Nova Zelândia – 9/11

19/03/2015

 

Acordamos cedo e estava um frio insano… Foi bem difícil criar coragem para ir até o banheiro naquele frio!

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Bom, tudo pronto, caímos na estrada em direção a Milford Sound.

A principal atração de Milford Sound são seus Fiordes, mas a viagem até lá faz como que o passeio seja realmente especial. Tem uns tours que saem de Queenstown bem cedo e fazem um bate e volta em Milford Sound. Eu jamais faria isso. Não que Milford Sound não seja muito legal por si só, porque é, mas a viagem e o que se encontra no caminho fazem toda a diferença!

Bom, então fomos curtindo a viagem até lá…

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Te Anau era um local que tínhamos uma parada já programada. Iriamos almoçar por lá e conhecer a cidade que fica na beira de um lindo lago.

O primeiro lugar que fomos era um local de conservação de aves locais por onde se podia passar e ver algumas aves que eles mantinham. Não era um lugar fechado, como um zoo… Era uma área aberta com alguns lugares onde eles cuidavam das aves.

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Depois fomos até o centrinho comer. Acabamos pegando umas empanadas e comendo em umas mesas no meio de uma praça bem grande.

Mesmo depois de alguns dias por lá, essa sensação de liberdade e facilidade de em todo lugar encontrar locais públicos, seguros e limpos para que todos possam desfrutar é surreal.

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Te Anau é a última cidade com alguma estrutura antes de Milford Sound. Lá se tem que encher o tanque do carro, pois não existem postos de gasolina dali para frente. Saindo de lá já se entra em uma área de reserva federal e a estrutura é bem limitada.

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Aqui uma parada…

 

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Aqui outra parada…

 

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Mais uma parada…

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Aí paramos quase sem querer nesse lugar que eu vi meio de relance e acabei voltando para dar uma olhada melhor… Que lugar espetacular!!!!!

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Bom, mais uma paradinha para curtir o lugar

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Esse túnel é uma parte curiosa do passeio. Tem um farol pois é só uma faixa. Tem que esperar o pessoal de um lado passar para o outro lado sair.

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E por dentro ele é direto na rocha!

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Então paramos em um lugar e por sorte encontramos esse lindo casal de Kea.

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Os bonitinhos ficaram com a gente lá um tempão. Claro que queriam comida, e apesar do pessoal de lá insistir bastante para não alimentarmos os animais silvestres, acho que o pessoal não resiste a essas belezuras!

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Muito legal!

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Depois disso finalmente chegamos em nosso camping. Fizemos o check in e fomos dar uma volta no “centro” de Milford Sound.

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Ainda não tinha entendido muito bem qual era o esquema por ali…

Lá não tem absolutamente nada!!! Tem esse camping que ficamos, um hotel, a estrutura do porto de onde saem os barcos de passeio, um aeroporto para monomotores que fazem o passeio pelos Fiordes, e o alojamento que as pessoas que trabalham lá ficam…

Não existem casas, bairro, ou outras ruas… Lá é o fim da linha!

A internet é via satélite e caríssima para usar. A galera que trabalha lá fica semanas sem ir para uma cidade… Não tem mercado, não tem lojas, não tem restaurantes ou lanchonetes, não tem nada!!! O pessoal fica bem isolado!!!

 

Bom, compreendido isso, demos uma andada por lá e voltamos para nosso camping.

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Como não tem nada por lá, o nosso camping é um dos lugares onde a galera vai para descontrair… Tem um bar, uma sala de leitura grande onde a galera se reúne… É um ambiente bem legal!!!

 

Pedimos um vinho e um negócio para comer e ficamos lá de bobeira um pouco curtindo o movimento.

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Só faltou o Rock N’ Roll do Café Piu Piu aqui da Rua 13 de Maio… Quase lá!!!! 😉

 

Fomos então dormir, parando no caminho para apreciar aquele céu indescritível…. Absolutamente perfeito!

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Peru, Bolívia e Chile – Parte 9 – Final

05/06/2009 – Dia 21 – San Pedro de Atacama

 

Nesse dia embarcamos para tour pelo Salar de Tara. Foi bem legal o passeio! Paramos em uma laguna congelada que o Victor disse que moram uns 5.000 flamingos no verão. Nesse dia já não tinha nenhum…

 

As outras paradas também foram em lugares bem bonitos…

 

No destino final tivemos um almoço dos mais fartos que tivemos em todos os passeios! E eu estava morrendo de fome. Comi muito!!! E ainda sobrou comida no final!

 

Lugar lindo, com aves muito belas e um último flamingo esquecido… Não sei o que aconteceu com ele… Se é muito novo e não se ligou que tinha que ir atrás dos outros… Se esse era muito esperto e percebeu que sozinho tinha mais comida para ele… Sei lá… Eu sei que o bicho estava lá sozinho… Sorte nossa!

Aí foi só voltar para o hostel bem feliz!!!!

 

06/06/2009 – Dia 22 – San Pedro de Atacama

Levantamos ridiculamente cedo para sair para o incerto hiking no Vulcão Lascar.

No dia anterior tivemos uma conversa com o guia… Cara bem gente boa! Não me lembro o nome dele agora, mas ele era famoso por lá… Nesse dia mesmo ele estava mostrando uma reportagem com ele sobre esses esportes…
Ele falou sobre algumas coisas e disse que sem duvida conseguiríamos chegar até a cratera do vulcão… Explicou alguns procedimentos, nos orientou em relação ao que levar e o que comer na noite anterior… Como seriam nossos passos durante a subida… A velocidade, as paradas… Foi bem detalhista. A Dé estava um pouco mais apreensiva, mas acho que depois da conversa deve ter relaxado um pouco, pois o cara manjava muito e passou uma confiança muito grande para nós.

Fomos nós naquele frio insano que é impossível se acostumar, mesmo depois de 20 dias seguidos de frio bravo…

Junto no carro estava uma européia e um venezuelano que morava na Espanha… Muito engraçado o cara!!! Ele tinha morado com um brasileiro e ficou o tempo inteiro falando palavrões em português com aquele sotaque!!!!! Ele falava muita besteira! Demos muita risada com ele!

Chegamos no ponto de partida ainda antes de amanhecer. O guia nos preparou um café e começamos a nos aprontar.
A cratera do Vulcão Lascar fica a 5.600 metros acima do nível do mar. O carro, segundo o guia, pára por volta dos 4.500.

 

Então começa a subida……..

 

É bruto o negócio… Passo pra cá, passo pra lá e a cratera ainda lá longe… É muito íngreme e respirar ali não é fácil…

 

Três horas e meia depois, antes até do previsto, chegamos até a cratera do vulcão!!! Conseguimos!!!!!!!!!!

Estava exausto, mas extremamente feliz! Subir até a cratera de um vulcão ativo a 5.600 m.a.n.m. não é pouca coisa…

 

O cheiro de enxofre é forte ali…

 

Poucos minutos depois que chegamos já iniciamos a descida. Assim que eu comecei a descer minha cabeça começou a doer muito… E assim foi aumentando até eu chegar no carro… Demorei uns 40 minutos para descer… Quando cheguei lá já estava doendo de um jeito que eu nem sabia que era possível doer…

A Dé acha um moletom meu que estava em baixo dela e me mostra… Eu peguei aquele moletom e enrolei na cabeça na esperança de ajudar em alguma coisa… Já não estava nem raciocinando mais essa hora!

Fora o guia, a Dé foi a única que não sentiu nenhum efeito da altitude… A gringa se queixou um pouco e o venezuelano passou muito mal!

Uma hora que paramos um pouco na volta o cara me some… Olhamos para um lado, para o outro… Nada… Aí vemos ele se levantando de trás do carro após botar absolutamente tudo que tinha no estômago pra fora! Coitado… Estava pior que eu!

Voltei acabado, mas certo de que fiz uma escolha muito acertada de subir lá. Que experiência!

 

 

07/06/2009 – Dia 23 – San Pedro de Atacama / Calama

Esse era o nosso último dia de San Pedro e o transfer viria nos pegar no início da tarde. Ainda tínhamos um último passeio, só para relaxar, nas Termas de Puritana.

Só que as coisas começariam a se complicar nesse dia… 😦

A Débora acordou com um mal estar que não conseguia explicar o que era… Já havia acordado de madrugada por causa disso, mas conseguiu voltar a dormir.

Como não estava bem e não tinha dormido bem, disse então que preferia ficar no quarto para dormir mais um pouquinho e se recuperar… Ela disse que estava bem e que eu deveria ir no passeio. Bom, como estava tudo aparentemente bem, o passeio só durava meio dia e qualquer coisa tinha os donos da pousada que poderiam ajudá-la se fosse o caso, acabei indo sozinho ao passeio.

Só íamos eu e ela. Como ela não foi, fui sozinho com o motorista… Ótimo, assim não precisava ficar lá até a hora do fim do passeio.

O lugar é legal… Inusitado… Aquele monte de água em um lugar absolutamente seco.

É um rio de águas quentes onde existem pequenas piscinas que são extremamente relaxantes… Depois de 22 dias de viagem e um vulcão no dia anterior, era tudo que alguém poderia querer!

 

Fiquei lá umas 2 horinhas e já falei com o cara para irmos embora…

 

Quando cheguei a Débora já havia levantado e tomado seu banho. Estava tudo bem aparentemente…

Bom, tomei meu banho, comemos um monte de coisas que ainda tínhamos e ficamos brincando com os gatinhos da pousada até que o transfer viesse nos pegar.

 

O transfer chegou, colocamos nossas malas, entramos e imediatamente começou um pesadelo para a Débora…

Ela começa a se contorcer de dor… Não tínhamos nem começado a andar direito… E ela gemendo alto de dor no carro… Virava para cá, virava para lá… Sentava, deitava… Dobrava, ficava reta… E a dor não passava.

Eu já imaginava o que era, mas não tinha como ter certeza. Eu só queria saber de chegar o mais rápido possível em Calama.

O pessoal do transfer todo olhando e não tinha muito o que fazer… Uma hora ela estava gritando de dor e os caras pararam para ela descer… Bom, não adiantou muito… Voltamos e falei para ele ir o mais rápido que pudesse.

A mulher do transfer nos emprestou o telefone para ligarmos para o seguro saúde que tínhamos contratado… O pessoal do seguro nos indicou um hospital em Calama.

O transfer deixou primeiro o pessoal no aeroporto e nos deixou na porta do hospital… Entrei no hospital carregando mochilas grandes, mochilas pequenas, câmeras, namorada… Parecia que tinha 6 braços…

Fizemos a ficha e esperamos… Era um Domingo no final da tarde… Não tinha muitos médicos e começou a demorar um pouco o atendimento… Eu fui pedir para apreçar o negócio, mas não adiantou muito… Aí uma mulher que viu ela se contorcendo de dor foi lá e também falou para atender a Dé primeiro… Aí então eles foram lá e pegaram ela… Foi um alívio…

Agradeci a mulher, deixei as coisas atrás de um balcão e fui lá com ela… Nossa, ela estava mal! Gemia sem parar! Tinha uma mãe com a filha nessa mesma sala de pré atendimento… A menininha ficou olhando com uma cara de assustada… Perguntou para a mãe o que ela tinha… “Estás enferma!” Hahaha!

Foi examinada e colheram sangue para analises. O medico era bom… Deu toda atenção para ela… Depois teve troca de turno… Explicamos para o outro medico de novo as coisas, ele recebeu os exames e concluiu o que eu imaginava… Era pedra no rim!

No final das contas, foi um alívio para mim… Temia que poderia ser algo pior…

Bom, mandaram um monte de remédio para a veia dela, principalmente para controlar a dor, e receitou mais uns para comprarmos na farmácia para ela aguentar até chegarmos no Brasil.

Quando ela estava quase para ser liberada, ela ainda estava com dor e pediu mais remédio… Bom, o cara então deu!!!!

Ela ficou grogue!!!!! Lesadinha!!!!!! Haha!
Foi de cadeira de rodas até a recepção do hospital e não conseguiu levantar da cadeira… O médico se despediu, mandou o tradicional “soerte” e esperou ela sair da cadeira para voltar para dentro… E quem disse que ela levantava!!!!!! Hahahaha!
Não sabia nem onde estava!!!!

Demorou, mas tirei-a da cadeira de rodas e coloquei-a na recepção do hospital.

Nisso tudo já se passaram umas 6 horas… Já era madrugada, nosso vôo já tinha pousado em Santiago há tempos e eu não tinha a menor ideia do que iria fazer…

Saí então pela avenida deserta no meio da madrugada em busca de um taxi… Andei um pouco e achei um terminal rodoviário que tinha só um taxi parado na frente. Não tinha escolha… Fui lá falar com o cara… Era um cara meio estranho, mas estava valendo… O taxi dele era todinho revestido por dentro com uma espécie de carpete peludo, tinha luz negra e um mini globo giratório de vidro dentro…

Foi treta, mas não tinha escolha. Arrastei namorada e bagagem para dentro e pedi que me levasse para qualquer lugar que tivesse um quarto para passar a noite…

Deveria ter pensado em algo mais criativo para falar………

Ele me leva em uma pousada bem zuada perto do centro da cidade… Bom, sem escolhas, lá vamos nós.

Nesse momento passei a me sentir em um filme desses classe C que passam na Band na madrugada…
Desci de um taxi daquele e entrei na pousada arrastando a Débora e nossas coisas… O cara da pousada não era nada menos estranho que o cara do taxi… Acomodei a Dé em uma única cadeira que tinha na recepção e fui falar com ele… Parecia aquelas cenas do cafetão com uma mina drogada parando naqueles motéis de beira de estrada na Route 66.

Peguei um quarto e lá fomos nós… Claro que era no andar de cima!!! Lá fui eu e minha “bagagem” completa pela escada!

Nem sei que horas já era isso… Enfim dormimos…

 

 

08/06/2009 – Dia 24 – Calama

De dia a pousada nem pareceu tão macabra assim, mas longe de ser um primor também! Passei um frio desgraçado nessa noite… Não foi brincadeira!

Fomos então à farmácia comprar os remédios para ela e depois para o aeroporto tentar embarcar no próximo vôo para Santiago. Ainda tínhamos esperança de pegar nosso vôo para SP nesse dia.

No aeroporto descobrimos que não havia mais vôos para Santiago naquele dia e não seria possível remarcar a passagem por lá. Teríamos que ir até a loja da Lan no centro de Calama e ver se conseguiríamos marcar nossas passagens para o dia seguinte.

O pior é que como não iria ter mais vôos lá até de noite, o aeroporto ficou vazio em questão de minutos… Não tinha mais ninguém! Encontramos então uma menina que trabalhava lá e ela tinha o numero de um taxista que chamou para ir nos tirar de lá!!!!

Nesse dia arrumamos uma pousada melhor para ficar, remarcamos nossas passagens na Lan e fomos conhecer a cidade. Lá não tem nada para fazer, apesar de ser uma cidade arrumadinha, com algumas opções para comer e fazer compras.

 

09/06/2009 – Dia 25 – Calama / Santiago / São Paulo

Estávamos tranqüilos em relação a dor da Débora, pois o remédio era muito forte e estava fazendo o efeito esperado. Ela ficava tranqüila enquanto sob efeito do remédio… Não precisava nem ajustar o despertador para lembrar a hora de tomar… Chegava na hora do remédio e ela já começava a sentir a dor voltando… Batia certinho com a hora de tomar outro comprimido!

Infelizmente não pude ficar um dia em Santiago como havia planejado… Já estive lá, mas existem alguns lugares que não conheci e gostaria de conhecer. Bom, vai ficar para a próxima.

Nesse dia pouco fizemos… Foram só aeroportos, morfina em comprimido e chegar em casa de noite, completamente esgotados, desidratados, com a saúde abalada e certos de que foi uma das viagens mais especiais que fizemos!

Precisava de umas férias quando cheguei…

The End!

PS.: A Débora tinha 3 pedras em seu rim. Uma foi expelida e outras duas ainda estão lá com ela até hoje… Enquanto não se mexem, vão ficar por lá mesmo!!!