo.

 

Isso foi a pior parte do rolê… Não consegui aproveitar quase nada a descida, forcei meus joelhos de um jeito que não poderia ter forçado e fiquei horas no stress de não ter ideia do que iria fazer se perdesse o transporte.

 

Não sei explicar como, arrumei forças não sei da onde para sair em uma disparada nos últimos 2 quilómetros para tentar chegar no ônibus…

E não é que consegui!!!!!!! O pessoal já estava quase todo embarcado! Aí pedi para o motorista para esperar uns 2 minutos até a Tati chegar e ele falou que beleza!

 

Nossa, foi por pouco!

Eu sentia tanta dor no meu corpo depois disso que nem sei explicar… Doía pé, tornozelo e principalmente meus joelhos… Achei que tinha comprometido todo o rolê…

 

Chegando em Puerto Natales foi só a correria para deitar logo, depois do mercadinho, banho e janta.

 

 

Dia 3

Esse dia tinha a ideia que seria mais tranquilo, pois além da distancia a se caminhar ser menor, não precisava me preocupar com horário, pois poderia chegar a qualquer hora no Camping Francês.

Mas eu me enganei… Foi mais um dia puxado que no final minhas pernas já estavam esgotadas.

 

Já no refugio Las Torres, comecei a caminhar para o Acampamento Francês. O inicio é tranquilo e ainda estava com a sensação que seria um dia de recuperação, e não de grandes esforços.

Começo a encontrar alguns morros, mas nada de mais… A caminhada ainda está sob controle.

 

Passados alguns quilômetros eu encontro um novo caso de amor!!!!!

Se trata do Lago Nordenskjöld!

Que visual maravilhoso! Andar com esse lago ao seu lado o dia inteiro foi lindo demais!

 

As paradas para comer sempre eram em pontos estratégicos para comer apreciando aquele azul espetacular!

 

O problema é que esse trecho tem muita montanha, subindo e descendo toda hora… Eu fui me cansando e já ficava perguntando pra galera que cruzava no caminho se estava muito longe ainda!

Isso é claramente sinal de desespero!!!!

       

E então já no final do dia chego no Acampamento Francês!

O acampamento é bem bacana. O banheiro é bom e a água para tomar banho bem quente! Isso foi maravilhoso!

Lá eles também têm um pequeno restaurante e uma “vendinha” que você pode comprar um refrigerante, por exemplo.

Na recepção do camping eles tinham ovos para vender. Não estava tão caro. O problema é que eu não tinha onde cozinhar os ovos, pois não estava carregando um fogareiro comigo. A menina que estava lá foi bem gente boa e ofereceu de cozinhar os ovos para nós no fogareiro dela! Então já fechei negócio e consegui comer algo quente nessa noite, que estava programado apenas comida fria.

Então depois de um ótimo banho já fui jantar meu sanduiche, ovos e um vinho que estava carregando para saborear na noite!

A barraca estava montada. Não tive trabalho nenhum. É chegar, pular para dentro do saco de dormir e até amanhã!!!!!

 

Dia 4

Depois de uma boa noite de sono que não passei nenhum tipo de problema na barraca, me preparei para partir.

Nesse dia os objetivos eram Mirador Francês, Mirador Britânico e a chegada em Paine Grande para tomar o catamarã de volta no final da tarde.

Então tomei meu ziriguidum e pé na estrada!

 

Até o acampamento Italiano o caminho é curto mas já com algumas subidas chatinhas.

No acampamento Italiano você pode deixar seu equipamento para fazer a subida para o Mirador Francês e Britânico só com o necessário.

A subida até o Mirador Francês é de um nível médio… Dá para ir na boa.

Acabei me perdendo um pouco no caminho… Ainda bem que olhei para trás e vi umas pessoas passando por outro lugar. Percebi que o errado era eu e voltei para a trilha certa!

Lá é um lugar bem interessante. Existe uma geleira com pequenas avalanches a cada 10, 15 minutos…

É muito legal ficar um tempo por lá vendo as avalanches e principalmente escutando os estrondos do gelo se rompendo. É um barulho de trovão bem alto! Muito bacana!

 

 

Fiquei lá um tempo, fiz meu lanche e olhei para o caminho do mirador Britânico…………

Que caminho????

O tempo fechou e não dava para ver nada lá para cima…..

Então após algumas considerações decidi desistir de ir até o mirador Britânico. Ainda faltava uma boa pernada até lá e eu não queria gastar esse tempo e essa energia para ir até um mirador de onde não haveria nada para “mirar”.

Bom, com isso pude desfrutar mais algum tempo no mirador Francês e fazer meu caminho de volta sem stress por conta do horário do catamarã.

 

De volta ao acampamento Italiano não estava muito bem… Não sei bem o que era, mas preferi ficar por lá um tempo até me recuperar.

 

Daí peguei minhas coisas e segui…

O caminho a partir de lá é bem mais tranquilo. Não me lembro de ter nenhuma montanha bizarra para subir e descer depois de lá. Isso foi ótimo… Já estava cansado!

Calafate

Um dos pontos altos desse trecho da caminhada é o Lago Skottsberg! O mirador do lago tem uma vista que chega a ser indecente!

 

Depois dessa parada, já estamos quase lá!

É um trecho cheio de emoções boas! De que consegui cumprir o objetivo… De que vou completar o W!

Isso parecia tão longe na minha vida há 6 meses atrás….

Pensar em cada pedra, cada montanha, cada arbusto, cada pássaro, cada lago, cada pessoa que cruzei, cada parte do meu corpo que doía, cada gole de água de cachoeiras de degelo, e cada sentimento delicioso de conquista com o visual que se abria na minha frente por tantas e tantas vezes nesses dias……..

Foi bom demais!

 

Então a última parada antes da chegada triunfante!

Dessa vez para admirar o Lago Pehoé, a poucos metros de chegar em Paine Grande.

Não tem lugar melhor para comemorar a vitória!!!!!!

 

E então a chegada!

Exausto;

Com dor;

Realizado!!!

Consegui, porra!!!!!!

 

Daí foi o roteiro já conhecido…

Catamarã de Paine Grande para Pudeto, ônibus interno de Pudeto para Laguna Amarga (com parada em Las Torres), ônibus para Puerto Natales, pousada e cama!

Hora de descansar, mas não muito, porque no dia seguinte embarcaria para El Chaltén pela manhã.

Mas essa história fica para depois!

 

É isso!!!! Quem quiser qualquer ajuda, pode escrever aqui que vou ajudar com todo prazer no que for possível!

Críticas e elogios também são bem vindos!!!!!

 

Não esqueçam de seguir lá no Instagram!

@profissaoviageiro

 

Valeu!!!!!!!!!!!!!

 

Abraço,

 

Felipe

 

Riga, capital da Letônia

Olá Viageiros!!!

 

Vou contar um pouco da minha passagem por Riga, capital da Letônia, que foi o início da minha viagem pela Europa, que ainda teria Ucrânia, Polônia, Alemanha e Holanda.

 

Eu não sou um cara muito Europa para falar a verdade… Acho que lá o turismo é mais fácil e tudo que eu faria lá agora, posso fazer quando estiver mais velho.

Já outros lugares do mundo, ou é agora, ou provavelmente não vai rolar, pois exigem mais do meu físico e capacidade de me adaptar aos lugares.

 

De qualquer forma, não preciso dizer o quanto a Europa é linda e em cada esquina tem algo bonito para ver ou fazer.

 

Riga é assim, uma cidade muito bonita, cheia de prédios antigos e cheios de história.

 

Vamos lá…

 

Cheguei em Riga no início da noite em um voo da Air Baltic vindo de Amsterdã. O voo durou pouco mais de duas horas e foi bem tranquilo.

 

Transporte

Riga é bem tranquilo de se locomover. Eles têm muitos ônibus, metrô e bondes. Certamente você irá encontrar uma linha que te atenda

Eu fui do aeroporto ao centro da cidade, perto de minha pousada, em um ônibus de linha que sai do Aeroporto e chega em poucas paradas no centro da cidade. O ponto de partida fica logo atrás do estacionamento do Aeroporto, bem tranquilo de encontrar.

 

Hospedagem

Bom, como em quase todos os lugares tem opções para todos os bolsos.

Como meu orçamento é bem apertado, fiquei em uma pousada em um prédio no centro da cidade. Nesse prédio tem um McDonald’s e uma “padaria” no térreo! Bem cômodo, principalmente porque era um dos poucos lugares abertos no final da noite.

 

O Rolê

Quando eu fui era Outono, final de Novembro, e já estava muito frio! E para piorar o sol nascia altas horas.

Foi bem estranho isso… 8 da manhã ainda era noite e não tinha ninguém na rua. Nenhum comércio aberto e sequer um lugar para tomar café da manhã. Se não me engano a maioria dos lugares abria depois das 8:30.

Bom, saí para andar no centro antigo, no escuro, com frio e fome!

Era muito curioso… Não tinha quase ninguém na rua! Era dia de semana, mais de 8 da manhã e ninguém fora de casa ainda! Tudo vazio!!!!

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0008 Monumento da Liberdade

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0011 Powder Tower

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Depois de andar um pouco achei um lugar bem bacana que já estava aberto para tomar meu café.

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Alimentado, segui o rolê pelo centro…

0025 Igreja de São Pedro

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Aí fui em direção ao Rio Duína Ocidental, que corta a cidade. Ali que eu vi uma movimentação maior de gente. A avenida estava bem carregada.

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0047 Vanšu Bridge

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Voltei então para o centro para curtir aquele lugar lindo!

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Aqui meu conceito das pombas mudou! Estava -1 grau e as pombas estavam tomando banho na poça praticamente congelada…

 

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Vou falar, chamar de sujo um bicho que toma banho nesse frio me parece algo bem errado!!!!

 

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Aqui é uma das áreas mais charmosa que achei…

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E foi isso! Bora pegar o ônibus de volta para o aeroporto! A próxima parada é Kiev!