Prado

Dia 3

Esse dia ficamos em Prado mesmo e pegamos praia na Praia Novo Prado.

A praia tem estrutura de restaurantes e uma longa faixa de areia. Passamos uma tarde bem gostosa lá.

A praia estava bem tranquila e fizemos até umas fotos mais bacanas por lá!

De noite fomos para o point de Prado, o Beco das Garrafas!

Andamos por lá e escolhemos um restaurante bacana para jantar.

E fomos pras cabeças! Pedimos um Camarão na Moranga para 4 pessoas! Hahaha!

A Tati come muito pouco, então minha missão era comer por 3 pessoas e meia! Hahahaha!!!!!

A missão foi árdua! Eu comi em um nível digno de programa de TV – Man X Food, versão Prado! Hahaha!

Bom, fiz o que podia, mas ainda sobrou um restinho. Sobrou bem pouco, mas foi realmente muita comida!

Eu tenho um bom histórico de suor de carne, mas hoje foi dia de suor de camarão!!!! Cheguei de volta à pousada molhado de suor e sem conseguir me mexer direito!!!

E foi isso, preciso me recuperar dessa orgia!

Dia 4

Esse dia era da visita ao Parque Nacional do Descobrimento, que fica em Prado.

Lá a visita é guiada e eu fiz a reserva com alguma antecedência com o pessoal. Foi bem tranquilo.

O parque estava deserto. Nós éramos os únicos visitantes do dia. Tudo bem que era época de pandemia e isso obviamente diminuiu muito as visitas, mas mesmo assim, o parque é muito pouco visitado em tempos normais. Não dá para entender…

Fora do Brasil, qualquer pracinha arrumadinha ganha divulgação e recebe um monte de visitantes. Aqui, esses locais são esquecidos, mesmo sendo tão bacanas.

O parque não tem uma estrutura boa, consequência óbvia de qualquer administração pública nesse país. Nem banheiro para visitantes tem. Tivemos que usar o banheiro dos funcionários.

Já as pessoas foram ótimas! Desde a reserva da data até depois da visita que ainda tive contato com eles. Todos muito simpáticos e prontos para nos ajudar.

Nosso guia foi o Márcio e adoramos ele! Foi muito legal ter feito o passeio com ele!

Fomos com meu carro parando nas atrações do parque.

Primeiro paramos na linda Gameleira e ficamos lá um tempo contemplando aquela linda obra da natureza!

Depois paramos na torre de observação de incêndios do parque, onde um elevador (que está quebrado) leva o pessoal da brigada de incêndio para um observatório bem alto onde se tem uma ótima visão do parque e de eventuais focos de incêndio.

De lá fomos para um mirante e ficamos curtindo um pouco aquele verde sem fim!

Iraúna de Bico Branco – Cacicus solitarius

Em seguida fomos para o lago que fica logo abaixo do mirante. O lugar é bonito e ficamos um tempinho por lá, aproveitando para tomar um lanche.

A partir de lá saí para andar um pouco pelo parque e tirar umas fotos.

Ariramba de Cauda Ruiva – Galbula ruficauda

Saímos para mais um trecho de carro onde também aproveitamos para descer um pouco e caminhar pela região.

Depois voltamos para o lago e ficamos por lá.

Voltamos então para a entrada do parque para a última trilha do passeio, a Trilha do Macaco.

No final ainda batemos um papo com o Marcio sobre o parque e ele nos contou a história dele como guia. Eu vou postar isso lá no meu YouTube em breve!

Eu ainda fiquei ali na região da entrada do parque tirando umas fotos de aves antes de ir embora. Até que rendeu algumas fotos!

Coleirinho – Sporophila caerulescens
Figuinha de Rabo Castanho – Conirostrum speciosum

E foi isso, fomos embora com a vontade de voltar em breve para explorar mais esse lindo parque!

Praia de Guaratiba – Prado

Como ainda tínhamos algumas horas de sol, fomos para a Praia de Guaratiba, no sul de Prado.

A praia é bonita e bem grande!

Eu cheguei pela entrada principal, que não fica dentro dos condomínios de lá, que são predominantes por ali.

Paramos no restaurante/barraca logo na entrada da praia para pedir algo para comer. O lugar já estava perto da hora de fechar e o cara era muito chucro. Eu quase tive que pedir desculpar por querer gastar meu dinheiro com ele! Inacreditável!

Aí como não tinha muita opção, fomos procurar outro lugar e recebemos a indicação que dentro dos condomínios havia restaurantes abertos na beira da praia.

Encontramos um lugar bem bonito e apesar do horário conseguimos comer e fomos bem atendidos.

De bônus estava rolando um Rock N’ Roll dos bons no som! Eu não gosto de música na praia, mas um bom Rock não tem como reclamar!

O peixinho estava ótimo!

Depois de comer fomos tirar umas fotos porque a luz já estava ficando ótima!

E assim encerramos o dia. De noite voltamos para o centrinho para jantar e passear um pouco.

Não foi das melhores experiências porque paramos em um barzinho fora do Beco das Garrafas, bem na praça principal da cidade.

A galera da cidade leva suas caixas de som para os bares e liga na maior das alturas, independente se outras caixas já estão ligadas e os carros na frente já estejam com seus porta-malas abertos com som no último volume.

Quando percebi estava no meio de um inferno sonoro e pedi para o pessoal do bar embalar para viagem minhas coisas e fomos embora o mais rápido possível.

Comi no hotel e já logo capotei!

Continua – Cumuruxatiba: https://profissaoviageiro.com/2021/10/02/cumuruxatiba/

Cumuruxatiba

Dia 5

Era o dia de sair de Prado e conhecer a Ponta do Corumbau. Fiquei um tempo ainda passeando ali na região da pousada para tirar umas fotos antes de partir.

João de Barro – Furnarius rufus
Corrupião – Icterus jamacaii
Periquito Rei – Eupsittula aurea

Fui então em direção à Ponta do Corumbau. Lá iria encontrar um casal de amigos que vieram de Caraíva para nos encontrar.

A ponta do Corumbau tem uma boa estrutura de restaurantes, pousadas e um grande resort. É uma praia muito bonita, porém mais movimentada.

Mas andando um pouquinho para longe da muvuquinha ao redor dos restaurantes, a praia já fica deserta e se pode curtir toda essa beleza bem tranquilo!

Ficamos curtindo o dia inteiro por lá, um lugar muito lindo!

A Gio e o Ross tinham hora para ir embora, pois tinham que pegar um buggy de volta para Caraíva. Acabei acompanhando-os até a saída do buggy.

Depois voltei andando por dentro, na entrada da reserva indígena que tem ali.

Já estava escurecendo e resolvi jantar antes de seguir para a próxima base, que seria em Cumuruxatiba, ainda no município de Prado.

Que sorte que fiquei por lá, porque pude presenciar um pôr do sol de tirar o fôlego!!

Depois do espetáculo da natureza chegou a janta. Estava tudo ótimo!

Então parti para Cumuru porque esse dia já estava terminando!

Dia 6

Acordei e fui conhecer a minha pousada, que era bem legal.

Cardeal do Nordeste – Paroaria dominicana

Depois parti para o café da manhã e fui conversar com o dono da pousada para ver com ele algumas dicas de praias da região.

Nesse dia escolhemos a praia Japara Mirim. Era uma praia ao sul do centro de Cumuru que parecia bem bonita!

Chegando lá a previsão se confirmou, era uma praia linda e estava praticamente deserta!

A praia possui lindas falésias e um mar lindo!

Curtimos a tranquilidade da praia o dia inteiro!!!

Em certo momento uma linda cachorrinha veio para perto de nós. E a partir desse momento ela não desgrudou mais da gente. Nós a chamamos de Mãezinha!

Ela era tão magricela e tinha acabado de ter filhotes. Ficamos com muito dó.

Começamos a dar nossa comida para ela. Pobrezinha, estava morrendo de fome.

Bom, ela passou o dia inteiro com a gente e nós demos absolutamente toda a comida que tínhamos levado para ela.

Fomos caminhando até a praia vizinha, a Japara Grande. Lá existe um restaurante e é bem mais movimentado. Lá a vantagem é que o rio é bem bonito na chegada à praia!

Voltamos para Japara Mirim para aproveitar o restinho do dia e fazer mais carinho na Mãezinha, que fez todo o passeio conosco.

Só que na hora de ir embora foi muito triste. ☹

A Mãezinha percebeu a movimentação e já foi nos acompanhando nos olhando, muito ansiosa.

Assim que entramos ela saiu na frente pela estrada de saída da praia.

Talvez o que passe pela cabeça dela é que se dessa vez ela correr muito mesmo, ela vai finalmente conseguir ficar perto de alguém que tratou ela bem, mesmo que por tão pouco tempo…….

Quando conseguimos ultrapassar ela na estradinha ela saiu correndo em disparada atrás do carro e aquela cena de abandono olhando pelo retrovisor foi uma cena terrivelmente triste.

Aí eu comecei a pensar, quantas vezes essa pobrezinha já passou por isso? Quantas vezes ela “foi abandonada” e saiu correndo atrás de alguém que ela só queria dar amor???

E é isso que eu não consigo entender… Como que as pessoas por aí conseguem abandonar um cachorro que já foi parte da família?????? Como alguém consegue se olhar no espelho depois de ter visto seu cachorrinho ficando para trás pelo retrovisor???????

Uma pessoa dessas não tem mais nada por dentro, sério….

Eu estou viajando de férias, muito longe de casa e dependendo de hospedagens e transportes que não permitem animais. Naquele momento nós não poderíamos fazer muito. E infelizmente não tem como sair pegando todo cachorrinho e gatinho abandonado que encontramos nessas viagens, especialmente passando por regiões mais pobres que não existe nenhum controle para que esses vira-latihas não se reproduzam e só aumentem o problema. São muitos!

Bom, o que me restou foi passar em uma loja de rações e comprar um monte de ração para levar lá nos dias seguintes, mesmo que fora da minha rota, para tentar dar um mínimo de comida para essa pobrezinha, que mesmo nessa condição tão ruim e sendo enxotada por outras pessoas só por chegar perto, só tinha amor e carinho para oferecer.

Queria poder fazer mais.

Foi triste demais.

De noite pegamos um açaí e ficamos no hotel. Estávamos bem cansados.

Dia 7

Era o dia de conhecer a Barra do Cahy e eu estava com ótimas expectativas para esse dia!

Antes paramos para conhecer a praia central de Cumuruxatiba, a Praia do Pier.

A praia era linda e com estrutura de restaurantes e pousadas. Essa praia era mais movimentada que outras que fui.

Depois partimos para a Barra do Cahy, que não fica muito longe de Cumuru.

Lá existe um estacionamento pago para deixar o carro.

Logo na entrada já se chega pelo restaurante que tem na praia. A maioria das pessoas ficam perto do restaurante e acabam usando a sua estrutura. Os preços são bem salgados por lá!

Como nós tínhamos nossas bebidas e comidas, fomos andando pela praia e encontramos um coqueiro bacana para nos dar sombra em uma parte bem bonita da praia. Montamos nosso acampamento por lá.

E aqui estamos acomodados onde tudo começou para nosso Brasil!

Apesar de por muito tempo a praia Coroa Vermelha em Porto seguro ser considerada a primeira praia do Brasil, hoje se sabe por estudos de pesquisadores que o primeiro local de desembarque dos portugueses foi na Barra do Cahy, aqui no município de Prado.

A praia é muito tranquila sem dúvida uma das mais bonitas do Sul da Bahia. Não deve estar tão diferente da “Ilha de Santa Cruz” que foi avistada pelos portugueses mais de 500 anos atrás. Torço muito para que continue assim!

Preservar lugares como esse é tão importante!

Um pouquinho mais para frente, encontramos a Cruz e placa em homenagem ao reconhecimento da Barra do Cahy como a primeira praia do Brasil.

A Terra de Vera Cruz!

“Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças; e ao sol posto, obra de seis léguas da terra, surgimos âncoras, em dezenove braças — ancoragem limpa. Ali permanecemos toda aquela noite. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante, por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, dez e nove braças, até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente à boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas pouco mais ou menos. Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro.

XXX

Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.” – Pero Vaz de Caminha

Bom, depois de passar um dia tão agradável e com tanta história, fomos para a foz do Rio Cahy, um pouco mais para frente ainda.

A beleza do lugar é de tirar o fôlego!

Ainda entrei no rio para nadar um pouco e curtir aquele lugar. O mar ali é meio agitado, então o lado do rio é a melhor escolha para relaxar.

Antes do fim do dia a praia já estava deserta e curtimos o por do sol sozinhos!

Conseguimos até fazer umas fotos ao estilo largados e pelados!!! Hahahaha!

Já no caminho de volta ainda tive que parar para apreciar mais um pouco o lugar.

Na estrada da volta presenciamos uma cena dessas inusitadas… Eu que já não dirijo muito devagar, vou vendo um cara no retrovisor chegando rápido perto de mim. Naquela estrada de terra, a velocidade do cara não era muito segura, ainda mais com uma pick up dessas pequenas com a caçamba carregada, inclusive com uma antena parabólica nela. Na hora que ele foi me ultrapassar tinha uma lombada na pista e foi bem a hora que ele acelerou mais… Meu, o cara voou com aquela pick up e metade das coisas que ele tinha na caçamba saíram voando pela estrada para todos os lados!!! Hahaha! Foi muito engraçado! Cena de filme de comédia! O pior é que o cara era local. Ele conhecia a estrada.

Provavelmente estava meio bêbado, igual a maioria da galera lá que está dirigindo ou andando de bike de noite. As leis lá não são iguais as daqui, e isso a gente percebe rápido!!!

De noite depois de um belo banho, fui para o centrinho de Cumuruxatiba para jantar.

Apesar das opções mais sofisticadas de lá, nesse dia acabei pegando um lugar mais voltado para os locais! Bem gostosa a comida!

Ainda fui buscar a ração no carro para alimentar os cachorrinhos famintos que andavam por lá!

Ainda deu tempo de um pudim no famoso Uh Tererê de Cumuru!

Continua – Caraíva: https://profissaoviageiro.com/2021/09/26/caraiva/

Caraíva

Dia 8

Infelizmente já era hora de deixar Cumuruxatiba. Realmente adoramos Cumuru! Saímos já fazendo planos de quando voltaríamos!

Tomei café da manhã, dei uma última voltinha e parti!

Antes de cair na estrada, tive a experiência de usar um “posto de gasolina” local. Hahaha!

Esse era em uma mecânica. A gasolina vem em garrafas pet de 2 litros. Sensacional!!! Hahaha!

Não vou negar que para alguém que mora em São Paulo como eu moro, isso não seja um pouco impressionante… Abastecer o carro com garrafas pet e um funil no meio da cidade na porta de uma loja que armazena essa gasolina sei lá em que condições e por quanto tempo… É bem bizzaro! Um belo choque de realidade desse nosso Brasil.

O outro Brasil não consegue nem aprovar lei que libera o sistema de self service em postos oficiais e fiscalizados, igual é nos EUA…

Bom, vencida essa etapa, parti para Caraíva.

No caminho tive que parar para fotografar essa obra de arte!

Quando cheguei em Caraíva, fiquei assustado como aquele lugar mudou. Gente para todos os lados, estacionamento lotado, ônibus de excursão… Minha nossa!

Aí parei o carro, deixei algumas coisas que não iria usar dentro do carro e fui para a travessia. Existe uma casinha que cobra um ticket ecológico para entrar, mas não é obrigatório. Eu acabei pagando, mas não precisava.

Só tem que pagar a travessia para o pessoal já dentro do píer.

Quando chega do outro lado, o pessoal vem oferecer de levar as malas e as pessoas de charrete.

Eu sou absolutamente contra o uso de charrete. Tudo que escraviza um animal, eu sou contra. Decidi não pegar e levar eu mesmo. Foi uma decisão complicada… Minha pousada era meio longe e andar naquela areia fofa com a mala na cabeça foi muito complicado… Muito mesmo!

Para quem não sabe, Caraíva é uma vila de pescador que virou point. Pousadas para todos os lados. A vila não tem asfalto, é uma areia bem fofa por toda a vila, que as pernas ficam queimando se andar muito por lá.

Praticamente não existem carro na vila. O que tem além das charretes são os buggys que o pessoal usa como taxi, mas eles não ficam rodando por lá, então é bem difícil de pegar um se não for lá no centrinho.

Nesse dia acabei indo na praia lá em Caraíva mesmo. A praia lá é bonita, mas existem outras mais bonitas na região.

Pegamos um pôr do sol incrível por lá!

Saí já de noite da praia e acabei parando em um restaurante bem movimentado no centrinho, na beira do rio.

Aí foi uma cervejinha e um delicioso pastel de arraia que animou minha noite.

Daí foi só caminhar até a pousada e dormir

Dia 9

Dia de visitar a Praia do Espelho.

Tomei um café em um lugar bem na frente da pousada. Depois parti para a travessia do rio para ir buscar o carro.

Ferreirinho Relógio – Todirostrum cinereum

Não é muito longe o caminho até a Praia do Espelho. O estacionamento lá é pago.

Um amigo meu estava hospedado lá no Espelho e fui encontrá-lo assim que cheguei.

Gigi!

Essa é outra praia que está tão diferente desde a última vez que vim. Cheia de gente para todos os lados.

Depois de um tempo ali na muvuquinha eu acabei indo para o outro lado da praia, cruzando o rio.

Essa parte da praia eu gostei muito mais. É uma parte quase deserta. No mar um monte de tartarugas marinhas!

Foi bem mais bacana ficar desse lado e aproveitei para fazer umas fotos da Tati por lá.

Mais para o final do dia a praia já estava bem mais tranquila e fui caminhar pela praia.

E assim o dia foi acabando.

Na hora de ir embora ainda paramos no mirante e também na vendinha que fica no estacionamento. Aí mandamos um creme de Açaí com Cupuaçu. Uma delícia!

Já em Caraíva fomos jantar mas estava tudo tão absurdamente caro que resolvemos mandar só um lanche e ir dormir.

O problema é que nessa noite teve uma festa em uma praia que para se chegar tinha que passar na frente da minha pousada. A pousada não tem absolutamente nenhum isolamento acústico e a noite inteira ficou passando gente falando alto e buggys barulhentos que pareciam estar dentro do quarto. Foi difícil de dormir essa noite.

Dia 10

Já era o dia de ir embora de Caraíva, mas ainda deu tempo de visitar a Prainha. A Prainha é uma praia de rio bem bonita no lado oposto do centrinho.

Peguei um buggy para chegar lá, pois era uma caminhada razoável.

Chegando lá foi uma grata surpresa. A Prainha é linda! E não tinha quase ninguém lá esse dia. Estava maravilhoso!

Aí enquanto eu estava fotografando uns pássaros, aconteceu uma coisa bem chata. Acabei fazendo um resgate de um filhote de passarinho.

Teve uma festa na noite anterior aqui na prainha e tinha muito saco de lixo com as coisas da noite anterior espelhadas por aqui. Eu estava passando e achei bem estranho uns barulhos de passarinho vindo de um monte de saco de lixo. Acabei parando para investigar, mas eu achei que era algum pássaro tentando comer restos que estariam em volta dos sacos. Procurei um monte e não achei nada. Foi quando percebi que o barulho vinha de dentro do saco!

Acabei vendo uma pequena movimentação dentro do saco e chamei a Tati para me ajudar e filmar tudo.

Tinha muita garrafa em cima dele, qualquer coisa poderia fazer as garrafas mexerem e esmagarem o pobrezinho. Ainda bem que a coleta de lixo não tinha chegado ainda.

Eu realmente não faço ideia de como ele foi parar dentro do saco de lixo. Ele era muito bebezinho ainda.

Os pais estavam por perto respondendo aos chamados, mas sem poder fazer nada.

Então depois que eu o tirei de lá, fiquei procurando algum lugar seguro para deixá-lo. Não encontrei nada muito bom, então fizemos um “ninho” com uma toalha velha que achamos por lá e colocamos ele dentro.

Os pais já correram levar comida para ele, que estava morrendo de fome!

Ele até que ficou uns minutos por lá, mas logo já pulou e foi para o mato. Subiu em um galho e por lá ficou.

Ele é um Papa Capim de Costas Cinzas – Sporophila ardesiaca.

Papa Capim de Costas Cinzas – Sporophila ardesiaca

Não tinha muito mais o que fazer, mas ele aparentemente estava bem. Acho que ele era muito novo para estar fora do ninho e não é fácil sobreviver assim tão pequeno solto na natureza, mas ele estava lá e os pais estavam por perto levando comida… Sei lá. Ele já conseguia se empoleirar bem e eu acho que só podia torcer para o melhor.

Papa Capim de Costas Cinzas – Sporophila ardesiaca

Fiquei feliz de estar atento e poder ajudar esse nenenzinho! Espero que ele tenha ficado bem!

Suiriri – Tyrannus melancholicus Vieillot
Bentevizinho de Penacho Vermelho – Myiozetetes similis
Saí Azul (Fêmea) – Dacnis cayana
Sabiá da Praia – Mimus gilvus

Aí infelizmente chegou a hora de voltar para poder seguir viagem. Como não tinha como chamar um buggy, fui andando até a pousada. O problema foi que a areia estava pegando fogo naquela hora. Mesmo com o chinelo foi um sofrimento até chegar na pousada, pois a areia é fofa e o pé afundava até a metade.

Aí na hora de ir para o centro para pegar o barquinho para a travessia, não resisti e chamei uma charrete para nos ajudar. Eu não tinha condições nenhuma de carregar aquela mala na volta. Mas para não sobrecarregar o cavalinho, eu fui andando do lado. O importante era aquela mala chegar lá!

A ideia nesse dia era conhecer a Praia do Sahy. Como já era meio tarde, parei em um lugar para almoçar e pensar no que fazer no dia.

Acabei parando em uma pousada que servia comida que o dono era um cara bem bacana!

Comemos bem, curtimos um som, e o cara nos levou para ver a vista de Caraíva lá do fundo do terreno dele.

Ele nos aconselhou a não ir para a praia nesse dia, porque a maré já estava cheia. Ele ainda nos arrumou de nos levar de carro para a praia no dia seguinte. A opção que 90% das pessoas fazem é ir caminhando desde Caraíva. Ir de carro era show!

Fogo Apagou – Columbina squammata

Continua – Trancoso: profissaoviageiro.com/2021/09/03/trancoso/

Trancoso

Dia 10 (Continuação)

Então segui para Trancoso que era o próximo destino e fiquei de acordar bem cedo no dia seguinte e voltar até lá para ir nessa praia tão bem falada.

Já em Trancoso, fui para o Quadrado dar uma volta e jantar. O Quadrado de Trancoso é uma grande praça no centro que está cheia de lojas e restaurantes sofisticados.

Na hora de dormir dei azar de novo. O quarto da pousadinha não tinha nem vidro na janela. A casa do lado foi alugada por um monte de adolescentes que ficaram fazendo festa até altas horas. Que desgraça!

Dia 11

Depois dessa noite mal dormida cai da cama cedinho e segui para Caraíva. No horário cheguei lá e partimos para a Praia do Sahy.

Deixa eu contar como é o esquema lá…

Como comentei, a maioria das pessoas vem andando desde Caraíva até a Praia do Sahy. Ir de carro tem uma grande dificuldade… O acesso à praia é feito por dentro de uma fazenda. Apenas as pessoas que moram dentro da fazenda podem autorizar visitantes entrarem. Então ou você conhece alguém lá, ou não consegue entrar de carro, porque seu nome tem que estar na portaria da fazenda de manhã.

Ouvi uma história que o dono da fazenda é um doleiro desses vagabundos que toda hora aparece em noticiário criminal. Uma tristeza essa país…

Agora vamos ao que interessa… Essa praia é sensacional!

Existem 2 bares mais arrumadinhos na praia, mas eles ficam tocando música, então ficamos bem longe deles.

Ficamos cada hora em um lugar da praia, aproveitando a beleza de cada canto.

Também fizemos snorkel naquele mar lindíssimo!

Mais para o final do dia fomos até a foz do rio e paramos em uma barraquinha para comprar uma cerveja.

Nessa parte perto do rio, fica uma argila branca que a mulherada passa para hidratar a pele e fazer uma graça para as fotos. A Tati deu uma geral com a argila!!!! Hahaha!

O pior é que a pele fica muito macia mesmo! Impressionante!

Bom, como sempre, decidimos ir embora quando já estava quase escuro. Pouquíssimas pessoas na praia ainda.

Um pequeno detalhe que não nos foi avisado, é que a pessoa da portaria só fica lá até um pouco antes das 5 da tarde. Depois vai embora e só consegue abrir a porta o pessoal que mora lá…….

Quando descobri isso, fiquei meio desesperado… Tentamos voltar lá na praia e o pessoal das casas não queria por nada ir até a portaria com a gente…

Um cara que iria passar a noite na praia até ofereceu de compartilhar o peixe que ele iria assar durante a noite com a gente, caso não conseguíssemos sair.

Eu não conseguia nem sonhar em ter que passar a noite lá ao relento, porque a galera que iria passar a noite lá tudo tinha barraca e mantimentos. A gente não tinha nem água!

Nisso falei para a Tati ir falar com o cara da barraca que compramos a cerveja. Por sorte ele iria sair e disse que a gente poderia sair com ele.

Minha nossa, que sorte!

O cara demorou muito para sair, mas no final deu tudo certo!

Pica Pau do Campo – Colaptes campestris

O pessoal lá é meio estranho, para falar o mínimo… Tinha um outro carro que depois apareceu que parecia que estava na mesma situação que eu. Precisava que alguém abrisse a porta para eles saírem. Ele estava um pouco para trás da gente.

Só para não ajudar esse cara, eles abriram a porta rapidinho, saíram e mandaram eu sair rápido. Aí fecharam a porta correndo e o cara ficou lá… Os caras ficaram com aquela cara de missão cumprida só porque conseguiram prejudicar o outro cara. Achei bem zoado. A educação dessa galera é…. diferente.

E foi isso nesse dia.

Continua: Arraial d’Ajuda https://profissaoviageiro.com/2021/09/01/arraial-dajuda/

Arraial d’Ajuda

Dia 12

Dia de conhecer o Parque Nacional do Pau Brasil!

Depois de mais uma noite mal dormida por causa da festinha dos adolescentes, fiz o check out e saí da pousada bem chateado. Parti para o parque com as malas no carro porque depois de lá já iria para Arraial d’Ajuda.

O parque do Pau Brasil está sob concessão da iniciativa privada, então o esquema já é bem melhor que o Parque do Descobrimento. Uma estrutura melhor e mais organizada.

O passeio foi feito no carro do parque, e por isso foi cobrado um valor extra.

Fizemos várias trilhas dentro do parque e nos deparamos com lugares lindos.

Vimos muitas bromélias no caminho.

Quando uma árvore desse tamanho cai, abre um clarão na mata que é insano. Isso é um monstro que vai abrindo caminho por onde passa.

E tem também essa árvore que parece árvore de desenho animado! Dá para imaginar tirando a cabeça de dentro com um bicho grudado no nariz!

Ela é oca e dá para ver um pontinho de luz lá em cima!

Mas a principal atração do parque é sem dúvida o Pau Brasil. Existem árvores de aproximadamente 1.500 anos nesse parque!!!!

É realmente emocionante ver a força da natureza e estar diante de um gigante desses!

A gente abraça árvores… Somos desses!

Conhecemos 2 árvores que tinham aproximadamente essa idade.

Uma curiosidade sobre o Pau Brasil é que as árvores crescem muito devagar. Uma árvore de 2 metros de altura já pode ter mais de 50 anos.

Outra curiosidade é que o Pau Brasil tem espinhos apenas enquanto é “jovem”. Quando a árvore cresce, ela deixa de ter espinhos.

Jovem
Adulto (Um vovô milenar, na verdade!)

Paramos depois desse encontro em um mirante.

E partimos para a última trilha do passeio, até a cachoeira Salto do Jacuba.

Essa trilha deu um medinho porque fizemos uma parte dela sozinho, porque o guia foi até a sede encontrar outros visitantes que haviam chegado.

A trilha não é difícil, mas o medo de pisar em uma cobra não era pequeno. Acabamos indo bem devagar para tomar todo cuidado.

A cachoeira fica em uma região bem bonita com umas mesas de pique nique. O rio é muito bonito com a água limpinha!

E a cachoeira é bem legal!

O único problema é o medo de entrar no poço dela, porque existem muitas cavernas e locais escuros que para aparecer uma cobra ali não custa nada!

Eu me arrisquei um pouco ali, mas não cheguei a entrar debaixo dela.

Aproveitamos para fazer umas fotos porque o lugar merecia!!!

Acha que é fácil conseguir uma boa foto da cachoeira?!

Na volta encontramos uma família de Quatis! Um filhote decidiu posar para foto antes de se jogar do alto da árvore!

Quati – Nasua

E foi isso. Voltamos para a sede, ficamos lá um pouquinho e andamos até um mirante ali perto. Depois seguimos para Arraial.

Arapaçu Bico de Cunha – Glyphorynchus spirurus
Saí Azul – Dacnis cayana
Carrapateiro – Milvago chimachima

No caminho, encontramos um restaurante bem caseiro que nos deliciamos com um belo arroz, feijão e macarrão!!

Em Arraial ficamos em uma pousada bem bacana! Fizemos o check in e já corremos pegar uma praia em Arraial mesmo.

Sanhaço do Coqueiro – Thraupis palmarum

Ficamos na Praia do Araçaipe e depois na Praia do Apagar-Fogo, já bem na margem do rio, de frente para Porto Seguro.

Ali é lotado de condomínios que fecham o acesso para a praia. O acesso fica limitado aos pequenos corredores públicos que existem ali. Enquanto na rua, você vai andando na beira da praia, mas a única coisa que vê são muros altos.

A vantagem dessas praias é que fazem parte de uma grande faixa de areia que facilita para encontrar um lugar tranquilo para montar o acampamento!

As praias são bonitas e estavam limpas.

Foi um passeio bacana, mas sem nada de especial. Na volta paramos no cento para nosso almojanta. Um peixinho delicioso!

De noite fomos para o centrinho e mandamos essa extraordinária barca de açaí para encerrar o dia com estilo!

Dia 13

Pegando dicas de praias com o pessoal de lá, nos sugeriram visitar a Praia Taípe, mais para o sul, indo em direção à Trancoso.

Seguimos essa dica e fomos então curtir nosso último dia de praia em Taípe.

Chegando lá, ficamos um pouco decepcionados com o lugar. Tinha inclusive 2 ônibus de turismo da CVC estacionados lá. Definitivamente não era isso que estávamos procurando. Como a praia tem estrutura de restaurante, fica uma bela muvuca ali.

O estacionamento é pago.

Bom, andamos um pouco por ali e avistamos mais ao sul uma parte da praia que parecia bem mais bonita e tranquila, cheia de coqueiros. Decidimos então voltar para o carro e tentar a sorte naquela direção.

A estrada não beira o mar bem de perto, então precisa procurar onde que se tem acesso às praias pelo trajeto.

Um pouco antes de chegar em Trancoso achamos um acesso por dentro de um condomínio para a Praia do Rio da Barra.

Ali a praia era muito mais bonita e tranquila. Achamos um coqueiro para chamar de nosso e já nos instalamos!

Obvio que aproveitamos para mais uma sessão de fotos!

Já mais para o final do dia fomos até a foz do Rio da Barra. Lindo demais ali!

O privilégio de pegar esse pôr do sol no último dia inteiro de praia!

E como sempre só saímos da praia depois que o último raio de sol se apagou.

De noite fomos para o centrinho de Arraial para passear e jantar.

Assim como em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda também tem a sua passarela do Álcool! E a gente não poderia deixar passar a oportunidade de beber um Capeta!!!!!

Quem passou a formatura do 3º colegial em Porto Seguro sabe quantas histórias boas começam com um porre de Capeta!!!! Hahahaha!!

E sob efeito do Capeta, fomos para a pousada!

Dia 14

Já com clima de despedida, ainda teríamos uma manhã em Arraial. Decidimos ficar curtindo a pousada para não ter que se envolver em nenhuma correria nesse dia. De tarde pegaríamos um ônibus de Porto Seguro para Ilhéus.

Eu aproveitei que a pousada ficava em uma área de bastante verde e saí para tirar umas fotos dos bichos. A Tati já foi direto para a piscina

Sabiá Barranco – Turdus leucomelas
Sagui de Cara Branca – Callithrix geoffroyi
Sanhaço do Coqueiro – Thraupis palmarum

Depois eu deixei o carro para lavar, porque dava até vergonha de devolver o carro na situação que ele estava, e fui para a piscina também.

Mas infelizmente chegou a hora de nos despedirmos de Arraial. ☹

Olha que anúncio maravilhoso nesse carro que estava na balsa! Hahahahaha!

Aí devolvemos o carro no aeroporto e pegamos um Uber para a rodoviária que fica do lado do aeroporto. Embarcamos no horário e fomos para Ilhéus.

Em Ilhéus o pessoal da pousada não conseguia informar direito o endereço da pousada e perdemos um tempinho até achar o lugar. Realmente não consigo entender como que com tanto aplicativo de localização alguém tem dificuldade de informar a localização da sua pousada, mas…

Como já era de noite, não fizemos mais muita coisa esse dia.

Continuação-Ilheus – https://wordpress.com/post/profissaoviageiro.com/6419

Ilhéus

Dia 15

Tomamos café na pousada e já partimos para a praia, pois o tempo era curto. Nosso voo de volta para São Paulo era no meio da tarde.

Sanhaço Cinzento – Thraupis sayaca

Pegamos praia na Praia do Milionários que era a mais próxima da pousada. Dizem que é uma das melhores praias de lá e uma das poucas com mar próprio para banho.

Olha, foi uma decepção absurda.

A praia estava imunda! Era difícil achar um lugar que não se deitasse em cima de algum tipo de lixo. A galera é muito porca!

Se essa é uma das melhores praias por lá, imagino as piores… Que pena.

Mas era isso para o momento e aproveitamos os últimos minutos de férias na Bahia por lá mesmo.

E como não tinha outra saída, tivemos que fechar as coisas e voltar para casa!

Olha, foram 2 semanas especiais que passamos lá! De verdade! A Tati não conhecia nada e eu já conhecia uma boa parte dos lugares que visitamos. Mas acho que a emoção foi a mesma que a dela. Lugares lindos, alto astral, sol, natureza exuberante e muitas fotos e histórias que se fosse escrever tudo aqui deixaria ainda mais longo o post.

Olha, não tem uma semana que passa que não brincamos de largar tudo aqui e abrir uma pousada em Cumuruxatiba!!!

Quem sabe!

E é isso viageiros, qualquer coisa que eu puder ajudar com as dúvidas de vocês desses lugares, é só perguntar!

Abraço!

Profissão: Viageiro

Insta: @profissaoviageiro

Boituva em 2 atos – Ato 1

Boituva em 2 atos

 

Boituva é uma cidade conhecida por suas opções radicais aqui perto de São Paulo, na região de Sorocaba.

 

Fui para lá duas vezes experimentar um pouco da adrenalina que eles têm para oferecer.

 

Valeu muito!

 

 

1º ato – A queda

 

Um belo dia no staff da empresa de consultoria que trabalhava, o Robinson (Roy / Fera), meu amigo agora mundialmente famoso por conta do Blog Casei Mudei, vira para meu lado e pergunta: Vamos pular de Paraquedas???

 

Eu achei meio estranho aquela pergunta do nada assim, logo de manhã… Achei que ele não tinha tomado café da manhã direito e estava com alguma falta de vitamina na cabeça… Sei lá…

Mas já logo topei.

Ele imediatamente passou a mão no telefone e ligou para uma empresa de lá, fez algumas perguntas, e já reservou para nós pularmos no final de semana.

 

Em menos de 5 minutos eu tinha um pulo de paraquedas agendado!!!! Não coube muita discussão sobre o assunto!!!!

 

Ainda era começo da semana, então aquilo não me afetou muito… Contei para as pessoas, dei umas risadas, mas nada de mais.

 

Quando chegou Sexta de noite, aí eu já comecei a sentir um pouco da pressão!!! Estava na casa de uns amigos e começamos a conversar sobre o assunto e eu já senti um pouco de medo… Mas fingi que estava tudo sob controle!!!   😉

 

Chega então o Sábado… Dormi muito mal, mas cedinho levantei, peguei o Roy e partimos para Boituva.

 

Chegamos cedo, tinha pouca gente lá ainda. Um dia bem nublado.

 

Fomos então para a parte burocrática… Pagamos, solicitamos o serviço de fotos e filmagem e assinamos o termo de responsabilidade que era algo como:

“Você quem quis pular de um avião, provavelmente você vai morrer e nós não temos nada com isso.”

Estou de acordo!!!!

 

 

Aí recebemos um briefing sobre o que iria rolar e o que deveríamos e principalmente não deveríamos fazer.

 

Vestimos nossas roupas e uns minutos depois nos chamaram para embarcar.

 

 

Já com aquele sorriso amarelo fomos para o monomotor que nos levaria aos 12.000 pés de onde pularíamos daquele avião, torcendo pelo melhor.

 

O piloto deveria ter uns 18 anos! O avião não tem nada na parte de trás. Sentamos no chão e tentamos aproveitar o passeio!!

 

É muito louco entrar em um avião e pensar que você não volta para o chão nele!

 

Perguntamos para os caras se alguém já tinha amarelado dentro do avião e eles falaram que é muito raro. Quase ninguém eles disseram.

Sem contar que falaram que voltar dentro do avião não é uma boa ideia, pois o piloto não desce igual um piloto de voo comercial… Os caras falaram que é insano o que o cara joga o avião para baixo. Agora imagina isso sentado no chão do aviãozinho sem ter muito onde segurar!

 

E então que um pequeno alarme e uma luz piscando indicam que estamos na altitude do salto…

Desse momento até eu pular daquele avião não se vai nem um minuto.

É abrir a porta do avião, ir para a beirada e pular… Assim…

 

Eu fui primeiro… O fotografo já se posiciona do lado de fora, nós chegamos na porta e só deu tempo de dar uma olhadinha pra baixo e o cara já pulou!

 

Aí, o negócio é relaxar e curtir a viagem!!!!

 

É muito louco!!!! Uma sensação diferente de tudo. Caindo a 200 Km/h, curtindo o visual, posando para fotos, passando pelo meio das nuvens… Bom demais!!!

 

Depois que o paraquedas abre é legal que se pode curtir tudo com mais calma, naquele silêncio… Estava com um pouco de medo ainda, mas consegui curtir bem!

 

Quando pousamos estava meio pálido, mas com uma sensação muito boa.

 

O Fera também curtiu muito o pulo!

 

Realmente é um negócio único… Muita adrenalina!!! É único!

Certamente ainda vou repetir… Não sei quando ainda, mas ainda vou… Em algum lugar com visual diferente, sei lá. Mas vale muito a pena!!!!!

 

Valeu!!!!!!!!!!

Boituva em 2 atos – Ato 2

2º ato – O ar quente

 

A outra grande atração da cidade é o Balonismo. É aquele tipo de coisa que a gente vê na TV, acha lindo, mas fica esperando quem sabe um dia estar em um lugar como a Capadócia para quem sabe decidir fazer.

Claro que por lá deve ser mais bacana que em Boituva, mas é uma experiência muito legal, independente de onde seja.

 

Eu ganhei meu voo de presente! Esse sim foi um presente bacana!!!!!

Só foi um pouco difícil fazer o voo… Tentamos umas 4 vezes marcar e o voo não rolava por conta das condições climáticas.

Até que uma vez confirmaram o voo e lá fomos nós para Boituva. Acorda 4 da manhã e pega o carro ainda meio zumbi para lá.

Chegamos e ainda estava escuro. Tomamos um café da manhã de café e bolachas e fomos para o local da decolagem para ver a preparação dos balões.

 

No final das contas essa foi para mim a melhor parte do passeio. Explico logo mais.

 

São várias operadoras que começam a encher seus balões em um grande campo aberto… Aí mistura aquelas cores, com as rajadas de fogo dos maçaricos, com o sol nascendo… Realmente muito legal.

Junta com isso aquele fiozinho de adrenalina que já chega ao pensar que em alguns minutos eu ia voar em uma cesta de palha!

 

Bom, o balão enche, todo mundo se pirulita para cima da cesta e o balão começa a subir! Outro momento bem legal, olhar os outros balões subindo bem pertinho do nosso… Ver a cidade lá de cima… Muito legal!!!

 

Mas……………….. Como o tempo não estava bom, o cara do balão vai descendo, e descendo, e descendo……..

Quando vimos, estávamos voando a uns 2 metros do chão, se muito. Achei que alguém ia descer por ali e a gente ia continuar a viagem!    :-p

 

Foi péssimo! Voamos alto por menos de 5 minutos e todo o resto do passeio foi rente ao chão… Tipo, para isso eu não preciso pagar um balão para fazer… Vou na caçamba de uma camionete que é até mais divertido.

 

O pessoal reclamou com o cara, mas ele disse que era por conta das condições do tempo e tal…

Nossa, foi muito chato… Muito mesmo… Estávamos até ficando meio mal humorados com a situação. Já não via a hora do Balão pousar de vez para irmos embora para casa.

Teve uma hora que ele chegou a bater a cesta no chão no meio de uma plantação de cana de açúcar, a gente só se protegendo das folhas, e o cara arrebentando a plantação de alguém.

Para fazer essa patifaria, era melhor não ter voado.

 

Bom, aterrissamos sem grandes problemas, ganhamos uma taça de um espumante bem doce e o transporte dos caras nos levou de volta. Aí tomamos um café da manhã mais reforçado e pegamos nosso caminho de volta para São Paulo.

 

Rio de Janeiro

Fui passar um final de semana prolongado no Rio com uma turma do escritório de arquitetura que minha ex-mulher trabalha.

O pessoal é muito gente boa e, claro, incluíram algumas visitas arquitetônicas no passeio, que foi bem legal para ir um pouco além do tradicional!

 

E assim foi:

 

Saímos de SP de carro na Quinta Feira depois do trabalho e paramos para dormir em Barra Mansa. Estávamos com um certo receio de chegar no Rio de madrugada, meio perdidos.

001 - Barra Mansa

 

Na Sexta, logo que chegamos fomos direto visitar o Museu de Arte Contemporânea – MAC em Niterói, projetado por Oscar Niemeyer

004 - Chegando ao Museu 005 - Museu de Arte Contemporânea ??????????????????????????????? 009 - imagem 014 010 - imagem 015 ???????????????????????????????

Muitos ângulos!

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É uma obra muito bacana e uma visita que vale a pena, independente do que está em exposição no momento.

 

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E mais ângulos027 - imagem 035 028 - imagem 036

No final da tarde fomos passear na orla de Ipanema e Leblon. Depois fomos comer no Bar Garota de Ipanema, afinal de contas, somos turistões ou o quê?!?!?!

030 - imagem 038 033 - A Verdadeira Garota de Ipanema

Apesar da foto horrível, essa é a Lua laranja!???????????????????????????????

 

No Sábado acordamos cedo e já logo fomos para a praia aproveitar um pouco, mas ficamos pouco, pois iriamos visitar o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.

Partimos para o Cristo Redentor de carro e é sempre um stress esse negócio de estacionar lá no Rio… Não tinha muito como escapar dos flanelinhas. Um saco….

 

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Outra coisa que não é muito bacana são os preços que eles cobram tanto no Cristo Redentor quanto no Pão de Açúcar… Pagamos preços de gringos sem dó.

048 - Felipe e o Cristo Redentor 049 - imagem 043 050 - imagem 052

Bom, subimos no Cristo!

Fomos de carro até onde tinha como ir, mas tem a opção de subir de bonde, que deve ser divertido!

A vista é linda lá de cima e é bacana estar lá! É uma das imagens mais conhecidas do mundo e por alguns minutos fazemos pare dela!

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055 - Felipe e o Rio  060 - imagem 059 061 - imagem 060 062 - imagem 061 063 - Cristo ??????????????????????????????? 073 - imagem 070 076 - imagem 073

 

De lá fomos para o Pão de Açúcar.

Tinha bastante gente lá para pegar o bondinho, mas até que foi relativamente rápido.

077 - Pão de Açúcar 079 - imagem 076 083 - imagem 079 084 - imagem 080 ??????????????????????????????? 086 - Aeroporto 087 - DSC05222 089 - imagem 084 091 - imagem 086 093 - imagem 088

Ficamos lá até o pôr do sol curtindo o visual.

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O tempo deu uma fechada feia do nada!098 - imagem 093

De noite fomos jantar em Copacabana na beira da praia

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No Domingo fomos conhecer a Casa de Canoas, que Oscar Niemeyer projetou em 1951 para morar lá.

Não tinha quase ninguém visitando a casa. Ficamos só nós lá praticamente o tempo inteiro.

Pela casa diversas esculturas de corpos de mulheres… Ele pelo visto era bem chegado na fruta!

 

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Como era ele, era apenas chamado de mulherengo e apreciador das curvas da mulher, se fosse eu com um negócio desse em casa, era um depravado dos infernos!!!!!! Hahahaha!!!!!!

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Eu imagino que o Oscarzão deve ter feito uma bagunça danada naquela casa!!!!

A casa foi fechada posteriormente para visitação e não tinha prazo para reabertura.

 

De lá fomos pegar uma praia na Barra da Tijuca.

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E então, tomamos nosso rumo de volta para São Paulo!

Valeu o final de semana!!!

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Chapada dos Veadeiros

Vou começar com os posts de viagens pelo fim. Essa foi a última viagem que fiz antes de começar o blog.

Fui para a Chapada dos Veadeiros. Estive lá para o feriado do dia 15 de Novembro. Fui com um casal de amigos.

Em Novembro a época de chuvas já começou, e por aqueles lados não tem conversa, é chuva mesmo!

Ela atrapalhou um pouco meus planos, pois não saíamos cedo quando estava chovendo, mas não foi nada demais,

Tem um pessoal que eu estava conversando pelo site do Mochileiros que foi para lá nessa mesma época que saía com chuva e tudo pelo que falaram… Colocavam capa e pé na trilha. Nós preferimos sair depois da chuva nos 2 dias que amanheceram chovendo.

Choveu muito menos do que a previsão estava anunciando, então não se assustem se a previsão quando forem para lá estiver muito feia.

Dia 14/11/2012

Chegamos em Brasília umas 7 da noite. Nossos amigos já haviam chegado uma meia hora antes de nós e agilizaram o aluguel do carro.

Alugamos um carro na Avis e não foi uma boa experiência, mas depois eu conto com calma.

Nesse dia fomos tranquilos para Alto Paraíso de Goiás. Eu levei meu GPS aqui de São Paulo e a estrada nunca estava onde o carro estava! Mas pelo menos ajudou dando uma referência.

A estrada é razoavelmente boa e só piora perto de Alto Paraíso.

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Dia 15/11/2012

Acordamos cedo e estava caindo uma bela chuva. Tomamos café e a chuva não dava nem sinal que iria melhorar.

Tomamos então a decisão mais óbvia para um grupo de sedentários… Fomos dormir!!!

Acordamos já era mais de meio dia e a chuva havia parado. Então saímos para conhecer a Cachoeira do Abismo.

No caminho paramos em São Jorge para almoçar no Restaurante da Nenzinha. Estava boa a comida!

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Então fomos para a cachoeira. Como já era tarde, não fomos até a Janela para não correr o risco de escurecer antes de voltarmos para o carro, que devido a condição da estrada, não chegou nem na entrada da propriedade onde fica a cachoeira.

Pagamos R$ 10 por cabeça para entrar e fizemos uma trilha tranquila até chegarmos lá.

É um lugar muito bonito! A cachoeira tem o poço escuro, mas não com aspecto de sujo. Mesmo depois da chuvarada a água estava bem bonita.

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Lá encontramos um casal um pouco mais velho que disse que já tinha ido a umas 3 cachoeiras aquele dia e a única que não estava turva e agitada por causa da chuva era a do Abismo. Demos sorte então!

Eles também nos falaram de um restaurante chamado Jambalaya que tinham gostado muito, com luz de velas, vinhos…

Quando saímos ainda paramos em uma antena de celulares para tirar umas fotos e depois em São Jorge, para um merecido Açaí

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Bom, nessa noite fomos conhecer o Restaurante Jambalaya. Muito bacana e muito gostoso.

Me pareceu um restaurante que era frequentado pelo pessoal de Brasília que tem casa lá. Não era muito o estilo mochileiros e nem dos caras que vão encontrar os ETs!

Comemos um Filet Mignon espetacular… O meu tinha Queijo Rockford por cima e o das meninas Calda de Jabuticaba. Show!

Comemos bem, tomamos um vinho e fomos dormir bem felizes!!!!

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Dia 16/11/2012

Esse dia amanheceu encoberto, mas logo já abriu o tempo. Então levantamos, tomamos café e pé na estrada para conhecer a Cachoeira Santa Bárbara.

Para chegar lá não é nada fácil. O caminho é bem complicado e tem que meter o carro dentro de rio diversas vezes… Algumas até que não sei como passamos!!! Nesse dia agradeci muito que o carro não era meu!!!!

Para chegar lá são 90 km de Alto Paraíso até Cavalcante e mais uns 30 Km até a cachoeira por essa estrada de terra que vou falar… Destruiu bem o carro.

No caminho fizemos algumas paradas para curtir o visual. É um caminho bonito até chegar em Cavalcante. Tentamos também achar o tal do túnel para Machu Picchu, mas não foi dessa vez…

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Já mais perto da entrada da cachoeira se passa por um local onde o pessoal cobra a entrada da cachoeira e te diz que é obrigatório seguir com um guia… Eu não queria seguir com guia, pois já tinha ouvido muita gente falar que lá não é obrigatório, mas como tinha outras 4 pessoas lá para dividir conosco, acabei topando logo.

Fomos então a caminho da cachoeira… Em um dos rios que temos que cruzar de carro, a água chegou a subir pelo para-brisa do carro até o teto e então se fez uma linda cachoeira dentro do nosso carro, do lado do banco do passageiro. Juro, não sei como passamos… Tinha areia desse rio por todo o teto do carro… E água dele por todo o assoalho!!!

Bom, depois de alguns outros mergulhos menos traumáticos com o carro chegamos ao ponto de parada. Lá descobri que a placa da frente de nosso carro ficou em algum dos mergulhos nos rios. Provavelmente nesse pior. Mas não foi só a nossa… Quase todos os carros que chegaram lá perderam as placas! Nós que fomos em 3 carros, 2 ficaram sem placa.

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Depois seguimos a pé até chegar na Santa Bárbara. A caminhada é tranquila até a cachoeira.

 

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Essa cachoeira é maravilhosa!!! A água estava verde e bem limpinha, apesar das chuvas dos dias anteriores… Tudo muito bonito!

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080 - Chapada dos Veadeiros

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Depois de tomarmos banho e ficarmos lá curtindo o visual, saímos para conhecer a Cachoeira Capivara. No caminho de volta depois de passar pelo rio piorzinho, descemos do carro e fomos procurar as placas dentro do rio. E não é que achamos as placas dos 2 carros!!! Elas estavam lá no fundo do rio, meio detonadas, mas estavam lá!!!

Quando começamos a caminhada para descer para a Cachoeira Capivara começou a chover bastante. Descemos até a cachoeira, mas ficamos pouco por lá e já logo subimos. Não tirei nenhuma foto, pois como estava chovendo forte, não tive como pegar minha máquina.

De lá fomos para a Cervejaria Aracê que fica em Cavalcante mesmo. Os donos são um casal de chilenos que vieram para o Brasil para conhecer o neto recém-nascido e por aqui ficaram!

O lugar é bacana e a comida bem gostosa!!! Comemos um pouco de tudo do cardápio e claro, tomamos a sua cerveja! Não é a cerveja mais gostosa do mundo, mas tá valendo!!!!

Valeu a visita!!!

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Nessa noite eu e a Débora fomos procurar um lugar para comer alguma coisa antes de deitar. Fomos só nós dois pois a Bárbara teve que fazer algumas coisas de trabalho.

Saímos de carro pela cidade e já paramos no primeiro lugar aberto que encontramos. Eu sentei na expectativa de pedir um belo hambúrguer ou algo do gênero. Quando sentamos, olhei para o lado e vi um quadro… Nesse quadro tinha o desenho de uma vaca, uma galinha, um porco e um peixe, com uma frase em baixo de cada um deles do tipo: “Isso não é uma coxinha, é uma vida”.

Tive certeza naquele momento que não comeria um hambúrguer naquela noite………

Acabamos pedindo uma pizza brotinho de queijo cada um para acabarmos logo com aquilo e irmos dormir. O “legal” é que a pizza foi feita em cima de uma massa integral dura que nem pedra. Eu consegui cortar, mas a Débora não estava conseguindo. Uma hora de tanto fazer força, o garfo escorregou e ela arremessou a pizza na minha direção como se fosse uma tacada de hóquei! Não sei como, mas no reflexo consegui “defender” a tacada dela com um tapa na mesa que segurou a pizza por um fio! Quase que ela jogou o jantar dela no meio da rua!!!!!

Falei para ela: Se não está bom, não precisa jogar nos outros a comida, é só deixar no prato!!!

😉

Encontramos na volta a Bárbara e o Fabrício em uma pizzaria muito bacana na frente da nossa pousada… Eles se deram bem melhor nessa noite!

Dia 17/11/2012

O dia amanheceu bonito! Então não tinha desculpa, iriamos cumprir o planejado, conhecer a Cachoeira do Segredo.

Fomos até São Jorge, na esperança de encontrar algum guia na cidade, mas não rolou. Então fomos até a entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros para pegar um guia lá. De lá fomos para a fazenda onde fica a cachoeira com o guia em nosso carro.

A trilha começa por uma parte aberta, mas depois fecha e não ficamos muito expostos ao Sol, mas mesmo assim me queimei bastante… E para piorar fiquei com a marca da mochila no meu corpo…

De fato a caminhada é pesada… Esse negócio de ficar cruzando o rio pra lá e pra cá é muito legal nas 3 primeiras vezes… Depois aquela água e areia ficam represadas dentro dos tênis e incomodam bastante!!!

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O lugar é muito bonito. É um passeio bem bacana mesmo!!!

 

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Quando finalmente chegamos à cachoeira, nossa, que visão!!! De repente olhamos para o lado e lá estava aquela cachoeira enorme e linda!!! Muito legal esse momento!

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Dos 4 só eu fui até a cachoeira, que tinha que nadar um pouquinho… O pessoal preferiu ficar relaxando e comendo um snack que levamos.

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Após um tempo lá decidimos voltar. Iríamos tentar encontrar o Rancho do Waldomiro aberto. O caminho de volta me destruiu… Meu pé ficou estragado e estava com muita dor… Tive que tirar o tênis e acabei concluindo o caminho de meia… Que cena horrorosa!

 

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Fomos então em direção ao Rancho do Waldomiro. Chegamos lá já estava escurecendo, mas demos sorte e eles ainda estavam abertos. Pedimos a Matula e enquanto esperávamos ficamos provando as cachaças e os licores que eles fabricam lá. Tudo muito bom.

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A Matula é um capítulo a parte. Eu estava com muita fome e quando vi aquele prato achei que não iria comer tudo. Vem muita comida! Claro que estava enganado e comi até o último grão de arroz. Delicioso!

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Dia 18/11/2012

Nosso último dia foi meio devagar. Estávamos muito cansados da Cachoeira do Segredo e o dia estava bem feio. Começou chovendo bastante e depois melhorou, mas o tempo não abriu.

Fomos para o Vale da Lua. O lugar é bonito, mas por conta da chuva o rio estava muito alto e não pudemos entrar na água. É um lugar bacana, diferente, mas acho que existem passeios mais legais que esse por lá. Não achei um dos principais passeios de lá, mas como estávamos muito cansados, foi bom assim.

 

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Imagem Ahhhhh, nu não pode???????????? 😦

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De lá passamos no Rancho do Waldomiro para comprar alguns licores e fomos para a pousada fechar as coisas para voltar para Brasília.

Conseguimos ainda encontrar um cara na rua que nos indicou a oficina do primo que poderia nos atender… Nossa, demos muita sorte! No meio de um Domingo de feriado ainda conseguimos uma oficina! O cara colocou nossa placa de volta e deu uma disfarçada no para-lama que tinha danificado em algum dos mergulhos e buracos da viagem para a Santa Bárbara.

Pé na estrada então de volta para Brasília.

Fora um desentendimento na hora de devolver o carro por conta da falta de treinamento dos atendentes, foi tudo tranquilo na volta e chegamos a São Paulo muito bem!

Em relação a gastos foi até que em conta. Gastamos R$ 1.000,00 por pessoa incluindo tudo, inclusive R$ 500,00 que tivemos que pagar a mais por conta de um amassado no para-choque do carro que não teve jeito de arrumar.

E assim foi! Até a próxima ET!

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