Torres del Paine

Fala Viageiros!!!!!

 

Voltei de uma viagem sensacional para a Patagônia e vou compartilhar aqui com vocês um pouco dessa experiência!

 

Mas antes, quem puder, segue no Instagram: @profissaoviageiro

 

Bom, hoje além de passar minhas impressões de Torres del Paine, vou tentar deixar algumas informações básicas para quem quer ir e ainda está cheio de dúvida, como eu estava quando ainda planejava a viagem.

Tem coisa que parece óbvia quando se conta de uma viagem para as outras pessoas, mas que no fundo se você não sabe o funcionamento das coisas no lugar, fica impossível saber se seu roteiro vai dar certo ou não… E foi nisso que eu esbarrei na montagem do roteiro.

Como sempre em meus roteiros, eu tenho pouquíssima margem de erro e isso me fez perder um bom tempo na pesquisa. Vou tentar deixar algumas informações aqui para quem quer visitar esse lugar maravilhoso!

 

Vamos lá!

 

– O que é?

O Parque Nacional de Torres del Paine foi criado em Maio de 1959 e está localizado na Pataônia Chilena, na região de Magallanes.

As suas torres principais dão nome ao parque, que são imensas torres de granito modeladas pelo gelo glacial.

Mas as belezas do parque não se resumem a suas torres. O lugar inteiro é sensacional!

 

– Como chegar?

Existem dois aeroportos próximos de Torres del Paine:

– Um fica em Puerto Natales, que é a cidade base para a maioria das pessoas que visitam Torres del Paine. A cidade está localizada a 80km do Parque.

O problema é que só existem voos para Puerto Natales no verão, e mesmo assim não é todo dia.

Isso faz com que contar com um voo para lá seja praticamente descartado logo de cara.

 

– A melhor opção então é voar para Punta Arenas.

Existem voos regulares de Santiago para Punta Arenas.

Inclusive, se não me engano, lá é destino mais barato para se chegar na Patagônia (Argentina ou Chilena)

Eu fiz isso. Saí de São Paulo em um voo com conexão em Santigo e chegada em Punta Arenas. Tudo bem tranquilo!

 

-Para quem não for utilizar avião, tenha Puerto Natales como sua referencia de destino.

 

 

Onde ficar?

– Punta Arenas:

A porta de entrada da maioria das pessoas que vão para TdP via o próprio Chile (Muitas outras pessoas vão para TdP via El Calafate, na Argentina)

Cidade grande, com vida própria. Possui muitas atrações turísticas, shoppings, hotéis, hostels, restaurantes e tudo mais.

Fica a 3 horas de ônibus de Puerto Natales.

 

– Puerto Natales:

Cidade pequena que gira em torno do turismo de TdP.

Muitos turistas o ano inteiro por lá, consequentemente muitos restaurantes e vendinhas para as compras da galera que vai fazer os trekings.

Como já falei é a base para a maioria das pessoas, pela sua proximidade e preços acessíveis. Comparado às hospedagens dentro ou ao lado do parque é muito mais barato ficar em Puerto Natales.

 

– Hospedagens dentro do Parque:

Existem muitas opções de hospedagem dentro do Parque, desde áreas de camping onde você é responsável por ter com você absolutamente tudo que vai usar e comer, até luxuosos hotéis com vistas deslumbrantes.

Tudo dentro do parque é caro. Transporte, hospedagem, comida… Tudo!

São três “empresas” que possuem hospedagens dentro do parque, e para dormir lá dentro você precisa ter reservado antes de chegar (mesmo que esteja levando todo equipamento com você e queira apenas reservar um espaço de camping), pois não se pode entrar sem reserva prévia. As empresas são:

CONAF;

Fantástico Sur; e

Vertice.

 

 

Quando ir?

Torres del Paine pode ser visitado o ano inteiro, mas a alta temporada é no verão, quando as temperaturas estão mais agradáveis e as paisagens mais coloridas.

Eu fui na primavera. Dei muita sorte com o tempo e achei que valeu muito a pena. Não estava lotado e não passei nenhum perrengue de frio ou vento a ponto de transformar algum rolê em algo penoso.

Se tem alguma coisa que eu mudaria no meu rolê para deixar ele ainda mais perfeito, é que eu preferia ter visto o lago no Mirador Base de Torres del Paine descongelado. Quando eu fui ainda estava congelado. Não que eu ache isso um problema, mas acho que descongelado seria muito lindo também.

 

Quanto custa?

Caro!    Hahaha!

Não é um passeio barato. Mesmo fugindo o máximo que pude das hospedagens dentro do parque, é um passeio caro. Mas não é nada que não se possa dar um jeito.

Aqui alguns exemplos de preços aproximados:

– Entrada no Parque, válida por 3 dias de entrada: US$ 35,00 (se já estiver dentro do parque, não tem problema, pode ficar mais que 3 dias)

– Aluguel de barraca completa no parque: US$ 70 – para 2 pessoas, por noite

– Catamarã para Paine Grande: US$ 35,00 por pessoa, por trecho (Comprando ida e volta junto fica um pouquinho mais barato). IMPORTANTE: Não aceita cartão! Só dinheiro.

– Ônibus interno do Parque: US$ 10,00 ida e volta

– Ônibus Puerto Natales – Torress del Paine: US$ 25,00 ida e volta

 

E por aí, vai…

 

O que fazer??? Bate e volta, Circuito W, ou Circuito O?

Eu escolhi o W!

 

– No circuito W estão as principais atrações do parque na minha opinião.

Claro que quem faz o Circuito O vê muito mais coisa, mas para isso é necessário muito mais tempo e preparo, pois as partes do parque que estão fora do W, são bem menos estruturadas, então depende muito mais de você e do equipamento e mantimento que você carrega.

 

– No bate e volta de Puerto Natales, você consegue fazer o Mirador Base, que é a vista mais famosa de lá, mas depois que se faz o W, você vê que aquilo é só um pequeno pedaço das belezas daquele lugar.

Também dá para fazer o lado do Glaciar Grey, ou até um trecho da trilha beirando o lindíssimo Lago Nordenskjold.

IMPORTANTE!

Nesses casos de bate e volta, você sempre vai ter seu tempo limitado ao horário dos transportes internos do parque, seja do ônibus ou do catamarã. Então controlar o tempo e seus objetivos no dia será algo muito importante. Os horários são fixos e limitados, não deixando margem para erros.

 

 

– Uma outra opção, que eu jamais faria, é um bate e volta de El Calafate, como muitas agências de lá oferecem… Me parece um grande programa de índio.

 

– Fazer um mix disso tudo aí também é possível! É só estudar direitinho o roteiro e partir para cima!!!!

 

 

Bom, esse é o básico. Vou contando agora como foi o meu rolê e tentando explicar como tudo funcionou para mim!

 

Vamos lá!!!!!!!!

 

Dia 1:

Bom, eu decidi fazer o W da seguinte forma… Fazer as 2 pernas externas no esquema de bate e volta, e a parte central do W dormindo uma noite no camping Francês.

Dessa forma faria o rolê em 4 dias, que é bem puxado. A maioria das pessoas faz em 5 dias o W, que depois eu entendi o por quê!

Como a entrada do parque vale por 3 dias, eu fiz as 2 pontas primeiro, e depois a parte interna, que daria certinho os 3 dias de entrada no parque.

Para mim não fazia diferença por onde começar, então deixei o dia que a previsão do tempo estava melhor para fazer o Mirador Base e fui no primeiro dia, que o tempo estava pior, na perna do Glaciar Grey.

E a parte interna eu fiz saindo de Las Torres e chegando no outro dia em Paine Grande.

No final, deu tudo certo!!!!

 

Como comentei, eu cheguei em Puerto Natales vindo de Punta Arenas. Como não sabia da estrutura da cidade, acabei fazendo compras do que iria comer no parque no dia seguinte em Punta Arenas mesmo.

A viagem de ônibus entre Punta Arenas e Puerto Natales demora 3 horas. A passagem é bem fácil comprar. Os ônibus que fazem esse trajeto têm seus terminais no centro da cidade e todo mundo lá sabe indicar onde ficam esses terminais. Existem diversos horários de saída, então não precisa de stress quanto a reserva antecipada ou qualquer coisa.

 

Em Puerto Natales as coisas são perto da rodoviária. A maioria dos lugares nem precisa de taxi… Dá para chegar andando.

Já aproveitei que estava na rodoviária na chegada e comprei a passagem de ônibus para o dia seguinte de ida e volta para o parque.

São algumas empresas que fazem o trajeto e todas fazem mais ou menos no mesmo horário, pois os transportes internos no parque são sincronizados com as chegadas dos ônibus de Puerto Natales.

O horário de saída é por volta das 7 da manhã e o retorno por volta das 7:30 da noite saindo da Laguna Amarga (entrada do parque). São quase 3 horas de trajeto entre o parque e Puerto Natales.

 

No dia seguinte estava lá bem cedinho na rodoviária aguardando meu ônibus sair.

 

Chegando em Torres del Paine, a primeira coisa a se fazer é comprar o ticket de entrada. Havia uma pequena fila mas não demorou muito todo o tramite. Eles aceitam Pesos Chilenos e Dólares. Talvez aceitem Euros também, mas não tenho certeza.

 

Depois é aguardar o ônibus interno que vai te levar para o Refúgio Las Torres (De onde sai a trilha para o Mirador Base e também a trilha em direção ao Refúgio Francês) e depois segue para Pudeto, de onde sai o Catamarã para Paine Grande (Onde começa a trilha para o Glaciar Grey).

 

Como fui em direção ao Glaciar Grey nesse primeiro dia, segui no ônibus até Pudeto. Cheguei lá por volta das 10:30 e o catamarã só sai as 11hs.

Assim aproveitei e tomei um reforço do café da manhã por lá enquanto aguardava a saída para Paine Grande.

 

O catamarã é espaçoso e possui um deck em cima para quem quer ver a paisagem e tirar umas fotos. Duro é aguentar o frio, mas vale a pena!

 

O trajeto é curto e em pouco mais de 20 minutos já estava em Paine Grande

 

Muitas pessoas se hospedam no refugio, então já entram para seu check in. Eu não ia ficar lá, então só me arrumei, usei o banheiro e saí.

 

Primeiro grande desafio da viagem: Aprender a usar os sticks de caminhada!

 

Eu sei que parece ridículo, mas no começo é difícil coordenar! Mas depois de alguns minutos, vai que vai!

Não sei como eu consegui voltar a andar sem eles quando voltei de viagem! Esse treco é bom demais!!!!!

 

Bom, foi nesse primeiro dia que eu entendi por que a maioria das pessoas faz o W em 5 dias e não em 4… É porque o refúgio Grey é longe que dói!

Eu tinha o meu tempo de trekking limitado pelo horário do catamarã. Não podia estar de volta depois das 18:30hs, que é o último horário de saída do catamarã no dia.

As pessoas normalmente dormem no refúgio Grey e depois voltam no dia seguinte. Ou também vão até o refugio Grey e voltam para dormir em Paine Grande, sem grandes compromissos com o horário. Aí tudo faz mais sentido.

No meu caso eu tive que ir até onde o relógio permitiu, e não consegui chegar até o refugio. Mas isso não tem muita importância… Pude apreciar a beleza do glaciar durante minha trilha sem nenhum problema!

 

A trilha desse trecho não foi das piores do W. Existem outras partes com muito mais subidas e descidas. Isso foi bom, pois estava ainda aquecendo os motores!

Eu que já tenho dois joelhos completamente destruídos, que me impedem de fazer algumas coisas, estava, para piorar, vindo de uma lesão no ligamento. Consequentemente minha condição física não era das melhores, vindo de um período de um mês sem poder exercitar minhas pernas.

 

Bora caminhar!!!!

 

A primeira parada, já para o almoço, foi na Laguna Los Patos.

Uma lagoa bonita, que apesar do nome, não tinha tantos patos assim quando passei por lá!

 

Sigo então em direção ao glaciar, tentando aproveitar o máximo essa paisagem linda!

 

Daí a recompensa… O Glaciar Grey!!!

Encontro um lugar para parar e apreciar essa vista!

 

Depois de um tempo por lá o relógio me lembra que era preciso voltar, sem grandes possibilidades de paradas.

 

A volta foi bem tranquila e cheguei a tempo inclusive de fazer um lanche e tirar umas fotos antes de embarcar

 

Na fila do embarque percebo esse cara indo para um mergulho bem tranquilo nesse lago de degelo!!!

Um mergulho com uma vista dessa não é nada mal!!!!

 

Daí foram só mais uns 30 minutos de catamarã até Pudeto e já o imediato embarque no ônibus para Laguna Amarga.

 

Dalí peguei o ônibus de volta para Puerto Natales.

Chegando em Puerto Natales, foi só o tempo de passar em uma vendinha para comprar os mantimentos para o dia seguinte e correr para tomar banho, comer e dormir, pois sobram poucas horas de sono para quem tem que pegar o ônibus no outro dia as 7 da manhã!!!

 

 

Dia 2

E lá vamos nós!!!! Acorda de madrugada, toma banho, toma café, corre para a rodoviária e tenta descansar um pouco no ônibus no caminho…

No parque foi só mostrar que já tinha o ingresso e aguardar pela saída do ônibus para Las Torres.

Lá em Las Torres se faz um breve registro de entrada para controle e já pode sair para a caminhada.

 

Esse dia era o primeiro grande desafio. São 20km ida e volta, com muita montanha, incluindo um trecho matador no último quilômetro que faz você pensar seriamente que não vai conseguir!

Mas consegue!!!!

A caminhada começa com 2km bem tranquilos e planos ainda em uma área dentro do complexo de Las Torres.

Depois…… Bom, depois é bom estar com a saúde em dia, porque não é fácil a brincadeira.

 

O que sempre te dá forças em um lugar como esse são as paisagens… Elas vão nos lembrando por que estamos lá!!!!

Vale cada gota de suor!

 

E vai subindo…

Subindo…

Subindo mais…

 

Até que chega no Km 9 e eu já estou esgotado, com muita dor e cansaço.

E aí o negócio começa a ficar sério. A subida é bem no limite entre caminhar e escalar, inclusive passando pelo espaço onde a água do degelo desce, para ajudar ainda!

Pelo menos quando dava sede era só abaixar e beber água!

 

Eu acho que eu bobeei… Acho que tem um lugar para deixar o peso extra ali no km 9 antes de começar a subida. Eu não fui atrás disso e acabei subindo com tudo nas costas… Foi treta!

 

Como eu não tinha forças nem para tirar foto, tenho poucos registros desse dia. Uma pena, porque o lugar é maravilhoso.

 

Essa subida é terrível, e quando se acha que acabou você descobre que ainda falta um tanto! Todos os lugares por lá são assim… Você acha que chegou no final, mas não chegou!!!!

Para de reclamar e continua andando!!!!!

Realmente nem acreditei quando cheguei lá!!!!

 

Mas o visual vale qualquer esforço!!!

 

Infelizmente cheguei lá 15 minutos depois do horário que tinha que iniciar a descida! Isso limitou muito o quanto eu pude aproveitar lá em cima.

Foi o tempo de comer alguma coisa, tirar meia dúzia de fotos e sair desesperado para baixo, quase com a certeza que não daria tempo.

 

Isso foi a pior parte do rolê… Não consegui aproveitar quase nada a descida, forcei meus joelhos de um jeito que não poderia ter forçado e fiquei horas no stress de não ter ideia do que iria fazer se perdesse o transporte.

 

Não sei explicar como, arrumei forças não sei da onde para sair em uma disparada nos últimos 2 quilómetros para tentar chegar no ônibus…

E não é que consegui!!!!!!! O pessoal já estava quase todo embarcado! Aí pedi para o motorista para esperar uns 2 minutos até a Tati chegar e ele falou que beleza!

 

Nossa, foi por pouco!

Eu sentia tanta dor no meu corpo depois disso que nem sei explicar… Doía pé, tornozelo e principalmente meus joelhos… Achei que tinha comprometido todo o rolê…

 

Chegando em Puerto Natales foi só a correria para deitar logo, depois do mercadinho, banho e janta.

 

 

Dia 3

Esse dia tinha a ideia que seria mais tranquilo, pois além da distancia a se caminhar ser menor, não precisava me preocupar com horário, pois poderia chegar a qualquer hora no Camping Francês.

Mas eu me enganei… Foi mais um dia puxado que no final minhas pernas já estavam esgotadas.

 

Já no refugio Las Torres, comecei a caminhar para o Acampamento Francês. O inicio é tranquilo e ainda estava com a sensação que seria um dia de recuperação, e não de grandes esforços.

Começo a encontrar alguns morros, mas nada de mais… A caminhada ainda está sob controle.

 

Passados alguns quilômetros eu encontro um novo caso de amor!!!!!

Se trata do Lago Nordenskjöld!

Que visual maravilhoso! Andar com esse lago ao seu lado o dia inteiro foi lindo demais!

 

As paradas para comer sempre eram em pontos estratégicos para comer apreciando aquele azul espetacular!

 

O problema é que esse trecho tem muita montanha, subindo e descendo toda hora… Eu fui me cansando e já ficava perguntando pra galera que cruzava no caminho se estava muito longe ainda!

Isso é claramente sinal de desespero!!!!

       

E então já no final do dia chego no Acampamento Francês!

O acampamento é bem bacana. O banheiro é bom e a água para tomar banho bem quente! Isso foi maravilhoso!

Lá eles também têm um pequeno restaurante e uma “vendinha” que você pode comprar um refrigerante, por exemplo.

Na recepção do camping eles tinham ovos para vender. Não estava tão caro. O problema é que eu não tinha onde cozinhar os ovos, pois não estava carregando um fogareiro comigo. A menina que estava lá foi bem gente boa e ofereceu de cozinhar os ovos para nós no fogareiro dela! Então já fechei negócio e consegui comer algo quente nessa noite, que estava programado apenas comida fria.

Então depois de um ótimo banho já fui jantar meu sanduiche, ovos e um vinho que estava carregando para saborear na noite!

A barraca estava montada. Não tive trabalho nenhum. É chegar, pular para dentro do saco de dormir e até amanhã!!!!!

 

Dia 4

Depois de uma boa noite de sono que não passei nenhum tipo de problema na barraca, me preparei para partir.

Nesse dia os objetivos eram Mirador Francês, Mirador Britânico e a chegada em Paine Grande para tomar o catamarã de volta no final da tarde.

Então tomei meu ziriguidum e pé na estrada!

 

Até o acampamento Italiano o caminho é curto mas já com algumas subidas chatinhas.

No acampamento Italiano você pode deixar seu equipamento para fazer a subida para o Mirador Francês e Britânico só com o necessário.

A subida até o Mirador Francês é de um nível médio… Dá para ir na boa.

Acabei me perdendo um pouco no caminho… Ainda bem que olhei para trás e vi umas pessoas passando por outro lugar. Percebi que o errado era eu e voltei para a trilha certa!

Lá é um lugar bem interessante. Existe uma geleira com pequenas avalanches a cada 10, 15 minutos…

É muito legal ficar um tempo por lá vendo as avalanches e principalmente escutando os estrondos do gelo se rompendo. É um barulho de trovão bem alto! Muito bacana!

 

 

Fiquei lá um tempo, fiz meu lanche e olhei para o caminho do mirador Britânico…………

Que caminho????

O tempo fechou e não dava para ver nada lá para cima…..

Então após algumas considerações decidi desistir de ir até o mirador Britânico. Ainda faltava uma boa pernada até lá e eu não queria gastar esse tempo e essa energia para ir até um mirador de onde não haveria nada para “mirar”.

Bom, com isso pude desfrutar mais algum tempo no mirador Francês e fazer meu caminho de volta sem stress por conta do horário do catamarã.

 

De volta ao acampamento Italiano não estava muito bem… Não sei bem o que era, mas preferi ficar por lá um tempo até me recuperar.

 

Daí peguei minhas coisas e segui…

O caminho a partir de lá é bem mais tranquilo. Não me lembro de ter nenhuma montanha bizarra para subir e descer depois de lá. Isso foi ótimo… Já estava cansado!

Calafate

Um dos pontos altos desse trecho da caminhada é o Lago Skottsberg! O mirador do lago tem uma vista que chega a ser indecente!

 

Depois dessa parada, já estamos quase lá!

É um trecho cheio de emoções boas! De que consegui cumprir o objetivo… De que vou completar o W!

Isso parecia tão longe na minha vida há 6 meses atrás….

Pensar em cada pedra, cada montanha, cada arbusto, cada pássaro, cada lago, cada pessoa que cruzei, cada parte do meu corpo que doía, cada gole de água de cachoeiras de degelo, e cada sentimento delicioso de conquista com o visual que se abria na minha frente por tantas e tantas vezes nesses dias……..

Foi bom demais!

 

Então a última parada antes da chegada triunfante!

Dessa vez para admirar o Lago Pehoé, a poucos metros de chegar em Paine Grande.

Não tem lugar melhor para comemorar a vitória!!!!!!

 

E então a chegada!

Exausto;

Com dor;

Realizado!!!

Consegui, porra!!!!!!

 

Daí foi o roteiro já conhecido…

Catamarã de Paine Grande para Pudeto, ônibus interno de Pudeto para Laguna Amarga (com parada em Las Torres), ônibus para Puerto Natales, pousada e cama!

Hora de descansar, mas não muito, porque no dia seguinte embarcaria para El Chaltén pela manhã.

Mas essa história fica para depois!

 

É isso!!!! Quem quiser qualquer ajuda, pode escrever aqui que vou ajudar com todo prazer no que for possível!

Críticas e elogios também são bem vindos!!!!!

 

Não esqueçam de seguir lá no Instagram!

@profissaoviageiro

 

Valeu!!!!!!!!!!!!!

 

Abraço,

 

Felipe

 

1 dia em Santiago

Um Pit Stop em Santiago

 

No caminho para a Nova Zelândia, eu e a Ba passamos algumas horas em Santigo e resolvemos aproveitar para passear um pouco por lá.

Tivemos uma tarde inteira e conseguimos aproveitar um pouco.

Primeiro fomos almoçar no mercadão. Passeamos um pouco e escolhemos um restaurante para almoçarmos.

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Antes do almoço um Pisco para abrir o apetite!!!

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Pedimos um ensopadão com uma porção de frutos do mar e um prato de salmão. Veio bastante comida e estava tudo ótimo

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Daí saímos para o Cerro San Cristóbal.

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Primeiro paramos no zoológico de lá.

O lugar é bonito, com diversos animais.

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Esse aqui eu fiquei uma meia hora fazendo carinho e ele não queria sair de lá!!!

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Estou te vendo!!!

Estou te vendo!!!

Cadê???

Cadê???

Gambás brincando!

Gambás brincando!

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Achei que o elefante e principalmente o urso precisariam de mais espaço… Isso infelizmente é um problema da maioria dos zoológicos… Arrumar espaço adequado para o porte dos animais.

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Daí subimos para o topo do Cerro.

Ficamos dando uma volta, curtindo uma bebida esquisita e vendo o sol se por.

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Passeando!!!!!

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Acabou o passeio!!!

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Manifestação nas ruas! Eles devem ter as Dilmas da vida deles por lá…

Fim do dia, fomos até o terminal de ônibus pegar o ônibus que nos levou de volta para o aeroporto.

Passeio rápido mas que valeu um monte!

Chile – Neve e Vinho! – Parte 1 / 2

Olá amigos!!!!

 

Tirei alguns dias de férias para visitar o Santiago com minha namorada e curtir algumas coisas que ainda não tinha curtido por lá.

 

Foi uma passagem rápida, mas muito bem aproveitada! Fomos fazer snowboard nas montanhas, conhecer algumas vinícolas e passear por Santiago.

 

E foi assim…

 

Santiago

13/08/2015

Chegamos tarde em Santiago em um voo da Sky que comprei em uma ótima promoção de passagens. Fomos pegar o carro que alugamos para irmos logo para o hostel descansar. Na locadora de carro acabei encontrando um amigo que trabalhou comigo na época da Deloitte que vai sempre para lá fazer snowboard. Foi bom porque ele já me passou várias dicas da montanha!

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Chegamos no hostel, deixamos nossas coisas e fomos comer em um restaurante na própria rua do hostel. Eu comi um ceviche e tomei uma cerveja para brindar a viagem que estava começando!

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14/08/2015

Tomamos nosso café no Hostel e saímos em direção à montanha. Não gostamos muito do hostel que ficamos. Apesar de uma localização relativamente boa e um atendimento simpático, o banheiro era horrível e o quarto bem apertado.

 

No caminho para a montanha paramos no shopping de esportes que é um lugar muito legal, mas infelizmente muito caro com essa nossa moeda ridiculamente desvalorizada. Demos uma voltinha e já fomos embora.

 

Na subida da montanha, todos os carros foram parados em um posto da polícia rodoviária. Lá ele só deixa seguir viagem se tiver correntes no carro.

Como já sabíamos disso, já paramos na estrada em um lugar onde as pessoas ficam alugando as correntes para quem ainda não tem. Saiu caríssimo esse aluguel de corrente, mas infelizmente não tem como seguir sem isso. E o pior é que eu não tenho a menor ideia de como se coloca isso nos pneus… Se precisasse colocar, iria passar perrengue.

 

Bom, vencido esse obstáculo, seguimos para as famosas quarenta e poucas curvas da estrada até o topo da montanha.

Um visual muito bonito!

 

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Farellones

 

Nós ficamos hospedados em Farellones, no Blue Tambo Hostel. É um lugar mais descolado… Achei bacana lá!

Só teve um único problema, logo no check in já fomos informados que lá era tão bom que rolava uma balada dentro do hostel no Sábado até altas horas… Logo de cara já não consegui fazer a relação de como uma balada dentro do hostel poderia ser bom para quem está hospedado lá…………………????

Mas fora isso, o resto era bem legal!

 

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Deixamos nossas coisas e já fomos para a entrada da estação de esqui. A estação fica a uns 2 quarteirões do hostel.

Chegando lá já fomos contratar as aulas de snowboard, alugar os equipamentos e comprar o ticket de entrada na estação.

Como ainda não tínhamos almoçado, ainda fomos comer um sanduiche antes de irmos para a pista.

Fechamos 2 horas de aula particular, que foram bem proveitosas. Eu já tinha feito snow, mas a Bá só tinha feito ski, então não tinha muita base e sem as aulas não teria feito muita coisa.

 

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Look tropical!

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Durante a aula o tempo fechou e começou a nevar, o que foi bem legal!

 

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Depois de muitos tombos, a aula acabou e já estava perto da hora de devolver o equipamento que a pista já ia fechar.

 

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Voltamos para o Hostel, tomamos um banho e fomos jantar lá dentro mesmo. Pedimos uma pizza, um vinho e ficamos curtindo a lareira.

 

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Mau humor de fome!

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Deitamos cedo pois estávamos exaustos.

 

 

15/08/2015

 

Estávamos na dúvida se sairíamos para esquiar em outra pista ou se ficaríamos em Farellones mesmo, mas acabamos ficando por lá. Apesar de ser uma estação pequena, pouca gente fica lá e isso ajuda muito para fazer as coisas com tranquilidade e sem fila de lifting. E para nós essa pista já estava ótimo…

 

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De vez em quando eu via ela fazendo umas manobras lá de cima do teleférico!

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Ficamos curtindo a pista o dia inteiro, e apenas paramos para irmos até o hostel comer o resto da pizza do dia anterior que guardamos.

 

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Foi bem legal esse dia… Desci muitas vezes a montanha e estava com muita segurança nas manobras.

 

 

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Lá só achei ruim o horário de devolução do equipamento alugado. Tinha que devolver no máximo as 16:30. É muito cedo isso… Daria para aproveitar mais se não fosse isso, mesmo já bem cansado essa hora.

 

 

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No hostel conseguimos assistir um belo por do sol, mesmo com o céu bem nublado esse dia.

 

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Bem preparado para a neve!!!

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Jantamos um belo sanduiche e fomos deitar………..

 

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Só que, era Sábado… E Sábado é dia de balada!!!!!!!! Né?!?!?!?!

 

Nós acordamos com o som nas alturas praticamente dentro do nosso quarto. E aquele barulho de gente indo par lá e para cá…

Bom, resolvemos nos arrumar e ir para a balada, pois dormir não ia rolar mesmo!

 

Isso abaixo era a menos de 10 passos do meu quarto…

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Bom, o pico estava bombando de gente… Tinha um DJ dentro e outro do lado de fora. E não parava de chegar gente… Que coisa de louco!

 

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Curtimos a balada um tempo e depois voltamos para o quarto para tentar dormir. Estávamos tão cansados que conseguimos dormir mesmo com aquela barulheira toda.

 

16/08/2015

 

Acordamos tarde por conta da noite mal dormida do dia anterior…  Ficamos conversando com o pessoal da pousada e já logo decidimos nem tentar ir em outra pista. Iriamos ficar por lá mesmo pois estava tudo lotado. Era um dia lindo e a montanha estava abarrotada de gente.

 

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Antes de irmos para a pista, fomos dar uma volta por La Parva e El Colorado para ver as estações e curtir o visual.

La Parva não tem teleférico e os liftings são só aqueles de colocar a barra entre as pernas.

Colorado é lotado!!! Tinha fila para tudo quanto é lado lá… Imagino nos liftings!

 

 

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Meu anjinho!

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Love U

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Quando voltamos para Farellones, fomos pegos de surpresa por uma noticia muito ruim… Não havia mais equipamento para alugar em um dos lugares, e no outro, eles não estavam aceitando cartão… Resultado: Não conseguimos esquiar esse dia.

 

Que droga…… Estava tudo muito cheio e eu acho que o aluguel lá em Farellones é mais barato que nas outras estações, então o pessoal já para lá, aluga e toca a vida. A pista de Farellones mesmo estava vazia.

Fiquei muito puto…… Mas, é a vida…

 

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Almoçamos então no restaurante que todos recomendam comer por lá que tem uma vista linda da pista e das montanhas. A comida estava muito boa mesmo!!!! Não me lembro o nome agora, mas é o restaurante grande que tem na estação. Não tem como errar!

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Fomos tirar umas fotos e já começamos a nossa descida para Santiago.

 

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Artista da Neve

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Boneco de Neve Punk

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No caminho fomos parando para fotos e para curtir o visual… Realmente um lugar muito lindo.

 

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E tome curva…

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Modelando

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Propaganda do possante!

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Também demos sorte e assim como na subida, conseguimos ver uma raposa que passeava pela montanha. Muito linda!

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Chile – Neve e Vinho! – Parte 2 / 2

Santiago

 

Quando chegamos em Santiago, ainda era cedo e aproveitamos para dar uma volta no Cerro Santa Lucía

 

 

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Delícia, né?!?!

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Estrava um dia bem bonito e foi um passeio bem legal!

 

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Depois demos umas voltas de carro e paramos em uma rotisserie para comprar umas empanadas e um cheesecake para comer no hostel.

 

17/08/2015

 

Esse dia saímos para conhecer as vinícolas do Valle de Casablanca. Uma região tradicional de vinhos com diversas boas opções de visitas.

Saímos com a intensão de visitar a vinícola Casas del Bosque e pelo menos mais uma.

A Casas del Bosque foi muito recomendada por todos que conheciam a região, inclusive com ótimas referencias de seu restaurante, que eu infelizmente não pude experimentar, pois o restaurante não abre às Segundas.

A outra vinícola iríamos decidir na hora. Lendo um guia da região que a Bá ganhou, acabamos decidindo ir para a vinícola Emiliana. Foi uma ótima escolha!

 

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A Emiliana é uma vinícola 100% orgânica, com agricultura biodinâmica, pensamento sustentável e com responsabilidade social. Eles possuem diversos certificados nessas áreas.

É um processo longo para se chegar a isso. São anos sem uso de nenhum agrotóxico e adubo industrializado até que se possa ser considerada uma vinícola orgânica.

Eu achei tudo lá sensacional!

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Fizemos o wine tour pela vinícola onde o nosso guia foi explicando sobre a região, as uvas, o solo, e principalmente os processos que uma vinícola orgânica precisa seguir para conseguir um vinho de qualidade.

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Nessa época as parreiras estão secas, porém em Fevereiro e Março se pode provar todas as uvas durante o tour.

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Eles utilizam adubos naturais como fezes de pássaros e principalmente de Alpacas, que eles criam na propriedade especificamente para isso. Chamam de “oro negro” as fezes delas!

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Eles também possuem um galinheiro móvel que ficam levando as galinhas por toda a propriedade para fazerem seu serviço!!!!

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Também fazem um controle rígido da população de insetos benéficos para a plantação. Quando a população está abaixo do necessário, eles compram os insetos para manterem os níveis adequados desses insetos.

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Possuem ainda uma plantação de algumas ervas e plantas muito semelhantes a essas que utilizamos para fazer chás, que são utilizadas como “adubos” de forma homeopática, que servem para funções iguais as funções medicinais que as utilizamos.

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Depois do tour fomos para a degustação dos vinhos e de queijos.

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Todos os vinhos muito bons! Especialmente o Coyam e o Gê, que é o principal vinho deles.

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Claro que trouxemos alguns vinhos da Emiliana para casa, que estão aguardando o período ideal para serem abertos!

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Alegria das compras!!!!

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Um passeio sensacional!!!

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Oliveiras

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Saindo da Emiliana, fomos para a cidade de Casablanca, que é a principal cidade ali do Vale do Casa Blanca. Existe um restaurante excelente na cidade e que de Segunda Feira, com os restaurantes das vinícolas fechados, sem dúvida é a melhor opção!

 

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O restaurante se chama Macerado. Os pratos são requintados e deliciosos! Um ótimo almoço!!!

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De lá, fomos para a Casa del Bosque, onde já havíamos agendado um tour de bicicleta pela vinícola. Achamos uma opção muito legal de conhecer o local!

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Apesar de não ser acompanhada por ninguém da vinícola, tem que agendar horário.

Como já era um pouco tarde, sem grandes enrolações já nos colocaram na bike e saímos para o passeio.

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Mudas

 

Primeiro subimos até uma estrutura que eles usam para eventos que fica em uma parte mais alta da propriedade, de onde se tem uma linda vista da região.

O lugar estava fechado, mas pelo que vimos pelas portas de vidro parecia muito bonito e elegante do lado de dentro.

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Continuamos então nosso tour e seguimos até uma parte mais afastada da propriedade onde fica um reservatório de água. Lá também é onde eles têm a sua plantação orgânica.

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Ficamos lá um pouco curtindo o lugar e iniciamos nosso caminho de volta.

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Não sei se vai para a panela ou para o chá!

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Então voltamos…

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Mais mudas

 

Quando chegamos na sede, ganhamos uma taça de vinho branco que já estava incluída no passeio.

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Decidimos então fazer a degustação de vinhos lá também. Já estava quase fechando lá, mas ainda deu tempo de provarmos os vinhos.

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Era tudo muito bonito e bem cuidado por lá. O local da degustação era muito bacana.

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Os vinhos realmente muito bons! Gostei de todos!

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Isso, bebe mesmo!

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Mais um pouco…

 

 

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Mais um pouco………

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Vai bebendo………………………….

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Agora bebe mais um pouquinho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

Quando saímos da degustação já estava quase tudo fechado, mas ainda deu tempo de comprarmos mais uma garrafa para trazer para casa.

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Sonhando com o vinho…

 

Realmente a Casas del Bosque merece todos os elogios que escutamos.

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Adios

 

Seguimos então o caminho de volta para Santiago, pois já estávamos bem cansados!

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18/08/2015

 

Nesse dia achamos que ainda conseguiríamos dar uma volta por Santiago, mas acabou que não deu tempo.

Então nos restou arrumar as coisas e ir para o Aeroporto esperar nosso voo.

 

Foi uma viagem muito boa para tão pouco tempo. Acabamos gastando mais que o planejado, pois nosso pobre Realzinho se desvalorizou brutalmente em face ao Peso Chileno, mas mesmo assim valeu muito!

Apesar de ainda terem muitos momentos que nos lembram que estamos em um país de terceiro mundo, o Chile está muito à frente do Brasil. Temos um longo caminho até chegarmos lá, e que só andando para trás como estamos atualmente, vai demorar uma eternidade, isso se chegarmos!

Então o que resta é aproveitar as promoções de passagens para curtir um pouco desse país muito bacana que é o Chile!

 

É isso! Até a próxima!!!!!

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Peru, Bolívia e Chile – Parte 1

Olá amigos!

Passei 25 dias entre Peru, Bolívia e Chile em Maio de 2009.

Após decidir que gostaria de conhecer essa parte da América do Sul, em grande parte por causa das histórias de amigos meus que fizeram, pelo menos uma parte desse passeio, como o Jean e o Léo, e o Eduardo (Malavasy), mas principalmente pelas fotos que vi dos lugares que visitaria, acabei montando um roteiro muito parecido com o que o Eduardo montou. Decidi as cidades que queria conhecer e a logística não me parecia que seria um problema.

No Chile acho que as coisas são mais tranquilas… Qualquer um que despencar lá, mesmo que marinheiro de primeira viagem se vira bem… Já no Peru e principalmente na Bolívia é bom ter informações de qualidade antes de carimbar o passaporte, pois existem grandes chances de uma coisinha ou outra dar errado.
Não é nada de mais também, salvo raras exceções que vemos por aí… Todos foram, curtiram e voltaram… Uns com mais histórias, outros com menos lugares visitados do que poderiam, uns com o budget estourado, outros com uma coisinha ou outra na saúde para se recuperar, mas todos voltam com ótimas fotos, histórias e principalmente lembranças.

Minha viagem estava programada para durar 24 dias, mas acabou que durou 25 por conta de umas pedrinhas que topamos pelo caminho…
Nós passamos pelo Peru, Bolívia e Chile. O roteiro foi:

São Paulo – Lima – Nazca – Cuzco – Arequipa – Puno – Copacabana – La Paz – Iquique – Calama – San Pedro de Atacama – Salar de Uyuni – San Pedro de Atacama – Calama – Santiago – São Paulo

Os trechos de avião (além dos óbvios) foram: Cuzco – Arequipa; La Paz – Iquique; Iquique – Calama; Calama – Santiago.

O trecho Iquique – Calama eu fiz pela Sky Airlines. Tive que fazer tudo por e-mail, pois o site não aceitava pagamento de cartão brasileiro. O preço para estrangeiros não era o mais barato, mas mesmo assim ficou muito mais barato que qualquer outra opção.
Os outros trechos eu peguei uma espécie de passe da América do Sul da Lan. Dava direito a 3 trechos e o preço era praticamente o mesmo que comprar do site chileno. A única obrigação era que os trechos de ida e volta (SP – Lima e Santiago – SP) fossem da Lan. Eu já ia comprar da Lan mesmo, então tranqüilo!

O resto foi de ônibus.

Vou incluir aos poucos os dias da viagem aqui.

Bom, vamos ao que interessa!

16/05/2009 – Dia 1 – São Paulo / Lima

Chegamos em Lima na hora do almoço. Apesar de não ter muita coisa (nada) que queria muito conhecer lá, claro que queria o mais rápido possível deixar as coisas no hostel e correr bater perna na cidade para usar bem as pouco mais de 24 horas que tinha programado para ficar lá. Seguindo alguns conselhos, não fiz reserva em nenhum hostel… Apenas anotei o nome do meu favorito e também de alguns outros só por desencargo de consciência.

Estatisticamente eu não posso ser considerado um cara “sortudo” para essas pequenas coisas do dia a dia… Então claro que essa pousada estava cheia bem nesse final de semana.

Como iria ficar só uma noite lá, achei depois que deveria ter reservado, principalmente para não perder tempo.

Esse lance de não reservar nada antes, para mim é meio furada, principalmente para lugares onde se tem o tempo contado ou não se tem como negociar melhores preços… Não foi o único lugar que me arrependi de não ter feito reserva antes.

Também já logo que chegamos lá, o táxi que era para ser $ 45 (Onde $ é dinheiro local) acabou sendo $ 60, pois um quarteirão antes passamos a avenida onde muda o preço na tabela.

Claro que eu sei que essas coisinhas acontecem com todo mundo todo dia, mas comigo é bem mais que 2 X 1 a proporção como verão a seguir!
Ainda bem que é só nessas coisinhas de nada!

Bom, pousada cheia e já de cara a notícia… Em 2 dias iria ter um “Paro” em Cuzco que deve durar 2 dias… Quão ruim é isso, perguntei… “Se você vai conhecer o Vale Sagrado e Machu Pichu, é bastante ruim”, a menina da agência de turismo que fica dentro do hostel me respondeu…

Aí caiu minha ficha… Eu estava tentando reservar o trem para Machu Pichu no dia que estaria lá e não estava conseguindo… Bem nesse dia não tinha vaga e nem nos próximos. O que aconteceu é que o pessoal que tinha marcado o trem para esses dois dias estava sendo remanejado para os outros dias… Bem os dias que estaria em Cuzco…….

O que rolou então foi que a menina da agência fez o dono da agência ir lá falar com a gente. Ele nos pegou e nos levou até uma pousadinha razoável que tinha mais ou menos perto dali e depois nos levou até a sede de sua agência, em uma galeria de Lima. Ele parecia ser a nossa única esperança de conhecer Machu Pichu nessa viagem. Não queria nem pensar em não conseguir ir até lá…

O cara fez umas 10 ligações até que conseguiu com uma agência de Cuzco uma possibilidade de nos colocar no primeiro trem que sai lá de Cuzco mesmo para Aguas Calientes. Era só uma possibilidade ele disse. Se não desse certo disse que nos devolveria o dinheiro. Bom, não tive dúvida… Fechei lá mesmo e gastei bem mais que gostaria. No final, foi a melhor escolha daquele dia! Quando cheguei lá em Cuzco, vi que não teria nenhuma chance de ir para lá se não fosse por eles! Bom, deu tudo certo e fui para Machu Pichu!!!

A ideia era fazer o tour do Vale Sagrado e não voltar para Cuzco. Sair de Ollantaytambo direto para Aguas Calientes. Dormir lá e subir para Machu Pichu no dia seguinte. Essa é a maneira mais proveitosa e barata de ir até lá. Não foi o que pude fazer…

Por causa dessas mudanças o cara me arrumou um ônibus para Nazca no meio da madrugada, para eu ter tempo de chegar a Nazca, fazer o sobrevoo e no mesmo dia embarcar para Cuzco e chegar na manhã seguinte antes do fechamento das estradas. E assim foi…

Em Lima, o que deu para fazer foi andar pelo bairro de Miraflores, passear um pouco no Shopping de Miraflores e fazer uma espetacular refeição em um restaurante do shopping com vista para o Pacífico. Comi ali o meu primeiro Cevice. Primeiro de muitos… Finalmente meu primeiro momento de alegria extrema na viagem!!!!

 A pousada

  Shopping Miraflores

 Primeiro Pisco da viagem

 Esse acho que não era mais o primeiro………

Peru, Bolívia e Chile – Parte 6

26/05/2009 – Dia 11 – Copacabana / La Paz

Contratamos o passeio para a Ilha do Sol direto como o pessoal do barco, na beira do lago. O Lago Titicaca em Copacabana é realmente mais bonito do que em Puno.

O cara não avisa, mas eu perguntei das cobranças que os “locais” fazem na ilha e o cara que vendeu o ticket falou que iriam me cobrar $ 10 na parte norte e $ 5 na parte sul. Até aí, tudo bem… Já sabia que não teria muito como escapar disso.

O caminho até a ilha é lindo e o lago lá da ilha é mais lindo ainda! Quanta beleza! Vale muito conhecer a ilha e principalmente fazer o trekking da parte norte para o sul, ou vice-versa.

 

Agora esse negócio da cobrança de “pedágios” na ilha, os caras estão abusando… Cheguei pelo lado norte e já se vão 10 bolivianos, mas pelo menos lá tem as ruínas… É assim que eles justificam a cobrança. Aí você sai andando para o lado sul e tem um cara e uma mulher te cobrando. É no meio do nada essa cobrança. E a “coitadinha” da tribo que estava nos cobrando teve que interromper a conversa para bater um papo no celular… Lá eles chamaram aquela parte de “Caminho Eterno dos Incas” ou algo do gênero. Bom, lá se foram mais 5 bolivianos.

Eu achei que esse já era o último… Andamos um pouco e tinha uma casinha com uns 4 caras que conferiam se tínhamos pago esses 5 para a mulher do celular.
Uns 100 metros depois já tem outro orelha seca cobrando mais 5 para você entrar na parte sul… Aí eu perdi controle…

Tirei todos os tickets que estavam no meu bolso, mostrei para ele e saí andando… Ele veio atrás e tentou entrar na minha frente para me parar. Aí me curvei para ficar da altura daquele toco de amarrar jegue, engrossei a voz, e disse bem claro para ele que não ia pagar, indo em direção a ele… Pela cara dele, não tinham muitas pessoas que fizeram isso antes!!!

Bom, ele saiu rapidinho da minha frente e disse que todos estavam pagando, que a tribo dele era outra e que lá na frente me cobrariam por isso.
Eu disse que então pagaria para as pessoas lá na frente e fui embora. Minha namorada e a Gracila vieram rapidinho atrás de mim.

Lá na frente ninguém me cobrou nada e ficou por isso mesmo. O único problema é que o barco na volta pára em um lugar que não sei bem o que é, onde o pessoal pode descer para tirar umas fotos. Acho que é tipo um museuzinho ou uma ruína… Não sei bem, pois não quis descer. Mas a Gracila desceu e não pôde entrar, pois precisava do recibinho desse último infeliz. Ainda bem que no lugar não tinha nada de interessante. A galera desceu e em 3 minutos já estavam de volta.

Eu sei que 5 bolivianos não é nada, mas o abuso dessa galera que incomoda. Não tem um banheiro, nem nada. Eles simplesmente se acham no direito de cobrar dos turistas para andar sem oferecer nada. Como é pouquíssimo dinheiro, principalmente para europeus e norte americanos, a galera vai pagando.
Então eles juntam um pessoal, fazem um recibo (todos tinham), e vão cobrando da galera.

Nessa altura, ainda nas minhas primeiras 24 horas de Bolívia, meu amor por eles já era incrível!!!!! Hahaha!!!!

Na volta compramos os tickets de ônibus para La Paz, fizemos umas compras e embarcamos rumo a La Paz.

 

La Paz

Chegamos tarde da noite em La Paz… O caminho até lá é chato… Tem até uma travessia de balsa que não pode ir dentro do ônibus… Tem que descer e pagar (claro) um barquinho para te atravessar… Aí tem que andar por umas ruas escuras e passando na frente de uns bares desses de bebuns até encontrar o ônibus do outro lado.

Quando chegamos, pegamos um taxista que foi bem tranqüilo, pois tinha um pouco de receio disso lá naquele horário. Ele nos levou até um hotel na Calle Sagarnaga e ficamos lá mesmo. Era um hotel mesmo… Ficava parede com parede com uma das companhias dessas mais famosas que fazia o Downhill… Acho que a Xtream. Tinha uma agência de turismo dentro do hotel.

27/05/2009 – Dia 12 – La Paz

Fomos cedo à agência e descobrimos que os passeios para o Chacaltaya estavam lotados… Fomos a outra agência na mesma rua e também estava lotado…

E eu indo na do pessoal de não reservar nada!!!!! ::quilpish::

Eu teria que ir ao Chacaltaya nesse dia, pois no outro eu faria o Downhill. Então acabamos conseguindo fechar com uma das agências um tour privado para o Chacaltaya… Nossa, ficou muito mais caro que o normal… Mas pelo menos poderia conhecer o famoso Chacaltaya!

Após alguns telefonemas, uma briga entre as mulheres das agências que tentavam nos convencer a fazer o tour privado com uma e não a outra e alguma demora, chega o taxista que faria o tour com a gente.

O cara andava a 15 por hora com o taxi… Chegamos lá e não tinha ninguém… Sei lá onde foram parar todos esses tours que estavam lotados… Bom, pela demora do cara , já deviam estar em casa de volta…

Realmente lindo o lugar. Uma vista incrível e paisagens de tirar o fôlego.

Depois fomos para o Vale da Lua. Nada a ver com o Vale da Lua do Atacama… Eu curti o lugar… Realmente incrível as formas e contornos do lugar! O único mal era que já existem casas praticamente dentro desse lugar… Os caras não estão nem aí, vão construindo e ninguém faz nada… Igual aqui!!!!

 

Na volta o motorista passa por uns bairros mais nobres de La Paz, que realmente eram bonitos, mas nada de mais.

Chegando no hotel, nos despedindo do taxista e tal, agradecendo muito pelo passeio com ele e todas essas coisas, ele já lança… “Então, agora vocês tem que me pagar $ 100,00” Que???????????? Como assim??????

“É que já passou da hora do almoço e o que estava pago era só até as 12 horas…”

Eu já fiquei puto, comecei a pegar minhas coisas e falei com pouquíssima educação que não iria pagar nada, pois isso não era o que tinha combinado com a agência… Não tinha nada de horário e se ele queria mais que fosse cobrar da agência.

Ele disse que não, que eu tinha que pagar, que não era assim………

Quando ele viu que eu não ia pagar mesmo ele disse então que pelo menos pagasse o almoço dele… Só que aí, já era tarde meu amigo… Se tivesse falado isso antes, na boa, certamente eu teria pago… Só que quis dar de espertão, se fode!

Para vocês terem uma idéia, no meio do passeio, o cara vê um lugar onde os caras lavam o carro da galera (uma espécie de lava-rápido, mas no meio da rua e com uma mangueira e bucha só) e me pára lá com a gente dentro do carro sem falar nada… Olha para a gente e manda… “Vou lavar o carro”. Desce, fala com os caras e os caras começam a lavar o carro com a gente dentro no meio do passeio…

Não podia acreditar naquilo… Depois que eu percebi… Ele estava enrolando para poder lançar essa da hora do almoço… Que desgraçado…
Depois também parou para calibrar os pneus na maior calma do mundo e quando paramos para comprar água, ficou um tempo lá conversando com os caras…

Bom, ficou sem nem gorjeta.

De noite fizemos compra nas lojinhas que eram bem pertinho do hotel… Um monte delas! É aquele Mercado das Bruxas. Mas na verdade é na rua mesmo, então não é bem um mercado!

 

28/05/2009 – Dia 13 – La Paz

Esse era o dia do tão esperado Downhill pela “Estrada mais perigosa do mundo”, a Ruta de la Muerte!

Era a estrada antiga que ligava La Paz a Coroico e pelo número de cruzes na beira da estrada, foi a última estrada de muita gente.

A Débora não fez esse passeio e foi com a Gracila ver as ruínas perto de La Paz. Ela gostou do passeio.

 

Eu fechei com uma agência qualquer na rua do hotel mesmo o passeio… Percebi que era tudo muito parecido. Os preços também. Eram 3 tipos de bicicleta. Eu peguei a intermediária. Chegando lá, adivinha se me deram a que escolhi… Claro que não! Eles levaram a básica…
Falei um monte para a mulher que estava lá… Eles tinham uma bike reserva que era a mais completa… Ela então falou para eu trocar por aquela para não ir reclamar na agência quando voltasse. Topei e beleza…

A companhia que fiz o Down Hill foi a Chacaltaya Tour.

Estava um frio de rachar esse dia… Para se ter uma ideia, tinha uma Inglesa que não aguentou de frio na parte de asfalto ainda e pediu para ir na van… A inglesa não aguentou!!!!!

Vários trechos do asfalto estavam congelados…

O cara que era o guia não estava nem aí para o pessoal… Ele não falou nada… Pegou a bike e se jogou naquela estrada a milhão… Um Israelense que estava conosco foi na cola dele… Eu não me arrisquei… Não andava de bicicleta havia algum tempo e preferi dosar a velocidade em alguns trechos piores.

A mulher vinha com a van atrás… A mulher era uma anta… Não conseguiu tirar quase nenhuma foto descente dessas que eles gravam no CD e nos dão e não conseguia passar uma informação correta da região quando estávamos no carro… Inacreditável… O legal dela é que ela era a cara daquela Marlene Matos do Pânico na TV!!!!!!! Irado!!!
Ainda bem que eu levei uma máquina e consegui tirar duas ou três fotos no caminho…

O Downhill foi insano! Ir para La Paz e não fazer o Downhill é fora de cogitação… Façam!!!! O visual da selva, dos abismos, das curvas é impressionante. E a adrenalina é 100% do tempo! Extraordinário!

Não pretendo voltar para a Bolívia e especialmente para La Paz, mas se um dia voltar, não vou pensar nem meia vez antes de fazer novamente o Downhill.

 

 

 

Foto abaixo da internet… Nesse lugar quando passei estava com muita neblina!

 

29/05/2009 – Dia 14 – La Paz / Iquique / Calama / San Pedro de Atacama

Saímos logo pela manhã em direção ao aeroporto. Foi nossa despedida da Gracila, que ficaria mais uns dias por lá, antes de retornar ao Brasil.

Nesse dia eu voei de La Paz para Iquique… Sacaram???????????????? Sacaram????????? Não? Deixa eu tentar explicar melhor…

Eu saí disso……..

Para isso…….

Ok, não ficou claro… Então vamos lá de novo:

Saí disso…

E cheguei nisso!!!!!!!

Iquique

Quando chegamos em Iquique… Nossa, que alegria! Mal lembrava de como se parecia a civilização!

Deixamos nossa bagagem no aeroporto com a uma moça da Sky Airlines e pegamos um taxi até a cidade para passar o dia. Acidade é bem longe do aeroporto, então o taxi sai caro, mas não encontramos muitas opções ali…

A cidade é linda! Andamos pela praia, fomos até o famoso shopping Zofri, onde almoçamos (a Dé se esbaldava com sucos e salada, opções impensáveis na Bolívia), e depois caminhamos muito pela orla da cidade. Um espetáculo! No final da tarde voltamos para o aeroporto e rumamos para Calama.

 

Calama / San Pedro de Atacama

Em Calama, encontramos o pessoal do transfer Lincancabur e fomos para San Pedro. O nome da pousada que tinha anotado pelos relatos do Mochileiros, o cara nem conhecia, então falei a segunda opção: Hostal El Monte.

Pontos fracos do Hostel: Muito longe do centrinho. Tinha hora que dava uma preguiça de ir para lá, principalmente depois de alguns passeios mais cansativos…

Pontos fortes: Bem limpo; Os donos são muito gente fina e preparam o café da manhã e deixam em um saquinho para quem sai muito cedo. De todos os dias que estive lá, só um o passeio começava em um horário que dava para tomar café na pousada. Todos os outros começavam muito cedo e sorte que tínhamos essa regalia! Tem Wi Fi de graça. O preço é justo.

Peru, Bolívia e Chile – Parte 7

30/05/2009 – Dia 15 – San Pedro de Atacama

Nessa manhã fomos fechar os passeios, inclusive o do Salar, e caminhar pela cidade.

Os passeios em San Pedro fechamos com a Maxim. Fechamos os seguintes passeios:

1 – Salar do Atacama, Vale da Lua e Vale da Morte (½ dia)
2 – Geysers El Tatio (½ dia)
3 – Ojos Del Salar e Lagunas Cejar (½ dia)
4 – Salar de Tara (1 dia)
5 – Vulcão Lascar (1 dia)
6 – Termas de Puritana (½ dia)

Como fizemos todos esses passeios, conseguimos um desconto muito bom! Tem que chorar até não agüentar mais nesses casos! Eles abaixam bem os preços.

Também fechamos o passeio do Salar de Uyuni, pela Cordillera Tour. Esse ficou US$ 150, retornando para San Pedro.

 

No Restaurante do dia a dia! (Olha o Brutus alí!!!)

 

San Pedro

 

Fomos então nessa tarde para o primeiro passeio.

Estava ventando muito esse dia, o que prejudicou um pouco… No vale da morte, por exemplo, nem descemos da Van. Nesse dia já conhecemos o guia Victor. Ele acha um barato ser citado no site Mochileiros!

Lá no Vale da Morte, um guia desceu com a turma dele no meio daquele vendaval e passou pelo Victor e disse: Você tem que fazer tour em Santiago!!!! Hahahaha!

Só vi o pessoal dele sendo arrastado pelo vento… Foi engraçado! 🙂

Depois o Vale da Lua e o pôr-do-sol. No fundo o passeio é legal, mas nada de mais se comparado com os que ainda estavam por vir, então, quando forem fazer, façam esse primeiro, pois os outros são bem mais legais!

 

Salar do Atacama

Vale da Morte

 

Vale da Lua

 

De noite, passear pela cidade e comer bem! Foram assim todas as noites!

Jantei a maioria dos dias no restaurante Adobe, se não me engano. Tinha lareira na parte de dentro, na entrada, e lá na parte de trás, que é aberta. Sempre pedia uma das opções de “prato do dia” do cardápio, que eram bem em conta, fartas e muito gostosas. O atendente era o Brutus (Sim, aquele do Popeye!!!) 🙂

 

31/05/2009 – Dia 16 – San Pedro de Atacama

Fomos ao El Tatio nessa manhã. Frio de -8° e o humor da Débora proporcionalmente negativo!

Nesse dia conhecemos o Evandro (o do relato com link lá em cima!). Ele nos acompanhou por alguns passeios no Atacama e fez o Salar de Uyuni com a gente. Ótima companhia! Gente finíssima!

Tomamos um bom café da manhã quando chegamos lá e aguardamos o nascer do sol para curtimos o espetáculo.

Nesse dia não vimos água jorrando a 2 metros de altura, mas vimos que esse lugar é lindo e vale muito a pena a visita. O fenômeno é muito interessante e o lugar todo fica especial.

 

Não tive coragem de entrar nas águas onde o pessoal se banhava… Que frio!!!!

 

Na volta paramos em um povoado que só vale mesmo para usar o banheiro (Ainda com os efeitos da Bolívia).

 

De tarde embarcamos no passeio que mudou meu conceito a respeito de lugares bonitos. Agora para eu achar que um lugar é bonito, esse lugar tem que se esforçar muito!

Os lugares que visitamos nesse passeio são: Lagunas Cejar e de Piedra, Ojos del Salar e Laguna Tebinquiche.

Em nossa primeira parada, podemos entrar em uma lagoa que de tanto sal, não nos deixa afundar… Poucos corajosos se aventuraram… A água estava congelando! Nesse eu decidi tentar, mas não rolou… Uma pena.
Quando a água seca, fica muito sal grudado no nosso corpo!

 

Depois os Ojos Del Salar. Lá também podia entrar, mas não vi ninguém que se arriscou. Ali a água é doce.
Até uma Alpaca consegue tirar fotos iradas naquele lugar!

 

E por fim o pôr-do-sol na Tebinquiche. Incomparável. Nunca vi nada igual… Nem parecido… Foi um momento para se refletir sobre a vida…

 

Havia poucos Flamingos, mas ajudaram a embelezar mais ainda o lugar… Pena que não tinha um botão de “pause” para aqueles momentos…

 

Ali o chão é só de sal… Uns torrões!

 

Em determinado momento, tinha um idiota caminhando pela lagoa, fazendo ondas e estragando o visual e as fotos… Dessa vez não aguentei e fui falar com o cara.
Bom, ele parou e foi para o outro lado…

Ah, vai se catar!
Quer ficar passeando com o pezinho dentro da água, enche uma piscina regan em casa e molha o pé lá……..
Tem um pessoal muito tosco…