Lima’s Job

Esse é um post um pouco diferente…
Fui a Lima em uma viagem de trabalho que se transformou em um mergulho na espetacular culinária daquela cidade.
Foi uma viagem muito boa! A bagagem profissional que se ganha estando perto dos líderes da empresa é enorme. A oportunidade de conhecer e aprender sobre todos os aspectos que foram abordados foi muito bem aproveitada!
Agora, as refeições… Muy rico!!!!!! E é por isso que estamos aqui. Esse post será sobre o tour gastronómico que fiz por lá nessa semana.
Eu já sou fã da culinária de lá faz tempo. Na minha primeira viagem para lá experimentei tudo que consegui, e gostei de praticamente tudo. E se me perguntam qual o melhor prato que já provei em minhas viagens, respondo sem pensar, o Ceviche!
Claro que não conheço nem 1/10 do mundo e consequentemente não experimentei muitas coisa ainda, mas por enquanto, o Ceviche vai levando na minha preferência!!!
Bom, dessa vez o esquema foi outro! Comer só do bom e do melhor nunca tinha feito tanto sentido na minha vida!
Agora vamos ao que interessa, porque como dizia minha avó, saco vazio não para em pé!

02/12/2013

Na Segunda Feira assim que chegamos fomos em um restaurante de comida peruana em Miraflores mesmo, perto de nosso hotel. Eu ainda com barba por fazer e camiseta amassada havia acabado de conhecer pessoalmente grande parte do pessoal da empresa que não fica em São Paulo. Talvez a primeira impressão deles sobre mim não tenha sido a melhor! 😉
No restaurante, que agora não me lembro o nome, já logo pediram o primeiro Pisco Sour da viagem. Primeiro de muitos daquela semana. Mesmo ainda um pouco tímido, eu também pedi algo regional, uma Inka Kola, já que estávamos no clima de bebidas locais, o que causou um certo impacto no pessoal da mesa! Todos quiseram provar e o comentário geral foi: “bubblegum soda!”
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Pedimos um Ceviche de entrada e dividimos entre o pessoal. Não era o melhor do mundo, mas estava muito bom… Pena que foi pouco!!! Meu prato lá foi um Peixe Espada com Lula. Não me lembrava se já tinha provado peixe espada. Ele é bem saboroso, mas gorduroso.
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A Luci, minha chefe, pediu um Atum selado.
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Esse almoço ainda estava fora da agenda da empresa. A partir disso, todas as refeições foram previamente agendadas pelo pessoal da empresa. E muito bem escolhidos os lugares!!!
Depois tiramos o dia para passear pelos arredores do hotel..
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Nessa noite fomos no Central Restaurante. Em 2014 esse restaurante foi eleito o melhor restaurante da América Latina.
Foi recomendado por muitos peruanos que conversamos. Estava na lista de quase todos quando eu perguntava os restaurantes prediletos deles. Lá provamos esse pão feito da folha de coca.
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Foram servidos uns 5 ou 6 pratos diferentes desde a entrada até a sobremesa.
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Destaque da noite: A sobremesa de frutas, sorvete, suspiro e caldas!
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Nesse dia já tive certeza que recuperaria boa parte dos meus quilos perdidos recentemente…

03/12/2013

Na Terça o almoço foi em um restaurante que já havia saído do Brasil com recomendação dele. O Rosa Náutica. Um restaurante “dentro” do mar, muito bonito e com uma vista bem legal.
Nesse dia tivemos “apenas” a entrada, prato principal e sobremesa.
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O destaque para mim foi a entrada, o Tiradito de Pescado que estava excelente!
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Essa sobremesa apesar de muito bonita não era das mais gostosas. O recheio da torta é a base de uma fruta deles que não foi muito apreciada pelo paladar dos que a escolheram.
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Depois saímos para visitar alguns empreendimentos.
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De noite fomos ao restaurante mais sofisticado da viagem, IK.
O restaurante é novo e ficou entre os top 5 do mundo entre os melhores restaurantes novos do ano.
Tem uma história interessante o restaurante. Hoje ele é gerenciado pelo irmão do chef que o idealizou, que acabou morrendo em um acidente de carro. Após sua morte esse irmão que levou a ideia a diante e fez tudo acontecer.
O próprio dono vai passando pelas mesas explicando o conceito do restaurante, a decoração que inclui feixes de luz sobre as mesas com sombras de itens utilizados em sua cozinha, como peixes e verduras estilizadas. As paredes são todas com plantas de folhas verdes dentro de caixas de transporte de verduras.
Tudo nesse restaurante é bem planejado, bem feito e claro, delicioso!
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Entrada, que eu escolhi o Ceviche na folha de bananeira. Ele veio servido quente.
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Muito caprichosos!!!! Muito mesmo! Até um rio no prato com os frutos do mar ao lado rolou! Reparem nessa sequencia abaixo:

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O prato principal que eu escolhi foi o peixe, e o prato parecia mais uma obra de arte…
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E a sobremesa, que foi um espetáculo de criatividade!
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Jantar sensacional!!!!!!!!
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04/12/2013

Nosso almoço nesse dia foi em uma churrascaria. Não sei se churrasco é a especialidade deles, mas essa churrascaria era muito boa! Diversos tipos de entradas diferentes, uma carne boa e bem feita, e o tradicional carrinho de sobremesa!
Eu acabei pedindo uma parrillada para uma pessoa, que dava para uns 3 brincando… Já sabendo que o tão apreciado “suor de carne” estava por vir, já iniciei os serviços!
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Foi bem gostoso, não era a melhor carne que já comi, mas muito bom! Só não gostei do que pelo entendi era coração de boi. Tinha gosto……… Do campo! Mas depois comi coração de boi em outro restaurante que estava muito bom… Sei lá… Vai ver que era outra coisa… Tinha um monte de coisa ali no meio!!! Ou só o jeito de preparar.
Depois saímos para um tour pela cidade
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Ganhamos um “regalo” de um dos parceiros do Peru… Muito Obrigado!!!    😉
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Na janta, fomos no que foi meu jantar preferido. O La Mar. A experiência toda foi muito bacana.
Já chegamos lá e tinha um avental para cada um com as logomarcas do La Mar e da minha empresa. Todos já vestiram o avental e se sentaram em uma das 3 longas mesas. O ex primeiro ministro do Peru foi convidado para dar uma breve palestra para nós, e passou o jantar conosco.
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Após a palestra, tivemos uma aula e posterior competição de preparo de pratos tradicionais do Peru. Primeiro foi o Pisco Sauer. A Luci, que estava em minha mesa, venceu o concurso com sobras! Aí teve o concurso do Ceviche! Eu já logo falei que se eu fosse lá eu traria a segunda vitória para nossa mesa!
Dito e feito!!!!
O pessoal da minha mesa já logo me mandou lá e eu não os decepcionei!!!!!!
Foi muito bacana! Curti muito! Preparei o Ceviche ali na frente de todo mundo e aguardei pela glória!!!
😉

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O pior é que ficou muito bom! Eu experimentei antes de concluir o processo e devo ter feito uma cara de surpresa e felicidade quando eu provei e achei uma delícia, que deve ter sido engraçado!!!
Depois também teve um concurso de um prato que lembra uma Paella, claro, vencido por uma pessoa de nossa mesa também, um colega de LA!
Só então, começou o jantar… E parecia que não iria terminar!!!!
Foram uns 7 ou 8 pratos diferentes que experimentamos esse dia. Um mais gostoso que o outro!

 

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Que delícia!!!!!!! Que experiência!

05/12/2013

Nesse dia o almoço foi no próprio hotel, onde estavam acontecendo as reuniões. Foi muito bom também e as sobremesas sempre bem caprichadas.
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Na janta, fomos em um restaurante que fica ao lado de umas ruínas, dentro da cidade. O Huaca Pucllana. Lá que eu voltei a comer o coração de boi e estava bem gostoso! A vista no restaurante é bem bacana. A iluminação nas ruínas dá um efeito muito bonito.
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Comida muito boa… O restaurante é grande e estava bem cheio.

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Tomamos aqui o primeiro pisco com maracujá… Estava muito gostoso! Principalmente combinado com meu vinho e minha coca cola!!!!

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E como sempre a sobremesa muito boa!!!
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06/12/2013

Nesse dia não deu tempo de muita coisa. As atividades já haviam se encerrado e nosso voo saía por volta do meio dia.
Só deu tempo de tomar um café da manhã no hotel e correr para o aeroporto.
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E assim terminou essa semana literalmente deliciosa que passei em Lima!
Agradeço a Luci e o Fernando por algumas fotos cedidas!!!
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Peru, Bolívia e Chile – Parte 1

Olá amigos!

Passei 25 dias entre Peru, Bolívia e Chile em Maio de 2009.

Após decidir que gostaria de conhecer essa parte da América do Sul, em grande parte por causa das histórias de amigos meus que fizeram, pelo menos uma parte desse passeio, como o Jean e o Léo, e o Eduardo (Malavasy), mas principalmente pelas fotos que vi dos lugares que visitaria, acabei montando um roteiro muito parecido com o que o Eduardo montou. Decidi as cidades que queria conhecer e a logística não me parecia que seria um problema.

No Chile acho que as coisas são mais tranquilas… Qualquer um que despencar lá, mesmo que marinheiro de primeira viagem se vira bem… Já no Peru e principalmente na Bolívia é bom ter informações de qualidade antes de carimbar o passaporte, pois existem grandes chances de uma coisinha ou outra dar errado.
Não é nada de mais também, salvo raras exceções que vemos por aí… Todos foram, curtiram e voltaram… Uns com mais histórias, outros com menos lugares visitados do que poderiam, uns com o budget estourado, outros com uma coisinha ou outra na saúde para se recuperar, mas todos voltam com ótimas fotos, histórias e principalmente lembranças.

Minha viagem estava programada para durar 24 dias, mas acabou que durou 25 por conta de umas pedrinhas que topamos pelo caminho…
Nós passamos pelo Peru, Bolívia e Chile. O roteiro foi:

São Paulo – Lima – Nazca – Cuzco – Arequipa – Puno – Copacabana – La Paz – Iquique – Calama – San Pedro de Atacama – Salar de Uyuni – San Pedro de Atacama – Calama – Santiago – São Paulo

Os trechos de avião (além dos óbvios) foram: Cuzco – Arequipa; La Paz – Iquique; Iquique – Calama; Calama – Santiago.

O trecho Iquique – Calama eu fiz pela Sky Airlines. Tive que fazer tudo por e-mail, pois o site não aceitava pagamento de cartão brasileiro. O preço para estrangeiros não era o mais barato, mas mesmo assim ficou muito mais barato que qualquer outra opção.
Os outros trechos eu peguei uma espécie de passe da América do Sul da Lan. Dava direito a 3 trechos e o preço era praticamente o mesmo que comprar do site chileno. A única obrigação era que os trechos de ida e volta (SP – Lima e Santiago – SP) fossem da Lan. Eu já ia comprar da Lan mesmo, então tranqüilo!

O resto foi de ônibus.

Vou incluir aos poucos os dias da viagem aqui.

Bom, vamos ao que interessa!

16/05/2009 – Dia 1 – São Paulo / Lima

Chegamos em Lima na hora do almoço. Apesar de não ter muita coisa (nada) que queria muito conhecer lá, claro que queria o mais rápido possível deixar as coisas no hostel e correr bater perna na cidade para usar bem as pouco mais de 24 horas que tinha programado para ficar lá. Seguindo alguns conselhos, não fiz reserva em nenhum hostel… Apenas anotei o nome do meu favorito e também de alguns outros só por desencargo de consciência.

Estatisticamente eu não posso ser considerado um cara “sortudo” para essas pequenas coisas do dia a dia… Então claro que essa pousada estava cheia bem nesse final de semana.

Como iria ficar só uma noite lá, achei depois que deveria ter reservado, principalmente para não perder tempo.

Esse lance de não reservar nada antes, para mim é meio furada, principalmente para lugares onde se tem o tempo contado ou não se tem como negociar melhores preços… Não foi o único lugar que me arrependi de não ter feito reserva antes.

Também já logo que chegamos lá, o táxi que era para ser $ 45 (Onde $ é dinheiro local) acabou sendo $ 60, pois um quarteirão antes passamos a avenida onde muda o preço na tabela.

Claro que eu sei que essas coisinhas acontecem com todo mundo todo dia, mas comigo é bem mais que 2 X 1 a proporção como verão a seguir!
Ainda bem que é só nessas coisinhas de nada!

Bom, pousada cheia e já de cara a notícia… Em 2 dias iria ter um “Paro” em Cuzco que deve durar 2 dias… Quão ruim é isso, perguntei… “Se você vai conhecer o Vale Sagrado e Machu Pichu, é bastante ruim”, a menina da agência de turismo que fica dentro do hostel me respondeu…

Aí caiu minha ficha… Eu estava tentando reservar o trem para Machu Pichu no dia que estaria lá e não estava conseguindo… Bem nesse dia não tinha vaga e nem nos próximos. O que aconteceu é que o pessoal que tinha marcado o trem para esses dois dias estava sendo remanejado para os outros dias… Bem os dias que estaria em Cuzco…….

O que rolou então foi que a menina da agência fez o dono da agência ir lá falar com a gente. Ele nos pegou e nos levou até uma pousadinha razoável que tinha mais ou menos perto dali e depois nos levou até a sede de sua agência, em uma galeria de Lima. Ele parecia ser a nossa única esperança de conhecer Machu Pichu nessa viagem. Não queria nem pensar em não conseguir ir até lá…

O cara fez umas 10 ligações até que conseguiu com uma agência de Cuzco uma possibilidade de nos colocar no primeiro trem que sai lá de Cuzco mesmo para Aguas Calientes. Era só uma possibilidade ele disse. Se não desse certo disse que nos devolveria o dinheiro. Bom, não tive dúvida… Fechei lá mesmo e gastei bem mais que gostaria. No final, foi a melhor escolha daquele dia! Quando cheguei lá em Cuzco, vi que não teria nenhuma chance de ir para lá se não fosse por eles! Bom, deu tudo certo e fui para Machu Pichu!!!

A ideia era fazer o tour do Vale Sagrado e não voltar para Cuzco. Sair de Ollantaytambo direto para Aguas Calientes. Dormir lá e subir para Machu Pichu no dia seguinte. Essa é a maneira mais proveitosa e barata de ir até lá. Não foi o que pude fazer…

Por causa dessas mudanças o cara me arrumou um ônibus para Nazca no meio da madrugada, para eu ter tempo de chegar a Nazca, fazer o sobrevoo e no mesmo dia embarcar para Cuzco e chegar na manhã seguinte antes do fechamento das estradas. E assim foi…

Em Lima, o que deu para fazer foi andar pelo bairro de Miraflores, passear um pouco no Shopping de Miraflores e fazer uma espetacular refeição em um restaurante do shopping com vista para o Pacífico. Comi ali o meu primeiro Cevice. Primeiro de muitos… Finalmente meu primeiro momento de alegria extrema na viagem!!!!

 A pousada

  Shopping Miraflores

 Primeiro Pisco da viagem

 Esse acho que não era mais o primeiro………

Peru, Bolívia e Chile – Parte 2

17/05/2009 – Dia 2 – Nazca

Acordamos muito cedo e conforme combinado um motorista foi nos buscar para nos levar até a saída do ônibus para Nazca. Fomos de Cruz Del Sur, em um ônibus muito bom. Muito bom mesmo! Nem sei o preço, pois estava no “pacote” que acabei fechando com o cara da agência.

Para entrar no ônibus todos passam por um detector de metal e um cara passa filmando (sim, com uma filmadora) um a um. O ônibus tem internet wi fi, uma sala com um computador, serviço de bordo e ótimas poltronas. Tinha 2 motoristas e o banheiro era só para xixi. Para opção 2 tinha que pedir para encostar e fazer na estrada!!! Não tinha nenhum infeliz com música alta ligada e o DVD só começou a passar depois das 10 da manhã. O ônibus não parou para pegar ou descer passageiro em nenhum lugar fora das oficinas deles. Ficamos bem tranquilos com as mochilas no porta-malas, já que tinha visto muitas histórias de roubo das mochilas. O ônibus também tem alerta de velocidade que quando o motorista passa dos 90 Km/h, toca um apito alto em todo o ônibus. Isso inibe o motorista a ficar acelerando por aquelas estradas. Apesar de ter me acordado umas 2 vezes, achei ótimo aquele negócio!

 

Quando chegamos em Nazca, já tinha um pessoal nos esperando e já logo nos levou até o aeroporto.

 

Fizemos o sobrevôo… Muito legal!!!! Muito mesmo! Eu odeio avião… Aqueles então, faziam parte de muitos dos meus pesadelos! Mas na hora só queria fazer o vôo e ver as figuras!

 

Foi muito bom! A Dé teve que usar aqueles saquinhos da poltrona, mas fora isso, foi tudo bem!!!

“ahora por la izquierda…” E tome saquinho de vomito!!!!!!!!

 

Depois fomos passear na cidade e usar a internet… Não tínhamos pousada lá, então o jeito foi arrumar alguma coisa para passar o tempo até a hora do ônibus.

 

Uma especial atenção para essa foto abaixo… É o teclado da Lan House de lá!!!!!!!

 

No mínimo era de um PC XT.

 

Não fomos ao cemitério que tem lá que o pessoal costuma visitar. Não estava nem um pouco a fim de ver múmias e essas coisas… Já me bastavam as que andam e falam…

Algumas pessoas comentam que não é necessário fazer o vôo, pois dá para ver umas figuras dos mirantes e tal…

Olha só, se alguém vai até Nazca e não faz o sobrevôo, no mínimo perdeu tempo… Para ver 2 ou 3 figuras de cima de um mirante no meio da estrada, é melhor nem ir para lá… Veja as figuras aqui na internet… Bem melhor!

Ir até Nazca para isso…

Fala sério…

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Na hora marcada, embarcamos para Cuzco no trajeto que mais me assustava. É uma estrada bem complicada e que o motorista tem que ter muita responsabilidade, pois ali errou, já era. Nessa hora achei muito bom estar com uma companhia tão boa… Acaba que passa uma tranquilidade maior, apesar de saber que é só sensação mesmo.

 

Peru, Bolívia e Chile – Parte 3

18/05/2009 – Dia 3 – Cuzco

Depois de um pouco mais de 14 horas, chegamos em Cuzco. Pedimos para o taxista nos levar em alguma pousada perto do centro, pois já sabíamos que não teríamos muito o que fazer lá por causa da greve, então queríamos ficar perto do centro para pelo menos poder andar por lá com mais facilidade. Ele nos levou para o Hostel Casa Grande. Nada de mais, mas estava bom. Só um pouco caro para o que oferecia (não muito, só a localização mesmo). Pagamos US$ 30,00 por dia o casal.

Nesse dia fizemos o city tour, pois o city tour não saia da cidade e então não tinha problema da greve, que fechava só as estradas e as linhas de trem. Assim já resolvia uma coisa e iríamos ver o que rolava nos outros dias.
Achei legal o City Tour, mas no final começa a cansar um pouco… Fica tudo muito parecido. Mas vale a pena!

 

 

19/05/2009 – Dia 4 – Cuzco

Nesse dia fomos até as agências para ver se teria como fazer o passeio do Vale Sagrado… Claro que não! Então, o negócio foi andar pela cidade para lá e para cá! Andamos muito esse dia. Senti então pela primeira vez os efeitos da tal altitude. Tinha hora que o melhor era ficar quieto e se concentrar na respiração!!!

Andamos bastante… Por todas aquelas ruas, praças e depois no mercado municipal… Aquele mercado é coisa de louco! Que coisa zuada! E muito divertida também!

Assim que chegamos, pára um caminhão desses normais, não era desses frigoríficos, e um cabra me pula lá de dentro com um baita leitão nas costas e sai andando no meio da galera levando o leitão para o Box que iria vendê-lo. Aquilo não era nada para o que nos esperava dentro do mercado…

Todos os caras deixam as carnes expostas em cima do balcão… Sem proteção, sem refrigeração, sem nada.  É inacreditável a quantidade de moscas que habitam aquele lugar. Numa guerra de insetos, a infantaria de borrachudos que mora na Ilha Bela (Quem já foi lá sabe do que estou falando) fica ridicularizada perto do exercito de moscas daquele mercado… Sei lá, um trilhão, quem sabe…

Do lado de fora, um cara que entregava botijão de gás (só isso), parou a moto que nem o nariz dele ali na frente do mercado… Adivinha… Moto no chão e botijões pela calçada! Amazing!

Ah, tem uns caras vendendo ovos de codorna em um carrinho com as próprias codornas dentro do carrinho! O camarada enfiava a mão lá e te dava o ovo! Imagino que ele cozinhava ali também, mas não posso afirmar!!!!

Nesse dia em um momento cola um cara jovem e bem vestido que já lança em alto e bom tom: Hey amigo, Marijuana?

Dei uma risada, balancei a cabeça e seguimos, assim como ele atrás de clientes!

Como não me interessei, não posso informar aqui o preço para os adeptos!!!

 

20/05/2009 – Dia 5 – Cuzco

Nesse dia, mesma coisa. Fomos até as agências na esperança de fazer o tour para o Vale Sagrado. Nada feito.

Pelo menos no final desse dia recebemos a confirmação da dona da agência que o cara de Lima contatou que seria possível fazer o tour para Machu Pichu no dia seguinte… Era a notícia que eu precisava!

Esse dia fizemos umas compras e passeamos um pouco de manhã. De tarde já estávamos cansados e sem muito mais o que explorar, então ficamos no hotel assistindo TV, dormindo um pouco e navegando na internet.

Enquanto estávamos na praça principal pela manhã, sentados em um banco apenas curtindo o movimento, percebi um cara saindo de uma obra ali nas lojas que cercam a praça. O cara me sai com dois baldes e vai em direção a fonte no meio da praça… Estando no Peru, já logo saquei o que viria e lancei mão de minha máquina!!!! Dito e feito, o cara pegava água para o cimento da obra na fonte da praça principal da cidade!!!

De noite, em busca de trocar algum dinheiro, encontramos esse empresário do ramo, já com uns 12 ou 13 anos… De experiência? Não, de idade mesmo… Acho que os negócios não vão bem, pois ele chorava bastante!

Coitado…

 

Peru, Bolívia e Chile – Parte 4

21/05/2009 – Dia 6 – Machu Pichu

Acordamos bem cedo e estávamos pronto antes do horário combinado. Como não estávamos certos se tudo correria bem em relação ao nosso passeio, ficar esperando o pessoal naquele frio não foi nada agradável. O pior é que os caras atrasaram muito! Eu olhava para o relógio e já estava quase na hora do trem sair e nada dos caras… Eles chegaram muito depois do combinado e saíram que nem uns loucos para a estação do trem…
Quando chegamos o trem já estava partindo… As plataformas para o pessoal passar já haviam sido retiradas e alguns vagões já estavam até fechados… Corremos e conseguimos entrar. Foi por muito pouco essa!

Os caras da agência me deram um monte de papel e na correria eu entreguei tudo para o cara que estava lá para conferir as entradas. Só que ali também estava a volta e ele não me devolveu nada. Quando eu percebi que não estava com a volta, fui até o cara e disse que eu tinha entregado tudo para ele e que ele por favor verificasse que meu ticket de volta estava lá e me devolvesse.
Ele já teve a primeira reação que grande parte dos Peruanos e Bolivianos que cruzei tem: “Não, para mim não entregou nada”.
Ali eu vi que teria problemas. Eu insisti bastante com ele… Falei, falei, falei… Bom, já tinha desistido… Já estava pensando no que iria inventar para conseguir embarcar no trem de volta, mas não seria fácil, pois o trem estava completamente lotado e provavelmente voltaria assim também.

Depois de um bom tempo, o cara me volta com meus papeis e me entrega o ticket de volta. Nem acreditei que ele se deu o trabalho de procurar… Mas me salvei dessa!

O caminho até lá é bem agradável. Não estou acostumado a andar de trem e curti muito a viagem.

 

Em Aguas Calientes já fomos para a fila do ônibus que nos leva até a entrada de Machu Pichu.

Eu cheguei a ver que tem um pessoal que prefere subir a pé e tal… Eu não recomendo isso a ninguém… Se quer economizar os US$ 6,00 (acho que é isso que custa o trecho), faça isso na volta, que pelo menos é decida e você já gastou a energia lá dentro! Na ida eu considero uma economia bem porca.

Machu Pichu estava lotada!!! Era o primeiro dia de visitação desde a greve. Nos outros dois dias anteriores só chegaram lá os caras da trilha inca. Não tinha para onde ir que não tinha um monte de gente. Quase nenhuma foto sem um desconhecido junto!!!!!

Tava tranquilo, viu?!?!

Uma pena em Machu Pichu, que das ruínas que vemos, não sobrou muita coisa das construções originais dos incas, que mostram como aquele povo era avançado, mas sim um monte de pedras irregulares recolocadas por um monte de peruano sem noção que os caras arrumaram lá para remontar o lugar e continuar tendo como atrair os turistas… Mesmo assim, é espetacular o lugar. Avistar a cidade ali de cima é extraordinário… Impossível não ficar criando historinhas na cabeça de como era a vida deles ali. Lugar lindo!

 

 

Quando eu fui para o México, escutei uma história muito pior sobre o que fizeram nas pirâmides de Teotihuacán. Essa história carece de confirmação, mas o guia falou que quando os caras descobriram as pirâmides há uns 100 anos atrás, eles para acelerar a retirada das coisas (terra, grama e até arvores crescidas) que estavam por cima das pirâmides, usaram dinamite para acelerar o processo… Aí, já sabe o que aconteceu… Pedrinha e cimento para remontar o negócio!!! Lá se vê menos das pedras originais – grandes, lisas e perfeitamente encaixadas – do que se vê em Machu Pichu, mas da mesma forma é um lugar lindo!

 

Bom, no fim, gostei muito de lá e nem me importei mais em ter gastado tanto para conhecer o lugar. Valeu cada centavo.

 

22/05/2009 – Dia 7 – Cuzco / Arequipa

Nosso vôo para Arequipa saia por volta da hora do almoço. Tínhamos conseguido fechar no dia anterior um passeio para um dos lugares do vale sagrado… Pisac! Achei ótimo isso, pois assim conheceríamos um pouco do que a greve nos privou. E também o cara iria nos deixar no aeroporto depois. Ótimo negócio! Tentei isso em umas 3 agências e a diferença de preço que achei foi brutal… Não lembro o nome da agencia que fechei, mas não era ali na praça principal, era em uma rua lateral. Foi a metade do preço das outras.

Saímos muito cedo para dar tempo de conhecer o lugar e chegar na hora ao aeroporto. Andamos por tudo lá. Muito bom!

 

Quando saímos de lá ainda tínhamos algum tempo, então o motorista nos levou a dois lugares que foram sensacionais, e para quem gosta, não pode deixar de ir. Foi muita sorte termos ido para lá, pois curtimos muito Pisac e esses dois passeios extras!

 

Primeiro um lugar onde mora um pessoal que faz aqueles “crochês” deles (Mil desculpas, mas não sei o nome da técnica deles).

Lá eles têm um pasto para Lhamas e Alpacas que podemos ir lá alimentar os bichos. Dos próprios bichos eles retiram a lã que usam. Aí eles nos mostraram as formas de fazer as roupas, tudo artesanalmente e em pequenas máquinas que ajudam a separar os fios.

 

 

Depois nos mostram de onde eles obtêm as cores que tingem as roupas… Foram nos dando alguns materiais e íamos colocando em um pedaço de papel. Tinha uma das cores que era uma espécie de pulgão espremido que dava a cor (o vermelho, imagino!).

Muito legal! Não tinha nenhuma cobrança obrigatória, eles não tentaram em nenhum momento empurrar algum produto deles para nós e eu só dei uma contribuição para eles no último minuto que estava lá, e a mulher que estava nos atendendo fez tudo com a maior boa vontade, mesmo sem saber se iria ou não receber algo (Apesar de que todos davam uma ajudinha para eles lá… Claro que ela devia imaginar que sim).

Fiquei encantado com isso… Nada comum nessa viagem esse tipo de atitude. Se soubesse antes de lá teria feito todas as compras de lembrancinhas lá, apesar de não saber bem tudo que tinham lá para vender. Na verdade eu acho que eles trabalhavam mais com encomendas para as lojas da cidade… Não sei mesmo o que se comprava lá ou não. Nota 10 para o lugar e o pessoal!

 

Depois fomos a um pequeno zoológico particular de um cara muito gente fina. Também não tinha pagamento obrigatório. Só contribui com o que você quer.

O próprio dono fez o passeio com a gente lá. Outras pessoas estavam fazendo com o pessoal dele que trabalha lá. Quando ele viu que éramos brasileiros e que entendíamos um pouco dos bichos e que curtíamos muito, ele mesmo veio fazer o tour com a gente. Ele disse que curtia brasileiros (Não quis nem perguntar por que!!!!!!).

 

É um lugar onde ele reabilita animais que tiveram problemas ou sofreram maus tratos. Ele sustenta o lugar sem nenhuma ajuda do governo. Se pode entrar em todas as jaulas. Só na do Puma que não pode… Mas tudo bem, eu nem queria!
Ele conta a história de cada animal de lá… Porque está lá; quem levou; se tem chances de voltar para a natureza… Essas coisas.

 

 

 

 

Os dois Pumas, por exemplo, eram de um circo que não conseguiam mais usá-los, pois eles ficaram muito agressivos.

 

Lá tivemos nosso primeiro contato com os Condores. Depois os veríamos na natureza no Canyon Del Colca. Esse casal de Condores foi levado para lá porque foram envenenados por moradores ignorantes que acham que eles podem atacar o rebanho deles. Esses condores não serão reintroduzidos, assim como os Pumas, mas ele contou que depois de uns 3 anos que eles estavam lá eles tiveram um filhote e esse filhote foi levado para a natureza.

 

Sensacional esse bônus que tivemos nas últimas horas de Cuzco! Eu curto muito essas coisas. Foi realmente um dia especial da viagem! No roteiro original, era só um dia para acordar tarde e ir direto para o aeroporto… Como são as coisas…

Arequipa:

Em Arequipa, por recomendação do meu amigo Léo, ficamos na Posada de San Juan. A pousada é bem localizada e bem arrumadinha também. Só que o pessoal que trabalha lá é um bando de idiota… A mulher da posada veio dentro do meu quarto discutir porque ela achou que eu estava devendo 60 centavos para ela! É sério, foi lá no quarto, entrou e meteu a boca em mim. Isso porque eu paguei em dólares e ela depois fez o cambio, pois queria os Soles naquela hora. Só que a infeliz fez a conta toda errada e chegou a conclusão que eu estava devendo 60 centavos para ela. Não acreditei…
Para não dar continuidade naquela palhaçada eu abri minha carteira, contei minhas moedinhas e paguei a mulher. Ensinar matemática para ela seria muito mais trabalhoso…
Óbvio que não recomendo o lugar.

Contratamos o passeio para o Canyon Del Colca e fomos passear um pouco pela cidade. Muito bonita, pelo menos por onde andamos!