Boituva em 2 atos – Ato 1

Boituva em 2 atos

 

Boituva é uma cidade conhecida por suas opções radicais aqui perto de São Paulo, na região de Sorocaba.

 

Fui para lá duas vezes experimentar um pouco da adrenalina que eles têm para oferecer.

 

Valeu muito!

 

 

1º ato – A queda

 

Um belo dia no staff da empresa de consultoria que trabalhava, o Robinson (Roy / Fera), meu amigo agora mundialmente famoso por conta do Blog Casei Mudei, vira para meu lado e pergunta: Vamos pular de Paraquedas???

 

Eu achei meio estranho aquela pergunta do nada assim, logo de manhã… Achei que ele não tinha tomado café da manhã direito e estava com alguma falta de vitamina na cabeça… Sei lá…

Mas já logo topei.

Ele imediatamente passou a mão no telefone e ligou para uma empresa de lá, fez algumas perguntas, e já reservou para nós pularmos no final de semana.

 

Em menos de 5 minutos eu tinha um pulo de paraquedas agendado!!!! Não coube muita discussão sobre o assunto!!!!

 

Ainda era começo da semana, então aquilo não me afetou muito… Contei para as pessoas, dei umas risadas, mas nada de mais.

 

Quando chegou Sexta de noite, aí eu já comecei a sentir um pouco da pressão!!! Estava na casa de uns amigos e começamos a conversar sobre o assunto e eu já senti um pouco de medo… Mas fingi que estava tudo sob controle!!!   😉

 

Chega então o Sábado… Dormi muito mal, mas cedinho levantei, peguei o Roy e partimos para Boituva.

 

Chegamos cedo, tinha pouca gente lá ainda. Um dia bem nublado.

 

Fomos então para a parte burocrática… Pagamos, solicitamos o serviço de fotos e filmagem e assinamos o termo de responsabilidade que era algo como:

“Você quem quis pular de um avião, provavelmente você vai morrer e nós não temos nada com isso.”

Estou de acordo!!!!

 

 

Aí recebemos um briefing sobre o que iria rolar e o que deveríamos e principalmente não deveríamos fazer.

 

Vestimos nossas roupas e uns minutos depois nos chamaram para embarcar.

 

 

Já com aquele sorriso amarelo fomos para o monomotor que nos levaria aos 12.000 pés de onde pularíamos daquele avião, torcendo pelo melhor.

 

O piloto deveria ter uns 18 anos! O avião não tem nada na parte de trás. Sentamos no chão e tentamos aproveitar o passeio!!

 

É muito louco entrar em um avião e pensar que você não volta para o chão nele!

 

Perguntamos para os caras se alguém já tinha amarelado dentro do avião e eles falaram que é muito raro. Quase ninguém eles disseram.

Sem contar que falaram que voltar dentro do avião não é uma boa ideia, pois o piloto não desce igual um piloto de voo comercial… Os caras falaram que é insano o que o cara joga o avião para baixo. Agora imagina isso sentado no chão do aviãozinho sem ter muito onde segurar!

 

E então que um pequeno alarme e uma luz piscando indicam que estamos na altitude do salto…

Desse momento até eu pular daquele avião não se vai nem um minuto.

É abrir a porta do avião, ir para a beirada e pular… Assim…

 

Eu fui primeiro… O fotografo já se posiciona do lado de fora, nós chegamos na porta e só deu tempo de dar uma olhadinha pra baixo e o cara já pulou!

 

Aí, o negócio é relaxar e curtir a viagem!!!!

 

É muito louco!!!! Uma sensação diferente de tudo. Caindo a 200 Km/h, curtindo o visual, posando para fotos, passando pelo meio das nuvens… Bom demais!!!

 

Depois que o paraquedas abre é legal que se pode curtir tudo com mais calma, naquele silêncio… Estava com um pouco de medo ainda, mas consegui curtir bem!

 

Quando pousamos estava meio pálido, mas com uma sensação muito boa.

 

O Fera também curtiu muito o pulo!

 

Realmente é um negócio único… Muita adrenalina!!! É único!

Certamente ainda vou repetir… Não sei quando ainda, mas ainda vou… Em algum lugar com visual diferente, sei lá. Mas vale muito a pena!!!!!

 

Valeu!!!!!!!!!!

Anúncios

Boituva em 2 atos – Ato 2

2º ato – O ar quente

 

A outra grande atração da cidade é o Balonismo. É aquele tipo de coisa que a gente vê na TV, acha lindo, mas fica esperando quem sabe um dia estar em um lugar como a Capadócia para quem sabe decidir fazer.

Claro que por lá deve ser mais bacana que em Boituva, mas é uma experiência muito legal, independente de onde seja.

 

Eu ganhei meu voo de presente! Esse sim foi um presente bacana!!!!!

Só foi um pouco difícil fazer o voo… Tentamos umas 4 vezes marcar e o voo não rolava por conta das condições climáticas.

Até que uma vez confirmaram o voo e lá fomos nós para Boituva. Acorda 4 da manhã e pega o carro ainda meio zumbi para lá.

Chegamos e ainda estava escuro. Tomamos um café da manhã de café e bolachas e fomos para o local da decolagem para ver a preparação dos balões.

 

No final das contas essa foi para mim a melhor parte do passeio. Explico logo mais.

 

São várias operadoras que começam a encher seus balões em um grande campo aberto… Aí mistura aquelas cores, com as rajadas de fogo dos maçaricos, com o sol nascendo… Realmente muito legal.

Junta com isso aquele fiozinho de adrenalina que já chega ao pensar que em alguns minutos eu ia voar em uma cesta de palha!

 

Bom, o balão enche, todo mundo se pirulita para cima da cesta e o balão começa a subir! Outro momento bem legal, olhar os outros balões subindo bem pertinho do nosso… Ver a cidade lá de cima… Muito legal!!!

 

Mas……………….. Como o tempo não estava bom, o cara do balão vai descendo, e descendo, e descendo……..

Quando vimos, estávamos voando a uns 2 metros do chão, se muito. Achei que alguém ia descer por ali e a gente ia continuar a viagem!    :-p

 

Foi péssimo! Voamos alto por menos de 5 minutos e todo o resto do passeio foi rente ao chão… Tipo, para isso eu não preciso pagar um balão para fazer… Vou na caçamba de uma camionete que é até mais divertido.

 

O pessoal reclamou com o cara, mas ele disse que era por conta das condições do tempo e tal…

Nossa, foi muito chato… Muito mesmo… Estávamos até ficando meio mal humorados com a situação. Já não via a hora do Balão pousar de vez para irmos embora para casa.

Teve uma hora que ele chegou a bater a cesta no chão no meio de uma plantação de cana de açúcar, a gente só se protegendo das folhas, e o cara arrebentando a plantação de alguém.

Para fazer essa patifaria, era melhor não ter voado.

 

Bom, aterrissamos sem grandes problemas, ganhamos uma taça de um espumante bem doce e o transporte dos caras nos levou de volta. Aí tomamos um café da manhã mais reforçado e pegamos nosso caminho de volta para São Paulo.