Peru, Bolívia e Chile – Parte 3

18/05/2009 – Dia 3 – Cuzco

Depois de um pouco mais de 14 horas, chegamos em Cuzco. Pedimos para o taxista nos levar em alguma pousada perto do centro, pois já sabíamos que não teríamos muito o que fazer lá por causa da greve, então queríamos ficar perto do centro para pelo menos poder andar por lá com mais facilidade. Ele nos levou para o Hostel Casa Grande. Nada de mais, mas estava bom. Só um pouco caro para o que oferecia (não muito, só a localização mesmo). Pagamos US$ 30,00 por dia o casal.

Nesse dia fizemos o city tour, pois o city tour não saia da cidade e então não tinha problema da greve, que fechava só as estradas e as linhas de trem. Assim já resolvia uma coisa e iríamos ver o que rolava nos outros dias.
Achei legal o City Tour, mas no final começa a cansar um pouco… Fica tudo muito parecido. Mas vale a pena!

 

 

19/05/2009 – Dia 4 – Cuzco

Nesse dia fomos até as agências para ver se teria como fazer o passeio do Vale Sagrado… Claro que não! Então, o negócio foi andar pela cidade para lá e para cá! Andamos muito esse dia. Senti então pela primeira vez os efeitos da tal altitude. Tinha hora que o melhor era ficar quieto e se concentrar na respiração!!!

Andamos bastante… Por todas aquelas ruas, praças e depois no mercado municipal… Aquele mercado é coisa de louco! Que coisa zuada! E muito divertida também!

Assim que chegamos, pára um caminhão desses normais, não era desses frigoríficos, e um cabra me pula lá de dentro com um baita leitão nas costas e sai andando no meio da galera levando o leitão para o Box que iria vendê-lo. Aquilo não era nada para o que nos esperava dentro do mercado…

Todos os caras deixam as carnes expostas em cima do balcão… Sem proteção, sem refrigeração, sem nada.  É inacreditável a quantidade de moscas que habitam aquele lugar. Numa guerra de insetos, a infantaria de borrachudos que mora na Ilha Bela (Quem já foi lá sabe do que estou falando) fica ridicularizada perto do exercito de moscas daquele mercado… Sei lá, um trilhão, quem sabe…

Do lado de fora, um cara que entregava botijão de gás (só isso), parou a moto que nem o nariz dele ali na frente do mercado… Adivinha… Moto no chão e botijões pela calçada! Amazing!

Ah, tem uns caras vendendo ovos de codorna em um carrinho com as próprias codornas dentro do carrinho! O camarada enfiava a mão lá e te dava o ovo! Imagino que ele cozinhava ali também, mas não posso afirmar!!!!

Nesse dia em um momento cola um cara jovem e bem vestido que já lança em alto e bom tom: Hey amigo, Marijuana?

Dei uma risada, balancei a cabeça e seguimos, assim como ele atrás de clientes!

Como não me interessei, não posso informar aqui o preço para os adeptos!!!

 

20/05/2009 – Dia 5 – Cuzco

Nesse dia, mesma coisa. Fomos até as agências na esperança de fazer o tour para o Vale Sagrado. Nada feito.

Pelo menos no final desse dia recebemos a confirmação da dona da agência que o cara de Lima contatou que seria possível fazer o tour para Machu Pichu no dia seguinte… Era a notícia que eu precisava!

Esse dia fizemos umas compras e passeamos um pouco de manhã. De tarde já estávamos cansados e sem muito mais o que explorar, então ficamos no hotel assistindo TV, dormindo um pouco e navegando na internet.

Enquanto estávamos na praça principal pela manhã, sentados em um banco apenas curtindo o movimento, percebi um cara saindo de uma obra ali nas lojas que cercam a praça. O cara me sai com dois baldes e vai em direção a fonte no meio da praça… Estando no Peru, já logo saquei o que viria e lancei mão de minha máquina!!!! Dito e feito, o cara pegava água para o cimento da obra na fonte da praça principal da cidade!!!

De noite, em busca de trocar algum dinheiro, encontramos esse empresário do ramo, já com uns 12 ou 13 anos… De experiência? Não, de idade mesmo… Acho que os negócios não vão bem, pois ele chorava bastante!

Coitado…

 

Peru, Bolívia e Chile – Parte 4

21/05/2009 – Dia 6 – Machu Pichu

Acordamos bem cedo e estávamos pronto antes do horário combinado. Como não estávamos certos se tudo correria bem em relação ao nosso passeio, ficar esperando o pessoal naquele frio não foi nada agradável. O pior é que os caras atrasaram muito! Eu olhava para o relógio e já estava quase na hora do trem sair e nada dos caras… Eles chegaram muito depois do combinado e saíram que nem uns loucos para a estação do trem…
Quando chegamos o trem já estava partindo… As plataformas para o pessoal passar já haviam sido retiradas e alguns vagões já estavam até fechados… Corremos e conseguimos entrar. Foi por muito pouco essa!

Os caras da agência me deram um monte de papel e na correria eu entreguei tudo para o cara que estava lá para conferir as entradas. Só que ali também estava a volta e ele não me devolveu nada. Quando eu percebi que não estava com a volta, fui até o cara e disse que eu tinha entregado tudo para ele e que ele por favor verificasse que meu ticket de volta estava lá e me devolvesse.
Ele já teve a primeira reação que grande parte dos Peruanos e Bolivianos que cruzei tem: “Não, para mim não entregou nada”.
Ali eu vi que teria problemas. Eu insisti bastante com ele… Falei, falei, falei… Bom, já tinha desistido… Já estava pensando no que iria inventar para conseguir embarcar no trem de volta, mas não seria fácil, pois o trem estava completamente lotado e provavelmente voltaria assim também.

Depois de um bom tempo, o cara me volta com meus papeis e me entrega o ticket de volta. Nem acreditei que ele se deu o trabalho de procurar… Mas me salvei dessa!

O caminho até lá é bem agradável. Não estou acostumado a andar de trem e curti muito a viagem.

 

Em Aguas Calientes já fomos para a fila do ônibus que nos leva até a entrada de Machu Pichu.

Eu cheguei a ver que tem um pessoal que prefere subir a pé e tal… Eu não recomendo isso a ninguém… Se quer economizar os US$ 6,00 (acho que é isso que custa o trecho), faça isso na volta, que pelo menos é decida e você já gastou a energia lá dentro! Na ida eu considero uma economia bem porca.

Machu Pichu estava lotada!!! Era o primeiro dia de visitação desde a greve. Nos outros dois dias anteriores só chegaram lá os caras da trilha inca. Não tinha para onde ir que não tinha um monte de gente. Quase nenhuma foto sem um desconhecido junto!!!!!

Tava tranquilo, viu?!?!

Uma pena em Machu Pichu, que das ruínas que vemos, não sobrou muita coisa das construções originais dos incas, que mostram como aquele povo era avançado, mas sim um monte de pedras irregulares recolocadas por um monte de peruano sem noção que os caras arrumaram lá para remontar o lugar e continuar tendo como atrair os turistas… Mesmo assim, é espetacular o lugar. Avistar a cidade ali de cima é extraordinário… Impossível não ficar criando historinhas na cabeça de como era a vida deles ali. Lugar lindo!

 

 

Quando eu fui para o México, escutei uma história muito pior sobre o que fizeram nas pirâmides de Teotihuacán. Essa história carece de confirmação, mas o guia falou que quando os caras descobriram as pirâmides há uns 100 anos atrás, eles para acelerar a retirada das coisas (terra, grama e até arvores crescidas) que estavam por cima das pirâmides, usaram dinamite para acelerar o processo… Aí, já sabe o que aconteceu… Pedrinha e cimento para remontar o negócio!!! Lá se vê menos das pedras originais – grandes, lisas e perfeitamente encaixadas – do que se vê em Machu Pichu, mas da mesma forma é um lugar lindo!

 

Bom, no fim, gostei muito de lá e nem me importei mais em ter gastado tanto para conhecer o lugar. Valeu cada centavo.

 

22/05/2009 – Dia 7 – Cuzco / Arequipa

Nosso vôo para Arequipa saia por volta da hora do almoço. Tínhamos conseguido fechar no dia anterior um passeio para um dos lugares do vale sagrado… Pisac! Achei ótimo isso, pois assim conheceríamos um pouco do que a greve nos privou. E também o cara iria nos deixar no aeroporto depois. Ótimo negócio! Tentei isso em umas 3 agências e a diferença de preço que achei foi brutal… Não lembro o nome da agencia que fechei, mas não era ali na praça principal, era em uma rua lateral. Foi a metade do preço das outras.

Saímos muito cedo para dar tempo de conhecer o lugar e chegar na hora ao aeroporto. Andamos por tudo lá. Muito bom!

 

Quando saímos de lá ainda tínhamos algum tempo, então o motorista nos levou a dois lugares que foram sensacionais, e para quem gosta, não pode deixar de ir. Foi muita sorte termos ido para lá, pois curtimos muito Pisac e esses dois passeios extras!

 

Primeiro um lugar onde mora um pessoal que faz aqueles “crochês” deles (Mil desculpas, mas não sei o nome da técnica deles).

Lá eles têm um pasto para Lhamas e Alpacas que podemos ir lá alimentar os bichos. Dos próprios bichos eles retiram a lã que usam. Aí eles nos mostraram as formas de fazer as roupas, tudo artesanalmente e em pequenas máquinas que ajudam a separar os fios.

 

 

Depois nos mostram de onde eles obtêm as cores que tingem as roupas… Foram nos dando alguns materiais e íamos colocando em um pedaço de papel. Tinha uma das cores que era uma espécie de pulgão espremido que dava a cor (o vermelho, imagino!).

Muito legal! Não tinha nenhuma cobrança obrigatória, eles não tentaram em nenhum momento empurrar algum produto deles para nós e eu só dei uma contribuição para eles no último minuto que estava lá, e a mulher que estava nos atendendo fez tudo com a maior boa vontade, mesmo sem saber se iria ou não receber algo (Apesar de que todos davam uma ajudinha para eles lá… Claro que ela devia imaginar que sim).

Fiquei encantado com isso… Nada comum nessa viagem esse tipo de atitude. Se soubesse antes de lá teria feito todas as compras de lembrancinhas lá, apesar de não saber bem tudo que tinham lá para vender. Na verdade eu acho que eles trabalhavam mais com encomendas para as lojas da cidade… Não sei mesmo o que se comprava lá ou não. Nota 10 para o lugar e o pessoal!

 

Depois fomos a um pequeno zoológico particular de um cara muito gente fina. Também não tinha pagamento obrigatório. Só contribui com o que você quer.

O próprio dono fez o passeio com a gente lá. Outras pessoas estavam fazendo com o pessoal dele que trabalha lá. Quando ele viu que éramos brasileiros e que entendíamos um pouco dos bichos e que curtíamos muito, ele mesmo veio fazer o tour com a gente. Ele disse que curtia brasileiros (Não quis nem perguntar por que!!!!!!).

 

É um lugar onde ele reabilita animais que tiveram problemas ou sofreram maus tratos. Ele sustenta o lugar sem nenhuma ajuda do governo. Se pode entrar em todas as jaulas. Só na do Puma que não pode… Mas tudo bem, eu nem queria!
Ele conta a história de cada animal de lá… Porque está lá; quem levou; se tem chances de voltar para a natureza… Essas coisas.

 

 

 

 

Os dois Pumas, por exemplo, eram de um circo que não conseguiam mais usá-los, pois eles ficaram muito agressivos.

 

Lá tivemos nosso primeiro contato com os Condores. Depois os veríamos na natureza no Canyon Del Colca. Esse casal de Condores foi levado para lá porque foram envenenados por moradores ignorantes que acham que eles podem atacar o rebanho deles. Esses condores não serão reintroduzidos, assim como os Pumas, mas ele contou que depois de uns 3 anos que eles estavam lá eles tiveram um filhote e esse filhote foi levado para a natureza.

 

Sensacional esse bônus que tivemos nas últimas horas de Cuzco! Eu curto muito essas coisas. Foi realmente um dia especial da viagem! No roteiro original, era só um dia para acordar tarde e ir direto para o aeroporto… Como são as coisas…

Arequipa:

Em Arequipa, por recomendação do meu amigo Léo, ficamos na Posada de San Juan. A pousada é bem localizada e bem arrumadinha também. Só que o pessoal que trabalha lá é um bando de idiota… A mulher da posada veio dentro do meu quarto discutir porque ela achou que eu estava devendo 60 centavos para ela! É sério, foi lá no quarto, entrou e meteu a boca em mim. Isso porque eu paguei em dólares e ela depois fez o cambio, pois queria os Soles naquela hora. Só que a infeliz fez a conta toda errada e chegou a conclusão que eu estava devendo 60 centavos para ela. Não acreditei…
Para não dar continuidade naquela palhaçada eu abri minha carteira, contei minhas moedinhas e paguei a mulher. Ensinar matemática para ela seria muito mais trabalhoso…
Óbvio que não recomendo o lugar.

Contratamos o passeio para o Canyon Del Colca e fomos passear um pouco pela cidade. Muito bonita, pelo menos por onde andamos!

Peru, Bolívia e Chile – Parte 5

23/05/2009 – Dia 8 – Arequipa / Chivay

Fechamos o passeio para o Canyon Del Colca com uma agência arrumadinha lá na praça principal (Plaza de Armas). Escolhemos uma das opções mais caras, também por recomendação do Léo, pois não estava a fim de embarcar nessa com aqueles carros todos estourados que vimos por lá.
A diferença no passeio é o hotel que fica, o que está incluído e o carro que vai. Acabamos então ficando em um hotelzinho melhor no passeio, o que não é grande coisa no fim… Tinha água quente o dia inteiro pelo menos… Mas também tinha um letreiro luminoso que parecia que estava dentro do quarto! Fueda…

A van realmente era boa comparada com as que vimos por lá, mas não era uma Sprinter, conforme os caras da agência tinham falado. Não reclamei, pois entrei na van e vi que era aparentemente confortável.
O principal problema era o motorista… Ele socava o pé no acelerador… Todo mundo com muito medo na van. As curvas na parte de contramão da pista sem absolutamente nenhuma visão do que vinha do outro lado… Até que uma hora uma mulher não agüentou e reclamou… O cara ficou puto… Diminuiu um pouco e depois voltou a correr… Aí vira e mexe o pessoal reclamava. Ele diminuía um pouco e voltava a correr.
O outro problema era que quando ele estava devagar, ele começava a querer dormir ao volante… Que foda… Quem conhece lá sabe como é a estrada… Passou reto numa curva ali e já era… Encontra o Criador!

O nosso hotel era o mesmo que o pessoal da agência levava o pessoal para almoçar. Tinha um corredor onde uma galera do restaurante e do hotel passava… Ali também ficavam os banheiros… O masculino não tinha porta… Dá uma olhada onde ficava o mictório do banheiro…

Claro que todos tinham que usar os vasos…

Nesse dia fomos para as piscinas aquecidas que fazem parte do passeio… Muito bom! Estava um frio insano do lado de fora e aquela água mega quente… Claro que escolhi uma piscina e de lá não saí até a hora de ir embora!

Depois a janta com danças típicas que também estava incluído no meu pacote. O pessoal que pegou umas opções mais baratas teve que pagar essa janta.
Claro que eu fui um dos caras que eles levaram para dançar lá na frente… Levo um jeito para dança que vocês não têm nem idéia…

 

24/05/2009 – Dia 9 – Canyon Del Colca / Arequipa / Puno

Fizemos o passeio conforme planejado. Conhecemos os povos no caminho do Canyon, tiramos fotos e conseguimos ver diversos Condores quando chegamos ao Canyon. Muito bonita a região e muito bom o passeio. Ah, e sem surpresas!

Pelo Caminho…

 

Lá no Canyon!

 

Condores

 

Oi, eu também sou um Condor!!!

 

Eu e meu rebanho…

A única parte ruim foi a volta… Lá íamos nós de novo naquela estrada com aquele inconseqüente imbecil… Antes de sair, nos reunimos e chamamos o cara… Falamos que não queríamos que ele corresse e tal…

Aparentemente ele tinha ficado até mais tarde na “agitada” noite de Chivay e certamente estaria com sono.

Bom, lá vamos nós pela estrada com ele… No comecinho ele até tentou dar uma aceleradinha, mas viu que estávamos começando a comentar e diminuiu… Então o cara me começa a dirigir com um fiozinho de olho aberto só… Maldito!

Quando surge uma ideia brilhante de uma menina que estava com a gente… “Coloca um CD meu para o cara dar uma acordada…” Ah, todos acharam ótima ideia! Pedimos para ele colocar e já nos aprontávamos para cantar ou chacoalhar o carro para o desgraçado não dormir…

Meu, quando começou a tocar o CD, eu olhei para a cara da Débora e começamos a rir tanto!!! Hahahahaha!!!!

Falamos: Agora fudeu!!!!

Já logo a primeira música me vem: Voyage, Voyage…..

(Sim, Voyage Voyage do Desireless – https://www.youtube.com/watch?v=T7YJoGXs2i8 )

Se o cara não tinha dormido até aquela hora, a mina tinha feito o que faltava para o cara apagar ali mesmo!!!!!! Hahahaha!

E quando me chega a segunda música do CD… Elton John!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Hahahahahahahaha!!!!

Então começa: It’s no Sacrifice…. no Sacri fa fa ice, It’ no Sacrifice at all  ( https://www.youtube.com/watch?v=NrLkTZrPZA4 )

Não conseguíamos parar de rir… A mina olhou para nossa cara com aquela cara de: fiz merda, né?!?!?! Tadinha, estava bem intencionada… Logo pedimos o CD de volta e decidimos conversar bem alto para ver se o cara não dormia! No fim, chegamos vivos…

Na agência onde tínhamos deixado nossas coisas, eu reclamei do motorista com a menina… Falei um monte…
A mina ligou para alguém logo depois que reclamei… Fiquei com medo de ser para o motorista e ele querer me pegar de porrada depois lá na agência! Mas acho que naquela altura ele já deveria estar dormindo…

Como estava tarde, fechei com ela já ali mesmo uma pousada em Puno e o passeio para as ilhas flutuantes na manhã seguinte. O preço que ela me fez era bem parecido com o que tinha previsto gastar pelo que tinha visto aqui no site. Então já fechei logo. A grande vantagem era que o cara da pousada iria nos buscar na madrugada na rodoviária para nos levar até a pousada. Como tinha lido que Puno era um lugar bem zoado, achei que valia a pena.

Aí um jantar na Plaza de Armas

Ah, o Cevice!!!

Cuy

Plaza de Armas

Vam’ bora!

 

25/05/2009 – Dia 10 – Puno / Copacabana

Na madruga o vovozinho estava lá nos esperando para ir até a pousada. Pagamos um quarto por um único motivo, um banho quente! Mesmo porque teríamos poucas horas para dormir até a saída para o passeio.

De madrugada não vimos nada, mas de manhã a realidade da cidade se mostrou… Está bem longe de ser uma cidade bonita.

Essa praça foi o único lugar que consegui tirar uma foto de Puno… O resto é realmente muito feio!

Quando saímos no barco, rezei para o casco do barco ser bem resistente, pois o lago ali perto da cidade é nojento! Verde, cor de bolor… Queria muito conhecer o Titicaca, mas ali ele não impressionava muito não.

Quando chegamos nas ilhas o lago já não estava tão sujo e as ilhas são bem interessantes mesmo! É uma experiência bem diferente estar lá. Por isso, e só por isso, recomendo esse passeio!

O pessoal de lá é bem zoado também… Já vi uma galera  achando legal que o pessoal convidava para dentro das casas e tal… Meu, bando de exploradores! Só queriam saber de quem queria gastar com eles…

Umas 2 mulheres me chamaram e quando disse que não iria comprar as coisas porque não tinha dinheiro, mudaram a cara, o tom de voz e falaram alguma coisa na língua deles que certamente não eram elogios a mim e a minha família… Dei risada!

E o pior de tudo é que não tinha dinheiro mesmo! Estava contadinho o dinheiro peruano para almoçar em um restaurante bem baratinho que encontramos na cidade e irmos para a rodoviária!

Logo que chega lá tem uma explicação sobre o povo de lá e tal… Que ridículo! Os caras me sacam uns bonequinhos e um monte de apetrechos, como se fosse um teatrinho infantil e ficam simulando o “bravo povo navegando pelo lago” e “o homem caçava e a mulher cozinhava”……. Não estava acreditando que estava ali sentado presenciando aquilo.

Quando então eles oferecem um passeio naqueles barcos feitos também de Totora que vai de uma ilha para a outra por $ 5,00. Todos embarcaram imediatamente… Eu já olhei para a cara da Débora e disse: “eu ou você vamos ficar sem almoço hoje…”
Bom, fomos nessa e depois íamos pensar no que fazer.

Desse outro lado eu fiquei andando por tudo lá… Deu para tirar umas fotos e ver algumas aves interessantes… Foi legal.

 

Na ilha flutuante depois da papagaiada toda com os fantoches, eles soltam uma ave linda que eu não descobri a espécie e ela vai lá e come os peixes originais do lago, que eles mostram no meio daquele teatrinho ridículo. Peixes que estão ameaçadíssimos de extinção…
Tem gente lá que falou que a situação dos peixes é feia!
Os peixes que foram introduzidos no lago estão acabando com a população dos peixes originais de lá.

Mano, os caras são muito sem noção… Nessas situações, cada indivíduo é importante… Esses peixes fazem parte da vida deles… Da história deles… Do “show” deles. Era só mostrar também os outros peixes que habitam lá agora e deixar o pássaro comer esses… Mas não… Aquele sábio povo não consegue pensar nem nisso… Afinal, é só um peixe…… Acabou, acabou…………..

Faz as contas… O pássaro comeu uns 3 ou 4 peixes na nossa apresentação. Multiplica isso pelo número de apresentações em um dia. Imagina quantos peixes são comidos só por essa ave em um ano…

Outra coisa legal desse passeio para nós foi que conhecemos a Gracila e acabamos fazendo alguns dias da viagem juntos pela Bolívia. Ótima companhia!

Putz, na volta do passeio, os caras do ônibus que devolvem o pessoal nas pousadas não sabia mais em que pousada tinha pegado quem. Aí eles iam perguntando um a um… E quem disse que eu ou a Dé tínhamos olhado o nome de lá?!?!?! Na esperança do cara não ser um peruano padrão (dos que eu cruzei, claro), respondi: Na mesma que me pegaram!?! Mas não funcionou! Sorte que eu vi um casal no ônibus que eu achava que estavam lá no hotel com a gente e perguntei para eles… Deu certo! Era Posada do Abuelo!

Acho que foi o próprio vovô que nos levou para a rodoviária, já com a Gracila junto com a gente. Lá tinha que pagar uma taxa de $ 2,00 para embarcar… Eu tinha só um!!!!!!!!!!!!!!!!!!.
O cara foi muito gente boa comigo. Ele já sacou $ 1,00 e me deu para pagar a taxa! Abuelo é abuelo!
A Gracila já havia inteirado o nosso almoço e o vovô pagou metade da minha taxa de embarque… Que pobreza!

Atrasamos bastante para sair esse dia, pois uns brasileiros que embarcaram nesse ônibus ficaram um tempão com a polícia de Puno porque tiveram uma mala roubada. Pelo que entendi, eles reclamaram com a companhia de ônibus e os caras não quiseram fazer nada e então foram até a polícia de turistas que existe lá.

Eles viajavam por uma companhia que quando falaram o nome me lembrei de já ter visto aqui no site como uma das mais caras depois da Cruz Del Sur, mas não me lembro o nome agora.

Os caras da polícia deram 24 horas para a mala aparecer ou eles iriam pagar, se não me engano, US$ 100,00 para eles. A demora foi porque eles estavam lá no balcão da companhia pegando os dólares! Claro que não aparece mala roubada! Mas pelo menos tiveram uma parte do prejuízo reembolsada.

Então, quem tiver problemas lá no Peru, pelo visto esses caras da Polícia de Turistas não estão lá a toa! Muito legal isso!

Copacabana

Chegamos no início da noite e o ônibus já pára na porta de um hotel que os caras têm algum acordo… E funciona… A grande maioria do pessoal do ônibus ficou nesse hotel, inclusive nós. Ele era legalzinho e tinha uma vista bem bonita do lago. Tivemos que trocar de quarto porque nosso chuveiro não esquentava, mas foi só isso… Sem maiores problemas.

 

Fomos então jantar… E aí começou a maior seqüência de problemas intestinais que nós sofremos em nossas vidas… Enquanto estive sobre solo boliviano a maior preocupação que podia ter era sempre ter papel higiênico por perto, não importava o que tivesse que fazer para tal!

Andamos pelas ruazinhas e achamos um lugar cheio de hippies e um Bob Marley rolando no estéreo… Resolvemos que ali que iríamos jantar! Esse era o clima de Bolívia que buscávamos!!!!! Hahaha!

O dono era um argentino que já morava lá há muito tempo… Bem louco o cara! Ele tinha tatuado no braço o contorno geográfico da Argentina e da Bolívia pintados nas cores das respectivas bandeiras!

Pedimos os pratos e quando chega a comida, o cara deixa o prato da Dé um pouco longe dela… Ela puxa o prato e vai desgrudando um teco de macarrão a bolonhesa de baixo do prato dela que sabe Deus há quanto tempo estava lá. Nenhum de nós pediu macarrão!
Bom, fingimos que aquilo era normal e poderia acontecer em qualquer lugar e mandamos ver na comida! Não sei a Gracila, pois não tínhamos intimidade ainda para falar dessas coisas, mas nós pagamos o preço por isso!

 

Peru, Bolívia e Chile – Parte 6

26/05/2009 – Dia 11 – Copacabana / La Paz

Contratamos o passeio para a Ilha do Sol direto como o pessoal do barco, na beira do lago. O Lago Titicaca em Copacabana é realmente mais bonito do que em Puno.

O cara não avisa, mas eu perguntei das cobranças que os “locais” fazem na ilha e o cara que vendeu o ticket falou que iriam me cobrar $ 10 na parte norte e $ 5 na parte sul. Até aí, tudo bem… Já sabia que não teria muito como escapar disso.

O caminho até a ilha é lindo e o lago lá da ilha é mais lindo ainda! Quanta beleza! Vale muito conhecer a ilha e principalmente fazer o trekking da parte norte para o sul, ou vice-versa.

 

Agora esse negócio da cobrança de “pedágios” na ilha, os caras estão abusando… Cheguei pelo lado norte e já se vão 10 bolivianos, mas pelo menos lá tem as ruínas… É assim que eles justificam a cobrança. Aí você sai andando para o lado sul e tem um cara e uma mulher te cobrando. É no meio do nada essa cobrança. E a “coitadinha” da tribo que estava nos cobrando teve que interromper a conversa para bater um papo no celular… Lá eles chamaram aquela parte de “Caminho Eterno dos Incas” ou algo do gênero. Bom, lá se foram mais 5 bolivianos.

Eu achei que esse já era o último… Andamos um pouco e tinha uma casinha com uns 4 caras que conferiam se tínhamos pago esses 5 para a mulher do celular.
Uns 100 metros depois já tem outro orelha seca cobrando mais 5 para você entrar na parte sul… Aí eu perdi controle…

Tirei todos os tickets que estavam no meu bolso, mostrei para ele e saí andando… Ele veio atrás e tentou entrar na minha frente para me parar. Aí me curvei para ficar da altura daquele toco de amarrar jegue, engrossei a voz, e disse bem claro para ele que não ia pagar, indo em direção a ele… Pela cara dele, não tinham muitas pessoas que fizeram isso antes!!!

Bom, ele saiu rapidinho da minha frente e disse que todos estavam pagando, que a tribo dele era outra e que lá na frente me cobrariam por isso.
Eu disse que então pagaria para as pessoas lá na frente e fui embora. Minha namorada e a Gracila vieram rapidinho atrás de mim.

Lá na frente ninguém me cobrou nada e ficou por isso mesmo. O único problema é que o barco na volta pára em um lugar que não sei bem o que é, onde o pessoal pode descer para tirar umas fotos. Acho que é tipo um museuzinho ou uma ruína… Não sei bem, pois não quis descer. Mas a Gracila desceu e não pôde entrar, pois precisava do recibinho desse último infeliz. Ainda bem que no lugar não tinha nada de interessante. A galera desceu e em 3 minutos já estavam de volta.

Eu sei que 5 bolivianos não é nada, mas o abuso dessa galera que incomoda. Não tem um banheiro, nem nada. Eles simplesmente se acham no direito de cobrar dos turistas para andar sem oferecer nada. Como é pouquíssimo dinheiro, principalmente para europeus e norte americanos, a galera vai pagando.
Então eles juntam um pessoal, fazem um recibo (todos tinham), e vão cobrando da galera.

Nessa altura, ainda nas minhas primeiras 24 horas de Bolívia, meu amor por eles já era incrível!!!!! Hahaha!!!!

Na volta compramos os tickets de ônibus para La Paz, fizemos umas compras e embarcamos rumo a La Paz.

 

La Paz

Chegamos tarde da noite em La Paz… O caminho até lá é chato… Tem até uma travessia de balsa que não pode ir dentro do ônibus… Tem que descer e pagar (claro) um barquinho para te atravessar… Aí tem que andar por umas ruas escuras e passando na frente de uns bares desses de bebuns até encontrar o ônibus do outro lado.

Quando chegamos, pegamos um taxista que foi bem tranqüilo, pois tinha um pouco de receio disso lá naquele horário. Ele nos levou até um hotel na Calle Sagarnaga e ficamos lá mesmo. Era um hotel mesmo… Ficava parede com parede com uma das companhias dessas mais famosas que fazia o Downhill… Acho que a Xtream. Tinha uma agência de turismo dentro do hotel.

27/05/2009 – Dia 12 – La Paz

Fomos cedo à agência e descobrimos que os passeios para o Chacaltaya estavam lotados… Fomos a outra agência na mesma rua e também estava lotado…

E eu indo na do pessoal de não reservar nada!!!!! ::quilpish::

Eu teria que ir ao Chacaltaya nesse dia, pois no outro eu faria o Downhill. Então acabamos conseguindo fechar com uma das agências um tour privado para o Chacaltaya… Nossa, ficou muito mais caro que o normal… Mas pelo menos poderia conhecer o famoso Chacaltaya!

Após alguns telefonemas, uma briga entre as mulheres das agências que tentavam nos convencer a fazer o tour privado com uma e não a outra e alguma demora, chega o taxista que faria o tour com a gente.

O cara andava a 15 por hora com o taxi… Chegamos lá e não tinha ninguém… Sei lá onde foram parar todos esses tours que estavam lotados… Bom, pela demora do cara , já deviam estar em casa de volta…

Realmente lindo o lugar. Uma vista incrível e paisagens de tirar o fôlego.

Depois fomos para o Vale da Lua. Nada a ver com o Vale da Lua do Atacama… Eu curti o lugar… Realmente incrível as formas e contornos do lugar! O único mal era que já existem casas praticamente dentro desse lugar… Os caras não estão nem aí, vão construindo e ninguém faz nada… Igual aqui!!!!

 

Na volta o motorista passa por uns bairros mais nobres de La Paz, que realmente eram bonitos, mas nada de mais.

Chegando no hotel, nos despedindo do taxista e tal, agradecendo muito pelo passeio com ele e todas essas coisas, ele já lança… “Então, agora vocês tem que me pagar $ 100,00” Que???????????? Como assim??????

“É que já passou da hora do almoço e o que estava pago era só até as 12 horas…”

Eu já fiquei puto, comecei a pegar minhas coisas e falei com pouquíssima educação que não iria pagar nada, pois isso não era o que tinha combinado com a agência… Não tinha nada de horário e se ele queria mais que fosse cobrar da agência.

Ele disse que não, que eu tinha que pagar, que não era assim………

Quando ele viu que eu não ia pagar mesmo ele disse então que pelo menos pagasse o almoço dele… Só que aí, já era tarde meu amigo… Se tivesse falado isso antes, na boa, certamente eu teria pago… Só que quis dar de espertão, se fode!

Para vocês terem uma idéia, no meio do passeio, o cara vê um lugar onde os caras lavam o carro da galera (uma espécie de lava-rápido, mas no meio da rua e com uma mangueira e bucha só) e me pára lá com a gente dentro do carro sem falar nada… Olha para a gente e manda… “Vou lavar o carro”. Desce, fala com os caras e os caras começam a lavar o carro com a gente dentro no meio do passeio…

Não podia acreditar naquilo… Depois que eu percebi… Ele estava enrolando para poder lançar essa da hora do almoço… Que desgraçado…
Depois também parou para calibrar os pneus na maior calma do mundo e quando paramos para comprar água, ficou um tempo lá conversando com os caras…

Bom, ficou sem nem gorjeta.

De noite fizemos compra nas lojinhas que eram bem pertinho do hotel… Um monte delas! É aquele Mercado das Bruxas. Mas na verdade é na rua mesmo, então não é bem um mercado!

 

28/05/2009 – Dia 13 – La Paz

Esse era o dia do tão esperado Downhill pela “Estrada mais perigosa do mundo”, a Ruta de la Muerte!

Era a estrada antiga que ligava La Paz a Coroico e pelo número de cruzes na beira da estrada, foi a última estrada de muita gente.

A Débora não fez esse passeio e foi com a Gracila ver as ruínas perto de La Paz. Ela gostou do passeio.

 

Eu fechei com uma agência qualquer na rua do hotel mesmo o passeio… Percebi que era tudo muito parecido. Os preços também. Eram 3 tipos de bicicleta. Eu peguei a intermediária. Chegando lá, adivinha se me deram a que escolhi… Claro que não! Eles levaram a básica…
Falei um monte para a mulher que estava lá… Eles tinham uma bike reserva que era a mais completa… Ela então falou para eu trocar por aquela para não ir reclamar na agência quando voltasse. Topei e beleza…

A companhia que fiz o Down Hill foi a Chacaltaya Tour.

Estava um frio de rachar esse dia… Para se ter uma ideia, tinha uma Inglesa que não aguentou de frio na parte de asfalto ainda e pediu para ir na van… A inglesa não aguentou!!!!!

Vários trechos do asfalto estavam congelados…

O cara que era o guia não estava nem aí para o pessoal… Ele não falou nada… Pegou a bike e se jogou naquela estrada a milhão… Um Israelense que estava conosco foi na cola dele… Eu não me arrisquei… Não andava de bicicleta havia algum tempo e preferi dosar a velocidade em alguns trechos piores.

A mulher vinha com a van atrás… A mulher era uma anta… Não conseguiu tirar quase nenhuma foto descente dessas que eles gravam no CD e nos dão e não conseguia passar uma informação correta da região quando estávamos no carro… Inacreditável… O legal dela é que ela era a cara daquela Marlene Matos do Pânico na TV!!!!!!! Irado!!!
Ainda bem que eu levei uma máquina e consegui tirar duas ou três fotos no caminho…

O Downhill foi insano! Ir para La Paz e não fazer o Downhill é fora de cogitação… Façam!!!! O visual da selva, dos abismos, das curvas é impressionante. E a adrenalina é 100% do tempo! Extraordinário!

Não pretendo voltar para a Bolívia e especialmente para La Paz, mas se um dia voltar, não vou pensar nem meia vez antes de fazer novamente o Downhill.

 

 

 

Foto abaixo da internet… Nesse lugar quando passei estava com muita neblina!

 

29/05/2009 – Dia 14 – La Paz / Iquique / Calama / San Pedro de Atacama

Saímos logo pela manhã em direção ao aeroporto. Foi nossa despedida da Gracila, que ficaria mais uns dias por lá, antes de retornar ao Brasil.

Nesse dia eu voei de La Paz para Iquique… Sacaram???????????????? Sacaram????????? Não? Deixa eu tentar explicar melhor…

Eu saí disso……..

Para isso…….

Ok, não ficou claro… Então vamos lá de novo:

Saí disso…

E cheguei nisso!!!!!!!

Iquique

Quando chegamos em Iquique… Nossa, que alegria! Mal lembrava de como se parecia a civilização!

Deixamos nossa bagagem no aeroporto com a uma moça da Sky Airlines e pegamos um taxi até a cidade para passar o dia. Acidade é bem longe do aeroporto, então o taxi sai caro, mas não encontramos muitas opções ali…

A cidade é linda! Andamos pela praia, fomos até o famoso shopping Zofri, onde almoçamos (a Dé se esbaldava com sucos e salada, opções impensáveis na Bolívia), e depois caminhamos muito pela orla da cidade. Um espetáculo! No final da tarde voltamos para o aeroporto e rumamos para Calama.

 

Calama / San Pedro de Atacama

Em Calama, encontramos o pessoal do transfer Lincancabur e fomos para San Pedro. O nome da pousada que tinha anotado pelos relatos do Mochileiros, o cara nem conhecia, então falei a segunda opção: Hostal El Monte.

Pontos fracos do Hostel: Muito longe do centrinho. Tinha hora que dava uma preguiça de ir para lá, principalmente depois de alguns passeios mais cansativos…

Pontos fortes: Bem limpo; Os donos são muito gente fina e preparam o café da manhã e deixam em um saquinho para quem sai muito cedo. De todos os dias que estive lá, só um o passeio começava em um horário que dava para tomar café na pousada. Todos os outros começavam muito cedo e sorte que tínhamos essa regalia! Tem Wi Fi de graça. O preço é justo.

Peru, Bolívia e Chile – Parte 7

30/05/2009 – Dia 15 – San Pedro de Atacama

Nessa manhã fomos fechar os passeios, inclusive o do Salar, e caminhar pela cidade.

Os passeios em San Pedro fechamos com a Maxim. Fechamos os seguintes passeios:

1 – Salar do Atacama, Vale da Lua e Vale da Morte (½ dia)
2 – Geysers El Tatio (½ dia)
3 – Ojos Del Salar e Lagunas Cejar (½ dia)
4 – Salar de Tara (1 dia)
5 – Vulcão Lascar (1 dia)
6 – Termas de Puritana (½ dia)

Como fizemos todos esses passeios, conseguimos um desconto muito bom! Tem que chorar até não agüentar mais nesses casos! Eles abaixam bem os preços.

Também fechamos o passeio do Salar de Uyuni, pela Cordillera Tour. Esse ficou US$ 150, retornando para San Pedro.

 

No Restaurante do dia a dia! (Olha o Brutus alí!!!)

 

San Pedro

 

Fomos então nessa tarde para o primeiro passeio.

Estava ventando muito esse dia, o que prejudicou um pouco… No vale da morte, por exemplo, nem descemos da Van. Nesse dia já conhecemos o guia Victor. Ele acha um barato ser citado no site Mochileiros!

Lá no Vale da Morte, um guia desceu com a turma dele no meio daquele vendaval e passou pelo Victor e disse: Você tem que fazer tour em Santiago!!!! Hahahaha!

Só vi o pessoal dele sendo arrastado pelo vento… Foi engraçado! 🙂

Depois o Vale da Lua e o pôr-do-sol. No fundo o passeio é legal, mas nada de mais se comparado com os que ainda estavam por vir, então, quando forem fazer, façam esse primeiro, pois os outros são bem mais legais!

 

Salar do Atacama

Vale da Morte

 

Vale da Lua

 

De noite, passear pela cidade e comer bem! Foram assim todas as noites!

Jantei a maioria dos dias no restaurante Adobe, se não me engano. Tinha lareira na parte de dentro, na entrada, e lá na parte de trás, que é aberta. Sempre pedia uma das opções de “prato do dia” do cardápio, que eram bem em conta, fartas e muito gostosas. O atendente era o Brutus (Sim, aquele do Popeye!!!) 🙂

 

31/05/2009 – Dia 16 – San Pedro de Atacama

Fomos ao El Tatio nessa manhã. Frio de -8° e o humor da Débora proporcionalmente negativo!

Nesse dia conhecemos o Evandro (o do relato com link lá em cima!). Ele nos acompanhou por alguns passeios no Atacama e fez o Salar de Uyuni com a gente. Ótima companhia! Gente finíssima!

Tomamos um bom café da manhã quando chegamos lá e aguardamos o nascer do sol para curtimos o espetáculo.

Nesse dia não vimos água jorrando a 2 metros de altura, mas vimos que esse lugar é lindo e vale muito a pena a visita. O fenômeno é muito interessante e o lugar todo fica especial.

 

Não tive coragem de entrar nas águas onde o pessoal se banhava… Que frio!!!!

 

Na volta paramos em um povoado que só vale mesmo para usar o banheiro (Ainda com os efeitos da Bolívia).

 

De tarde embarcamos no passeio que mudou meu conceito a respeito de lugares bonitos. Agora para eu achar que um lugar é bonito, esse lugar tem que se esforçar muito!

Os lugares que visitamos nesse passeio são: Lagunas Cejar e de Piedra, Ojos del Salar e Laguna Tebinquiche.

Em nossa primeira parada, podemos entrar em uma lagoa que de tanto sal, não nos deixa afundar… Poucos corajosos se aventuraram… A água estava congelando! Nesse eu decidi tentar, mas não rolou… Uma pena.
Quando a água seca, fica muito sal grudado no nosso corpo!

 

Depois os Ojos Del Salar. Lá também podia entrar, mas não vi ninguém que se arriscou. Ali a água é doce.
Até uma Alpaca consegue tirar fotos iradas naquele lugar!

 

E por fim o pôr-do-sol na Tebinquiche. Incomparável. Nunca vi nada igual… Nem parecido… Foi um momento para se refletir sobre a vida…

 

Havia poucos Flamingos, mas ajudaram a embelezar mais ainda o lugar… Pena que não tinha um botão de “pause” para aqueles momentos…

 

Ali o chão é só de sal… Uns torrões!

 

Em determinado momento, tinha um idiota caminhando pela lagoa, fazendo ondas e estragando o visual e as fotos… Dessa vez não aguentei e fui falar com o cara.
Bom, ele parou e foi para o outro lado…

Ah, vai se catar!
Quer ficar passeando com o pezinho dentro da água, enche uma piscina regan em casa e molha o pé lá……..
Tem um pessoal muito tosco…

 

Peru, Bolívia e Chile – Parte 8

01/06/2009 – Dia 17 – Salar de Uyuni

De volta a Bolívia!!!

Sabíamos que o principal perrengue dessa viagem estava reservado para os próximos 4 dias e nesse aspecto, a Bolívia nunca decepciona! Perrengue é com eles! 😉

Pela Cordillera, estava tudo incluído, como taxas e entradas nos parques… Não tivemos que pagar mais um centavo dessas coisas… Gastamos mais com banheiros mesmo.

A comida também foi satisfatória, apesar das condições de higiene questionáveis que eram preparadas.

E as cagadas dos caras não era exclusividade dessa companhia, então acho que foi uma boa escolha a Cordillera Tour.

Tudo arrumado e lá vamos nós! A primeira parada é sem dúvida muito simbólica e mostra o que nos aguardava pela frente. A imigração boliviana. Eu não me canso dessa foto:

Lá houve a separação dos carros e demos sorte nesse momento… Nosso carro era muito mais legal que o outro… Nós 3 brasileiros e outros 3 franceses, sendo que um casal muito gente boa formamos um carro. O outro tinha só 5 pessoas, e um tédio louco! Eram 3 ingleses, uma francesa e um australiano que moravam na Inglaterra. O australiano e a francesa, que eram um casal, eram gente boa, principalmente o cara, mas acabavam ficando contagiado pelos ingleses… Tinha hora que passávamos por eles e parecia que estavam assistindo uma peça de teatro…

No nosso carro só som alto e o pessoal sempre empolgado fazendo e falando alguma coisa… Várias risadas nesse passeio! E sempre embalados pelos hits da Bolívia!

 

A primeira parada é para preencher um formulário e pagar a entrada nesse parque nacional por onde tínhamos que passar. Não tínhamos que desembolsar nada ali, pois já estava incluída. Aproveitamos para ir ao banheiro………….. Aí, mais história para contar!!! Hahaha!!!

Esse banheiro é interessante… Como todos por lá é pago, mas dá direito a um pedaço de papel higiênico!!!!!!!!!!!!!!! Bom, como ele mede a sua parte que é legal… Ele estica por cima da mesa onde está e mede o comprimento da mesa…… Perfeccionistas que são, para não ter erro, claro, ele passa aquela mão imunda que ele não deve lavar mais que uma vez por mês pelo papel para deixar bem esticadinho em cima da mesa!!!!!!!!!! E vai esticando!!!! Aí, não contente, ele vai dobrando ao meio e repetindo a passada de mão por todo o papel que ele te entrega………

Juro, na hora que eu vi eu achei que era brincadeira e ele iria me dar outro depois! Nojento!!!
Ainda bem que eu tinha o meu! 😉

 

As lagunas desse passeio são, sem dúvida nenhuma, partes principais de todo o tour… O Salar é coisa de outro mundo, mas sem as lagunas o passeio não seria nem de perto o mesmo.

Nossa primeira parada foi na Laguna Branca. Linda e curiosa! É branquinha mesmo!!!!! E era só o começo!

 

Então a Laguna Verde. Essa é sensacional! Aquela cor com o vulcão atrás… Difícil imaginar que estaríamos em um lugar como esse até o dia que embarcamos em uma viagem dessa!!!

 

Um problema… Ela ainda não estava no tom mais forte do verde… Isso vai acontecendo durante o dia de acordo com alguns fatores, como vento.

Tanto na Laguna Verde como na Laguna Colorada, o tour não passa nos melhores horários… Isso é ridículo! Eles tinham que dar um jeito para vermos esses lugares em sua plenitude… Mas…….. Sabemos como as coisas são por lá…

Uma pena.

Mesmo assim, não dá para reclamar, né?!

 

Então paramos no Deserto de Dali. Para alguém que nunca havia estado em um deserto até essa viagem, curti muito o lugar…

Aquilo tudo era deserto de verdade!!!!! Um lugar espetacular onde praticamente nada consegue sobreviver… Paisagens únicas e maravilhosas. Curti muito!

 

Depois paramos em umas termas. Os europeus sempre entravam nessas coisas! Os caras não sentem frio!!!! Eu, mais uma vez, perdi para ele! Fiquei só olhando!

 

Então fomos aos Geysers Sol de la Mañana. Muito legal o lugar e muito diferente dos outros geysers de San Pedro. Não deixem de ver um porque já vão ver o outro… Não tem nada a ver.

Aqui é uma espécie de atividade vulcânica… Pelo que entendi é uma boca de vulcão mesmo, com umas aberturas. O cara falou que existe o risco (mínimo) de alguma parte ceder e cairmos dentro daquele negócio.

Podemos andar por tudo lá e não me parece boa idéia entrar em contato com aquele treco (Não sei o que é… Lama? Lava? Sei lá) Tem duas cores… Uma mais cor de terra e outra mais cor de argila. Não sei o que é cada um…

 

Então fomos em direção ao alojamento da Laguna Colorada.

É possível avistar a Laguna Colorada, mas os caras não passam nem perto com o carro. Ela estava bem vermelha nesse horário, mas os caras inventam uma história que estava ventando muito e então não iriam até lá.

Já fiquei meio puto, pois essa laguna foi um dos principais motivos de minha viagem… Mas tudo bem… Sabia que veria com calma no outro dia…

Só não sabia que de manhã não é o melhor horário e ela ainda não estava com sua coloração completa…

Nossa, é revoltante isso… Na tarde anterior não fomos porque ventava muito, e na manhã nos contavam que não estava vermelhona porque ainda não tinha ventado muito… Bando de imbecis preguiçosos…
Não custava nada dar um pulo com a gente quando chegamos no alojamento… Ainda era 4 da tarde… Tinha tempo de sobra depois para fazer nada no alojamento, que era o que tinha para fazer lá…

Bom, nesse dia fiquei só com o gostinho de avistar de longe a laguna…

Comemos relativamente bem. Só que o frio veio para arrebentar! Fez -15 nessa noite… Passei muito mal de frio…

Cheguei a colocar todos os meus agasalhos juntos… Mesmo assim não melhorava… Foi bem ruim… Ficava andando de um lado para o outro para ver se ajudava um pouco… Fui melhorar só depois que consegui dormir.

A Débora dormiu com 2 sacos de dormir… Nem sei se adianta, mas ela não teve dúvida… Usou o dela e alugou outro lá!!!!!!!!!

Tem sacos de dormir para alugar lá… Não sei se tem para todo mundo… Até acho que não. Quando o cara nos ofereceu, já pegamos logo! Diferente da Débora, eu não havia levado saco de dormir… Ah, mas levei uma fronha de travesseiro para usar nos lugares todos… Estávamos em um deserto, indo para um deserto de sal… Roupa de cama lá deve ver água uma vez por semestre, se muito. Usei direto a fronha! Valeu muito tê-la levado!!!!!! Parece frescura, mas tinha cada lugar…

 

 

02/06/2009 – Dia 18 – Salar de Uyuni

 

Depois de um frio do cão como o da noite anterior, queria logo sair para a Laguna. O problema foi que demorou um pouco até os caras colocarem o carro para funcionar… O frio arrebenta até o carro.
Tinha um galão de água dentro do carro que amanheceu uma grande pedra de gelo.

A Laguna Colorada, mesmo em horários menos propícios, é sensacional… Queria ficar a manhã inteira ali. A nascente, perto das margens é quente, mas no meio estava toda congelada. Poucos Flamingos ainda estavam por ali, mas suficientes para deixarem aquele lugar mais espetacular ainda.

       

 

Poucas palavras descrevem esse lugar.

Depois de muito tempo andando por ali, já na hora de ir embora, achei um ovo de Flamingo… Tadinho, estava congelado! Uma pena.

 

Aí paramos no Arbol de Piedra. Muito legal o lugar! Mas estava lotado! Não sabia de onde vinha tanta gente… Estávamos no meio do nada!!!!

Nesses lugares essas antas chegam no horário de pico…….

Ótimas fotos, apesar de ter que entrar na fila para algumas… Tinha um pessoalzinho bem sem noção lá.

 

Depois uma sequencia de 4 lagunas, não tão belas quanto as anteriores, mas certamente com sua beleza. São as lagunas Chiarkota, Honda, Hedionda e Cañapa.

 

Almoçamos em uma delas, mas não me lembro qual.

Nesse dia eu fiz a besteira de ir dar uma olhada nos caras preparando a salada… Foi uma pena que eu não estava com minha máquina na hora… Seria uma foto daquelas de exposição sobre “fome” ou “3o. mundo”… Hahahaha!

Sério, dava para ver um pouquinho, mas bem pouquinho, da unha do cidadão no meio da graxa, terra e todo o tipo de sujeiras ali reunidas… Foi engraçado até… Fiquei falando pro pessoal no meio do almoço para olharem para a unha do cara e imaginar ele cortando o tomate e o pepino que estávamos comendo!!!!!

Depois ficamos interagindo com uma biscatcha que morava ali e se juntou a nós durante o almoço!

 

Que coisa mais linda!

 

 

 

O caminho é fora de série…

 

Chegamos então ao Hotel de Sal. Era bem desanimadora a imagem dele por fora, mas por dentro era bem legal! Um dos motivos de escolher a Cordillera era porque eles tinham essa noite no hotel de sal. Pô, quando teria outra oportunidade de ficar em um lugar assim. Não poderia perder essa chance! E valeu!!!

Por fora…

 

Por dentro…

Acorda Evandro!!!!!

 

 

Lá tinha banheiro com chuveiro de água quente. Um só, mas tudo bem! Era disso que precisava! Um banho quente!

 

Nesse hotel os caras cobram para carregar as baterias da máquina. Acho que era $ 5,00. Não tem tomada nos quartos. Achei o cúmulo isso. Eles sabem que vínhamos de um dia inteiro sem tomadas e no dia seguinte alcançaríamos o salar e ninguém quer ficar sem bateria nesse dia.

 

Eu ainda tinha um pouco e me recusei a carregar lá… Bando…

 

 

03/06/2009 – Dia 19 – Salar de Uyuni

 

Nesse dia alcançaríamos o Salar de Uyuni. Estávamos muito ansiosos por isso, mas o dia começou com uma noticia nada animadora. Manifestantes bloquearam as entradas do Salar e da cidade de Uyuni. O Pablo, nosso motorista, conhecia bem a região e disse então que pegaria alguns caminhos alternativos para tentar entrar no Salar. Achamos ótima essa ideia e partimos para lá. Foi meio tenso o caminho.
O Pablo estava nitidamente desconfortável com aquela situação. Mas depois de inúmeros solavancos por caminhos que só ele via, entramos no Salar. Aí foi só alegria!!!!

 

Slalar!!!

 

Pena que teve alegria até de mais… O Javier, motorista do outro carro, ficou a noite inteira na balada e voltou breaco da noite anterior. Para evitar a ressaca, ele continuou bebendo esse dia inteiro… Foi foda… Sorte que não tem muito no que bater lá, mas capotar aquele carro, que já era penso para o lado direiro, não custava muito.
Em toda parada o cara ficava dando voltinhas com o carro antes de deixar o pessoal descer! Uma hora, não sei como, perdemos o cara no meio do deserto… Não sei explicar como isso acontece em um lugar todo aberto como esse, mas aconteceu. Rodamos um monte até avistar o carro dele.
Em uma outra parada os dois pegaram o carro e foram para longe de nós ter uma conversa… Sei lá o que pode ter saído dali…

Essa é a evidência da reunião reservada que tiveram!!!!

 

Esse é o carro pendendo para a direita!!!

 

Mesmo assim, o idiota do Javier foi parar em uma ilha que não era a ilha principal do deserto. O próprio Pablo nos disse que não era essa ilha. Mas paramos ali, o manguacero nos apresentou a ilha como se fosse a Ilha do Pescado (acho que é esse o nome da ilha principal que deveríamos estar) e ficou por isso mesmo.
Essa ilha era bem legal. Vi fotos da outra ilha e achei que a única diferença era que na outra ilha havia mais cactos. Mas não acho que deixou muito a desejar em relação a outra… Tinha cada cacto imenso lá…

Repare que eu estou nessa foto acima…

 

Todo o pessoal

O Evandro refletindo sobre a vida!

 

Aí mais uma parada no Salar. Mais muitas fotos de tudo quanto é jeito que se possa imagnar!!! O lugar é mágico!

 

Então a parada no hotel de sal que fica no meio do Salar. Esse hotel está desativado e funciona como museu.

 

Ficamos um tempo lá e saímos já em direção a Uyuni. Pena que isso não durou nem 5 minutos. O nosso caro ficou sem gasolina… Estávamos sem gasolina no meio do nada! Não dava para acreditar… Bom, depois de ficar caçando aquele imbecil no Salar, estranho seria se não acabasse. Imaginar que eles calculavam a gasolina com alguma margem de segurança obviamente é pedir muito.

Lá vão os caras para o hotel de sal ver se arrumavam alguma coisa… Ainda bem que conseguiram…
Olha que habilidade no manuseio de combustíveis!

 

Quando estávamos chegando em Uyuni, veio a pior parte… A entrada da cidade estava completamente bloqueada pelos manifestantes…
Pablo então teve uma ideia genial para furar o bloqueio… Desviar pelo meio do deserto… Essa ideia não durou nem 100 metros. O animal atolou aquele 4X4.

 

Tentou sair em vão. E no meio daquela bagunça, os manifestantes vieram que nem uns loucos para cima do carro atolado e foi uma confusão bem grande… Estávamos cercado por eles e estavam muito putos! Ficaram reclamando, discutindo o que fariam… Que horror… Aquilo sim é uma terra de ninguém.

 

No começo sim, mas depois não me senti ameaçado fisicamente, mas todos estavam bem receosos em relação a nossas coisas…

Uma hora saímos do carro e minutos depois chegou uma galera e invadiu o carro… Ficamos um olhando para a cara do outro… Ferrou tudo!

Eles estavam na verdade putos com o motorista… No meio da conversa vimos uma mulher que resolveu aplicar uma multa neles… Assim do nada ela me veio com um valor… Acho que eram $ 400. Foi ridícula a situação… Aquela mulher não sabia nem fazer conta, mas já de imediato estipulou uma multa… Inacreditável. O Pablo e o Javier ainda ficavam tentando negociar esse valor da multa… Patético.

As mulheres ficavam o tempo todo pondo lenha na fogueira… Os caras tentavam conversar mais na boa com os 2, mas as mulheres tentavam de tudo para piorar a situação de todos.

Bem, no final nos deixaram entrar na cidade a pé com aquela porrada de malas que tínhamos… Nada muito longo o trajeto, mas com aquele monte de mala foi meio chato.

Só depois descobrimos que a manifestação já durava 4 dias e tinham turistas presos naquela cidade há 4 dias…………………………………… 4 dias naquela cidade esquecida por Deus… PQP.

Sem contar que estava tudo fechado lá dentro da cidade por ordem dos manifestantes… E as pousadas lotadas… Chegava gente, mas ninguém saia!

As agências tinham obrigação de nos avisar disso lá em San Pedro… Mas claro que estavam pouco se lixando para nós…
Óbvio que não teria ido sabendo que corria risco de ficar preso lá… Teria acabado com minha viagem isso.

Somente eu, a Débora e o Evandro voltaríamos para San Pedro. O resto do pessoal seguiria viagem de lá. Então a obrigação da Cordillera com eles acabava ali. Conosco era diferente. Então chamaram o dono da Cordillera que foi falar com a gente.
Meu, o cara não tinha quase nenhum dente na boca e demorei um bom tempo para identificar que o idioma que ele falava era o espanhol…
Já vi tudo………..

Bom, o cara explicou que o prefeito ou governador daquele buraco iria lá naquela noite para negociar com os manifestantes, mas que de qualquer forma poderiam tentar sair de madrugada para retornar a San Pedro, mas só saberíamos disso mais a noite. Então lembramos ele que ainda tínhamos mais uma noite e uma refeição inclusa em nosso pacote. O cara pegou um quarto para nós em uma pousadinha e nos deu $ 50,00 para jantarmos. Assim ele quitava suas obrigações.

Fomos jantar então um pouco cedo, pois teríamos que estar de volta no quarto quando ele fosse nos procurar para dizer o que iria rolar.
Esses $ 50 não deram nem para metade da pizza que comemos. Fomos em um restaurante que estava com as portas fechadas e dentro só crianças atendendo… Foi bem estranho!

O engraçado foi que uma menina entrou com um pessoal, viu o cardápio e acabou saindo… Na saída tinha esse quadro:

 

A mina leu em voz alta para o pessoal e soltou uma gargalhada que eu não consegui me segurar e rachei de dar risada!!!!

“Ah, que linda La Paz…. hahahahahahahahahahaha”. E saiu do restaurante!

Foi o ponto alto daquela noite!

Na volta para o hotel vimos o aglomerado de gente na praça da cidade escutando o tal governador…

Mais tarde em nosso quarto o dono da Cordillera foi lá e nos avisou que seria possível retornarmos na manhã seguinte e sairíamos às 3 da manhã… Graças a Deus!!!

No fim, isso tudo acabou sendo benéfico para nós, pois não dormimos naquele abrigo horroroso que ficaríamos e tivemos um chuveiro quente nessa noite.

 

 

 

04/06/2009 – Dia 20 – Salar de Uyuni / San Pedro de Atacama

 

Saímos no horário combinado… Apesar do sono, não consegui pregar o olho na viagem… Estava com um pouco de medo… O caminho era bizarro… Cada vez que cruzávamos um carro era treta… Fiquei com medo de verdade de um assalto ou alguma coisa pior… Ali era terra de ninguém… Lugar sem lei… Para nos pararem naquela estrada e acontecer algo de pior não custava nada…
E ainda uma hora o animal do nosso motorista me para no meio da estrada e desce do carro para dar uma olhadinha no carro, checar os pneus… Que merda…

Bom, depois que o dia clareou eu fiquei mais tranqüilo e o caminho também era bem melhor, apesar de igualmente isolado.

Daí por diante a tranqüilidade da viagem só foi perturbada pelo efeito da higiene gastronômica da Bolivia no meu organismo… Estávamos quase chegando ao local das termas que passamos na ida e lá poderia usar o banheiro… Mas infelizmente não deu!

A Dé acorda e olha para minha cara… Ela já na hora falou para o cara encostar… Acho que eu não conseguia nem falar mais naquela altura…

Bom, desci e sem maiores dificuldades fiz o que tinha que fazer…

Só que aí me passa uma van cheia de tiazinha bem do meu lado… Eu olho e vejo aquele monte de tia nas janelas me olhando naquela situação bem desfavorável………… Hahahahaha!!!!!
É…. É a vida!!!

Bom, seguimos viagem e 20 minutos depois paramos ali nas termas… Claro que as tiazinhas estavam todas lá!!!!!! Já desci e fui cumprimentando todas, pois já éramos bem íntimos aquela altura…

Como eu não era o único a sentir esses efeitos, o pessoal lucrou um bom dinheiro com o banheiro ali.

Só para não passar em branco… Foi o banheiro mais nojento que eu entrei em minha vida… Entrei lá e já queria voltar para a beira da estrada… Com tiazinhas e tudo…

Aquela entrada no parque onde ficam as Lagunas Verde e Branca nos davam um ticket que deveria ser apresentado na volta… Claro que eu perdi o meu e o da Débora… Eu sei que o motorista ficou um bom tempo trocando ideia com o cara que acabou nos deixando passar… Acho que foi mais porque éramos da Cordillera e eles sabiam que nem era responsabilidade nossa pagar essas entradas… Sabiam que já havíamos pago.
Mas foi vacilo meu!

Depois disso acho que foi tranqüilo… Imigração, café da manhã, imigração chilena, revista das malas, Hostal El Monte e cama!

Peru, Bolívia e Chile – Parte 9 – Final

05/06/2009 – Dia 21 – San Pedro de Atacama

 

Nesse dia embarcamos para tour pelo Salar de Tara. Foi bem legal o passeio! Paramos em uma laguna congelada que o Victor disse que moram uns 5.000 flamingos no verão. Nesse dia já não tinha nenhum…

 

As outras paradas também foram em lugares bem bonitos…

 

No destino final tivemos um almoço dos mais fartos que tivemos em todos os passeios! E eu estava morrendo de fome. Comi muito!!! E ainda sobrou comida no final!

 

Lugar lindo, com aves muito belas e um último flamingo esquecido… Não sei o que aconteceu com ele… Se é muito novo e não se ligou que tinha que ir atrás dos outros… Se esse era muito esperto e percebeu que sozinho tinha mais comida para ele… Sei lá… Eu sei que o bicho estava lá sozinho… Sorte nossa!

Aí foi só voltar para o hostel bem feliz!!!!

 

06/06/2009 – Dia 22 – San Pedro de Atacama

Levantamos ridiculamente cedo para sair para o incerto hiking no Vulcão Lascar.

No dia anterior tivemos uma conversa com o guia… Cara bem gente boa! Não me lembro o nome dele agora, mas ele era famoso por lá… Nesse dia mesmo ele estava mostrando uma reportagem com ele sobre esses esportes…
Ele falou sobre algumas coisas e disse que sem duvida conseguiríamos chegar até a cratera do vulcão… Explicou alguns procedimentos, nos orientou em relação ao que levar e o que comer na noite anterior… Como seriam nossos passos durante a subida… A velocidade, as paradas… Foi bem detalhista. A Dé estava um pouco mais apreensiva, mas acho que depois da conversa deve ter relaxado um pouco, pois o cara manjava muito e passou uma confiança muito grande para nós.

Fomos nós naquele frio insano que é impossível se acostumar, mesmo depois de 20 dias seguidos de frio bravo…

Junto no carro estava uma européia e um venezuelano que morava na Espanha… Muito engraçado o cara!!! Ele tinha morado com um brasileiro e ficou o tempo inteiro falando palavrões em português com aquele sotaque!!!!! Ele falava muita besteira! Demos muita risada com ele!

Chegamos no ponto de partida ainda antes de amanhecer. O guia nos preparou um café e começamos a nos aprontar.
A cratera do Vulcão Lascar fica a 5.600 metros acima do nível do mar. O carro, segundo o guia, pára por volta dos 4.500.

 

Então começa a subida……..

 

É bruto o negócio… Passo pra cá, passo pra lá e a cratera ainda lá longe… É muito íngreme e respirar ali não é fácil…

 

Três horas e meia depois, antes até do previsto, chegamos até a cratera do vulcão!!! Conseguimos!!!!!!!!!!

Estava exausto, mas extremamente feliz! Subir até a cratera de um vulcão ativo a 5.600 m.a.n.m. não é pouca coisa…

 

O cheiro de enxofre é forte ali…

 

Poucos minutos depois que chegamos já iniciamos a descida. Assim que eu comecei a descer minha cabeça começou a doer muito… E assim foi aumentando até eu chegar no carro… Demorei uns 40 minutos para descer… Quando cheguei lá já estava doendo de um jeito que eu nem sabia que era possível doer…

A Dé acha um moletom meu que estava em baixo dela e me mostra… Eu peguei aquele moletom e enrolei na cabeça na esperança de ajudar em alguma coisa… Já não estava nem raciocinando mais essa hora!

Fora o guia, a Dé foi a única que não sentiu nenhum efeito da altitude… A gringa se queixou um pouco e o venezuelano passou muito mal!

Uma hora que paramos um pouco na volta o cara me some… Olhamos para um lado, para o outro… Nada… Aí vemos ele se levantando de trás do carro após botar absolutamente tudo que tinha no estômago pra fora! Coitado… Estava pior que eu!

Voltei acabado, mas certo de que fiz uma escolha muito acertada de subir lá. Que experiência!

 

 

07/06/2009 – Dia 23 – San Pedro de Atacama / Calama

Esse era o nosso último dia de San Pedro e o transfer viria nos pegar no início da tarde. Ainda tínhamos um último passeio, só para relaxar, nas Termas de Puritana.

Só que as coisas começariam a se complicar nesse dia… 😦

A Débora acordou com um mal estar que não conseguia explicar o que era… Já havia acordado de madrugada por causa disso, mas conseguiu voltar a dormir.

Como não estava bem e não tinha dormido bem, disse então que preferia ficar no quarto para dormir mais um pouquinho e se recuperar… Ela disse que estava bem e que eu deveria ir no passeio. Bom, como estava tudo aparentemente bem, o passeio só durava meio dia e qualquer coisa tinha os donos da pousada que poderiam ajudá-la se fosse o caso, acabei indo sozinho ao passeio.

Só íamos eu e ela. Como ela não foi, fui sozinho com o motorista… Ótimo, assim não precisava ficar lá até a hora do fim do passeio.

O lugar é legal… Inusitado… Aquele monte de água em um lugar absolutamente seco.

É um rio de águas quentes onde existem pequenas piscinas que são extremamente relaxantes… Depois de 22 dias de viagem e um vulcão no dia anterior, era tudo que alguém poderia querer!

 

Fiquei lá umas 2 horinhas e já falei com o cara para irmos embora…

 

Quando cheguei a Débora já havia levantado e tomado seu banho. Estava tudo bem aparentemente…

Bom, tomei meu banho, comemos um monte de coisas que ainda tínhamos e ficamos brincando com os gatinhos da pousada até que o transfer viesse nos pegar.

 

O transfer chegou, colocamos nossas malas, entramos e imediatamente começou um pesadelo para a Débora…

Ela começa a se contorcer de dor… Não tínhamos nem começado a andar direito… E ela gemendo alto de dor no carro… Virava para cá, virava para lá… Sentava, deitava… Dobrava, ficava reta… E a dor não passava.

Eu já imaginava o que era, mas não tinha como ter certeza. Eu só queria saber de chegar o mais rápido possível em Calama.

O pessoal do transfer todo olhando e não tinha muito o que fazer… Uma hora ela estava gritando de dor e os caras pararam para ela descer… Bom, não adiantou muito… Voltamos e falei para ele ir o mais rápido que pudesse.

A mulher do transfer nos emprestou o telefone para ligarmos para o seguro saúde que tínhamos contratado… O pessoal do seguro nos indicou um hospital em Calama.

O transfer deixou primeiro o pessoal no aeroporto e nos deixou na porta do hospital… Entrei no hospital carregando mochilas grandes, mochilas pequenas, câmeras, namorada… Parecia que tinha 6 braços…

Fizemos a ficha e esperamos… Era um Domingo no final da tarde… Não tinha muitos médicos e começou a demorar um pouco o atendimento… Eu fui pedir para apreçar o negócio, mas não adiantou muito… Aí uma mulher que viu ela se contorcendo de dor foi lá e também falou para atender a Dé primeiro… Aí então eles foram lá e pegaram ela… Foi um alívio…

Agradeci a mulher, deixei as coisas atrás de um balcão e fui lá com ela… Nossa, ela estava mal! Gemia sem parar! Tinha uma mãe com a filha nessa mesma sala de pré atendimento… A menininha ficou olhando com uma cara de assustada… Perguntou para a mãe o que ela tinha… “Estás enferma!” Hahaha!

Foi examinada e colheram sangue para analises. O medico era bom… Deu toda atenção para ela… Depois teve troca de turno… Explicamos para o outro medico de novo as coisas, ele recebeu os exames e concluiu o que eu imaginava… Era pedra no rim!

No final das contas, foi um alívio para mim… Temia que poderia ser algo pior…

Bom, mandaram um monte de remédio para a veia dela, principalmente para controlar a dor, e receitou mais uns para comprarmos na farmácia para ela aguentar até chegarmos no Brasil.

Quando ela estava quase para ser liberada, ela ainda estava com dor e pediu mais remédio… Bom, o cara então deu!!!!

Ela ficou grogue!!!!! Lesadinha!!!!!! Haha!
Foi de cadeira de rodas até a recepção do hospital e não conseguiu levantar da cadeira… O médico se despediu, mandou o tradicional “soerte” e esperou ela sair da cadeira para voltar para dentro… E quem disse que ela levantava!!!!!! Hahahaha!
Não sabia nem onde estava!!!!

Demorou, mas tirei-a da cadeira de rodas e coloquei-a na recepção do hospital.

Nisso tudo já se passaram umas 6 horas… Já era madrugada, nosso vôo já tinha pousado em Santiago há tempos e eu não tinha a menor ideia do que iria fazer…

Saí então pela avenida deserta no meio da madrugada em busca de um taxi… Andei um pouco e achei um terminal rodoviário que tinha só um taxi parado na frente. Não tinha escolha… Fui lá falar com o cara… Era um cara meio estranho, mas estava valendo… O taxi dele era todinho revestido por dentro com uma espécie de carpete peludo, tinha luz negra e um mini globo giratório de vidro dentro…

Foi treta, mas não tinha escolha. Arrastei namorada e bagagem para dentro e pedi que me levasse para qualquer lugar que tivesse um quarto para passar a noite…

Deveria ter pensado em algo mais criativo para falar………

Ele me leva em uma pousada bem zuada perto do centro da cidade… Bom, sem escolhas, lá vamos nós.

Nesse momento passei a me sentir em um filme desses classe C que passam na Band na madrugada…
Desci de um taxi daquele e entrei na pousada arrastando a Débora e nossas coisas… O cara da pousada não era nada menos estranho que o cara do taxi… Acomodei a Dé em uma única cadeira que tinha na recepção e fui falar com ele… Parecia aquelas cenas do cafetão com uma mina drogada parando naqueles motéis de beira de estrada na Route 66.

Peguei um quarto e lá fomos nós… Claro que era no andar de cima!!! Lá fui eu e minha “bagagem” completa pela escada!

Nem sei que horas já era isso… Enfim dormimos…

 

 

08/06/2009 – Dia 24 – Calama

De dia a pousada nem pareceu tão macabra assim, mas longe de ser um primor também! Passei um frio desgraçado nessa noite… Não foi brincadeira!

Fomos então à farmácia comprar os remédios para ela e depois para o aeroporto tentar embarcar no próximo vôo para Santiago. Ainda tínhamos esperança de pegar nosso vôo para SP nesse dia.

No aeroporto descobrimos que não havia mais vôos para Santiago naquele dia e não seria possível remarcar a passagem por lá. Teríamos que ir até a loja da Lan no centro de Calama e ver se conseguiríamos marcar nossas passagens para o dia seguinte.

O pior é que como não iria ter mais vôos lá até de noite, o aeroporto ficou vazio em questão de minutos… Não tinha mais ninguém! Encontramos então uma menina que trabalhava lá e ela tinha o numero de um taxista que chamou para ir nos tirar de lá!!!!

Nesse dia arrumamos uma pousada melhor para ficar, remarcamos nossas passagens na Lan e fomos conhecer a cidade. Lá não tem nada para fazer, apesar de ser uma cidade arrumadinha, com algumas opções para comer e fazer compras.

 

09/06/2009 – Dia 25 – Calama / Santiago / São Paulo

Estávamos tranqüilos em relação a dor da Débora, pois o remédio era muito forte e estava fazendo o efeito esperado. Ela ficava tranqüila enquanto sob efeito do remédio… Não precisava nem ajustar o despertador para lembrar a hora de tomar… Chegava na hora do remédio e ela já começava a sentir a dor voltando… Batia certinho com a hora de tomar outro comprimido!

Infelizmente não pude ficar um dia em Santiago como havia planejado… Já estive lá, mas existem alguns lugares que não conheci e gostaria de conhecer. Bom, vai ficar para a próxima.

Nesse dia pouco fizemos… Foram só aeroportos, morfina em comprimido e chegar em casa de noite, completamente esgotados, desidratados, com a saúde abalada e certos de que foi uma das viagens mais especiais que fizemos!

Precisava de umas férias quando cheguei…

The End!

PS.: A Débora tinha 3 pedras em seu rim. Uma foi expelida e outras duas ainda estão lá com ela até hoje… Enquanto não se mexem, vão ficar por lá mesmo!!!

Cancún

Olá Viageiros!

Fiz essa viagem para Cancún entre os dias 21 e 28 de Maio de 2011.

Cancún é muito mais que aquela cidade artificial da zona hoteleira com baladas para adolescentes… Muito mais!!!! Tem coisa para fazer todo dia ali na região para ficar umas 2 semanas. Eu infelizmente só fiquei uma.

Cada lado que íamos, o mar tinha um tom de azul diferente… Um mais bonito que o outro. O mar lá é espetacular!!!

Voei desde Miami pela American Airlines, que estava com um preço muito bom.

Não saí de noite para nenhuma balada, pois acordava muito cedo todos os dias e de noite a bateria já estava acabando. Ficar velho é uma merda!!!!!!!

Apenas saia para jantar em algum lugar e depois voltava para o hotel. Fiz tudo de ônibus. É muito fácil e seguro andar de ônibus de linha pela zona hoteleira.

Todos os dias que ficamos lá fez muito sol. Pelo que nos disseram, só chove de Outubro a Dezembro. No resto do ano o tempo está sempre ensolarado.

Lá o pessoal pede gorjeta para tudo… Então tem que computar esse custo no preço dos passeios.

Os lugares mais badalados em Cancún são, mais ou menos, do km 8 até o km 12 da avenida dos hotéis. As principais atrações da zona hoteleira estão nesse pedaço.

Vamos lá:

21/05/2011  –  Miami – Cancun

Cheguei em Cancun por volta do meio dia. Na saída do aeroporto tem um milhão de pessoas oferecendo transporte e tours. Tem também um pessoal que parece que é da prefeitura que passa informações turísticas.

Eu tinha visto no site Mochileiros.com que é possível ir de ônibus de linha para a zona hoteleira, mas quando vi o transtorno que seria isso com as malas, preferi ver outra opção. As opções são as vans e o táxi. Fomos então de van, que é bem mais barato. Eles ainda fazem a volta por menos da metade do preço, então vale a pena.

Cheguei no hotel, o Royal Islander. Muito bom. Gostei bastante. O hotel fica por volta da altura do Km 16 da avenida hoteleira.

DSC_0419 Vista do quarto

DSC_0422 Hotel

Fui então para a piscina do hotel curtir um pouco, pois sabia que os outros dias seriam corridos e pouco ficaria no hotel.

Mais tarde saí para fechar os tours que faríamos nessa semana. Para ter uma base de comparação, fizemos um orçamento na agência dentro do hotel.

Fui para a região mais movimentada da avenida hoteleira em busca de outras agências e preços melhores.

Ali perto do Km 8 da avenida, existem algumas “agências” de turismo que são barraquinhas na calçada. O preço ali é muito mais barato. Muito mesmo.

Nós fechamos com o Ismael, que é o primeiro cara que tem. Fica na frente de uma farmácia. Ele foi muito gente fina com a gente. Nos passeios que não estava incluído o transporte, ele foi nos buscar no hotel e até nos pegar de volta quando foi mais longe o passeio.

Valeu muito a pena. Os preços eram tão melhores que nem chorei para ele abaixar mais.

Fiquei um pouco receosos de fechar negócio com alguém no meio da rua e por tão menos, mas já sabia que encontraria algo parecido com isso e fizemos tudo lá mesmo!

Depois disso andei mais um pouco por lá, fiz umas compras de comida para deixar no quarto e voltei para o hotel.

Transporte lá é sempre de ônibus. O valor da passagem se não me engano era 8,50 pesos. Se for em dólar, alguns devolvem troco para US$ 1,00, alguns não.

 

22/05/2011 – Cancún – Xel-Há

Nosso primeiro passeio foi para o Xel-Há. Escolhemos o Xel-Há entre as 3 opções dos principais parques.

Tinha a opção de incluir as ruínas de Tolun no passeio, mas acabamos que não optamos por isso, pois não daria tempo de curtir tudo nem em um, nem em outro.

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Foi um dia bem legal. O parque é muito bonito e tem muitas atividades. Nós fizemos quase todas as atividades que não tinham nenhum custo extra.

Achei que valeu muito a pena o passeio. Muito recomendado!

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DSC01076 Acho que só o feijão eu reconheço daí!!!!! 🙂

 

23/05/2011 – Playa Del Carmen / Cozumel

Tiramos esse dia para nosso mergulho. Fomos então para Playa Del Carmen para de lá sairmos para Cozumel.

Fomos de ônibus de linha até a rodoviária e de lá pegamos um ônibus para Playa Del Carmen.

Acabou que perdemos muito tempo e não é tão rápido chegar lá. Quando chegamos, todas as operadoras de Mergulho que saem para Cozumel já haviam saído. De Playa del Carmen só sai para mergulho em Cozumel de manhã. Não há saídas de tarde.

Pegamos então a balsa para Cozumel para fazer o mergulho com uma operadora de lá mesmo, que aí não teria problema em sair de tarde.

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Cheguei e já fechei o mergulho no porto mesmo. Depois fui andar um pouco pela ilha. Lá é legal, mas nada demais. Acabei indo para a praça, sentei em um bar e comi uns nachos até a hora do mergulho.

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Saí então para o mergulho. Fomos só em um barquinho bem pequeno, com o capitão e o Dive Master.

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Como tinha hora para voltar, eles nos levaram nos dois pontos de mergulho mais próximos do porto.

A água é muito clara e o lugar muito bonito. Não vi nenhum animal maior, mas foi sem dúvida um mergulho muito legal.

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Depois voltei para Playa Del Carmen e fui caminhar. Lá é muito legal! Uma praia bonita e uma estrutura das mais agradáveis que conheci na viagem. É um clima bem diferente.

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Tem de tudo lá, para todos os bolsos. Fiquei andando por lá um bom tempo.

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Depois voltei para Cancún para descansar para o outro dia.

 

24/05/2011 – Isla Contoy

Fomos nesse dia para a Isla Contoy. Provavelmente o lugar mais bonito que fomos nessa viagem.

Na ilha não existe água doce. A estrutura que existe lá é mínima. Só um micro museu com uma torre e um espaço com mesas para almoço.

São quase 2 horas de barco até a ilha. No barco nos serviram algumas coisas para comer e beber.

Em Cancún os passeios são todos Open Bar!

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Lá mora uma arraia que é completamente domesticada. A galera faz o que quer com ela e ela nem aí! Não deve ter mais a menor ideia de como ir atrás de comida por conta própria!!! O pessoal dá muita comida para ela! É um animal bem bonito e muito dócil.

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A ilha é paradisíaca, com uma areia clara e água transparente.

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O almoço que fizeram lá é bem gostoso. É meio contada a quantidade, mas é suficiente.

Pena que dura pouco e tivemos que ir embora.

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E foi isso por hoje!

 

25/05/2011 – Isla Mujeres

Para Isla Mujeres fui em um veleiro. Fui curtindo o passeio e enchendo a cara no bar do barco!

Esse dia estava um calor infernal. Quando chegamos, não não conseguia nem ir passear pela ilha. Dei uma volta bem rápida por ali e fui para um restaurante na beira do mar para comer alguma coisa antes de ir para a praia onde almoçaríamos.

Essa praia é em uma espécie de clube, então tinha uma estrutura até com piscina, e na praia estávamos apenas o pessoal do tour.

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No caminho paramos para um Snorkel. De todos os que fizemos, esse foi o mais fraco. Não que o lugar era ruim, mas os outros foram de um outro nível.

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E depois nos fizeram ficar relaxando nesse lugarzinho… Vê se pode……. 😉

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Depois do almoço partimos de volta para Cancún. Na volta rolou a maior festa no barco e fomos bebendo tequila até chegar de volta!

Foi bem legal essa festa que fizemos no barco. No final foi isso que mais curti no passeio.

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De noite fui para o shopping jantar e passear um pouco.

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26/05/2011 – Mergulho com Tubarão-Baleia

Nesse dia fomos fazer um snorkel para encontrar os Tubarões-Baleia que de Maio a Setembro estão de passagem por lá.

Infelizmente nessa época eles ainda estão em uma região que a água é turva, mas não atrapalhou muito isso não. Só tinha que tomar cuidado para não entrar na boca do bicho sem querer!!!

Os tubarões são lindos e enormes! São absolutamente dóceis e não estão nem aí pra galera e os barcos por perto. Eles seguem a vida… E nós aproveitamos a boa vontade daquele gigante!

Tem que cair na água duas pessoas de cada vez. Nós entramos 2 vezes na água com ele e demos sorte, pois nas duas vezes estávamos a favor da correnteza e conseguimos acompanhá-lo por um bom tempo. Nós ficamos muito perto dele… Tinha até que desviar de vez em quando para ele não me empurrar ou subir comigo em cima dele!!!

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Apesar da água turva deu para ver tudo direitinho! Sua boca, guelras, olhos… Foi maravilhoso!!!!!!

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Depois que todos estavam satisfeitos, fomos fazer um snorkel em um lugar espetacular. Comemos uns canapés de camarão e voltamos para a cidade.

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Outro passeio inesquecível!!!

 

27/05/2011 – Chichen Itza

Era nosso último dia de passeios em Cancún. Esse tour também fechamos com o Ismael. Diferente dos outros, nesse acabamos pegando um idiota de um guia que estragou bastante o passeio.

O infeliz era, segundo ele, descendente de Maias e passou o passeio inteiro falando que o mundo estava errado e ele estava certo. O cara ficava contando um monte história e falando mentiras para impressionar o pessoal. Fomos pegando um bode do cara, que não conseguíamos mais nem tirar alguma dúvida que tínhamos no passeio com ele… Foi sem noção.

Uma das coisas que rolou foi que uma parada em uma cidade histórica que tem no caminho foi cancelada por ele para que tivéssemos tempo de parar em uma “feira” onde ele claramente tinha grande participação nos lucros, que ele ficou fazendo a cabeça do pessoal o tempo inteiro que todos tinham que comprar lá porque eles faziam de outra forma, artesanalmente, só lá que tinha a energia as pedras, blá blá blá… Lá na zona arqueológica tinha tudo exatamente igual por menos da metade do preço…

Tinha umas tiazinhas tão desesperadas com as coisas que ele falava que elas já estavam até perguntando o tamanho das esculturas que elas tinham que comprar para acontecer aquelas coisas maravilhosas que ele dizia com elas… Juro, foi patético…

Jogamos mais de 30 minutos no lixo…

Ele falou que precisaria de reserva no restaurante que estava nesse lugar da feira de porcarias e que não tínhamos reserva, e por isso, não poderíamos nem parar um minuto nessa cidade histórica.

Quando chegamos lá o lugar estava deserto. Nem antes nem depois tinha nada nem ninguém lá… Desgraçado.

Ah, também falou no caminho que nós teríamos que nos preparar para comer de tudo naquele dia porque era um restaurante que os nativos só serviam comidas exóticas, e que nesse dia experimentaríamos coisas que nunca antes tínhamos provado.

Na hora do almoço tinha arroz, feijão, frango e salada de tomate e alface. De sobremesa tinha flan de caixinha e gelatina……………………………….

Olha, o cara contou tanta mentira que eu nem sei mais o que ele falava. Eu fazia de tudo para nem escutar as imbecilidades.

No caminho para Chichen Itza nós paramos em um Cenote. É um lugar bonito e quem quis pôde nadar um pouco. Pelo que vi em fotos, não é o Cenote mais bonito da região esse que paramos, mas é bem legal, principalmente o feixe de Sol que refletia na água.

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Bom, o sitio arqueológico é muito bonito e bem conservado. Não se pode subir nas pirâmides lá, mas mesmo assim é muito legal o passeio.

O calor nesse dia estava perto de 40 graus e não foi fácil ficar andando. Cada sombra que aparecia eu encostava. Mas no final acabou que vi tudo.

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Tem um Cenote dentro do sítio arqueológico que não se pode descer, mas é bonito lá de cima mesmo.

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DSC_0479 Um Pica-Pau!!!

 

Na volta o cretino do guia ainda disse não poderia entrar no hotel para deixar as pessoas e então deixaria na pista mesmo….

Nossa, reclamei muito com ele… Na hora de descer, ele com aquela cara esperando a gorjeta e eu não dei nem tchau.

Nessa noite fui comer e passear no shopping na zona hoteleira que já havia ido na outra noite. Lugar bacana. O Aquário de Cancun fica lá. Tem muitas lojas de marca e vários restaurantes, com comida mexicana e redes americanas.

 

27/05/2011 – Cancún

Antes de ir fui mais uma vez comer uma comida mexicana, passei uns minutinhos na piscina e fui embora de volta para Miami.

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E assim foi! Até a próxima, Maias!!!

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Chapada dos Veadeiros

Vou começar com os posts de viagens pelo fim. Essa foi a última viagem que fiz antes de começar o blog.

Fui para a Chapada dos Veadeiros. Estive lá para o feriado do dia 15 de Novembro. Fui com um casal de amigos.

Em Novembro a época de chuvas já começou, e por aqueles lados não tem conversa, é chuva mesmo!

Ela atrapalhou um pouco meus planos, pois não saíamos cedo quando estava chovendo, mas não foi nada demais,

Tem um pessoal que eu estava conversando pelo site do Mochileiros que foi para lá nessa mesma época que saía com chuva e tudo pelo que falaram… Colocavam capa e pé na trilha. Nós preferimos sair depois da chuva nos 2 dias que amanheceram chovendo.

Choveu muito menos do que a previsão estava anunciando, então não se assustem se a previsão quando forem para lá estiver muito feia.

Dia 14/11/2012

Chegamos em Brasília umas 7 da noite. Nossos amigos já haviam chegado uma meia hora antes de nós e agilizaram o aluguel do carro.

Alugamos um carro na Avis e não foi uma boa experiência, mas depois eu conto com calma.

Nesse dia fomos tranquilos para Alto Paraíso de Goiás. Eu levei meu GPS aqui de São Paulo e a estrada nunca estava onde o carro estava! Mas pelo menos ajudou dando uma referência.

A estrada é razoavelmente boa e só piora perto de Alto Paraíso.

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Dia 15/11/2012

Acordamos cedo e estava caindo uma bela chuva. Tomamos café e a chuva não dava nem sinal que iria melhorar.

Tomamos então a decisão mais óbvia para um grupo de sedentários… Fomos dormir!!!

Acordamos já era mais de meio dia e a chuva havia parado. Então saímos para conhecer a Cachoeira do Abismo.

No caminho paramos em São Jorge para almoçar no Restaurante da Nenzinha. Estava boa a comida!

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Então fomos para a cachoeira. Como já era tarde, não fomos até a Janela para não correr o risco de escurecer antes de voltarmos para o carro, que devido a condição da estrada, não chegou nem na entrada da propriedade onde fica a cachoeira.

Pagamos R$ 10 por cabeça para entrar e fizemos uma trilha tranquila até chegarmos lá.

É um lugar muito bonito! A cachoeira tem o poço escuro, mas não com aspecto de sujo. Mesmo depois da chuvarada a água estava bem bonita.

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Lá encontramos um casal um pouco mais velho que disse que já tinha ido a umas 3 cachoeiras aquele dia e a única que não estava turva e agitada por causa da chuva era a do Abismo. Demos sorte então!

Eles também nos falaram de um restaurante chamado Jambalaya que tinham gostado muito, com luz de velas, vinhos…

Quando saímos ainda paramos em uma antena de celulares para tirar umas fotos e depois em São Jorge, para um merecido Açaí

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Bom, nessa noite fomos conhecer o Restaurante Jambalaya. Muito bacana e muito gostoso.

Me pareceu um restaurante que era frequentado pelo pessoal de Brasília que tem casa lá. Não era muito o estilo mochileiros e nem dos caras que vão encontrar os ETs!

Comemos um Filet Mignon espetacular… O meu tinha Queijo Rockford por cima e o das meninas Calda de Jabuticaba. Show!

Comemos bem, tomamos um vinho e fomos dormir bem felizes!!!!

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Dia 16/11/2012

Esse dia amanheceu encoberto, mas logo já abriu o tempo. Então levantamos, tomamos café e pé na estrada para conhecer a Cachoeira Santa Bárbara.

Para chegar lá não é nada fácil. O caminho é bem complicado e tem que meter o carro dentro de rio diversas vezes… Algumas até que não sei como passamos!!! Nesse dia agradeci muito que o carro não era meu!!!!

Para chegar lá são 90 km de Alto Paraíso até Cavalcante e mais uns 30 Km até a cachoeira por essa estrada de terra que vou falar… Destruiu bem o carro.

No caminho fizemos algumas paradas para curtir o visual. É um caminho bonito até chegar em Cavalcante. Tentamos também achar o tal do túnel para Machu Picchu, mas não foi dessa vez…

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Já mais perto da entrada da cachoeira se passa por um local onde o pessoal cobra a entrada da cachoeira e te diz que é obrigatório seguir com um guia… Eu não queria seguir com guia, pois já tinha ouvido muita gente falar que lá não é obrigatório, mas como tinha outras 4 pessoas lá para dividir conosco, acabei topando logo.

Fomos então a caminho da cachoeira… Em um dos rios que temos que cruzar de carro, a água chegou a subir pelo para-brisa do carro até o teto e então se fez uma linda cachoeira dentro do nosso carro, do lado do banco do passageiro. Juro, não sei como passamos… Tinha areia desse rio por todo o teto do carro… E água dele por todo o assoalho!!!

Bom, depois de alguns outros mergulhos menos traumáticos com o carro chegamos ao ponto de parada. Lá descobri que a placa da frente de nosso carro ficou em algum dos mergulhos nos rios. Provavelmente nesse pior. Mas não foi só a nossa… Quase todos os carros que chegaram lá perderam as placas! Nós que fomos em 3 carros, 2 ficaram sem placa.

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Depois seguimos a pé até chegar na Santa Bárbara. A caminhada é tranquila até a cachoeira.

 

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Essa cachoeira é maravilhosa!!! A água estava verde e bem limpinha, apesar das chuvas dos dias anteriores… Tudo muito bonito!

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080 - Chapada dos Veadeiros

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Depois de tomarmos banho e ficarmos lá curtindo o visual, saímos para conhecer a Cachoeira Capivara. No caminho de volta depois de passar pelo rio piorzinho, descemos do carro e fomos procurar as placas dentro do rio. E não é que achamos as placas dos 2 carros!!! Elas estavam lá no fundo do rio, meio detonadas, mas estavam lá!!!

Quando começamos a caminhada para descer para a Cachoeira Capivara começou a chover bastante. Descemos até a cachoeira, mas ficamos pouco por lá e já logo subimos. Não tirei nenhuma foto, pois como estava chovendo forte, não tive como pegar minha máquina.

De lá fomos para a Cervejaria Aracê que fica em Cavalcante mesmo. Os donos são um casal de chilenos que vieram para o Brasil para conhecer o neto recém-nascido e por aqui ficaram!

O lugar é bacana e a comida bem gostosa!!! Comemos um pouco de tudo do cardápio e claro, tomamos a sua cerveja! Não é a cerveja mais gostosa do mundo, mas tá valendo!!!!

Valeu a visita!!!

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Nessa noite eu e a Débora fomos procurar um lugar para comer alguma coisa antes de deitar. Fomos só nós dois pois a Bárbara teve que fazer algumas coisas de trabalho.

Saímos de carro pela cidade e já paramos no primeiro lugar aberto que encontramos. Eu sentei na expectativa de pedir um belo hambúrguer ou algo do gênero. Quando sentamos, olhei para o lado e vi um quadro… Nesse quadro tinha o desenho de uma vaca, uma galinha, um porco e um peixe, com uma frase em baixo de cada um deles do tipo: “Isso não é uma coxinha, é uma vida”.

Tive certeza naquele momento que não comeria um hambúrguer naquela noite………

Acabamos pedindo uma pizza brotinho de queijo cada um para acabarmos logo com aquilo e irmos dormir. O “legal” é que a pizza foi feita em cima de uma massa integral dura que nem pedra. Eu consegui cortar, mas a Débora não estava conseguindo. Uma hora de tanto fazer força, o garfo escorregou e ela arremessou a pizza na minha direção como se fosse uma tacada de hóquei! Não sei como, mas no reflexo consegui “defender” a tacada dela com um tapa na mesa que segurou a pizza por um fio! Quase que ela jogou o jantar dela no meio da rua!!!!!

Falei para ela: Se não está bom, não precisa jogar nos outros a comida, é só deixar no prato!!!

😉

Encontramos na volta a Bárbara e o Fabrício em uma pizzaria muito bacana na frente da nossa pousada… Eles se deram bem melhor nessa noite!

Dia 17/11/2012

O dia amanheceu bonito! Então não tinha desculpa, iriamos cumprir o planejado, conhecer a Cachoeira do Segredo.

Fomos até São Jorge, na esperança de encontrar algum guia na cidade, mas não rolou. Então fomos até a entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros para pegar um guia lá. De lá fomos para a fazenda onde fica a cachoeira com o guia em nosso carro.

A trilha começa por uma parte aberta, mas depois fecha e não ficamos muito expostos ao Sol, mas mesmo assim me queimei bastante… E para piorar fiquei com a marca da mochila no meu corpo…

De fato a caminhada é pesada… Esse negócio de ficar cruzando o rio pra lá e pra cá é muito legal nas 3 primeiras vezes… Depois aquela água e areia ficam represadas dentro dos tênis e incomodam bastante!!!

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O lugar é muito bonito. É um passeio bem bacana mesmo!!!

 

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Quando finalmente chegamos à cachoeira, nossa, que visão!!! De repente olhamos para o lado e lá estava aquela cachoeira enorme e linda!!! Muito legal esse momento!

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Dos 4 só eu fui até a cachoeira, que tinha que nadar um pouquinho… O pessoal preferiu ficar relaxando e comendo um snack que levamos.

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Após um tempo lá decidimos voltar. Iríamos tentar encontrar o Rancho do Waldomiro aberto. O caminho de volta me destruiu… Meu pé ficou estragado e estava com muita dor… Tive que tirar o tênis e acabei concluindo o caminho de meia… Que cena horrorosa!

 

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Fomos então em direção ao Rancho do Waldomiro. Chegamos lá já estava escurecendo, mas demos sorte e eles ainda estavam abertos. Pedimos a Matula e enquanto esperávamos ficamos provando as cachaças e os licores que eles fabricam lá. Tudo muito bom.

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A Matula é um capítulo a parte. Eu estava com muita fome e quando vi aquele prato achei que não iria comer tudo. Vem muita comida! Claro que estava enganado e comi até o último grão de arroz. Delicioso!

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Dia 18/11/2012

Nosso último dia foi meio devagar. Estávamos muito cansados da Cachoeira do Segredo e o dia estava bem feio. Começou chovendo bastante e depois melhorou, mas o tempo não abriu.

Fomos para o Vale da Lua. O lugar é bonito, mas por conta da chuva o rio estava muito alto e não pudemos entrar na água. É um lugar bacana, diferente, mas acho que existem passeios mais legais que esse por lá. Não achei um dos principais passeios de lá, mas como estávamos muito cansados, foi bom assim.

 

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Imagem Ahhhhh, nu não pode???????????? 😦

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De lá passamos no Rancho do Waldomiro para comprar alguns licores e fomos para a pousada fechar as coisas para voltar para Brasília.

Conseguimos ainda encontrar um cara na rua que nos indicou a oficina do primo que poderia nos atender… Nossa, demos muita sorte! No meio de um Domingo de feriado ainda conseguimos uma oficina! O cara colocou nossa placa de volta e deu uma disfarçada no para-lama que tinha danificado em algum dos mergulhos e buracos da viagem para a Santa Bárbara.

Pé na estrada então de volta para Brasília.

Fora um desentendimento na hora de devolver o carro por conta da falta de treinamento dos atendentes, foi tudo tranquilo na volta e chegamos a São Paulo muito bem!

Em relação a gastos foi até que em conta. Gastamos R$ 1.000,00 por pessoa incluindo tudo, inclusive R$ 500,00 que tivemos que pagar a mais por conta de um amassado no para-choque do carro que não teve jeito de arrumar.

E assim foi! Até a próxima ET!

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Profissão: Viageiro

Hoje começo meu blog contando das viagens que fiz e com algumas informações de alguns lugares que ainda irei conhecer.

Começo esse blog após ouvir diversas vezes de amigos que deveria ter um blog. Então amigos, futuros e antigos, aqui está! Esse blog é nosso!

Acho que eles me dizem isso por causa da minha empolgação ao falar sobre os lugares que conheci para eles. Meus olhos brilham cada vez que me lembro de um lugar bacana que conheci.

E escrever sobre a viagem me faz lembrar de tudo que passei e assim a viagem continua, pelo menos dentro das minhas lembranças! Assim como planejar a viagem já te coloca no lugar muito antes de embarcar no avião.

Já tenho escrito alguns relatos que publico no site Mochileiros.com e é com eles que vou começar a popular o blog.

Quem eu sou…

Para entender um pouco o que irão encontrar aqui é interessante saber um pouco de mim.

Nasci em 1978 e sempre morei em São Paulo.

Apesar do nome do blog, infelizmente não tenho o mundo das viagens como ganha pão. Sou Gerente Financeiro, formado em Administração de Empresas e também em Ciências Contábeis, e curso um MBA. Com isso, tenho uma grande limitação de dinheiro e tempo para viajar e conhecer todos os lugares que gostaria. Mas vou dando um jeito!

Mochiladas e viagens para resorts me agradam da mesma forma, incluindo tudo nesse meio termo.

Sou um grande apaixonado por viagens. Tem muita coisa bacana para ver, para sentir e para fazer nesse mundo.

Não consigo me ver indo sempre para os mesmos lugares, comendo sempre nos mesmos restaurantes, conversando sempre com as mesmas pessoas…

Bom, acho que a minha ideia é mais mostrar os lugares e contar algumas histórias e para isso vou colocar bastante fotos para que possam ter a própria conclusão.

Vou começar com a história da origem do nome do blog, Profissão: Viageiro.

Eu estava no Chile com minha esposa, saindo para um passeio no Salar de Uyuni, na Bolívia, e dentro do ônibus que estávamos o pessoal passou uma ficha para ser preenchida com nome, profissão, idade e país, se não me engano. Nós estávamos sentados no fundo e fomos um dos últimos a receber a ficha. Ficamos então vendo de onde era a galera e o que eles faziam… Foi então que vi a profissão que uma francesa preencheu – Profesión: Viajera.

Fiquei uns 10 minutos com aquela ficha na mão pensando sobre aquilo………….. Acho que era a coisa que mais queria na minha vida preencher aquela coluna daquele jeito……… Nunca vou me esquecer daquele dia.

Quem sabe um dia eu ainda consigo chegar lá. Por enquanto, tenho que voltar ao trabalho para conseguir pagar minha próxima viagem!!!!!!!!!

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Obrigado pela visita e espero que gostem.

Todos os comentários, críticas e informações são bem vindos!

Abraço!

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